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Em PE, maioria das cidades não tem políticas para 1ª infância, diz TCE

Por Nill Júnior

Aproximadamente 84% (144) das cidades pernambucanas não possuem Marco Legal pela Primeira Infância e 99 (54%) não elaboraram ainda o Plano Municipal (PMPI) com essa finalidade.

Estes foram os resultados de um levantamento do Tribunal de Contas de Pernambuco que mapeou a existência desses instrumentos de políticas públicas voltadas a crianças de zero a seis anos no Estado.

As iniciativas estão previstas no Marco Legal pela Primeira Infância, instituído pela Lei Federal nº 13.257/16, e na Lei Estadual nº 17.647/22.

O estudo foi feito com base nas respostas de 172 das 184 prefeituras do Estado a um questionário eletrônico enviado pelo TCE-PE sobre a existência, ou não, do documento e da norma, e nas informações extraídas da campanha do Selo Unicef. Apenas os municípios de Calçado e São José do Belmonte, e o Distrito Estadual de Fernando de Noronha, não responderam à pesquisa.

A auditoria também levou em conta a população total e de crianças na faixa etária entre 0 e 6 anos de cada uma das localidades; o porte populacional dos municípios (de acordo com o IBGE); e a classificação relacionada às Regiões de Desenvolvimento.

Em Pernambuco, a vida e o desenvolvimento integral de mais de 840 mil meninas e meninos (9,3% da população) de zero a seis anos dependem de serviços públicos acessíveis e de qualidade nas áreas de saúde, educação, assistência social, saneamento básico, urbanismo, cuidados responsivos, entre outros.

A adoção dessas medidas é responsabilidade do estado e municípios, que precisam implementar políticas intersetoriais e integradas para a primeira infância, capazes de contemplar a criança em todas as suas dimensões. Por essa razão, o PMPI é fundamental para o bom atendimento dos direitos constitucionais assegurados aos pequeninos.

Dados do relatório “Pobreza Multidimensional na Infância e Adolescência no Brasil“, divulgado pela UNICEF em agosto deste ano, mostram que o cenário é desafiador. O estudo revelou que 73,4% das crianças pernambucanas vivem em situação de pobreza, o que pode comprometer o desenvolvimento cerebral e prejudicar a capacidade de aprendizagem e de relacionamento do indivíduo, inclusive na vida adulta.

O trabalho foi coordenado pela Gerência de Padrões, Métodos e Qualidade (GQUALI) do TCE-PE, com a colaboração do Departamento de Fiscalização Regional (DREGIO) e de parceiros externos como a União dos Dirigentes Municipais de Educação de Pernambuco (UNDIME-PE), a União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação de Pernambuco (UNCME-PE), o Fórum em Defesa da Educação Infantil de Pernambuco (FEIPE), a Rede Nacional Primeira Infância (REPI-PE), dentre outros.

SITUAÇÃO

De acordo com o levantamento, 40% dos municípios de médio porte e 41,6% dos de grande porte possuem PMPI, respectivamente. Em relação às cidades de pequeno porte, 45% delas informaram possuir o documento. Recife, a única cidade pernambucana com mais de 900 mil habitantes, possui Plano e Marco Legal para a Primeira Infância.

Em relação às regiões de desenvolvimento, o Agreste Setentrional foi a região com o menor percentual, tendo 11% de seus municípios com Plano Municipal pela Primeira Infância, enquanto o Sertão do São Francisco apresenta o maior percentual (71%). A tabela abaixo relaciona a quantidade de PMPI e a população de 0 a 6 anos por Região de Desenvolvimento em Pernambuco:

SERTÃO DO PAJEÚ

O Blog da Juliana Lima fez o levantamento da situação no Sertão do Pajeú. Dos 17 municípios, apenas Ingazeira, Santa Terezinha, Tabira, Triunfo e Tuparetama possuem Marco Legal pela Primeira Infância. As demais cidades informaram que não possuem: Afogados da Ingazeira, Brejinho, Calumbi, Carnaíba, Flores, Iguaracy, Itapetim, Santa Cruz da Baixa Verde, São José do Egito, Serra Talhada, Solidão. Não há informação sobre Santa Terezinha.

