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FBC defende exclusividade do Banco do Nordeste na distribuição de recursos do fundo constitucional

Por André Luis

O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) fez na quarta-feira (4), no plenário, um contundente discurso em defesa do fortalecimento do Banco do Nordeste (BNB). Num contraponto ao senador Espiridião Amin (PP-SC), que criticou o que chamou de “monopólio” do BNB na distribuição dos recursos do Fundo Constitucional do Nordeste, o pernambucano rebateu: “a expressão monopólio não é justa”.

Segundo Fernando Bezerra, o BNB é o principal instrumento de desenvolvimento da região mais pobre do país – o semiárido.

“De todos os bancos de desenvolvimento, o Banco do Nordeste é o que tem a melhor performance. De todos os bancos públicos, no ano passado, o Banco do Nordeste foi o que melhor performou do ponto de vista da aplicação de recursos, do retorno e da rentabilidade. O banco, que é reconhecido internacionalmente como o banco do Crediamigo, do crédito popular e do microcrédito. E o banco, para subsistir num ambiente econômico adverso, precisa sim da exclusividade dos recursos do Fundo Constitucional do Nordeste”, afirmou.

O senador pernambucano criticou iniciativas que tentam diminuir a capacidade de ação do BNB e ressaltou que, ao contrário de outros bancos de desenvolvimento, o BNB aplica 100% dos recursos do Fundo Constitucional.

“O Banco do Nordeste tem, inclusive, dificuldade de atender a demanda de crédito. E a metade dos créditos concedidos está voltada para o semiárido nordestino. É lá na região econômica mais adversa que ele atua. Então, quando se tentou abrir a concessão de recursos do Fundo Constitucional para dar até 20% para as cooperativas, lá no Nordeste isso não cabe. Nós não temos tradição de cooperativa agrícola”, explicou FBC.

“Essa é uma matéria cara para quem é do Nordeste, para quem é do semiárido. Sou de Pernambuco, sou do semiárido, sou da região mais pobre do país e defendo intransigentemente o fortalecimento do Banco do Nordeste”, concluiu o senador.

Outras Notícias

Prisões temporárias da 26ª fase da Lava Jato vencem neste sábado

G1 PR Vence neste sábado (26) o prazo das prisões temporárias de nove investigados na 26ª fase da Operação Lava Jato. Eles estão presos na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba e aguardam decisão do juiz Sérgio Moro sobre a continuidade, ou não, das prisões. A mais recente fase da Lava Jato investiga o“Setor […]

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G1 PR

Vence neste sábado (26) o prazo das prisões temporárias de nove investigados na 26ª fase da Operação Lava Jato. Eles estão presos na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba e aguardam decisão do juiz Sérgio Moro sobre a continuidade, ou não, das prisões.

A mais recente fase da Lava Jato investiga o“Setor de Operações Estruturadas” da Odebrecht, que, de acordo com a polícia, se tratava de um departamento exclusivo para o gerenciamento e pagamento de valores ilícitos. A operação foi baseada na delação premiada de Maria Lúcia Tavares, ex-funcionária da empreiteira que atuava no setor.

O juiz deve decidir ao longo do dia se libera os presos, se prorroga as temporárias por mais cinco dias, ou se as transforma em preventiva – sem prazo para terminar. A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) devem dar pareceres sobre o assunto nos autos da investigação.

Na quinta-feira (24) o juiz Sérgio Moro decretou sigilo sobre o andamento desta fase da Operação, denominada “Xepa”.

A força-tarefa da Lava Jato afirma que a Odebrecht tinha uma estrutura profissional de pagamento de propina em dinheiro no Brasil. A empresa, ainda conforme a investigação, tinha funcionários dedicados a uma espécie de contabilidade paralela que visava pagamentos ilícitos. A área era chamada de “Setor de Operações Estruturadas”.

O Ministério Público Federal (MPF) afirma que os pagamentos feitos pela Odebrecht estão atrelados a diversas obras e serviços federais e também a governos estaduais e municipais. Dentre elas está a construção da Arena Corinthians, segundo o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima.

A estimativa é de, ao menos, R$ 66 milhões em propina distribuída entre 25 a 30 pessoas. Este valor, segundo a Polícia Federal (PF), estava disponível em apenas uma das contas identificada como pertecente à contabilidade paralela da empresa.

