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Brasil atinge recorde de 21 capitais e DF com mais de 90% de UTIs lotadas

Por André Luis

Quadro mostra um recorde desde o início do levantamento da Folha de S.Paulo, em maio de 2020.

Folhapress

Toques de recolher, lockdowns, criação de mais leitos e anúncio de megaferiados não conseguiram frear a alta demanda por UTIs para pacientes da Covid-19 no país.

Dados de segunda-feira (5) mostram 21 capitais com mais de 90% dos leitos públicos de UTI ocupados com casos críticos da doença, um quadro recorde desde o início do levantamento do jornal Folha de S.Paulo, em maio de 2020.

Brasília possivelmente também está no grupo das capitais com mais de 90% de ocupação de leitos, mas os dados são computados com todo o Distrito Federal, sem separação. No DF, 97,7% das UTIs estão lotadas.

Belo Horizonte, Campo Grande, Rio Branco e Porto Velho têm lotação máxima nos leitos de terapia intensiva. Apenas duas capitais brasileiras encontram-se com taxa menor de 80% de uso, caso de Manaus (77%) e Boa Vista (48%).

Mesmo com a habilitação de mais 170 UTIs e com uma semana de feriados antecipados para diminuir a circulação de pessoas pelo estado, Mato Grosso do Sul não conseguiu reverter a superlotação de hospitais, que seguem com 106% de ocupação –ou seja, parte dos infectados não consegue leito.

A situação alarmante fez com que o Hospital Universitário destinasse praticamente todos os seus leitos aos pacientes com Covid-19. Em poucos dias, todas as 27 UTIs da instituição foram ocupadas. Já o Hospital Regional do estado teve que contratar emergencialmente 50 profissionais temporários para atender a demanda crescente de atendimento.

Já a capital do Acre continua com todos os seus leitos ocupados e registrava nove pacientes à espera de transferências para os hospitais de referência nesta segunda. As duas unidades voltadas para o Covid estão com suas 80 UTIs (somadas) cheias, e uma delas chegou a ter 130% de ocupação nos leitos clínicos na última semana.

No Rio de Janeiro, a ocupação de UTIs sofreu uma pequena variação na última semana: foi de 95% para 93% na capital e de 92% para 90% no estado, com a abertura de dezenas de leitos. A fila, porém, continuava grande nesta segunda, com 682 pacientes fluminenses em estado grave aguardando por vagas.

Em Minas Gerais, apesar da ampliação de leitos, a taxa era de 92,9%, nesta segunda-feira (5). O estado tinha 1.407 pessoas esperando por leitos -526 delas, vagas em UTIs.

O dado foi divulgado nas redes sociais do governador Romeu Zema (Novo), que afirmou ainda que a ampliação de leitos não está acompanhando a velocidade de transmissão do vírus no estado e que as unidades de saúde nunca estiveram tão cheias em todas as regiões.

No caso da capital mineira, o ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), intimou o prefeito Alexandre Kalil (PSD) a cumprir a decisão de liberar cultos, missas e outras celebrações religiosas, apesar das medidas que vinham sendo adotadas contra a Covid-19. Na segunda-feira, BH chegou a 100,9% de ocupação nas UTIs públicas reservadas a casos do novo coronavírus.

Em Porto Velho, uma das capitais com o quadro crítico mais permanente nesta pandemia, os hospitais estão com lotação esgotada desde fevereiro. Pacientes continuam sendo transferidos para outras cidades.

Em Boa Vista, que concentra todos os 90 leitos de UTI de Roraima, a taxa de ocupação segue caindo, assim como o número de novos casos e de óbitos. Na última segunda (5), a ocupação era de 48% para os leitos públicos de UTI. Entre os leitos clínicos a taxa de ocupação era de 52%.

Para o epidemiologista e pesquisador da Fiocruz Amazônia Jesem Orellana, a queda brusca na taxa de ocupação dos leitos de UTI em Roraima pode ser explicada pelo baixo número de leitos disponíveis na rede pública (90 em todo o estado), o que favorece essa oscilação.

