Notícias

Governo decide comprar vacinas da Pfizer e da Janssen, dizem auxiliares

Por André Luis

Acordo, que ainda deve ser oficializado, ocorre após meses de embates com a Pfizer; empresa foi a primeira a ter registro pela Anvisa

Após meses de negociações e embates, o governo federal decidiu fechar contrato para a compra das vacinas da Pfizer e da Janssen (braço farmacêutico do laboratório Johnson & Johnson). A matéria é de Natália Cancian/Folha de S. Paulo.

Segundo auxiliares, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, pediu nesta quarta-feira (3) que haja celeridade no contrato para compra de doses das duas empresas.

A decisão ocorre após aprovação de um projeto de lei no Congresso que visava destravar a compra dos dois imunizantes. A previsão de fechar o acordo também foi apresentada a representantes da Confederação Nacional dos Municípios, que esteve em reunião com o ministro. Estados e municípios têm anunciado consórcios e a retomada de negociações para obter vacinas, devido à demora do governo federal.

​Nesta quarta (3), por exemplo, o secretário municipal da Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, anunciou que a prefeitura estava negociando a compra das duas vacinas contra a Covid-19, fora do Programa Nacional de Imunizações.

“Temos uma primeira reunião com a Janssen nesta tarde. Com a Pfizer, já tivemos dois contatos e esperamos retorno. Estamos tentando ver todas as possibilidades para avançar para uma futura compra”, afirmou o secretário à Folha.

Pazuello disse a auxiliares que a expectativa é que o contrato com a Pfizer seja fechado ainda nesta quarta-feira, após reunião com a empresa nesta tarde. Ainda não há previsão sobre o contrato com a Janssen.

O país vive o momento mais grave da pandemia, com relatos de colapso no sistema de saúde em diferentes estados e recordes sucessivos de mortes por Covid-19, o que tem aumentado as críticas à pasta pelo atraso nas negociações para obter vacinas contra a doença.

A vacina da Pfizer também foi a primeira a obter registro final na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O aval a colocou à frente das vacinas Coronavac (Butantan e Sinovac) e Covishield (AstraZeneca e Universidade de Oxford), que obtiveram no Brasil aval para uso emergencial —essa modalidade só permite a oferta dos imunizantes para um público mais restrito (os grupos de maior risco, como idosos e profissionais da saúde) e de forma temporária. A vacina também teve eficácia global de 95% em testes clínicos.

A pasta negocia 100 milhões de doses da Pfizer. O cronograma preliminar previa a entrega de 9 milhões até junho e o restante até o fim deste ano. Nos últimos meses, porém, o governo vinha fazendo críticas à empresa, alegando que cláusulas “leoninas” impediam de fechar o contrato.

A principal crítica era em relação a uma cláusula que previa isenção de responsabilidade da empresa em caso de eventos adversos da vacina, mas, segundo especialistas, trata-se de uma cláusula já usada em outros países. Além disso, a cláusula que isentava a AstraZeneca de responsabilidade por eventuais eventos adversos e danos relativos à vacina de Oxford não impediu que governo fechasse contrato com a empresa ainda em 2020 por meio da Fiocruz.

Ainda assim, o governo continuava a utilizar as cláusulas como argumento para não fechar o contrato que já era negociado desde maio. Agora, a justificativa de auxiliares do ministro é que o projeto aprovado no Congresso —que previa a possibilidade de que União, estados e municípios assumam riscos para a compra e contratem seguros— ajuda a resolver essa questão.

O valor total do contrato ainda deve ser confirmado. No caso da Janssen, a negociação envolve 38 milhões de doses da vacina. O imunizante foi aprovado nos Estados Unidos no último sábado (27), e na semana passada a agência regulatória americana divulgou uma análise da vacina de dose única que mostrou que o imunizante tem eficácia global de 72%, seis pontos percentuais acima do indicando preliminarmente.

