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Feito anúncio, veja como ficou equipe de Paulo Câmara

Por Nill Júnior

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O governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), divulgou os nomes que vão compor o novo secretariado. O anúncio foi feito nesta segunda (15), em coletiva de imprensa em um hotel na Zona Sul do Recife. Veja os nomes ao final do texto.

O número de secretarias permanece o mesmo da gestão passada: 22. No entanto, houve cortes e incorporações para criação de novas pastas, mostrando quais áreas terão mais prioridade no novo mandato do governador eleito. “O número permanece igual ao da reforma [feita por Eduardo Campos] no final de 2013. Mas esse secretariado já entra com meta de redução. Vamos reduzir em 20% o valor da folha de pagamento dos cargos comissionados”, disse Paulo Câmara.

Permanecem as secretarias da Casa Civil, Controladoria Geral do Estado, Fazenda, Mulher, Cidades, Administração, Agricultura e Reforma Agrária, Cultura, Defesa Social, Desenvolvimento Econômico, Imprensa, Meio Ambiente e Sustentabilidade, Planejamento e Gestão e Saúde. A Secretaria da Criança e da Juventude se juntou à de Desenvolvimento Social, assim como a Secretaria da Micro e Pequena Empresa está agora com Qualificação e Trabalho.  Já a Secretaria de Ciência e Tecnologia ganhou mais uma função, a Inovação.

A antiga Secretaria de Educação e Esportes foi desmembrada em duas: Educação e Turismo e Esporte e Lazer.  São novas as de Transportes, Habitação e Justiça e Direitos Humanos. A Secretaria de Infraestrutura foi cortada.

Partidos que deram apoio ao PSB nas eleições ganharam cargos no secretariado, como PSD, PR, PCdoB e PV. O PSDB, que também integrou a Frente Popular, mas criticava a falta de espaço nos planos do governador, ganhou uma secretaria com Evandro Avelar, que saiu de Cidades e estará na Micro e Pequena Empresa e Qualificação e Trabalho.  “As negociações se estendem mais ou menos, o importante é que estamos unidos, estou feliz que o PSDB está conosco”, explicou Câmara, acrescentando que a indicação de Pedro Eurico (PSDB) foi uma escolha pessoal.

“Esse secretariado que a gente anuncia é [pensado] em cima do que foi discutido com a sociedade pernambucana [durante as eleições]. Quero dizer que o futuro que vem sendo desenhado como incerto, de crise, nós entendemos como um futuro das oportunidades. Essa equipe foi montada com espírito de superação, de honrar legado que construímos juntos. Montamos um secretariado experiente, sem rótulos, com mérito de estar aqui, que vale mais do que qualquer currículo, disposto a servir a Pernambuco. Vamos ajudar para que o Brasil volte a crescer e melhorar a qualidade de vida do povo”, afirmou.

>> Confira a relação por secretarias:

>> Administração – Milton Coelho

É auditor do Tribunal de Contas de Pernambuco desde 1991. No último Governo Arraes (1995-1998), foi assessor especial do secretário de Governo, Eduardo Campos; diretor-geral da Secretaria da Fazenda e diretor-administrativo Financeiro da Compesa. Na segunda gestão de Eduardo Campos, foi secretário de Governo, deixando o cargo para atuar na coordenação da campanha nacional de Campos.

>> Agricultura e Reforma Agrária – Nilton Mota

Formado em administração pela UFPE, trabalhou na Alepe entre 1995 e 1998, no TJPE de 1991 a 1992 e no TCE em 1993. Desde então, é servidor de carreira da Secretaria Estadual da Fazenda. Na segunda gestão de Eduardo Campos, Nilton foi convocado para presidir a Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab). Assumiu em 2013 a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Urbanos. Acumulou a função de presidente da URB, até abril de 2013. Filiado ao PSB, disputou seu primeiro cargo eletivo este ano e foi eleito deputado estadual.