“Apesar de não terem feito lockdown, eles conseguem ter níveis de contaminação menores, até pelo tamanho da população e a densidade demográfica, que é menos favorável ao coronavírus do que em Manaus, por exemplo”, explicou.

A taxa de ocupação de leitos UTI no estado de São Paulo ainda supera 90%, mas já é possível observar a desaceleração nos últimos dias. Nesta segunda (5), a ocupação na terapia intensiva chegou a 90,6% -1,4 ponto percentual menor que a registrada em 29 de março. No período foram abertos 270 leitos UTI Covid-19.

Na ocasião, 29.510 pacientes estavam internados, sendo 12.963 em UTIs e 16.547 em enfermarias. Em ambos houve queda.

De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, o patamar em UTIs esteve acima de 13 mil pacientes entre os dias 1º e 4 de abril.

Entre os dias 23 de março e 3 de abril, os dados apontavam mais de 18 mil pessoas em leitos clínicos, número que começou a cair neste domingo (4). A capital paulista conta atualmente com 1.393 leitos de UTI e 1.266 de enfermaria para Covid-19.

Em Palmas (TO), havia um único leito de UTI livre na segunda-feira (5) e duas pessoas aguardavam na fila. Com 98% de ocupação, a situação é mais grave na capital do que no estado, que tem 91% dos leitos intensivos ocupados.

Apesar da lotação das UTIs, a prefeitura decidiu relaxar as medidas restritivas na cidade, argumentando que houve redução de novos casos da doença. O comércio voltou a funcionar todos os dias, das 6h às 22h, e os restaurantes podem receber clientes presencialmente em dias da semana, das 11h às 15h.

No Centro-Oeste, a ocupação de UTIs segue apresentando alta, apesar de os estados implantarem mais leitos exclusivos para atendimento aos pacientes diagnosticados com Covid-19.

Na capital, Goiânia, porém, há um cenário de queda. De 99% na ocupação, o índice caiu para 90%. Agora, há 311 leitos na cidade, 11 a mais que na última semana. Segundo a prefeitura, a fila para vagas em UTIs foi zerada.

Em Cuiabá, o índice se manteve em 97%, mesmo com o surgimento de 20 novos leitos. Das 54 pessoas esperando vagas em UTIs na última semana, o total caiu para 17.

O Distrito Federal enfrenta um dos piores momentos da pandemia contra o novo coronavírus. Há 390 pessoas à espera de um leito de UTI. A taxa de ocupação desse tipo de leito é de 97,79%.

Ao todo, há 430 leitos disponíveis pelo governo do Distrito Federal, sendo que somente 9 estão vagos. Houve a criação de um leito desde a última semana.

A rede pública de saúde de Pernambuco permanece em colapso. Mesmo com a abertura de 30 novos leitos de UTI para pacientes com sintomas da Covid-19 na última semana, a taxa de ocupação das vagas não sofreu alteração. O índice é de 97% no estado e na capital.

Nesta terça-feira (6), havia 101 pacientes esperando para acessar uma vaga de UTI. A média de espera é de 12 horas.

No Sul, o cenário continua crítico na região metropolitana de Curitiba. Mesmo assim, a partir de domingo (4), o governo estadual flexibilizou as regras de circulação em 11 cidades da divisa com a capital. Agora, todo o estado segue o mesmo decreto, que autoriza o funcionamento de comércio e serviços com restrições e mantém o toque de recolher entre 20h e 5h.

Após 24 dias de lockdown, Curitiba retornou nesta segunda-feira (5) à bandeira laranja, de restrições médias sobre comércio e serviços.

Segundo a prefeitura, houve queda no número de novas mortes e casos diários no período, além da redução do número de pessoas que estão na fase ativa da doença. A taxa de ocupação de UTIs também caiu, mas segue alta, em 97%.

Ao todo, ainda há 128 aguardando na fila por leitos na capital e na região metropolitana.

Já em Santa Catarina, o percentual de UTIs ocupadas teve uma leve queda, de 98% para 96%, após a abertura de 38 leitos. Mesmo assim, há 201 pessoas aguardando por vagas.

Em um mês, o índice de casos ativos no estado caiu pela metade, mas a taxa de mortes continua em alta. Há uma semana, foram registrados 210 óbitos em um único boletim do governo estadual, o maior número desde o início da pandemia.