Outras Notícias

Raquel Lyra encerrou Carnaval 2026 em Camaragibe

Encerrando o ciclo carnavalesco, a governadora Raquel Lyra prestigiou, nesta quarta-feira de Cinzas (18), o último dia da folia no Palco Pernambuco Meu País, em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife. Montado na Praça de Eventos do município, o espaço reuniu grandes atrações locais e nacionais. Ao longo do período carnavalesco, a gestora percorreu os […]

Encerrando o ciclo carnavalesco, a governadora Raquel Lyra prestigiou, nesta quarta-feira de Cinzas (18), o último dia da folia no Palco Pernambuco Meu País, em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife. Montado na Praça de Eventos do município, o espaço reuniu grandes atrações locais e nacionais. Ao longo do período carnavalesco, a gestora percorreu os principais polos de folia do Estado. A vice-governadora Priscila Krause também esteve presente no evento.

“Em cada recanto do Estado, o pernambucano se vestiu da nossa cultura e das nossas tradições. Recebemos turistas, batemos recorde de público e realizamos o Carnaval mais seguro da nossa história. Fizemos isso inovando e nos reinventando em novos espaços, como aqui em Camaragibe. Temos trabalhado em parceria com os municípios em diversas frentes, e no Carnaval não seria diferente. Neste período, mostramos nossa forma de cuidar, garantindo que todos pudessem viver a alegria da festa e voltar para casa com segurança e tranquilidade”, destacou a governadora Raquel Lyra.

Em Camaragibe, todas as atrações do Carnaval passaram pelo Palco Pernambuco Meu País, que recebeu apresentações desde a sexta-feira (13). Com o tema “Carnaval Camará 2026 – Nossa Raiz, Nosso Ritmo”, a programação teve como destaques, na noite da Quarta-feira de Cinzas, os shows dos pernambucanos Michele Andrade e Almir Rouche, do fenômeno Priscila Senna e do cantor de pagode de projeção nacional Ferrugem.

O secretário de Turismo e Lazer, Kaio Maniçoba, destacou a segurança do Carnaval como fator essencial para o fortalecimento do turismo. “Entregamos um Carnaval muito maior que o de 2025. É preciso enfatizar a segurança, não existe turismo sem esse reforço. Neste ano, tivemos um importante reforço, o que representa um diferencial para a população e os visitantes. Dessa forma, Pernambuco passa o recado de que é um lugar seguro para grandes eventos, do Litoral ao Sertão. Sem dúvida, tivemos o maior Carnaval da nossa história”, afirmou o titular da pasta,

Anfitrião do evento, o prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, falou sobre o impacto da parceria com o Governo de Pernambuco. “Fizemos história em Camaragibe, com uma parceria que deu certo junto com o Governo do Estado. Temos um Carnaval grandioso no município que valoriza a cultura local, mas que também traz artistas nacionais, fomentando e aquecendo a economia da cidade”, enfatizou o gestor municipal.

Também presente na solenidade, o senador Fernando Dueire, destacou a força do Carnaval de Pernambuco e o impacto para a economia. “Pernambuco teve o melhor Carnaval do país, com polos vibrantes em todas as regiões do Estado. O Governo do Estado conduziu e liderou a festa de uma maneira que contagiou os foliões que aqui vivem e aqueles que chegaram para conhecer e participar do nosso Carnaval”, pontuou o parlamentar. Já o deputado estadual João de Nadegi disse que: “Acredito que tivemos um Carnaval do empreendedorismo para quem quis vender e ganhar dinheiro, além de também ter sido uma festa, como sempre, da cultura e do lazer em todo o Estado”, ressaltou o parlamentar.

Acompanharam a governadora os secretários estaduais Tulio Vilaça (Casa Civil) e André Teixeira Filho (Mobilidade e Infraestrutura); o deputado federal, Guilherme Uchoa Júnior; a vereadora do Recife, Flávia de Nadegi, além de lideranças políticas locais.