>> Casa Civil – Antônio Figueira

Médico pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), presidiu o Imip e a Faculdade Pernambucana de Saúde. Entre 1987 e 1990, foi assessor especial do segundo Governo Miguel Arraes. Entre 1996 e 1998, no terceiro Governo Arraes, foi secretário-adjunto de Saúde. Entre 2010 e 2014, no segundo Governo Eduardo Campos, foi secretário de Saúde. Figueira terá como secretário-executivo de Relações Institucionais o deputado André Campos e como secretário-executivo de Articulação Política o ex-prefeito de Carnaíba Anchieta Patriota.

>> Cidades – André de Paula

André Carlos Alves de Paula Filho é deputado federal reeleito em 2014. No primeiro Governo Jarbas Vasconcelos, foi secretário estadual de Produção Rural e Reforma Agrária. Foi eleito deputado estadual por dois mandatos (em 1991 e em 1994) e cinco vezes deputado federal (em 1998, 2002, 2006, 2010 e em 2014). Esteve na presidência do antigo PFL e na Executiva Nacional do partido, por sucessivos mandatos. É fundador, presidente estadual e vice-presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD).

>> Ciência, Tecnologia e Inovação – Lúcia Melo

Graduada em engenharia química e mestre em física pela UFPE e mestre em energia e meio ambiente pela Universidade da Califórnia (EUA), Lúcia Melo foi superintendente adjunta do CNPq/NE; secretária de Ciência e Tecnologia de Pernambuco; presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa de Pernambuco (Facepe); secretária-executiva adjunta do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação; fundadora, diretora e presidente do Centro de Gestão e Estudo Estratégicos. Atualmente é membro eleita do Strategy Advisory Board do Institute for Advanced Sustainability Studies em Potsdam (Alemanha).

>> Controladoria Geral do Estado – Rodrigo Amaro

Rodrigo Amaro é administrador e mestre em ciências contábeis pela UFPE. Atualmente é diretor-presidente da Pernambuco Participações e Investimentos S/A (Perpart) e presidente do Conselho Fiscal da Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco (Funape).

>> Cultura – Marcelino Granja

Engenheiro civil e analista da Receita Federal. Filiado ao PCdoB desde 1980, foi secretário da Fazenda e Administração e de Governo do município de Olinda, nas gestões da ex-prefeita Luciana Santos. Granja também foi titular da pasta de Ciência e Tecnologia do Governo Eduardo Campos.

>> Defesa Social – Alessandro Carvalho

Exerceu o cargo de delegado regional da Superintendência da Polícia Federal no RN, chefiou as delegacias de Polícia Federal em Juazeiro (Bahia) e em Foz do Iguaçu (Paraná), além de ter sido delegado regional de Combate ao Crime Organizado e delegado regional da Superintendência da PF da Bahia. Bacharel em direito pela Universidade Federal da Bahia, exerceu o cargo de secretário-executivo de Defesa Social em Pernambuco desde julho de 2010, vindo a responder pela pasta desde dezembro de 2013.

>> Desenvolvimento Econômico – Thiago Norões

Formado em direito pela Faculdade de Direito do Recife. É advogado e procurador do Estado desde 1993. No Governo Eduardo Campos, exerceu o cargo de procurador-adjunto, entre 2007 e 2010. Assumiu a titularidade da Procuradoria-Geral do Estado em janeiro de 2011, onde ficou até dezembro de 2014.

>> Desenvolvimento Social, Criança e Juventude – Isaltino Nascimento

Formado em ciências contábeis pela Universidade Católica de Pernambuco. Em 2000, conquistou um mandato na Câmara de Vereadores do Recife. Dois anos depois foi eleito deputado estadual. Reeleito em 2006, ocupou o posto de líder da bancada do Governo por quatro anos consecutivos. Depois de eleito para o terceiro mandato, em 2010, assumiu a titularidade da Secretaria Estadual de Transportes, de 2011 a 2013. Na Assembleia Legislativa, ocupa atualmente a vice-liderança da bancada do Governo.

