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Flávio Marques destaca passagem pela Secretaria de administração

Por André Luis

Repercutindo a decisão do juiz de Tabira, Dr. Jorge William Fredi, que deferiu liminar suspendendo os atos de convocação e nomeação de novos concursados feitos pelo prefeito Sebastião Dias, no fim de seu governo, o Secretário de Administração e ex-candidato a prefeito, Fávio Marques, disse ao comunicador Anchieta Santos na Rádio Cidade FM que a Assessoria Jurídica da Prefeitura de Tabira estaria preparando o recurso onde faz questionamento a decisão. 

Flávio justificou que três novas unidades de Saúde foram inauguradas e daí necessita de agentes comunitários não podendo terceirizar, uma vez que entre os meses de maio e agosto, agentes foram aposentados, então houve a vacância de cargos. 

Sobre o chamamento dos guardas concursados, o Secretário lembrou que 21 candidatos aprovados ingressaram judicialmente reivindicando suas vagas. O município atendeu a 1ª liminar, disse. 

Flávio garantiu que ao contrário de 2013 quando recebeu (de Dinca), com folha atrasada, agora vai entregar com todas as folhas pagas. INSS pago e o débito parcelado. 

Prestando contas como Secretário de Administração fez referência direta ao fortalecimento da Guarda Municipal, com formação dos agentes; concurso publico; estruturação do prédio sede; aquisição de 8 veículos novos; conquista de 21 veículos para a Prefeitura de Tabira; criação do Departamento de Trânsito e Transportes; produção dos semáforos; conquista do Prédio do antigo Fórum, onde foi implantada a Estação Cidadania, cujo Procon local foi integrado ao Sistema Nacional do Consumidor; fornecimento da carteira profissional digital; através da ouvidoria, criou o Programa Governo Perto de Você e estruturação do Posto do Detran. 

Outro destaque foi pagar o salário integral dos servidores, que antes era completado por abonos e quinquênios. 

Provocado sobre a denúncia de ter perseguido servidores, Flávio disse que num universo de mais de mil funcionários, a denúncia vir de apenas 2 que não cumpriam com suas obrigações, não pode ser tratado como perseguição. 

Flávio agradeceu a confiança do Prefeito Sebastião Dias e encerrou a entrevista garantindo estar com a consciência tranquila da missão executada como colaborar da gestão.

Outras Notícias

Eleições 2022: o raio X dos prefeitos no Pajeú

Um levantamento do blogueiro Júnior Finfa nos 17 municípios do Sertão do Pajeú mostra a definição da ampla maioria dos prefeitos já definiu seus candidatos a governador, deputado federal e deputado estadual. Para Governador, apoiam Danilo Cabral Alessandro Palmeira (Afogados da Ingazeira), Zeinha Torres (Iguaracy), Luciano Torres (Ingazeira), Evandro Valadares (São José do Egito), Gilson […]

Um levantamento do blogueiro Júnior Finfa nos 17 municípios do Sertão do Pajeú mostra a definição da ampla maioria dos prefeitos já definiu seus candidatos a governador, deputado federal e deputado estadual.

Para Governador, apoiam Danilo Cabral Alessandro Palmeira (Afogados da Ingazeira), Zeinha Torres (Iguaracy), Luciano Torres (Ingazeira), Evandro Valadares (São José do Egito), Gilson Bento (Brejinho), Adelmo Moura (Itapetim), Delson Lustosa (Santa Terezinha), Djalma Alves (Solidão), Anchieta Patriota (Carnaíba), Marconi Santana (Flores), Luciano Bonfim (Triunfo) e Márcia Conrado (Serra Talhada).

O Estadual com mais cidades o apoiando é  José Patriota. É apoiado por Alessandro Palmeira (Afogados da Ingazeira), Luciano Torres (Ingazeira) , Djalma Alves (Solidão) e Anchieta Patriota (Carnaíba).