Em quatro anos, UPAEs somam mais de 1,9 milhão de atendimentos e 2,8 milhões de exames

Há quatro anos, o Governo de Pernambuco, após ampliar o atendimento de urgência e emergência com a inauguração das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e de três hospitais metropolitanos, decidiu levar ao interior do Estado consultas com especialistas e proporcionar a realização dos exames no mesmo ambiente. Para isso, foram criadas as Unidades Pernambucanas de […]

Há quatro anos, o Governo de Pernambuco, após ampliar o atendimento de urgência e emergência com a inauguração das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e de três hospitais metropolitanos, decidiu levar ao interior do Estado consultas com especialistas e proporcionar a realização dos exames no mesmo ambiente. Para isso, foram criadas as Unidades Pernambucanas de Atenção Especializada (UPAEs).

Atualmente, há dez UPAEs em funcionamento, que, juntas, nesses quatro anos, já fizeram mais de 1,9 milhão de atendimentos, sendo 1,2 milhão de consultas com médicos de diversas especialidades, 439 mil consultas não médicas e 224 mil sessões de fisioterapia. Além disso, foram mais de 2,8 milhões de exames laboratoriais e de imagem.

A primeira UPAE a ser inaugurada foi a de Garanhuns, no final de julho de 2013. O décimo equipamento a ser aberto, em maio deste ano, foi a UPAE Ouricuri. Ainda há unidades em Limoeiro, Caruaru, Belo Jardim, Arcoverde, Salgueiro, Petrolina, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada.

“As UPAEs foram criadas para sanar a lacuna de consultas com especialistas no interior. Isso evita que a população precise se deslocar para os grandes polos, como a capital pernambucana, para receber atendimento. Assim, desafogamos as grandes unidades e também atuamos na prevenção à saúde. Além das consultas, ainda são ofertados exames laboratoriais e de imagem com equipamentos de ponta”, ressalta a secretaria executiva de Atenção à Saúde da SES, Cristina Mota.

As dez UPAEs estaduais ainda são importantes equipamentos para a rede de referência para reabilitação para as crianças com síndrome congênita do zika/microcefalia. Todas as unidades foram adaptadas para receber esse público.

“Em menos de dois anos, Pernambuco conseguiu ampliar a rede de assistências às crianças com SCZ/microcefalia de 2 para 32 unidades, sendo 25 de referência para reabilitação. As UPAEs entraram nessa rede reforçando o quadro de profissionais, que participaram das capacitações realizadas pela Secretaria Estadual de Saúde, e adaptando a estrutura física”, diz Cristina Mota.

Dilma 53% e Aécio 47% segundo Datafolha

A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, passa a liderar a corrida presidencial. Pela primeira vez no segundo turno, a petista passa o adversário Aécio Neves (PSDB) acima da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Pesquisa do Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (23), aponta que Dilma tem […]

Aecio-Neves-Dilma-Rousseff2

A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, passa a liderar a corrida presidencial. Pela primeira vez no segundo turno, a petista passa o adversário Aécio Neves (PSDB) acima da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Pesquisa do Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (23), aponta que Dilma tem 53% das intenções de voto e Aécio, 47%. O levantamento considera os votos válidos.

Nas quatro pesquisas anteriores divulgadas pelo Datafolha neste segundo turno, a situação sempre foi de empate técnico. Nas duas primeiras, com o tucano numericamente à frente (ambas por 51% a 49%). Nas duas últimas, com a petista numericamente à frente (nos dois casos, por 52% a 48%).

Em votos totais, Dilma alcança 48%, Aécio atinge 42%. Brancos e nulos somam 5%. Outros 5% dizem não saber em quem votar.

O Datafolha ouviu 9.910 pessoas na quarta (22) e nesta quinta (23). O nível de confiança do levantamento é 95% (significa que em 100 pesquisas com esta mesma metodologia, os resultados estarão dentro da margem de erro em 95 ocasiões). O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-1162/2014.

Bolsonaro a caminho de Israel

G1 Em sua terceira viagem oficial ao exterior, o presidente Jair Bolsonaro embarcou neste sábado (30), para Israel. No país, ele se reunirá com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. O vice-presidente, Hamilton Mourão, participou de cerimônia de transmissão de cargo na base aérea de Brasília antes da viagem. Ele ocupará o posto de Bolsonaro até […]

G1

Em sua terceira viagem oficial ao exterior, o presidente Jair Bolsonaro embarcou neste sábado (30), para Israel. No país, ele se reunirá com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

O vice-presidente, Hamilton Mourão, participou de cerimônia de transmissão de cargo na base aérea de Brasília antes da viagem. Ele ocupará o posto de Bolsonaro até o retorno do presidente.