>> Educação – Frederico Amâncio

Formado em administração pela UPE e em direito pela UFPE. Em 1995, foi aprovado em concurso para auditor fiscal do Tesouro Estadual. Em 19 anos de atuação na Sefaz, exerceu diversas funções e cargos. Em 2010, assumiu o comando da Secretaria Estadual de Saúde. Em janeiro de 2011 deixou o cargo para ocupar a vice-presidência do Complexo de Suape, e, em maio de 2012, tornou-se presidente de Suape e secretário de Desenvolvimento Econômico. Em 2012 assumiu a Secretaria de Planejamento e Gestão, cargo que ocupa atualmente.

>> Fazenda – Márcio Stefanni

Formado em direito pela UFPE, assumiu a Presidência da AD-Diper em 2011, de onde saiu em novembro de 2012, para ocupar, a convite do então governador Eduardo Campos, a função de secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, acumulando com a presidência do Complexo de Suape.

>> Habitação – Marcos Baptista

Formado em arquitetura e urbanismo pela UFPE. Em 1996, ocupou a Chefia de Gabinete da Fundação de Cultura do Recife. Também atuou em algumas campanhas eleitorais. Em 2008 coordenou a campanha do então candidato Raul Henry (PMDB). Desde julho de 2014 está na FGV (Fundação Getúlio Vargas), onde coordena projetos de consultoria em diversas áreas.

>> Imprensa – Ennio Benning

Formado em jornalismo pela Unicap (1990), passou pelas redações da Folha de Pernambuco), Diario de Pernambuco), Gazeta Mercantil e Jornal do Commercio. Na área política, trabalhou com o senador Carlos Wilson (1998), o vice-presidente da República Marco Maciel (2002), o deputado federal José Chaves (2002-2004) e o vice-governador de Pernambuco Mendonça Filho (2004). Foi secretário executivo de Comunicação do Governo Jarbas Vasconcelos (2005-2006) e seu assessor no Senado, entre 2007 e 2014. Na campanha eleitoral, ocupou a assessoria de Imprensa de Paulo Câmara.

>> Justiça e Direitos Humanos – Pedro Eurico

Pedro Eurico de Barros e Silva, 61 anos, é advogado e iniciou sua carreira política como militante da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Olinda e Recife. Em 1982, foi eleito vereador do Recife e em 1986, deputado estadual, cargo para o qual foi reeleito em 1990, 1994, 1998, 2002 e 2006. Foi presidente da Alepe no biênio 1995-1996. No segundo Governo Miguel Arraes (1987 a 1990), comandou a Secretaria de Habitação. Assumiu a Secretaria Estadual da Criança e da Juventude em 2012.

>> Meio Ambiente e Sustentabilidade – Sérgio Xavier

Sérgio Xavier é jornalista, ecologista e empreendedor de inovação tecnológica no Porto Digital. Foi secretário nacional de Fomento do Ministério da Cultura, na gestão do ministro Gilberto Gil e gerente nacional do Sebrae. Em 2011 tomou posse como primeiro secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco e deixou o cargo em abril de 2014, saindo do governo juntamente com o governador Eduardo Campos.

>> Micro e Pequena Empresa, Qualificação e Trabalho – Evandro Avelar

Evandro José Moreira de Avelar é engenheiro civil. Já exerceu os cargos de diretor-geral da Agência de Desenvolvimento de Pernambuco (Adene), secretário estadual das pastas de Desenvolvimento Urbano e de Projetos Especiais, assessor técnico do Sebrae Nacional e diretor e presidente da Cohab, além de diretor presidente da Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU). Desde 2009, passou a integrar a equipe da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, tendo atuado como secretário de Serviços Urbanos e Obras (2009 a 2012) e Infraestrutura e Mobilidade Urbana, desde 2013.

>> Mulher – Silvia Cordeiro

Ex-secretária da Mulher do Recife, é médica sanitarista e feminista. Fundadora e ex-coordenadora do Centro das Mulheres do Cabo, integrou a Rede Mulher e Democracia. Participou também do Conselho do Desenvolvimento Econômico e Social do Governo do Estado.