Em relação à pergunta “O seu Município possui Plano Municipal pela Primeira Infância, nove cidades responderam que sim e oito responderam que não possuem. Têm o plano os seguintes municípios: Afogados da Ingazeira, Brejinho, Iguaracy, Ingazeira, Santa Cruz da Baixa Verde, Santa Terezinha, Solidão, Triunfo e Tuparetama. Não têm o plano: Calumbi, Carnaíba, Flores, Itapetim, Quixaba, São José do Egito, Serra Talhada e Tabira.

Outras Notícias

Pernambuco participa do 26º Festival de Turismo de Gramado‏

Gastronomia, cultura e roteiros diversificados serão alguns dos potenciais apresentados por Pernambuco durante o Festival de Turismo de Gramado (Festuris), de 06 a 09 de novembro. O estande da Secretaria de Turismo de Pernambuco (Setur-PE) e da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) terá 20 m², contemplando os principais destinos: Recife, Porto de Galinhas, Fernando […]

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Gastronomia, cultura e roteiros diversificados serão alguns dos potenciais apresentados por Pernambuco durante o Festival de Turismo de Gramado (Festuris), de 06 a 09 de novembro. O estande da Secretaria de Turismo de Pernambuco (Setur-PE) e da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) terá 20 m², contemplando os principais destinos: Recife, Porto de Galinhas, Fernando de Noronha e Olinda, todos ambientados com o tema do Movimento Armorial.

Na noite de abertura (6), a partir das 20h30min, haverá uma ação de relacionamento com as principais operadoras parceiras de Pernambuco durante o ano de 2014, além de profissionais do turismo. O evento contará com a presença de representantes da Empetur e do tradepernambucano. “Iremos agradecer a todos que contribuíram com a promoção do turismo de Pernambuco durante todo o ano, fechando com ‘chave de ouro’ os eventos do calendário oficial de feiras e eventos nacionais do ano”, comenta a diretora Comercial da Empetur, Maria Cláudia De Paula.

Ainda no estande de Pernambuco, haverá um espaço com degustação da gastronomia pernambucana com o famoso bolo de rolo. Durante o evento, também serão distribuídos a nova folheteria recém-lançada que faz homenagem ao Movimento Armorial e seu criador, Ariano Suassuna. A participação de Pernambuco conta com parceria da Prefeitura do Recife e da Associação de Hotéis de Porto de Galinhas (AHPG). O Festival de Turismo de Gramado é um dos principais eventos de turismo do Brasil. A cada ano, o evento recebe cerca de 15 mil profissionais.

Presidente da Amupe se reune com senador e ministro de Minas e Energia em Brasília

O presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE) e prefeito do município de Ingazeira, Luciano Torres, está em Brasília para participar do encontro dos Prefeitos do Nordeste promovido pela CNM. Aproveitando sua estada, Luciano Torres visitou o Ministério do Desenvolvimento Social para resolver pendência de Convenio do seu Município, e teve reunião com o Senador […]

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O presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE) e prefeito do município de Ingazeira, Luciano Torres, está em Brasília para participar do encontro dos Prefeitos do Nordeste promovido pela CNM.

Aproveitando sua estada, Luciano Torres visitou o Ministério do Desenvolvimento Social para resolver pendência de Convenio do seu Município, e teve reunião com o Senador Fernando Bezerra Coelho e com o Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho.

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Foi apresentado no encontro o plano de trabalho da Amupe para o exercício 2017, assim como foi solicitado que as obras da Barragem de Ingazeira, que é de extrema importância para o Sertão do Pajeú, sejam retomadas.

A solicitação serve para evitar que se desmobilize todos os equipamentos e o canteiro de obras ora existente, o que traria grande atraso para a referida obra.