Serra Talhada: estudantes da Uast protestam contra Projeto de Lei de Kaio Maniçoba

Projeto tramita na Câmara desde maio deste ano. Estudantes temem sucateamento da unidade. Por André Luis, com informações do blog do Elvis Na manhã desta terça-feira (13), estudantes da Unidade Acadêmica de Serra Talhada (Uast), protestaram de forma pacífica, na estrada que liga Serra Talhada à Avenida Gregório Ferraz, contra o Projeto de Lei 5173/2016 […]

Foto: blog do Elvis
Foto: blog do Elvis

Projeto tramita na Câmara desde maio deste ano. Estudantes temem sucateamento da unidade.

Por André Luis, com informações do blog do Elvis

Na manhã desta terça-feira (13), estudantes da Unidade Acadêmica de Serra Talhada (Uast), protestaram de forma pacífica, na estrada que liga Serra Talhada à Avenida Gregório Ferraz, contra o Projeto de Lei 5173/2016 de autoria do deputado federal Kaio Maniçoba (PMDB) que Autoriza o Poder Executivo a criar a Universidade Federal do Sertão, no Município de Serra Talhada.

De acordo com o projeto, isso daria emancipação à unidade acadêmica, que passaria a ter status de Universidade Federal do Sertão, com políticas de gestão e recursos próprios, o que segundo os estudantes causaria sucateamento da universidade.

Esta decisão está sendo vista pelo corpo acadêmico com grande desconfiança, visto que não houve diálogo com a categoria, nem com os estudantes e nem com a população, e desde então, várias assembleias têm acontecido na Uast, visando discutir o tema.

A continuidade e garantia do transporte universitário gratuito, além da não aprovação da PEC 241, também foram alvos das reivindicações do grupo de estudantes.

Debate entre os candidatos à Prefeitura de São José do Egito é cancelado

O jornalista Magno Martins informou que decidiu cancelar o debate entre os candidatos a prefeito de São José do Egito. O encontro estava marcado para este sábado, às 10 horas, no auditório da Faculdade Vale Pajeú. “Tudo porque não houve consenso em relação às regras originais do debate”, diz. O encontro teria cinco blocos, com […]

O jornalista Magno Martins informou que decidiu cancelar o debate entre os candidatos a prefeito de São José do Egito.

O encontro estava marcado para este sábado, às 10 horas, no auditório da Faculdade Vale Pajeú.

“Tudo porque não houve consenso em relação às regras originais do debate”, diz.

O encontro teria cinco blocos, com a mediação do próprio Magno. No primeiro,  candidato perguntaria a candidato com réplica e tréplica.  No segundo,  perguntas dos jornalistas e blogueiros Nill Júnior,  Marcelo Patriota e Magno Martins.

No terceiro bloco, alunos da Faculdade Vale do Pajeú,  que sediaria o evento,  fariam perguntas sobre propostas de governo aos candidatos. Esse bloco não teria réplica ou tréplica.  E as perguntas seriam feitas sobre temas de gestão, não cabendo introdução elogiosa ou crítica aos candidatos, dentro do ambiente propositivo. Cada candidato responderia duas perguntas.

No quarto bloco,  nova rodada entre os candidatos e por fim as considerações finais. O modelo do debate,  entregue na terça-feira aos candidatos,  foi proposto para um encontro voltado à sociedade e comunidade acadêmica.  A ideia era inclusive de deixar os candidatos livres para, se quisessem, sair dos púlpitos e circularem pelo tablado do auditório da instituição,  como num diálogo entre eles.

Mas, segundo Magno,  mesmo esse modelo gerou falta de consenso e a decisão final de cancelamento dada a falta de entendimento sobre o formato.  Na Coluna do Domingão,  trago os bastidores desse cancelamento.

A Faculdade Vale do Pajeú sinalizou que deve se manifestar através de nota.