>> Planejamento e Gestão – Danilo Cabral

Formado em direito pela UFPE, é servidor público do Tribunal de Contas de Pernambuco. Também foi diretor Administrativo Financeiro da Secretaria de Governo de Pernambuco, (1995-1996), diretor de Administração Geral da Secretaria de Fazenda (1996-1997), assessor especial da Secretaria de Fazenda (1997-1998) e secretário de Administração da Prefeitura do Recife (2001-2003). Ele esteve à frente da Secretaria de Educação durante toda a primeira gestão do ex-governador Eduardo Campos. Danilo foi reeleito deputado federal este ano. Em 2011, o parlamentar foi convocado por Eduardo Campos para a Secretaria de Cidades.

>> Saúde – José Iran Costa Júnior

Formado em medicina pela UFPE, é especialista em oncologia clínica pela Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC) e pela American Society of Clinical Oncology. Também é mestre em medicina interna pela UFPE e cursa o doutorado em oncologia no Instituto Nacional do Câncer. Iran é funcionário da Secretaria Estadual de Saúde desde 1995 e diretor do Hospital de Câncer de Pernambuco desde 2012.

>> Transportes – Sebastião Oliveira

Formado em medicina pela UPE, tem três mandatos de deputado estadual (2003-2007, 2007-2011 e 2011-2015) e 2002 / 2006 /2010. Na Alepe, presidiu a Comissão de Saúde, liderou o seu partido, o PR, e ocupou ainda a função de terceiro secretário da Mesa Diretora. Entre os anos de 2007 e 2010, ele foi secretário de Transportes do primeiro Governo Eduardo Campos. Este ano, se elegeu deputado federal em 2014.

>> Turismo, Esportes e Lazer – Felipe Carreras

Filiado ao PSB há quase 20 anos, Felipe é empresário do setor de entretenimento e lazer. Em 2012, foi convidado pelo prefeito Geraldo Julio e assumiu a Secretaria de Turismo e Lazer do Recife.

>> Estrutura de apoio ao governador

Chefe da Assessoria Especial – José Francisco Cavalcanti Neto
Chefe do Gabinete de Projetos Estratégicos – Renato Thièbaut
Chefe de Gabinete – Ruy Bezerra de Oliveira Filho
Casa Militar – Mário Cavalcanti
Procuradoria Geral do Estado – Antônio César Caúla Reis

Outras Notícias

Fachin retira de Moro mais uma investigação contra Lula

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, retirou mais uma investigação contra o ex-presidente Lula das mãos do juiz Sergio Moro. O caso, que trata de possíveis irregularidades praticadas pelos marqueteiros João Santana e Mônica Moura, no recebimento de valores em campanhas eleitorais na Venezuela, será apurado pela Justiça Federal do Distrito Federal. […]

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, retirou mais uma investigação contra o ex-presidente Lula das mãos do juiz Sergio Moro.

O caso, que trata de possíveis irregularidades praticadas pelos marqueteiros João Santana e Mônica Moura, no recebimento de valores em campanhas eleitorais na Venezuela, será apurado pela Justiça Federal do Distrito Federal. A decisão foi obtida através de agravo regimental apresentado pelo advogado pernambucano Ademar Rigueira, defensor do jornalista Franklin Martins, citado na delação do casal de marqueteiros.

Inicialmente, a petição da defesa resgata o envio do processo à Justiça de Curitiba, no ano passado. O documento cita, inclusive, trechos da delação que dizem respeito às transferências feitas “por fora”, ou seja, via caixa dois, para a campanha presidencial de Hugo Chaves, em 2012. Lula, neste caso, teria pedido a participação de João Santana na campanha do venezuelano que, segundo os delatores, transferiu um total de US$ 35 milhões ao casal, através da offshore Shellbill. Reeleito neste domingo (20), o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, teria ficado responsável por pagar US$ 23.000.000,00 diretamente ao casal, na época, de acordo com os colaboradores.