Paulo Jucá é apoiado por Evandro Valadares (São José do Egito) e deve ser apoiado por Gilson bento (Brejinho). Waldemar Borges será apoiado por Zeinha Torres. Tiago Pontes é o candidato de Sávio Torres, de Tuparetama. Aglailson Victor é o candidato a estadual de Adelmo Moura (Itapetim). Danilo Godoy será apoiado por Nicinha Melo (Tabira). Zé Pretinho vai de Alessandra Vieira ou Edson Vieira. Joaquim Lira será apoiado por Marconi Santana (Flores). Luciano Duque será apoiado por Márcia Conrado (Serra Talhada). Veja o levantamento completo:

Márcia Conrado (Serra Talhada): Danilo Cabral (Governador), Fernando Monteiro (Federal) e Luciano Duque (Estadual);

Alessandro Palmeira (Afogados da Ingazeira): Danilo Cabral (Governador), Pedro Campos (Federal) e José Patriota (Estadual);

Zeinha Torres (Iguaracy): Danilo Cabral (Governador) Renildo Calheiros (Federal) e Waldemar Borges (Estadual);

Luciano Torres (Ingazeira): Danilo Cabral (Governador), Lucas Ramos (Federal) e José Patriota (Estadual);

Sávio Torres (Tuparetama):  Miguel Coelho (Governador), Ricardo Teobaldo (Federal) e Tiago Pontes (Estadual);

Evandro Valadares (São José do Egito): Danilo Cabral (Governador), Tadeu Alencar (Federal) e Paulo Jucá (Estadual);

Gilson Bento (Brejinho): Danilo Cabral (Governador), Silvio Costa Filho (Federal) e Paulo Jucá ou Gustavo Gouveia (Estadual);

Adelmo Moura (Itapetim): Danilo Cabral (Governador), Gonzaga Patriota (Federal) e Aglailson Victor (Estadual);

Delson Lustosa (Santa Terezinha): Danilo Cabral (Governador), Ricardo Teobaldo (Federal) e Gustavo Gouveia (Estadual);

Nicinha Melo (Tabira): Miguel Coelho (Governador), Fernando Filho (Federal) e Danilo Godoy (Estadual);

Djalma Alves (Solidão): Danilo Cabral (Governador), Gonzaga Patriota (Federal) e José Patriota (Estadual);

Anchieta Patriota (Carnaíba): Danilo Cabral (Governador), Lucas Ramos (Federal) e José Patriota (Estadual);

Zé Pretinho (Quixaba): Miguel Coelho (Governador), Federal indefinido e Alessandra Vieira ou Edson Vieira (Estadual);

Marconi Santana (Flores): Danilo Cabral (Governador), Lucas Ramos (Federal) e Joaquim Lira (Estadual);

Luciano Bonfim (Triunfo): Danilo Cabral (Governador), Federal indefinido e José Patriota (Estadual);

Irlando Parabólica (Santa Cruz da Baixa Verde): Marília Arraes (Governadora), Eriberto Medeiros (Federal) e Rodrigo Novaes (Estadual);

Joelson (Calumbi): Governador indefinido, Waldemar Oliveira (Federal) e estadual indefinido, depois da desistência de Rogério Leão.

O despacho de Moro

Leia abaixo o despacho do juiz federal Sérgio Moro: Na presente ação penal proposta pelo MPF, foi prolatada sentença condenatória contra Luiz Inácio Lula da Silva, Agenor Franklin Magalhães Medeiros e José Adelmário Pinheiro Filho, por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro (evento 948). Houve apelação ao Egrégio Tribunal Regional Federal da 4ª Região […]

Leia abaixo o despacho do juiz federal Sérgio Moro:

Na presente ação penal proposta pelo MPF, foi prolatada sentença condenatória contra Luiz Inácio Lula da Silva, Agenor Franklin Magalhães Medeiros e José Adelmário Pinheiro Filho, por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro (evento 948).

