Notícias

Ex-prefeita Nicinha de Dinca deixa débito de quase R$ 2 milhões só com o INSS, diz gestão Flávio Marques

Por André Luis

A equipe financeira do prefeito de Tabira, Flávio Marques, revelou nesta quinta-feira (9) a descoberta de uma dívida de R$ 1.959.097,91 deixada pela gestão anterior da ex-prefeita Nicinha de Dinca. O débito refere-se ao não pagamento do INSS referente aos meses de novembro, dezembro e ao 13º salário de 2024. 

De acordo com o secretário da Fazenda, Afonso Amaral, o documento de arrecadação de receitas federais foi emitido com vencimento para hoje, obrigando a nova gestão a adotar medidas emergenciais para lidar com a situação financeira.  

Em reunião com o tesoureiro José Augusto e o contador João Guilherme, o prefeito Flávio Marques determinou a implementação de um plano rigoroso de contenção de despesas em todos os setores da administração municipal. Contratos temporários, compras e demais serviços serão reduzidos ao mínimo necessário para ajustar as finanças da prefeitura. 

Além da dívida com o INSS, a equipe de Flávio Marques identificou um parcelamento em aberto com a Celpe no valor de mais de R$ 11 mil, com previsão de pagamento até novembro de 2025.  

O prefeito afirmou que sua prioridade é equilibrar as contas públicas sem comprometer os serviços essenciais. “Recebemos uma administração com desafios financeiros que exigem responsabilidade e transparência. Nossa equipe está comprometida em adotar as medidas necessárias para garantir a estabilidade financeira do município”, declarou Flávio.

Outras Notícias

Policlínica Municipal de Serra Talhada realiza mais de 2,5 mil atendimentos em junho

Inaugurada com o objetivo de ampliar o acesso a serviços especializados para os moradores de Serra Talhada e região, a Policlínica Municipal João César da Cunha fechou o mês de junho de 2025 com 2.506 atendimentos em diversas especialidades, de acordo com balanço da Secretaria Municipal de Saúde. O levantamento inclui serviços na saúde mental […]

Inaugurada com o objetivo de ampliar o acesso a serviços especializados para os moradores de Serra Talhada e região, a Policlínica Municipal João César da Cunha fechou o mês de junho de 2025 com 2.506 atendimentos em diversas especialidades, de acordo com balanço da Secretaria Municipal de Saúde. O levantamento inclui serviços na saúde mental infantojuvenil, CEAD, ambulatório geral e oftalmologia.

Na área de Saúde Mental Infantojuvenil, 1.285 pessoas passaram por consultas com psiquiatras, neurologistas, neuropediatra, psicólogas e fonoaudiólogas. O CEAD registrou 246 atendimentos em endocrinologia, nutrição e enfermagem. O ambulatório geral somou 644 atendimentos em reumatologia, ortopedia, ginecologia, dermatologia, pequenas cirurgias e ultrassonografias. Já a oftalmologia contabilizou 331 atendimentos.

“Esses números refletem o trabalho que desenvolvemos diariamente para garantir que cada pessoa de Serra Talhada tenha acesso a consultas e exames sem precisar sair do município. Nosso compromisso é oferecer atendimento em saúde cada vez mais perto das famílias, com profissionais qualificados e estrutura adequada para cuidar de todos. É assim que vamos avançando, escutando as demandas e planejando ações que realmente façam diferença,” afirmou a prefeita Márcia Conrado.

A secretária de Saúde, Lisbeth Rosa, também comentou o resultado. “A Policlínica cumpre um papel essencial para ampliar o acesso a consultas especializadas, exames e procedimentos importantes para a população. Trabalhamos para organizar a oferta de cada especialidade, melhorar o fluxo de atendimento e atender a todas as faixas etárias. Nosso objetivo é seguir fortalecendo essa estrutura, ouvindo a comunidade e ajustando sempre que necessário para atender melhor,” destacou Lisbeth.