Neste contexto, Franklin Martins teria sido contratado pelo partido venezuelano para a “elaboração da parte de internet da campanha”. Segundo Mônica, o pagamento ao ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social, durante o mandato de Lula, também foi feito via caixa dois. A delação diz ainda que parte do dinheiro vivo recebido pela marqueteira era repassado a Mônica Monteiro, mulher do jornalista.

Porém, para o advogado Ademar Rigueira, o caso não pode ser tratado pelo juiz Sergio Moro, pois não tem relação direta com prejuízos à Petrobras. “Mais uma vez se reconhece o equívoco nas remessas dos autos à Operação Lava Jato. As regras de competência trazidas pela lei demonstram que nem tudo deve ir para o juiz Sérgio Moro. A defesa demonstrou, para além de qualquer dúvida, que os supostos fatos não envolviam, sequer indiretamente, a Petrobras”, colocou o advogado.

Que tristeza, 2023…

O ano de 2023, no conjunto da obra, foi um dos piores da história, se não o pior, considerando o que entrega de desafios para 2024. Da minha geração,  o pior, com certeza. Não dá pra entrar em 2024 sem pensar no sofrimento das famílias palestinas, arrasadas,  dizimadas pelo poder opressor de Israel. Eu não […]

O ano de 2023, no conjunto da obra, foi um dos piores da história, se não o pior, considerando o que entrega de desafios para 2024. Da minha geração,  o pior, com certeza.

Não dá pra entrar em 2024 sem pensar no sofrimento das famílias palestinas, arrasadas,  dizimadas pelo poder opressor de Israel. Eu não consigo fechar os olhos sem pensar na imagem de crianças amontoadas nos hospitais que ainda restam.

Elas também são alvo pela ótica perversa de que no futuro, pela dor sofrem perdendo pais, mães,  irmãozinhos,  vão nutrir ódio por Israel. Benjamin Netanyahu age sobre a ótica de que, se um cacho de uvas está estragado,  que se dizime toda videira. Matar inocentes não deveria ser resposta para os terroristas do Hamas, que resistirá mesmo após o genocídio.

E olha que esquecemos haver outras guerras com o mesmo potencial de auto destruição humana, como na Ucrânia,  na Síria,  no Iêmen,  em parte da África. Não há nada que os faça parar.

Este foi o ano em que as mudanças climáticas transformaram o tempo. Tanto o tempo verbal quanto o meteorológico. Em 2023, elas deixaram de ser futuro e se tornaram presente.

Este foi um ano de eventos extremos, agravados por um El Niño intenso, que levou o clima do planeta ao que a Organização Meteorológica Mundial (OMM) chamou, em julho, de mergulho em “território desconhecido”.

Um território que se revelou repleto de ondas de calor, tempestades, inundações, incêndios, secas, nevascas, ciclones, furacões e tornados. O ano termina com as maiores anomalias e sucessão de extremos climáticos já testemunhadas pela Humanidade. E, segundo a OMM, é só o primeiro ano de uma nova era de extremos das mudanças climáticas.

A média da temperatura global deve ficar 1,4ºC acima da do período pré-industrial. É a maior elevação desde o início dos registros, em 1850. E 2023 veio na esteira de nove anos seguidos de tendência de elevação.

Aqui,  mais da metade dos 5.568 municípios brasileiros foi afetada por fenômenos extremos em 2023. Cerca de 2.797 cidades decretaram estado de emergência ou calamidade por causa de desastres naturais. Vimos regiões do estado do Amazonas registrarem neste ano os menores índices de chuva, no período de julho a setembro, dos últimos 40 anos.

No Sul, alagamentos e mortes. Aqui no Nordeste, nem a nós nativos, havia sido imposto tamanho calor.

Pior é a nossa incapacidade de buscar reverter a curva do caos. Pelo contrário,  líderes mundiais alimentam mais guerras,  mais eventos climáticos adversos, mais dor.

