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Por 6 votos a 5, STF veta prisão em 2ª instância; Lula pode ser solto

Por André Luis
Foto: Carlos Alves Moura/SCO/STF

Bernardo Barbosa/UOL

O STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou hoje a prisão após a condenação em segunda instância, retornando ao entendimento de que um réu só pode cumprir pena depois que esgotar os recursos na Justiça. Com isso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá ser solto. A decisão foi tomada por 6 votos a 5.

Este julgamento do STF não afeta apenas Lula e outros condenados na Operação Lava Jato. Segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), no começo de outubro, havia quase 5.000 pessoas presas depois de terem sido condenadas em segunda instância.

A determinação do Supremo não significa que alguém não poderá ser preso em nenhuma circunstância antes do julgamento de todos os recursos, nem que todos os condenados em segunda instância deixarão a prisão automaticamente. Continuam válidas as prisões cautelares (preventiva, temporária e em flagrante).

A decisão do STF também é importante porque representa mais uma mudança de interpretação do Supremo sobre quando um réu passa a ser considerado culpado, e o entendimento da Corte será seguido por toda a Justiça brasileira.

Como votaram os ministros?

Votaram contra a prisão em segunda instância os seguintes ministros:

  • Dias Toffoli
  • Gilmar Mendes
  • Celso de Mello
  • Ricardo Lewandowski
  • Rosa Weber
  • Marco Aurélio de Mello

Votaram a favor da prisão em segunda instância os seguintes ministros:

  • Cármen Lúcia
  • Luiz Fux
  • Luís Roberto Barroso
  • Alexandre de Moraes
  • Edson Fachin

O que defende a tese vencedora

Para os ministros contrários à prisão após a condenação em segunda instância, a Constituição deixa claro que uma pessoa só pode começar a cumprir pena depois do trânsito em julgado —ou seja, depois de todos os recursos serem julgados.

A Constituição diz que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.

O que defende quem votou pela prisão em 2ª instância

Para os ministros que votaram por manter a prisão em segunda instância, alguém que é condenado por dois graus da Justiça não pode mais ser considerado totalmente inocente, mesmo que consiga comprovar sua inocência mais adiante. Eles afirmam também que a Constituição não impede essa interpretação.

Eles lembram também que a análise das provas de um processo só é feita nas duas primeiras instâncias. O STJ (Superior Tribunal de Justiça) e o STF só analisam recursos contra decisões que, em tese, violaram leis federais ou a Constituição. A demora da Justiça em julgar processos, sob risco de prescrição de crimes, também foi citada.

Lula já pode ser solto?

Isso ainda não está claro. Em tese, para que a decisão tenha efeito, o STF precisa primeiro publicar o acórdão do julgamento (documento que contém a determinação do tribunal), e isso pode levar até dois meses para acontecer. A Justiça Federal do Paraná, responsável por executar a pena de Lula, também precisa ser formalmente comunicada da decisão do Supremo —ou provocada a agir pela defesa do ex-presidente, por exemplo— para autorizar a soltura.

Ao votar hoje, o ministro Gilmar Mendes disse que a prisão de Lula “contaminou” o debate sobre a prisão em segunda instância no Supremo.

Quando um processo transita em julgado?

A decisão tomada hoje pelo STF não significa que todos os processos criminais terão que chegar ao tribunal, que é a última instância da Justiça brasileira, para transitarem em julgado — ou seja, serem encerrados. Isso já não acontece hoje.

Para um processo subir de instância, é necessário que uma das partes recorra da decisão (o que depende de tempo e dinheiro) e que a Justiça entenda que há fundamentos para o caso ser julgado pela instância superior. Hoje em dia, segundo dados do CNJ obtidos pela Folha, a maioria dos processos transita em julgado ainda na primeira instância.