Houve apelação ao Egrégio Tribunal Regional Federal da 4ª Região e que, em sessão de 24/01/2018, por unanimidade dos votos dos eminentes Desembargadores Federais João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus, manteve as

condenações, alterando as penas da seguinte forma (eventos 71, 89, 90, 101 e 102) :

a) Luiz Inácio Lula da Silva, doze anos e um mês de reclusão, em regime inicial fechado, e duzentos e oitenta dias multa;

b) José Adelmário Pinheiro Filho, três anos, seis meses e vinte dias de reclusão, em regime inicial semiaberto, e setenta-dias multa; e

c) Agenor Franklin Magalhães Medeiros, um ano, dez meses e sete dias de reclusão, em regime aberto, e quarenta e três dias multa.

Da ementa do acórdão, consta ordem para execução das penas após o acórdão condenatório:

“Em observância ao quanto decidido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no Habeas Corpus nº 126.292/SP, tão logo decorridos os prazos para interposição de recursos dotados de efeito suspensivo, ou julgados estes, deverá ser oficiado à origem para dar início à execução das penas.”

Foram interpostos embargos de declaração pela Defesa de Luiz Inácio Lula da Silva, pela Defesa de José Adelmário Pinheiro Filho e pela Defesa de Paulo Okamoto.

O Egrégio Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em sessão de 26/03/2018, negou, por unanimidade, provimento aos embargos (eventos 155 e 156).

Foram interpostos recursos especiais e extraordinários pela Defesa de Agenor Franklin Magalhães Medeis (eventos 136 e 137), mas que não têm efeito suspensivo.

Não cabem mais recursos com efeitos suspensivos junto ao Egrégio Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Não houve divergência a ensejar infringentes. Hipotéticos embargos de declaração de embargos de declaração constituem apenas uma patologia protelatória e que deveria ser eliminada do mundo jurídico. De qualquer modo, embargos de declaração não alteram julgados, com o que as condenações não são assíveis de alteração na segunda instância.

Recebido, na presente data, do Egrégio Tribunal Regional da 4ª Região, ofício dos eminentes julgadores determinando a execução da pena (evento 171):

“Tendo em vistao o julgamento, em 24 de janeiro de 2018, da Apelação Criminal n.º 5046512-94.2016.4.04.7000, bem como, em 26 de março de 2018, dos embargos declaratórios opostos contra o respectivo acórdão, sem a atribuição de qualquer efeito modificativo, restam condenados ao cumprimento de penas privativas de liberdade os réus José Adelmário Pinheiro Filho, Agenor Franklin Magalhães Medeiros e Luiz Inácio Lula da Silva.

Desse modo e considerando o exaurimento dessa instância recursal – forte no descumprimento de embargos infringentes de acórdão unânime – deve ser dado cumprimento à determinação de execução da pena, devidamente fundamentada e decidida nos itens 7 e 9.22 do voto conduto do Desembargador Relator da apelação, 10 do voto do Desembargador Revisor e 7 do voto do Desembargador Vogal.

Destaco que, contra tal determinação, foram impetrados Habeas Corpus perante o Superior Tribunal de Justiça e perante o Supremo Tribunal Federal, sendo que foram denegadas as ordens por unanimidade e por maioria, sucessivamente, não havendo qualquer óbice à adoção das providências necessárias para a execução.”

Deve este Juízo cumprir o determinado pela Egrégia Corte de Apelação quanto à prisão para execução das penas.

Registre-se somente, por oportuno, que a ordem de prisão para execução das penas está conforme o precedente inaugurado pelo Plenário do Egrégio Supremo Tribunal Federal, no HC 126.292, de 17/02/2016 (Rel. Min. Teori Zavascki), está conforme a decisão unânime da Colenda 5ª Turma do Egrégio Superior Tribunal de Justiça no HC 434.766, de 06/03/208 (Rel. Min. Felix Fischer) e está conforme a decisão por maioria do Egrégio Plenário do Supremo Tribunal Federal no HC 152.752, de 04/04/2018 (Rel. Min. Edson Fachini).

Expeçam-se, portanto, como determinado ou autorizado por todas essas Cortes de Justiça, inclusive a Suprema, os mandados de prisão para execução das penas contra José Adelmário Pinheiro Filho, Agenor Franklin Magalhães Medeiros e Luiz Inácio Lula da Silva.