No Brasil,  a intolerância de parte da sociedade nos faz indagar o que de fato houve com os reais valores que deveriam nos regir no caminho da fraternidade e solidariedade. Um pedaço de nossa comunidade julgou e condenou vítimas sociais.  Adoraram a Bolsonaro.  Condenaram padre Júlio Lancelotti.

Se vale o registro,  o Deus que acredito me estimula a não perder o direito de acreditar,  esperançar,  resistir. Depois da escuridão,  a luz sempre renasce.

Feliz Ano Novo!

Tuparetama volta a recomendar uso de máscaras em locais fechados

Seguindo a tendência de outras cidades do Sertão do Pajeú, a Secretaria de Saúde de Tuparetama, é mais uma a voltar a recomendar o uso de máscaras em todos os locais fechados e estabelecimentos de saúde do município. A confirmação veio por meio de um comunicado da Prefeitura à imprensa nesta sexta-feira (18). A recomendação […]

Seguindo a tendência de outras cidades do Sertão do Pajeú, a Secretaria de Saúde de Tuparetama, é mais uma a voltar a recomendar o uso de máscaras em todos os locais fechados e estabelecimentos de saúde do município.

A confirmação veio por meio de um comunicado da Prefeitura à imprensa nesta sexta-feira (18).

A recomendação se dá diante do aumento do número de casos de covid-19 e circulação de novas linhagens da Variante de Preocupação (VOC) Ômicron, com ênfase nas sublinhagens BQ.1.

“A vacina e os cuidados preventivos continuam sendo a melhor forma de combater o vírus”, destaca o comunicado da Secretaria de Saúde de Tuparetama.

Delson receberá Santa Terezinha com salários atrasados e concurso encerrando validade

Obtendo 57,23% da votação e somando 3.562 votos, Delson Lustosa (Podemos) venceu a eleição e voltará a governar Santa Terezinha a partir de 2021. Falando ao comunicador Anchieta Santos no programa Cidade Alerta da Rádio Cidade FM, Delson declarou que os números finais confirmaram as pesquisas de monitoramento.  O prefeito eleito admitiu que a ausência […]

Obtendo 57,23% da votação e somando 3.562 votos, Delson Lustosa (Podemos) venceu a eleição e voltará a governar Santa Terezinha a partir de 2021. Falando ao comunicador Anchieta Santos no programa Cidade Alerta da Rádio Cidade FM, Delson declarou que os números finais confirmaram as pesquisas de monitoramento. 

O prefeito eleito admitiu que a ausência do prefeito Vanin de Danda na campanha por questões de saúde, contribuiu para a diferença de votos, como também as várias adesões conquistadas. O Prefeito Vanin de Danda, faleceu vítima de Covid-19, logo depois do pleito. 

Delson admitiu que receberá a gestão com salários atrasados. Prometeu buscar emendas e atuar com ações no campo, na iluminação pública, na recuperação da Praça Central, pavimentação de ruas e construção de duas escolas, uma na cidade e outra na zona rural. 

O secretariado será revelado ainda esta semana e adiantou o nome do prefeito em exercício Adarivan Santos como Secretário de Agricultura. 

Adarivan que esteve presente na entrevista de Delson, anfirmou que o pagamento de precatórios pela gestão Vanin de Danda provocou o bloqueio de contas e atraso de pagamentos. 

Mesmo com as dificuldades, Adarivan garantiu que os serviços essenciais estão sendo mantidos. Ele se defendeu da acusação de que teria construído garagens em terreno pertencente a escola do estado. 

“Tenho a escritura do terreno. Quem doou o terreno para a Escola ser construída foi o meu avô”. 

Santa Terezinha tem 216 servidores contratados e ao longo da entrevista, concursados cobraram o chamamento pelo prefeito eleito. O Concurso que já foi prorrogado, encerra a validade em fevereiro próximo. Delson não deu uma resposta positiva diante da cobrança.