Em Israel, entre outros compromissos, Bolsonaro retribuirá a visita que Netanyahu fez ao Brasil para participar da posse, em 1º de janeiro. Foi a primeira visita oficial de um premiê de Israel ao Brasil.

Na ocasião, Bolsonaro e Netanyahu tiveram um encontro no qual reafirmaram a intenção de estreitar os laços entre os dois países e fazer parcerias em diversos setores. O israelense chamou o brasileiro de “grande amigo”, “grande aliado” e “grande irmão”.

A aproximação entre Bolsonaro e Netanyahu, porém, pode ter implicações comerciais. As declarações do presidente brasileiro sobre uma possível mudança da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém pode gerar retaliação de nações árabes – que compram carne brasileira.

A visita do presidente Jair Bolsonaro ocorre às vésperas de eleições convocadas para 9 de abril em Israel. O premiê Benjamin Netanyahu dissolveu seu governo para postergar o risco de indiciamento em dois dos quatro escândalos de corrupção em que é alvo. Se for reeleito (pela quinta vez), superará o recorde de permanência no cargo do fundador do Estado de Israel, David Ben-Gurion.

Compromissos em Tel Aviv e Jerusalém
A agenda de Bolsonaro em Israel prevê compromissos em Tel Aviv e em Jerusalém. As duas cidades estão no centro de uma polêmica envolvendo a embaixada brasileira no país.

Bolsonaro declarou, em novembro do ano passado, após vencer a eleição presidencial, que iria transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, a exemplo do que foi feito pelos Estados Unidos. Após três meses de governo, a mudança não foi oficializada.

Marília Arraes questiona apoio do PSB a Aécio

Após o PSB declarar apoio a candidatura à presidência da República de Aécio Neves (PSDB), a polêmica vereadora do Recife, Marília Arraes, postou em sua página do Facebook nesta quinta (09), uma nota que questiona o porquê do seu partido apoiar a candidatura do tucano. Confira, abaixo, a nota na íntegra: Será que querem transformar […]

Reprodução-Marília

Após o PSB declarar apoio a candidatura à presidência da República de Aécio Neves (PSDB), a polêmica vereadora do Recife, Marília Arraes, postou em sua página do Facebook nesta quinta (09), uma nota que questiona o porquê do seu partido apoiar a candidatura do tucano.

Confira, abaixo, a nota na íntegra:

Será que querem transformar o “S” do PSB em apenas uma letra?

O partido decidiu apoiar o candidato Aécio Neves para o segundo turno das eleições presidenciais em uma manobra que, ao meu ver, coloca o pragmatismo acima da ideologia e visa apenas à busca do poder pelo poder. Não vejo outra explicação para o fato de a legenda (infelizmente, tenho que chamar assim) aliar-se a um partido de direita, que sempre combatemos e que não representa em nada os nossos ideais progressistas e socialistas.

Como é possível ignorar todos os avanços sociais do projeto político conduzido por Lula e por Dilma? Questiono ainda como um partido de esquerda que teve dentre seus quadros grandes líderes políticos do Brasil, por exemplo, Houaiss, Mangabeira e Arraes, pode se unir a uma legenda ligada aos interesses dos mais conservadores, da parcela mais privilegiada de nossa população? Ao meu ver, o PSB está perdendo o rumo e enterrando os seus princípios. Escutei Miguel Arraes se referir, algumas vezes, a situações parecidas como “caminho da perdição”.

Assim como Erundina, Capiberibe, Roberto Amaral e outros companheiros, não concordo com o posicionamento do PSB.

Tudo isso, só me faz ter a certeza de que, com meus posicionamentos, me mantive do lado em que sempre estive.

Mantenho o meu empenho na reeleição de Dilma Rousseff.