Governador participa de ação de voluntariado no Hospital do Câncer, no Recife

“São momentos como esse que nos fazem ver que podemos seguir em frente. Com união, verdade, transparência e trabalho, tudo é possível”. As palavras são do governador Paulo Câmara, que se somou à centenas de voluntários, na manhã desde sábado (18), para dar um “abraço” no Hospital do Câncer de Pernambuco (HCP). Alvo de uma […]

5O5A0243 (2)

“São momentos como esse que nos fazem ver que podemos seguir em frente. Com união, verdade, transparência e trabalho, tudo é possível”. As palavras são do governador Paulo Câmara, que se somou à centenas de voluntários, na manhã desde sábado (18), para dar um “abraço” no Hospital do Câncer de Pernambuco (HCP).

Alvo de uma ação voluntária promovida pelo movimento Novo Jeito, a unidade de saúde teve ambientes revitalizados por 18 arquitetos pernambucanos, entre eles a esposa do vice-governador Raul Henry, Luíza Nogueira. O clima foi de emoção na entrega dos ambientes. O chefe do Executivo estadual esteve acompanhado do prefeito do Recife, Geraldo Julio; da primeira-dama da capital, Cristina Mello; e do secretário estadual de Saúde, Iran Costa.

No ano em que completa 70 anos de existência, o HCP ganhou de presente a recuperação de 19 ambientes: banheiros, salas de triagem, recepções, jardins e consultórios. “É um movimento que temos que apoiar cada vez mais; fazer com que ele chegue a todo Pernambuco. Pessoas dedicando seu tempo livre, seus momentos de lazer em favor do povo, em favor daqueles que mais precisam”, afirmou Paulo, ao parabenizar o grupo pelo trabalho realizado.

Ao lado de integrantes do Movimento Novo Jeito, Paulo Câmara conferiu cada um dos espaços reformados pelos arquitetos voluntários. Na área de triagem, último espaço visitado, ele participou de um momento de oração e foi homenageado com uma canção entoada por um grupo de voluntárias do HCP. Sob o olhar atento dos funcionários do hospital, o governador destacou o valor da união de esforços em favor daqueles que mais precisam.

“Não tenho dúvida que, a forma que se faz aqui, é a forma que temos que levar para Pernambuco por inteiro. À cada região, município e distrito. Vou sair daqui com essa frase na minha cabeça: ‘juntos somos fortes’. E quero repetir o que tenho dito por onde passo: ‘juntos podemos fazer muito mais’”, cravou.

Serra: Fundação Cultural anuncia oficinas virtuais no “Sexta da Cultura”

A prefeitura de Serra Talhada, através da Fundação Cultural, promove uma série de oficinas formativas de forma virtual. “Se não podemos sair de casa, então, vamos levar arte até as pessoas. Essas oficinas possibilitam que os mestres da cultura continuem trabalhando e favorece ao público garantindo o acesso às aulas de artes”, explica o Presidente […]

A prefeitura de Serra Talhada, através da Fundação Cultural, promove uma série de oficinas formativas de forma virtual.

“Se não podemos sair de casa, então, vamos levar arte até as pessoas. Essas oficinas possibilitam que os mestres da cultura continuem trabalhando e favorece ao público garantindo o acesso às aulas de artes”, explica o Presidente da Fundação de Cultura, Anildomá Willans de Souza.

Uma grade de oficinas já foi elaborada. As aulas acontecerão no sábado e, a maioria, na sexta feira, o que explica o nome do projeto: Sexta da Cultura em Artes Virtuais.

Os interessados não precisam se inscrever. Basta acessarem os canais da prefeitura.

As aulas poderão acontecer ao vivo e em vídeo, de acordo com a metodologia do professor. “Qualquer pessoa pode participar, são aulas de Desenho Artístico, Percussão, Frevo e Coco, Artesanatos e Teatro, Canto Coral e Pintura em Pedras, além de Contação de História, Iniciação ao Teatro e Informática para jovens”, explica Anildomá.