O Rio Grande do Sul conseguiu diminuir a taxa de ocupação de UTIs de 95% para 90% em uma semana, mas ainda registrava 86 pacientes aguardando por leitos nesta terça-feira. Em Porto Alegre, a demanda também diminuiu, da lotação máxima para 94%, com sete pacientes na fila.

No Piauí, apesar de o número de leitos ter passado o total da época do pico da chamada primeira onda da pandemia, em agosto de 2020, a taxa de ocupação de UTIs Covid atingiu 96,7%, nesta segunda. Outros 129 pacientes aguardavam por vagas em leitos críticos.

No Rio Grande do Norte, o governo de Fátima Bezerra (PT) ampliou em 55% o número de leitos reservados à Covid-19, entre 17 de fevereiro e 30 de março. A taxa de ocupação de UTIs públicas direcionadas para atender a demanda da pandemia era de 96,4% na segunda -descontando do total leitos bloqueados.

Apesar dos números altos, a fila por leitos de UTI no estado teve queda diante dos números da semana passada, chegando a 44 pessoas à espera por vagas nesta segunda, quase metade do dia 29 de março. A redução observada, segundo a secretária-adjunta da Saúde Pública, Maura Sobreira, é reflexo das medidas restritivas adotadas.

No Espírito Santo, com 94,4% de taxa de ocupação nas UTIs públicas, o governador Renato Casagrande (PSB) anunciou a abertura de novos leitos, nesta segunda. “Vamos abrir 500 leitos exclusivos para Covid-19. Só que uma parte das pessoas internadas em um leito acaba perdendo a vida. Então não adianta só abrir leitos. O que precisamos é interromper a transmissão do vírus”, afirmou.

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Em primeira missa na América do Sul, Papa Leão XIV pede que fiéis construam pontes de fraternidade

O Papa Leão XIV pediu que os fiéis construam pontes de fraternidade e fortaleçam os laços de união durante sua primeira missa na América do Sul, celebrada neste sábado (7), em Paysandú, no Uruguai. A celebração reuniu cerca de 40 mil pessoas no Parque París Londres e integra a viagem apostólica do pontífice por três […]

O Papa Leão XIV pediu que os fiéis construam pontes de fraternidade e fortaleçam os laços de união durante sua primeira missa na América do Sul, celebrada neste sábado (7), em Paysandú, no Uruguai.

A celebração reuniu cerca de 40 mil pessoas no Parque París Londres e integra a viagem apostólica do pontífice por três países latino-americanos.

A cidade de Paysandú, localizada na fronteira com a Argentina, recebeu fiéis que acompanharam a chegada do papa com aplausos, cânticos e bandeiras. Leão XIV percorreu o local da celebração no papamóvel antes de presidir a missa.

Durante a homilia, o líder da Igreja Católica utilizou elementos da cultura e da geografia uruguaia para falar sobre a fé e a importância da convivência entre as pessoas. Entre os símbolos escolhidos estavam as pontes, os palmeirais e o mate, bebida tradicional da região.

Ao mencionar a Ponte Internacional General Artigas, que atravessa o Rio Uruguai e liga o país à Argentina, o pontífice destacou a necessidade de aproximar as pessoas e superar as divisões.

“Por isso, como é importante ser construtor de pontes!”, afirmou.

Leão XIV também relacionou a imagem da ponte à formação religiosa, argumentando que os vínculos precisam de fundamentos sólidos para resistir às dificuldades. Segundo ele, a missão dos cristãos envolve fortalecer relações, promover encontros e transmitir a fé às novas gerações.

Outro momento da homilia foi dedicado ao mate, bebida tradicionalmente compartilhada entre familiares e amigos. O papa utilizou o costume como exemplo de convivência, acolhimento e pertencimento, relacionando esses valores à vida comunitária.

“Precisamos de refletir sobre estes símbolos que nos são comuns, que nos dão identidade e sentido de pertença”, declarou.

O pontífice também recordou a trajetória do beato Jacinto Vera, primeiro bispo de Montevidéu, destacando sua atuação no atendimento a enfermos e pessoas afetadas por conflitos no século XIX.