Outras Notícias

SJE: Antônio Andrade nega atraso no repasse de INSS da Câmara

O ex-presidente da Câmara Municipal de São José do Egito , disse em nota que as informações da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de São José do Egito “são mentirosas e falaciosas, além de caracterizarem crime de calúnia contra as quais serão tomadas medidas judiciais cabíveis”. Segundo Antônio Andrade, sua gestão 2017/2018 “foi conduzida com transparência […]

O ex-presidente da Câmara Municipal de São José do Egito , disse em nota que as informações da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de São José do Egito “são mentirosas e falaciosas, além de caracterizarem crime de calúnia contra as quais serão tomadas medidas judiciais cabíveis”.

Segundo Antônio Andrade, sua gestão 2017/2018 “foi conduzida com transparência e licitude”, sem deixar para trás nenhum débito. “O Prefeito Evandro Valadares deveria se encarregar de nomear pessoa com maior responsabilidade, ética e disciplina com a coisa pública”, acrescentou.

‘Todos os repasses das contribuições previdenciárias foram realizados, inclusive da Gestão passada, referente aos servidores da Câmara Municipal, contemplando as parcelas do décimo terceiro salário, como sempre recomendou à sua Assessoria Contábil, que consultada, negou a procedência das acusações levianas”.

Mesmo assim, diz que tomou as providências e solicitará ao presidente atual, Rogaciano Jorge (PSB), uma Comissão formada de vereadores e assessores da contabilidade para junto agendarem uma audiência com a Diretoria da Receita Federal em Serra Talhada, onde será exigida certidão negativa de repasse das verbas da câmara para o INSSS, dirimindo qualquer dúvida. “Essas medidas serão levadas ao conhecimento do público”,  conclui.

Rodrigo Maia diz que decidirá sobre CPI do óleo até 2ª feira

Poder 360 O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deu declarações à imprensa em São Paulo após palestra no SindiMais, que discute o futuro do trabalho. O cacique falou sobre reforma tributária e o pedido de criação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o vazamento de óleo nas praias nordestinas. Sinteticamente, Maia disse: Reforma […]

Poder 360

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deu declarações à imprensa em São Paulo após palestra no SindiMais, que discute o futuro do trabalho. O cacique falou sobre reforma tributária e o pedido de criação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o vazamento de óleo nas praias nordestinas. Sinteticamente, Maia disse:

Reforma tributária – “Tenho certeza que nós vamos chegar num texto até o final do ano, para debater com senadores e deputados”

Apoio de empresários – “Não é possível que o setor privado não colabore agora [para a reforma tributária]. Na Previdência, que eles são pouco atingidos, todos foram colaborativos”

CPI do Óleo – “O que não pode é transformar uma CPI numa disputa do governo federal com seus adversários no NE. Até segunda-feira vou decidir sobre esse tema”

Segundo o presidente da Câmara, é função da reforma tributária destravar a economia. “Nós temos um miolo de proposta que tem muito consenso na Federação. Temos alguns conflitos com alguns setores da economia”.

Após cobrar maior engajamento do setor empresarial para o avanço nas mudanças do sistema de impostos, o presidente da Câmara fez um aceno: “Não é para ficar reticente, precisa sentar à mesa e a gente encontrar uma solução”.

Sobre o pedido de CPI do óleo, vindo do deputado João Campos (PSB-PE), o presidente da Câmara disse que pode ser 1 bom instrumento para pensar em ações futuras.

“Será que essa estrutura do Ministério do Meio Ambiente é suficiente?”, colocou como uma questão para a possível CPI. Ele mostra preocupação, porém, com a animosidade que provavelmente haveria na comissão.

Carlos Veras celebra aprovação da Reforma Tributária

Parlamentar destacou incentivos fiscais para o Nordeste Por André Luis O deputado federal Carlos Veras (PT) utilizou suas redes sociais para celebrar a aprovação da Reforma Tributária na Câmara dos Deputados, destacando-a como uma conquista histórica para o Brasil. O político ressaltou os impactos positivos da medida, enfatizando sua contribuição para a modernização do sistema […]

Parlamentar destacou incentivos fiscais para o Nordeste

Por André Luis

O deputado federal Carlos Veras (PT) utilizou suas redes sociais para celebrar a aprovação da Reforma Tributária na Câmara dos Deputados, destacando-a como uma conquista histórica para o Brasil. O político ressaltou os impactos positivos da medida, enfatizando sua contribuição para a modernização do sistema tributário e a promoção da justiça social.