A ideia é dar um sentido de formação nesse período de isolamento social, abrindo novas possibilidades. “A arte produz novas formas de ver e pensar a vida, ela é uma transformação da realidade”, destaca o convite.

Durante esse mês de junho, o calendário terá atividades nas sextas feiras, às 19 e 20 horas e no sábado das 9 às 11 horas. Aos sábados, das 09 às 11 horas, com Aluizio Fernã.

Dia 11 de junho

19 horas: Aula de Percussão, com Nilson Brito.

20 horas: Aula de Frevo, com Gil Silva.

Dia 18 de junho

19 horas: Aula de Xaxado, com Edilson Leite.

20 horas: Aula de Coco.

Dia 25 de junho

19 horas: Oficina de Artesanato, pelas Marias Artesãs.

20 horas: Aula Oficina de Maracatu.

Os terroristas que participaram desses atos serão punidos, garante Rosa Weber 

O edifício-sede do Supremo Tribunal Federal, patrimônio histórico dos brasileiros e da humanidade, foi severamente destruído por criminosos, vândalos e antidemocratas. Lamentavelmente, o mesmo ocorreu no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto. As sedes dos Três Poderes foram vilipendiadas. O Brasil viveu neste domingo – 8 de janeiro de 2023 – uma página triste […]

O edifício-sede do Supremo Tribunal Federal, patrimônio histórico dos brasileiros e da humanidade, foi severamente destruído por criminosos, vândalos e antidemocratas. Lamentavelmente, o mesmo ocorreu no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto. As sedes dos Três Poderes foram vilipendiadas.

O Brasil viveu neste domingo – 8 de janeiro de 2023 – uma página triste e lamentável de sua história, fruto do inconformismo de quem se recusa a aceitar a democracia.

Desde que o ato foi anunciado, mantive contato com as autoridades de segurança pública, do Ministério da Justiça e do Governo do Distrito Federal. Os agentes do STF garantiram a segurança dos ministros da Corte, que acompanharam os episódios com imensa preocupação.

O STF atuará para que os terroristas que participaram desses atos sejam devidamente julgados e exemplarmente punidos. O prédio histórico será reconstruído.

A Suprema Corte não se deixará intimidar por atos criminosos e de delinquentes infensos ao Estado Democrático de Direito.

Ministra Rosa Weber, Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

Covid-19: Estudo analisa mortalidade precoce em UTIs

Um estudo coordenado pela Fiocruz está ajudando a compreender por que alguns pacientes graves submetidos à ventilação mecânica conseguem deixar a UTI, enquanto outros não sobrevivem à Covid-19. A pesquisa indica que a presença do retrovírus endógeno humano da família K (HERV-K) está associada não só ao agravamento da doença como também à mortalidade precoce.   […]

Um estudo coordenado pela Fiocruz está ajudando a compreender por que alguns pacientes graves submetidos à ventilação mecânica conseguem deixar a UTI, enquanto outros não sobrevivem à Covid-19.

A pesquisa indica que a presença do retrovírus endógeno humano da família K (HERV-K) está associada não só ao agravamento da doença como também à mortalidade precoce.  

De março a dezembro de 2020, o estudo Ativação do retrovírus endógeno humano K no trato respiratório inferior de pacientes com Covid-19 grave associada à mortalidade precoce acompanhou 25 pessoas em estado crítico que necessitaram de ventilação mecânica. Com idade média de 57 anos, elas estavam internadas no Instituto D’Or (ID’Or) e no Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemayer (IECPN).   

A progressão de casos brandos para graves vinha sendo associada à hipoxia, inflamação descontrolada e coagulopatia. No entanto, os mecanismos envolvidos com a mortalidade em casos muito graves ainda não são bem conhecidos. Para isso, o estudo buscou compreender o viroma do aspirado traqueal de indivíduos em ventilação mecânica — isto é, os vírus presentes na amostra. Os testes mostraram níveis altos de HERV-K, em comparação com exames de pacientes com casos brandos e de não infectados.  