Ao abordar os desafios atuais da Igreja, Leão XIV incentivou a formação religiosa de crianças e jovens, o acompanhamento das famílias, a atenção aos idosos e a realização de ações de solidariedade.

A passagem pelo Uruguai faz parte de uma viagem de 12 dias pela América do Sul, iniciada nessa sexta-feira (6). A programação também inclui a Argentina e o Peru, com encerramento previsto para 17 de novembro.

Ainda neste sábado, a agenda do papa prevê uma visita a uma comunidade de Montevidéu afetada pelo tráfico de drogas e pela violência, onde a Igreja desenvolve projetos sociais em parceria com autoridades locais.

O pontífice também tem uma vigília de oração programada para o Estádio Centenário, na capital uruguaia.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Alberto Pizzoli/AFP

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Lula promete live na Turquia com Janones e pede que militância fique de “prontidão”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou um vídeo nas redes sociais, neste sábado (7), pedindo que seus apoiadores permaneçam mobilizados durante a viagem que fará à Turquia e às Filipinas na próxima semana. Na gravação, Lula também anunciou que pretende realizar uma transmissão ao vivo com o deputado federal André Janones (Rede-MG), […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou um vídeo nas redes sociais, neste sábado (7), pedindo que seus apoiadores permaneçam mobilizados durante a viagem que fará à Turquia e às Filipinas na próxima semana. Na gravação, Lula também anunciou que pretende realizar uma transmissão ao vivo com o deputado federal André Janones (Rede-MG), diretamente do território turco.

A mensagem foi direcionada aos integrantes do chamado “Exército do Lula”, grupo de mobilização política criado por Janones no WhatsApp durante a campanha presidencial de 2026. O presidente utilizou expressões militares para se referir aos apoiadores e ao parlamentar, a quem chamou de “general”.

Lula pediu que a militância permaneça atenta à circulação de informações que considera falsas sobre seu governo e seus adversários políticos.

“Eu quero dizer aos meus soldados, ao meu general, que a tropa tem que estar de prontidão para não deixar os nossos inimigos continuarem mentindo nesse país”, afirmou.

Na sequência, o presidente defendeu a divulgação de informações que considera verdadeiras como forma de combater conteúdos divulgados por seus adversários.

“É importante a gente ter certeza que somente a verdade repetida muitas vezes vai destruir uma mentira contada milhões de vezes”, declarou.

Lula também criticou o financiamento e o impulsionamento de conteúdos nas redes sociais, argumentando que essas estratégias não seriam suficientes para sustentar informações falsas.

Durante o vídeo, o presidente confirmou que Janones viajará com ele na segunda-feira (9) e que os dois farão uma transmissão ao vivo da Turquia para conversar com os integrantes do grupo. A previsão é que a live aconteça na quinta-feira (12).

O presidente também comentou que está tentando se recuperar de uma rouquidão antes de embarcar para os compromissos internacionais.

A primeira parada será em Antália, na Turquia, onde Lula participará da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31). Depois, seguirá para as Filipinas, onde cumprirá uma visita de Estado e participará da Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo em que Lula convoca a militância, fala sobre o combate à desinformação e anuncia a transmissão ao vivo com André Janones.

Fonte: Correio Braziliense
Foto: Reprodução

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Trump ordena investigação contra democratas e os acusa de extorsão após derrota nas eleições

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (7) que ordenou ao Departamento de Justiça uma investigação contra parlamentares democratas. O republicano acusa integrantes da oposição de ameaçar autoridades de seu governo e doadores políticos com processos de impeachment, prisão e outras punições. A declaração ocorre quatro dias após a vitória do Partido […]

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (7) que ordenou ao Departamento de Justiça uma investigação contra parlamentares democratas. O republicano acusa integrantes da oposição de ameaçar autoridades de seu governo e doadores políticos com processos de impeachment, prisão e outras punições.

A declaração ocorre quatro dias após a vitória do Partido Democrata nas eleições legislativas, realizadas na terça-feira (3). Com o resultado, a oposição conquistou o controle da Câmara dos Representantes e do Senado, que passará a exercer a partir de janeiro de 2027.