IFPE oferece 200 vagas no Campus Afogados da Ingazeira para o primeiro semestre de 2018

Na próxima segunda-feira, dia 16 de outubro, serão abertas as inscrições para o Vestibular 2018.1 do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE). No Campus Afogados da Ingazeira, são ofertadas 200 vagas para os cursos técnicos em Agroindústria, Eletroeletrônica e Saneamento  para quem já tem Ensino Médio Completo, como também, para os cursos técnicos integrados de Saneamento e Informática,para quem irá […]

Na próxima segunda-feira, dia 16 de outubro, serão abertas as inscrições para o Vestibular 2018.1 do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE).

No Campus Afogados da Ingazeira, são ofertadas 200 vagas para os cursos técnicos em Agroindústria, Eletroeletrônica e Saneamento  para quem já tem Ensino Médio Completo, como também, para os cursos técnicos integrados de Saneamento e Informática,para quem irá ingressar o ensino médio.  São 40 vagas para cada curso e todos são no turno da tarde.

As inscrições custam R$ 30 e devem ser feitas através do site cvest.ifpe.edu.br durante os dias 16 de outubro de 2017 até o dia 05 de novembro de 2017. Candidatos com renda familiar per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio, oriundos de escolas públicas podem solicitar online a gratuidade na inscrição até o dia 19 de outubro de 2017 e entregar a documentação comprobatória no Campus até o dia 20 de outubro de 2017.

O acesso a metade das vagas ofertadas é pelo Sistema de Cotas e reservada para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino fundamental ou médio, conforme o caso, em escolas da rede pública de ensino. A prova será realizada no dia 10 de dezembro de 2017.

Todas as informações estão disponíveis no Manual do Candidato. A Comissão orienta que todos os candidatos leiam atentamente todo o documento. Para conferir, basta entrar no site cvest.ifpe.edu.br. Em caso de dúvidas, os candidatos também podem entrar em contato através do telefone (81) 2125.1724.

Opinião: escala 6X1 ou 5X2 e os neoescravocratas

Heitor Scalambrini Costa* “Pergunto-me como é possível ver a injustiça, a miséria e a dor sem sentir a obrigação moral de mudar o que se vê” José Saramago (escritor português premiado com o Nobel de Literatura em 1998) O mês de abril conta com mais uma data histórica para o povo trabalhador. No dia 13 […]

Heitor Scalambrini Costa*

“Pergunto-me como é possível ver a injustiça, a miséria e a dor sem sentir a obrigação moral de mudar o que se vê”

José Saramago (escritor português premiado com o Nobel de Literatura em 1998)

O mês de abril conta com mais uma data histórica para o povo trabalhador. No dia 13 o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou mensagem presidencial encaminhada ao Congresso Nacional, que na prática acaba com a escala 6×1, reduzindo o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, mantendo as 8 horas diárias, garantindo dois dias de descanso remunerado, e proibindo qualquer redução salarial.

Esta medida aproxima o Brasil de um movimento mundial. Países vizinhos como o Chile aprovou a redução de 45 para 40 horas semanais até 2029, a Colômbia, de 48 para 42 horas até 2026. Na Europa, a jornada de 40 horas ou menos ocorre na França que adotou 35 horas semanais desde os anos 2000. Outros países como Alemanha e Holanda têm médias inferiores a 40 horas.

O Projeto de Lei 1838/2026 estabelece uma nova referência para o mercado de trabalho brasileiro, com impacto direto sobre milhões de trabalhadores, promovendo uma das maiores mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em décadas.

Hoje, segundo dados oficiais, cerca de 14 milhões de brasileiros trabalham na escala 6×1, com apenas um dia de descanso, incluindo 1,4 milhão de trabalhadoras e trabalhadores domésticos. Sem contar os 26,3 milhões de celetistas que não recebem horas extras, o que indica jornadas frequentemente mais longas na prática.

As jornadas mais extensas estão concentradas entre trabalhadores de menor renda, menor escolaridade, negros e pardos; o que faz da proposta também uma medida de redução de desigualdades no mercado de trabalho. No caso da população negra com menor rendimento por hora, é forçada a trabalhar mais tempo para garantir o sustento.

São inúmeros os benefícios com a implantação da jornada 5X2. Os de maior relevância diz respeito a mais dignidade no trabalho com a modernização das leis trabalhistas, o aumento do tempo de descanso e convívio familiar refletindo na qualidade de vida do trabalhador, a manutenção da remuneração, a melhoria na saúde física e mental, a segurança jurídica protegendo o trabalhador contra acordos individuais que flexibilizam direitos. Visto o que já acontece em outros países, o maior descanso do trabalhador levará a um aumento na produção com qualidade, o que beneficiará as empresas, e a economia nacional.