Encaminhem-se os mandados à autoridadade policial para cumprimento, observando que José Adelmário Pinheiro Filho, Agenor Franklin Magalhães Medeiros já se encontram recolhidos na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

Após o cumprimento dos mandados, expeçam-se em seguida as guias de recolhimento, distribuindo ao Juízo da 12ª Vara Federal.

Relativamente ao condenado e ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, concedo-lhe, em atenção à dignidade cargo que ocupou, a oportunidade de apresentar-se voluntariamente à Polícia Federal em Curitiba até as 17:00 do dia 06/04/2018, quando deverá ser cumprido o mandado de prisão.

Vedada a utilização de algemas em qualquer hipótese.

Os detalhes da apresentação deverão ser combinados com a Defesa diretamente com o Delegado da Polícia Federal Maurício Valeixo, também Superintendente da Polícia Federal no Paraná.

Esclareça-se que, em razão da dignidade do cargo ocupado, foi previamente preparada uma sala reservada, espécie de Sala de Estado Maior, na própria Superintência da Polícia Federal, para o início do cumprimento da pena, e na qual o ex-Presidente ficará separado dos demais presos, sem qualquer risco para a integridade moral ou física.

Ciência ao MPF, Assistente de Acusação e Defesas.

Curitiba, 05 de abril de 2018.

Marina Silva diz que presidencialismo no Brasil está ‘no fundo do poço’

Do G1 A ex-senadora e ex-candidata à Presidência da República Marina Silva afirmou neste domingo (17) que o presidencialismo de coalizão está “no fundo do poço” no Brasil e que atualmente não há condições de recompô-lo devido a “uma pessoa que não tem liderança própria”. A afirmação de Marina foi feita sem citação nominal de […]

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Do G1

A ex-senadora e ex-candidata à Presidência da República Marina Silva afirmou neste domingo (17) que o presidencialismo de coalizão está “no fundo do poço” no Brasil e que atualmente não há condições de recompô-lo devido a “uma pessoa que não tem liderança própria”. A afirmação de Marina foi feita sem citação nominal de quem seria a pessoa que “não tem liderança”.

Marina, que é uma das fundadoras da Rede Sustentabilidade, se reuniu em Brasília com a cúpula do partido para discutir a conjuntura política do país e definir quais temas que deverão orientar os debates do congresso nacional da legenda, em março.

“O presidencialismo de coalizão está no fundo do poço. Começa com duas figuras fortes, que conseguiram de alguma forma implementar suas agendas, os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobretudo em seus primeiros mandatos. Mas, com uma pessoa que não tem uma liderança própria no processo político, esse presidencialismo não consegue, nessas bases, se compor para ter qualquer tipo de liderança”, afirmou Marina, sem explicar que sistema propõe.

“O que prevalece é uma fragmentação, presidencialismo de confusão e de completa desmoralização, que hoje prejudica liderar uma saída ou transição para o país”, completou. A ex-senadora que disputou as eleições presidenciais com Dilma em 2010 e em 2014 também disse haver descrédito da população em relação à política.

“Estamos vivendo uma das piores crises que o nosso país já atravessou. Estamos diante de uma crise política sem precedentes, uma falta de perspectiva da política do ponto de vista da representaçãço, das instituições, de uma situação de descrédito por parte de uma boa parte ou da maior parte da sociedade em relação ao que está acontecendo na política pelo agravamento das denúncias de corrupção que ocorrem a cada dia”, declarou.

Marina também afirmou que a sigla defende a continuidade do processo que corre contra Dilma e o vice-presidente Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a partir de ação do PSDB, mas voltou a dizer que a Rede é contrária ao processo de impeachment aberto contra Dilma na Câmara dos Deputados.

A ação do PSDB no TSE acusa Dilma e Temer de abuso de poder político nas eleições de 2014, abuso de poder econômico e fraude. O processo de impeachment aberto na Câmara foi interrompido após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e não há data prevista para a continuidade da tramitação. Segundo Marina, a Rede defende que o processo no TSE tenha o suporte da Lava Jato, com a inclusão de informações identificadas na operação.