Em publicação na rede social Truth Social, Trump classificou as iniciativas dos democratas como tentativas de intimidação e afirmou que as autoridades responsáveis deveriam investigar o caso.

“Por meio desta declaração, ordeno ao Departamento de Justiça que investigue este ato criminoso imediatamente”, escreveu.

O presidente também acusou os adversários de pressionar doadores republicanos e integrantes de sua administração, incluindo o procurador-geral dos Estados Unidos, Todd Blanche. Trump afirmou que essas pessoas estariam sendo ameaçadas com processos e outras sanções, embora não tenha apresentado provas de que os democratas tenham cometido crimes.

As declarações surgem em meio à preparação da oposição para assumir o comando das comissões do Congresso. Com a nova maioria, os democratas poderão convocar autoridades, solicitar documentos e abrir investigações sobre decisões do governo republicano.

Na quinta-feira (5), o senador democrata Richard Blumenthal encaminhou cartas a empresas e integrantes da administração Trump solicitando colaboração com futuras investigações. Entre os destinatários estão autoridades federais e companhias que contribuíram financeiramente para projetos ligados à Casa Branca.

O presidente também criticou a senadora Elissa Slotkin, de Michigan, que defendeu a investigação de possíveis irregularidades cometidas por integrantes do governo. Trump interpretou as declarações como uma tentativa de perseguir pessoas vinculadas ao Partido Republicano.

A tensão aumentou depois que os deputados democratas Hank Johnson e Deborah Ross defenderam a abertura de um processo de impeachment contra Todd Blanche.

Na segunda-feira (2), antes mesmo da votação legislativa, Trump já havia afirmado que considerava conceder perdões presidenciais preventivos a integrantes de sua administração, caso julgasse necessário protegê-los de eventuais processos.

Apesar da declaração do presidente, não havia confirmação pública de que o Departamento de Justiça tivesse iniciado formalmente uma investigação contra os parlamentares democratas.

Fonte: Diário de Pernambuco/Estadão Conteúdo
Foto: Andre Harnik/Getty Images/AFP

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Levantamento mostra que apenas 8 de 76 países têm maioridade penal abaixo dos 18 anos

Apenas oito dos 76 países analisados em um levantamento internacional estabelecem a maioridade penal abaixo dos 18 anos. Os dados, reunidos pelo g1 a partir de estudos do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da organização Child Rights International Network (CRIN), mostram que a idade mínima para julgamento pelo sistema penal adulto […]

Apenas oito dos 76 países analisados em um levantamento internacional estabelecem a maioridade penal abaixo dos 18 anos. Os dados, reunidos pelo g1 a partir de estudos do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da organização Child Rights International Network (CRIN), mostram que a idade mínima para julgamento pelo sistema penal adulto é de 18 anos na grande maioria dos países pesquisados.

Entre as nações que adotam limites inferiores estão Albânia, Andorra, Armênia, Azerbaijão, Haiti, Lituânia, Polônia e Portugal. O estudo considera legislações de países da América Latina, da Europa e integrantes do G20.

O levantamento foi divulgado em meio à retomada das discussões sobre a redução da maioridade penal no Congresso Nacional. Atualmente, a legislação brasileira estabelece que pessoas com menos de 18 anos são penalmente inimputáveis, mas adolescentes a partir dos 12 anos podem ser responsabilizados por atos infracionais, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A diferença entre maioridade penal e idade de responsabilização é um dos pontos centrais da pesquisa. Enquanto a primeira determina quando uma pessoa pode ser julgada como adulta, a segunda estabelece a idade a partir da qual adolescentes podem responder judicialmente por suas condutas em um sistema específico.

No grupo das 19 maiores economias nacionais que integram o G20, nenhum país estabelece, como regra geral, maioridade penal inferior a 18 anos. Algumas legislações, entretanto, admitem exceções que permitem o julgamento de adolescentes pelo sistema penal adulto em determinadas circunstâncias.

Na América Latina, dos 20 países pesquisados, apenas o Haiti estabelece a maioridade penal aos 16 anos. Os demais mantêm a referência de 18 anos, embora existam diferenças nas regras de responsabilização juvenil.