Marcelo Gouveia é reconduzido à presidência da Amupe

Em assembleia híbrida realizada nesta quinta-feira (27), o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) Marcelo Gouveia foi reconduzido ao cargo até o ano de 2026.  A eleição, realizada por aclamação pelos prefeitos e prefeitas presentes, também definiu toda a nova diretoria executiva da entidade, que terá como vice-presidente o prefeito de Aliança, Pedro Freitas. […]

Em assembleia híbrida realizada nesta quinta-feira (27), o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) Marcelo Gouveia foi reconduzido ao cargo até o ano de 2026. 

A eleição, realizada por aclamação pelos prefeitos e prefeitas presentes, também definiu toda a nova diretoria executiva da entidade, que terá como vice-presidente o prefeito de Aliança, Pedro Freitas. Ele assumirá o comando da Amupe em março de 2026, após a renúncia de Gouveia.

“A Amupe seguirá unida para enfrentar os desafios futuros. Agradeço a todos os prefeitos e prefeitas que construíram esse consenso conosco. Tenho certeza de que faremos um trabalho empenhado para, cada vez mais, ajudar os municípios nas pautas municipalistas”, como destacou o presidente Marcelo Gouveia.

O vice-presidente Pedro Freitas também reforçou a importância da união e da colaboração entre os municípios. “A eleição da Amupe mostrou a força da união e da aproximação que toda a sociedade pernambucana espera. Temos muitos desafios em comum e um estado que precisa de atenção e construção. A Amupe tem um papel fundamental nesse processo”, afirmou.

A nova diretoria da Amupe também conta com a participação de outras lideranças municipais, como Elcione Ramos, prefeita de Igarassu (1ª secretária); Mirella Almeida, prefeita de Olinda (2ª secretária); Rubem Lima, prefeito de Panelas (1º tesoureiro); Elioenai Dias, prefeito de Cabrobó (2º tesoureiro); Márcia Conrado, prefeita de Serra Talhada (secretária da Mulher da Amupe); e Juliana Barbosa, prefeita de Casinhas (suplente da secretaria da Mulher). 

Além da diretoria executiva, os prefeitos e prefeitas também escolheram os novos membros dos conselhos fiscal e deliberativo da Amupe. O primeiro é composto por seis nomes, o segundo composto por mais 24 gestores, separados pelas Regiões de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco.

Prefeitura anuncia plano de ação para combate à Leshmaniose

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira iniciou esta semana a campanha “Inquérito Canino”, para prevenção da Leishmaniose, nos bairros São Brás e Laura Ramos, áreas com maior incidência. A campanha tem como objetivo a prevenção da doença em humanos  e animais, e está sendo intensificada após ser diagnosticado um caso da doença em humano em Afogados. A […]

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira iniciou esta semana a campanha “Inquérito Canino”, para prevenção da Leishmaniose, nos bairros São Brás e Laura Ramos, áreas com maior incidência.

A campanha tem como objetivo a prevenção da doença em humanos  e animais, e está sendo intensificada após ser diagnosticado um caso da doença em humano em Afogados. A doença é transmitida pelo mosquito “palha”. Diferente do Aedes Aegypti, o mosquito “palha” tem hábitos noturnos e se reproduz em locais com acúmulo de lixo e materiais orgânicos.

A Leishmaniose é mais conhecida como “Calazar”, e pode ocorrer em três formas diferentes: Visceral, Cutânea e Mucocutânea. Cada forma da doença tem diferentes sintomas, a exemplo de febre, falta de apetite e elevação da pele no local da picada do mosquito.

“Estaremos realizando 530 testes rápidos, disponibilizados pela X Geres. Com isso teremos noção de quantos casos existem na cidade. Pedimos aos moradores dos dois bairros que levem seu animal para fazer o exame, para que em caso do exame ser positivo nós já possamos tomar as providências cabíveis e prevenir o contágio em humanos,” Antônio Vieira, Veterinário e Coordenador da Vigilância Sanitária.

Antônio lembra que mesmo o animal sendo bem alimentado e tratado, recebendo todos os cuidados adequados, é necessário que se faça o exame, pois neste caso, a doença leva de 2 a 3 anos para apresentar os primeiros sintomas. Lembrando que os animais que vivem na rua estão sempre mais suscetíveis devido à exposição e presença nos ambientes de maior proliferação do mosquito-vetor.