“A aprovação da reforma tributária na Câmara dos Deputados é uma conquista histórica para o Brasil. Moderniza nosso sistema tributário e faz justiça social. É um passo significativo em direção a um modelo mais equitativo e eficiente, refletindo o compromisso com o desenvolvimento econômico sustentável. Uma vitória do governo Lula”, escreveu Veras.

Um dos pontos de destaque na reforma foi a manutenção de incentivos fiscais para empresas que atuam no Nordeste brasileiro. Essa decisão foi elogiada por diversos setores, uma vez que é considerada essencial para promover o desenvolvimento na região e contribuir para superar as desigualdades históricas entre as diversas partes do país.

A inclusão desses incentivos fiscais no texto final da reforma representa um reconhecimento da importância estratégica do Nordeste para o crescimento econômico do país. Essa medida visa não apenas estimular o investimento privado na região, mas também fortalecer a economia local, gerando empregos e reduzindo as disparidades regionais.

Carlos Veras destacou que os incentivos fiscais no Nordeste são um componente-chave para garantir que o desenvolvimento econômico seja equitativo e abranja todas as regiões do Brasil. O deputado ressaltou que a conquista é fruto do compromisso do governo Lula com políticas que visam a inclusão social e a redução das disparidades regionais.

Prisão de Bolsonaro deixa uma grande lição: não se afronta a democracia

No Comentário desta segunda-feira (24), Nill Júnior repercute o último sábado(22), quando o Brasil despertou com a notícia da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, decisão tomada pelo STF após alerta da Polícia Federal. Um episódio que reacende o debate sobre erros de gestão, ataques às instituições e a tentativa de ruptura democrática que marcou os […]

No Comentário desta segunda-feira (24), Nill Júnior repercute o último sábado(22), quando o Brasil despertou com a notícia da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, decisão tomada pelo STF após alerta da Polícia Federal. Um episódio que reacende o debate sobre erros de gestão, ataques às instituições e a tentativa de ruptura democrática que marcou os últimos anos.

A narrativa que circula entre aliados de Bolsonaro tenta transformar a vigília convocada por seus filhos em um ato pacífico, mas os fatos apontam para outra direção: tentativa de romper a tornozeleira, mobilização suspeita de apoiadores e risco de repetição de episódios como o do 8 de janeiro. A prisão, nesse contexto, revela um país que aprendeu com o passado e que não pode tolerar aventuras golpistas.

O caso também deixa um recado claro: divergências políticas são parte do jogo democrático, mas ataques ao Estado Democrático de Direito têm consequências. O Brasil ainda tem muitos problemas a enfrentar, corrupção, desigualdades, orçamento secreto, mas nenhum deles será resolvido com ruptura institucional.

 

Governo deve flexibilizar mais medidas

O Governo de Pernambuco promove, às 11h desta terça-feira (15), uma coletiva de imprensa para anunciar novas flexibilizações no Plano de Convivência com a Covid-19 no Estado. A coletiva contará com as presenças dos secretários André Longo (Saúde) e Sidia Haint (executiva de Desenvolvimento Econômico), e será realizada de modo presencial, sem transmissão pela internet. […]

O Governo de Pernambuco promove, às 11h desta terça-feira (15), uma coletiva de imprensa para anunciar novas flexibilizações no Plano de Convivência com a Covid-19 no Estado.

A coletiva contará com as presenças dos secretários André Longo (Saúde) e Sidia Haint (executiva de Desenvolvimento Econômico), e será realizada de modo presencial, sem transmissão pela internet.

A expectativa é de que haja um relaxamento das medidas, com perspectiva de maior público permitido em shows e nos estádios, por exemplo.

A expectativa é se haverá flexibilização do uso das máscaras em alguns espaços.