O Brasil está entre os países que começam a responsabilizar adolescentes mais cedo. A idade de 12 anos também é adotada por África do Sul, Canadá, Indonésia, México e Turquia. Em países como Alemanha, Argentina, Itália e Japão, a responsabilização começa aos 14 anos.

Na Argentina, uma mudança legislativa aprovada em fevereiro de 2026 reduziu de 16 para 14 anos a idade mínima de responsabilização penal. A maioridade penal, entretanto, permaneceu fixada em 18 anos.

No Brasil, propostas em discussão no Congresso pretendem modificar as regras atuais. Parlamentares da oposição defendem a redução da maioridade penal para 16 anos, com possibilidade de responsabilização a partir dos 14 anos em determinados crimes graves.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também manifestou apoio à redução para 16 anos nos casos de crimes hediondos. Uma proposta nesse sentido foi apresentada no Senado pelo senador Camilo Santana (PT-CE).

Na avaliação do representante do Unicef no Brasil, Joaquin Gonzalez-Aleman, encaminhar adolescentes ao sistema prisional adulto pode ampliar a exposição desses jovens a organizações criminosas e comprometer as possibilidades de reintegração social.

O representante também citou dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) segundo os quais a reentrada de adultos no sistema prisional é quase o dobro da observada entre adolescentes no sistema socioeducativo.

O debate legislativo permanece em andamento. Na última semana, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu aguardar a votação da matéria pela Câmara dos Deputados antes de avançar com uma proposta semelhante na Casa.

Fonte: g1 / Unicef
Foto: Reprodução

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Lula cumprimenta novo presidente do Paraguai após impeachment de Santiago Peña e propõe encontro em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumprimentou Pedro Alliana pela posse na Presidência do Paraguai e manifestou interesse em recebê-lo em Brasília para discutir as relações entre os dois países. A declaração foi publicada nas redes sociais na noite dessa sexta-feira (6), após a destituição do então presidente paraguaio, Santiago Peña, pelo Senado […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumprimentou Pedro Alliana pela posse na Presidência do Paraguai e manifestou interesse em recebê-lo em Brasília para discutir as relações entre os dois países. A declaração foi publicada nas redes sociais na noite dessa sexta-feira (6), após a destituição do então presidente paraguaio, Santiago Peña, pelo Senado do país.

Na mensagem, Lula desejou sucesso ao novo chefe de Estado e afirmou esperar uma relação baseada no diálogo e na cooperação. O presidente brasileiro também defendeu o fortalecimento dos vínculos diplomáticos e o avanço da integração entre os países sul-americanos.

“Transmito ao novo Presidente do Paraguai, Pedro Alliana, empossado na noite de hoje, meus desejos de pleno êxito nas novas funções e de poder trabalhar com ele de maneira aberta, franca e cooperativa, em prol do fortalecimento da relação bilateral e do avanço da integração na América do Sul”, escreveu Lula.

O presidente brasileiro acrescentou que pretende receber Alliana em Brasília para examinar assuntos de interesse dos dois governos e dar continuidade às relações diplomáticas entre Brasil e Paraguai. Uma data para o encontro ainda não foi anunciada.

Pedro Alliana, de 52 anos, era vice-presidente do Paraguai desde agosto de 2023 e assumiu o comando do Executivo após o Senado aprovar o impeachment de Santiago Peña, na sexta-feira (6).

A destituição ocorreu em meio a uma crise política e financeira relacionada ao banco Ueno, que sofreu intervenção das autoridades paraguaias após problemas que comprometeram o acesso de clientes aos recursos depositados na instituição.

Peña é investigado por suspeitas de irregularidades envolvendo sua relação com o banco e a destinação de recursos públicos e previdenciários. O ex-presidente nega as acusações. Após a destituição, ele foi colocado em prisão domiciliar por determinação das autoridades paraguaias.

A mudança no governo do país vizinho ocorre em um momento de atenção às relações diplomáticas e econômicas na região. Brasil e Paraguai integram o Mercosul e mantêm interesses conjuntos em áreas como comércio, energia e integração regional.

Fonte: Folha de Pernambuco / Reuters
Foto: Reprodução

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