Por 6 votos a 5, STF veta prisão em 2ª instância; Lula pode ser solto

Bernardo Barbosa/UOL O STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou hoje a prisão após a condenação em segunda instância, retornando ao entendimento de que um réu só pode cumprir pena depois que esgotar os recursos na Justiça. Com isso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá ser solto. A decisão foi tomada por 6 votos a 5. Este […]

Foto: Carlos Alves Moura/SCO/STF

Bernardo Barbosa/UOL

O STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou hoje a prisão após a condenação em segunda instância, retornando ao entendimento de que um réu só pode cumprir pena depois que esgotar os recursos na Justiça. Com isso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá ser solto. A decisão foi tomada por 6 votos a 5.

Este julgamento do STF não afeta apenas Lula e outros condenados na Operação Lava Jato. Segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), no começo de outubro, havia quase 5.000 pessoas presas depois de terem sido condenadas em segunda instância.

A determinação do Supremo não significa que alguém não poderá ser preso em nenhuma circunstância antes do julgamento de todos os recursos, nem que todos os condenados em segunda instância deixarão a prisão automaticamente. Continuam válidas as prisões cautelares (preventiva, temporária e em flagrante).

A decisão do STF também é importante porque representa mais uma mudança de interpretação do Supremo sobre quando um réu passa a ser considerado culpado, e o entendimento da Corte será seguido por toda a Justiça brasileira.

Como votaram os ministros?

Votaram contra a prisão em segunda instância os seguintes ministros:

  • Dias Toffoli
  • Gilmar Mendes
  • Celso de Mello
  • Ricardo Lewandowski
  • Rosa Weber
  • Marco Aurélio de Mello

Votaram a favor da prisão em segunda instância os seguintes ministros:

  • Cármen Lúcia
  • Luiz Fux
  • Luís Roberto Barroso
  • Alexandre de Moraes
  • Edson Fachin

O que defende a tese vencedora

Para os ministros contrários à prisão após a condenação em segunda instância, a Constituição deixa claro que uma pessoa só pode começar a cumprir pena depois do trânsito em julgado —ou seja, depois de todos os recursos serem julgados.

A Constituição diz que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.

O que defende quem votou pela prisão em 2ª instância

Para os ministros que votaram por manter a prisão em segunda instância, alguém que é condenado por dois graus da Justiça não pode mais ser considerado totalmente inocente, mesmo que consiga comprovar sua inocência mais adiante. Eles afirmam também que a Constituição não impede essa interpretação.

Eles lembram também que a análise das provas de um processo só é feita nas duas primeiras instâncias. O STJ (Superior Tribunal de Justiça) e o STF só analisam recursos contra decisões que, em tese, violaram leis federais ou a Constituição. A demora da Justiça em julgar processos, sob risco de prescrição de crimes, também foi citada.

Lula já pode ser solto?

Isso ainda não está claro. Em tese, para que a decisão tenha efeito, o STF precisa primeiro publicar o acórdão do julgamento (documento que contém a determinação do tribunal), e isso pode levar até dois meses para acontecer. A Justiça Federal do Paraná, responsável por executar a pena de Lula, também precisa ser formalmente comunicada da decisão do Supremo —ou provocada a agir pela defesa do ex-presidente, por exemplo— para autorizar a soltura.

Ao votar hoje, o ministro Gilmar Mendes disse que a prisão de Lula “contaminou” o debate sobre a prisão em segunda instância no Supremo.

Quando um processo transita em julgado?

A decisão tomada hoje pelo STF não significa que todos os processos criminais terão que chegar ao tribunal, que é a última instância da Justiça brasileira, para transitarem em julgado — ou seja, serem encerrados. Isso já não acontece hoje.

Para um processo subir de instância, é necessário que uma das partes recorra da decisão (o que depende de tempo e dinheiro) e que a Justiça entenda que há fundamentos para o caso ser julgado pela instância superior. Hoje em dia, segundo dados do CNJ obtidos pela Folha, a maioria dos processos transita em julgado ainda na primeira instância.