Todavia, tal medida modernizadora para o atual mundo do trabalho que teve avanços tecnológicos consideráveis, sofre resistência de setores da classe empresarial e de políticos de extrema direita. E, infelizmente, tal visão ultrapassada, retrógrada, tem seguidores de uma parcela da população, cidadãos desinformados, que se alimentam de “fake news”, e cuja visão de mundo, coincide com a do ex-presidente presidiário que amarga 27 anos de pena por tentativa de golpe de Estado.

Neste debate, os contrários a escala 5X2, se posicionam adeptos de uma sociedade neoescravocrata, cujo sistema social e econômico baseia na propriedade do tempo da vida de um ser humano por outro, imposto pela violência de uma grande reserva de mercado de mão de obra não organizada, que espera conseguir trabalhar, e que acaba aceitando situações inóspitas, degradantes, sem dignidade e de baixa remuneração. Algo que poderíamos denominar de “escravagismo moderno”.

Um fato que chamou atenção neste debate foi a proposta do deputado federal Nikolas Ferreira (PL/MG), um dos líderes da extrema direita, que defende o reembolso empresarial (bolsa patrão), focada na modificação para um modelo 5×2. Ele propôs uma emenda para que “o governo compense empresas por possíveis aumentos de custos, temendo desemprego e informalidade”.  Em estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais pode elevar em média, o custo a 7,84%; e que para os maiores empregadores, o efeito total da redução da jornada sobre os custos não chega a 1%. Valores estes que podem ser plenamente absorvidos pelo aumento da produtividade e pelos avanços tecnológicos adotados.

Esta indigna proposta do deputado se assemelha àquela dos políticos do Partido Conservador, e elites da época que antecedeu a abolição da escravatura em 1888, a de indenizar os ex-proprietários de escravos, com o argumento de que os escravizados eram propriedades legítimas e, portanto, sua libertação sem compensação violaria o “direito sagrado” à propriedade.

A proposta do governo federal encaminhada em regime de urgência constitucional, significa que os parlamentares terão 45 dias para votar, ou seja, até início de junho. Não votar significa paralisar o funcionamento do parlamento, impedindo novas votações.

Com a aprovação da admissibilidade da redução da jornada de trabalho pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o mérito agora será analisado e debatido por uma Comissão Especial de 37 membros titulares, e de igual número de suplentes, criada com esta finalidade. Se aprovado na comissão o projeto de lei segue para a votação no plenário, com quórum exigido de três quintos dos votos dos deputados, o que corresponde a 308, em dois turnos.

Uma movimentação da extrema direita, do Partido Liberal (PL), aliado com partidos do famigerado Centrão (que de centro não tem nada), já discute barrar o projeto governamental, como propaga o Deputado Júlio Lopes (PP/RJ) presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo.

A atuação de uma parcela majoritária do Congresso Nacional tem se mostrado claramente inimiga do povo, priorizando “privilégios e retrocessos”, com votações prejudiciais à população e com o avanço de agendas da extrema direita, em vez de pautas populares. É hora de lutar pelo fim da escala 6×1.

A pressão popular junto aos parlamentares é o caminho para a mudança na legislação trabalhista. Caberá aos trabalhadores, cidadãos, eleitores, juntamente com seus órgãos de classe, sindicatos, centrais sindicais, associações, aliado aos defensores dos legítimos interesses da classe laboral, manifestarem nas ruas, cobrando dos seus parlamentares a votarem pela jornada semanal de 5 horas trabalhadas e 2 descansadas remuneradas, sem redução de salário. E que nas próximas eleições a(o) eleitor(a) escolha seu representante entre aquele(a) que tenha lado, o do trabalhador. Não se deixe enganar.

* Heitor Scalambrini é Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco, graduado em Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP/SP), mestrado em Ciências e Tecnologias Nucleares na Universidade Federal de Pernambuco (DEN/UFPE) e doutorado em Energética, na Universidade de Marselha/Aix – Centro de Estudos de Cadarache/Comissariado de   Energia Atômica (CEA)-França.