“Verificamos o viroma de uma população com uma altíssima gravidade, em que a taxa de mortalidade chega a 80% para ver se algum outro vírus estava coinfectando esse paciente que está debilitado, imunossuprimido”, conta o coordenador do estudo Thiago Moreno, do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz). “A nossa surpresa foi encontrar esses altos níveis de retrovírus endógeno K. É o tipo de pesquisa que parte de uma abordagem completa não enviesada. Isso dá muita força, muita credibilidade ao achado.”

O HERV-K é um retrovírus endógeno, um vírus ancestral que infectou o genoma humano quando humanos e chimpanzés estavam se dissociando na escala evolutiva. Alguns desses elementos genéticos estão presentes nos nossos cromossomos. Muitos ficam silenciosos durante a maior parte da vida, mas parece que de alguma forma o Sars-CoV-2 reativou esse retrovírus ancestral. O índice de morte em pacientes graves de Covid-19 chega a 50% entre os que apresentam altos níveis de HERV-K.  

Gatilho

O estudo estabeleceu ainda uma ligação direta: ao infectar em laboratório uma célula de uma pessoa saudável com o Sars-CoV-2, houve um aumento nos níveis do HERV-K. “A gente estabeleceu, de fato, que o Sars-CoV-2 é o gatilho para o aumento desses retrovírus endógenos, para despertar os genes silenciosos”, diz Thiago Moreno.  

Junto com o aumento dos níveis do HERV-K nos pacientes, os pesquisadores perceberam que fatores de coagulação foram mais consumidos, que ocorreram mais processos inflamatórios e que diminuíram os números de fatores necessários para a sobrevivência de células do sistema imune. Conforme os níveis de HERV-K aumentaram, os números de monócitos inflamados ativados também cresceram. “Esses níveis de HERV-K se correlacionaram com o que se chamou de mortalidade precoce, como menos de 28 dias de internação”, conta Thiago.  

A pesquisa é ainda a primeira evidência da presença desse retrovírus no trato respiratório e no plasma de pacientes graves de Covid-19. A presença do HERV-K — que ocorre também em outras doenças, como câncer e esclerose múltipla — pode ser usada como um biomarcador associado à gravidade em casos de Covid-19. Sua detecção precoce poderia reforçar o uso de determinadas estratégias, como o uso de anticoagulantes e anti-inflamatórios, comenta Thiago Moreno.  

Mas ainda é difícil saber por que isso ocorre em algumas pessoas e não em outras. “Esse despertar de genes silenciosos é o que pode fazer a diferença das evoluções. Talvez o sinal para o silenciamento de determinados retrovírus endógenos seja mais forte em algumas pessoas do que em outras. Parece estar associada à gravidade essa capacidade do novo coronavírus de mudar o perfil epigenético da célula do hospedeiro, ativando inclusive vírus ancestrais, alguns deles que deveriam estar adormecidos no nosso genoma”, comenta o coordenador do estudo. 

Além de Thiago Moreno, fazem parte do estudo Jairo Temerozo  (Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz), Natalia Fintelman-Rodrigues, Monique Cristina Santos, Carolina Sacramento, Aline Silva, Samuel Mandacaru, Emilly Caroline Moraes, Monique Trugilho, João Gesto, Marcelo Ferreira, Felipe Betoni, Remy Martins-Gonçalves, Isacláudia Azevedo-Quintanilha, Cassia Righy , Carlos Morel, Dumith Bou-Habib, Fernando Bozza e Patricia Bozza (Fiocruz); Eugênio Hottz  (Universidade Federal de Juiz de Fora); Juliana Abrantes (Universidade Federal do Rio de Janeiro); Pedro Kurtz  (Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer); e Hui Jiang e Hongdong Tan (MGI Tech).