Presidente Michel Temer chega a Chapecó e decide ir à Arena Condá

Avião presidencial pousou pouco depois das 8h45 para homenagem. Presidente e ministros participam de cerimônia com honras militares. Do G1 O avião com o presidente Michel Temer pousou no Aeroporto de Chapecó pouco depois das 8h45 deste sábado (3). Antes dele, chegaram autoridades como Leonardo Picciani, ministro do Esporte, e Walter Feldman, da CBF. Michel […]

Temer está em Chapecó para cerimônia em aeroporto (Foto: Reprodução/TV Globo)
Temer está em Chapecó para cerimônia em aeroporto (Foto: Reprodução/TV Globo)

Avião presidencial pousou pouco depois das 8h45 para homenagem.
Presidente e ministros participam de cerimônia com honras militares.

Do G1

O avião com o presidente Michel Temer pousou no Aeroporto de Chapecó pouco depois das 8h45 deste sábado (3). Antes dele, chegaram autoridades como Leonardo Picciani, ministro do Esporte, e Walter Feldman, da CBF. Michel Temer decidiu ir ao velório coletivo na Arena Condá, segundo o cerimonial da presidência.

Conforme a assessoria de imprensa da Presidência da República, ele aguardará, ao lado de ministros, a chegada dos dois aviões da Força Aérea Brasileira com 50 corpos das vítimas do acidente aéreo com a delegação da Chapecoense.

O primeiro avião da FAB, com 23 caixões, tem previsão de chegada no aeroporto de Chapecó para as 9h30. O segundo, com 27 caixões, deve chegar às 9h45.

Haverá em seguida uma cerimônia com honras militares com participação de Temer.

Durante a cerimônia, o presidente vai entregar às famílias a Medalha da Ordem do Mérito Desportivo como reconhecimento do governo federal e do povo brasileiro pelos serviços prestados ao país por todos os que estavam no voo que caiu na Colômbia na madrugada de terça (29).

Em Chapecó, Temer está acompanhado do governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo e ministros.

Ministro Teori Zavascki manda soltar senador Delcídio do Amaral

G1 O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou nesta sexta-feira (19) a prisão preventiva do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso desde novembro após ser gravado oferecendo fuga para que ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró não fizesse delação. O ministro, relator dos processos da Operação Lava Jato no STF, determinou recolhimento domiciliar […]

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O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou nesta sexta-feira (19) a prisão preventiva do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso desde novembro após ser gravado oferecendo fuga para que ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró não fizesse delação.

O ministro, relator dos processos da Operação Lava Jato no STF, determinou recolhimento domiciliar no período noturno e dias de folga, enquanto no pleno exercício do mandato de senador. Assim, Delcídio poderá comparecer normalmente às sessões do Senado.

Caso seja afastado ou cassado do mandato, Delcídio deverá ficar em recolhimento domiciliar integral até nova demonstração de ocupação lícita.

O petista também deverá comparecer a cada 15 dias perante a Justiça, bem como a todos os atos do processo, caso requisitado. Ele também está proibido de deixar o país — o passaporte do petista deverá ser entregue em até 48 horas. Delcidio está preso em Brasília há 87 dias.

Em sua decisão, Zavascki considerou ser “inquestionável” que o “quadro fático é bem distinto” daquele que possibilitou a prisão.

“Os atos de investigação em relação aos quais o senador poderia interferir, especialmente a delação premiada de Nestor Cerveró, já foram efetivados. E o Ministério Público já ofereceu denúncia contra o agravante. Assim, conforme reconhece expressamente a manifestação do Ministério Público, a medida extrema já não se faz indispensável, podendo ser eficazmente substituída por outras medidas alternativas”, escreveu o ministro em seu despacho.

Em nota, o advogado de Delcídio, Mauricio Silva Leite, afirmou que a decisão garante a Delcídio a possibilidade de exercer seu direito de defesa com maior amplitude. “A decisão respeita, principalmente, a presunção da inocência, prevista na Constituição Federal”, afirmou.