Em um serviço de utilidade pública, pedimos à população de Afogados da Ingazeira que, caso  identifique algum animal errante ou doméstico com sintomas da doença, procure imediatamente a Vigilância em Saúde, na Rua 15 de Novembro, Nº 165 – Centro, no prédio do antigo cartório eleitoral. Telefones: (87) 3838-1575 Ramal (30) ou (87) 99997-0129.

Inteligência artificial desafia Justiça Eleitoral nas eleições deste ano

Durante comentário na Rádio Itapuama FM, nesta quarta-feira (4), o jornalista Nill Júnior abordou os riscos do uso da inteligência artificial nas eleições deste ano e questionou se a Justiça Eleitoral terá estrutura para coibir abusos no ambiente digital. O tema ganhou destaque após a publicação de nova resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que […]

Durante comentário na Rádio Itapuama FM, nesta quarta-feira (4), o jornalista Nill Júnior abordou os riscos do uso da inteligência artificial nas eleições deste ano e questionou se a Justiça Eleitoral terá estrutura para coibir abusos no ambiente digital.

O tema ganhou destaque após a publicação de nova resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que estabelece regras para a utilização de ferramentas tecnológicas, especialmente recursos de inteligência artificial, durante o período eleitoral.

Segundo o jornalista, a disseminação de conteúdos produzidos com inteligência artificial já vem gerando confusão nas redes sociais, com casos em que se torna difícil distinguir o que é real do que é fabricado digitalmente. Ele citou exemplos recentes de vídeos que circularam na internet e foram amplamente compartilhados como verdadeiros, embora tenham sido criados com o uso da tecnologia.

Restrições no período crítico

De acordo com a nova resolução do TSE, peças produzidas com uso de inteligência artificial ficam proibidas nas 72 horas que antecedem o pleito e nas 24 horas posteriores à votação. A medida busca evitar impactos no chamado período crítico da eleição, quando a circulação de informações falsas pode influenciar o resultado da disputa.

Para Nill Júnior, a preocupação do tribunal é conter o uso da inteligência artificial para produção de fake news e manipulações digitais, incluindo as chamadas deep fakes — montagens em que o rosto de uma pessoa é inserido em outro corpo ou contexto, simulando falas ou situações inexistentes.

O jornalista destacou que, atualmente, a qualidade dessas ferramentas dificulta a identificação de fraudes. Segundo ele, se em eleições anteriores ainda havia limitações técnicas perceptíveis, hoje muitos conteúdos manipulados se aproximam do real de forma quase indistinguível.

Disputa marcada por ataques

Na análise apresentada na rádio, o jornalista afirmou que a campanha nas redes sociais tende a ser marcada mais por ataques do que por propostas. Ele mencionou o cenário político em Pernambuco, citando a governadora Raquel Lyra e o prefeito do Recife João Campos como exemplos de figuras que já são alvo de perfis voltados à desqualificação de adversários.

Segundo ele, a tendência é que a tecnologia seja utilizada para intensificar esse tipo de estratégia, ampliando a circulação de conteúdos com acusações, montagens e tentativas de vincular candidatos a escândalos.

Capacidade de fiscalização

Ao longo do comentário, Nill Júnior levantou dúvidas sobre a capacidade operacional da Justiça Eleitoral para acompanhar e punir irregularidades em tempo hábil. Ele questionou se o TSE e os Tribunais Regionais Eleitorais terão “braço” suficiente para monitorar e conter o volume de conteúdos manipulados que podem surgir durante a campanha.

Na avaliação do jornalista, o impacto de uma fake news pode ser significativo a ponto de, para alguns agentes políticos, compensar o risco de eventual punição ou multa.

Ele concluiu afirmando que a atuação firme dos órgãos eleitorais será determinante para evitar que o pleito seja marcado por ataques, desinformação e instabilidade no debate público. Veja abaixo o comentário na íntegra: