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Em palestra na Fundaj, Magno Martins diz que era digital faz de qualquer cidadão um repórter

Por Nill Júnior

“Qualquer cidadão do mundo, hoje, é um repórter”. A fala do jornalista político Magno Martins, do Blog do Magno, diz respeito às transformações provocadas pela democratização da internet e dos dispositivos móveis na Era Digital. Diante deste cenário, o jornalista comandou, na noite de hoje, a palestra “O Novo Jornalismo Online no País”, realizada na Sala João Cardoso Ayres, no campus Derby da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).

Colunista político da Folha de Pernambuco, Magno abordou desde as mudanças nos hábitos de consumo dos leitores ao jornalismo amador, e comentou os atuais desafios do repórter político frente ao fenômeno das fake news. “Informação é poder. O monopólio da informação, esse coronelismo, acabou com a internet. Qual o lado ruim? Ela prostituiu a nossa profissão [o jornalismo], que requer rigor da formação do profissional ao trato com a notícia”, provocou.

Apoiado em dados levantados pela Pesquisa Global Digital 2019, sobre o número atual de usuários das redes sociais no mundo, analisou o uso destes recursos nas Eleições 2018. Também refletiu sobre a migração dos leitores de jornais impressos para o formato digital. “No Brasil, 28 títulos foram encerrados só no último ano. Com a ascensão do online, há um declínio do impresso. E, com ele, acabamos de vez com a figura do grande repórter investigativo”, lamentou Martins, em menção à emergência da internet.

Com uma carreira que beira as quatro décadas, o jornalista tem se desdobrado nos últimos 13 anos para estar “online”. Em 2006, criou o Blog do Magno, onde comenta fatos importantes ou pitorescos da política nacional aos acontecimentos de Afogados da Ingazeira, sua cidade natal, e demais interiores. No ano seguinte, passou por mais de 70 municípios com uma oficina sobre o uso da ferramenta e, por isso, recebeu a alcunha de “pai dos blogs no Nordeste”.

Durante a palestra na Fundaj, ele anunciou que seu programa no rádio, o “Frente a Frente, com Magno Martins” ganhará uma nova versão, que será disponibilizada semanalmente no YouTube, plataforma de streaming de vídeos. A data não foi divulgada. Ao fim da sua fala, agradeceu ao presidente da Fundaj, Antônio Campos, pela presença e abriu para as perguntas do público.

Outras Notícias

Crise hídrica no Sertão: Barragem em Arcoverde está com 0,9% de sua capacidade

Inaldo Sampaio A barragem Riacho do Pau, localizada na cidade de Pedra e uma das responsáveis pelo abastecimento hídrico de Arcoverde está com 0,9% da sua capacidade de acumulação e não oferece mais condições de captação de água. Em razão disto, o presidente da Compesa, Roberto Tavares, precisou ampliar o calendário de distribuição de água […]

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A barragem Riacho do Pau, localizada na cidade de Pedra e uma das responsáveis pelo abastecimento hídrico de Arcoverde está com 0,9% da sua capacidade de acumulação e não oferece mais condições de captação de água.

Em razão disto, o presidente da Compesa, Roberto Tavares, precisou ampliar o calendário de distribuição de água no município. A partir de agora, o abastecimento será feito pelos cinco poços profundos da bacia do Frutuoso, na cidade de Ibimirim.

A água captada nos poços é transportada pela adutora do Jatobá, ao longo de 69 quilômetros, até chegar à Estação de Tratamento de Arcoverde, com a vazão média de 82 litros por segundo.

Com esta vazão, a Compesa irá atender à cidade no seguinte sistema de rodízio: cinco dias com água e 23 dias sem água.

Segundo o gerente de Negócios da Companhia, Augusto César de Andrade, foi elaborado um criterioso planejamento para que a água armazenada na barragem do Riacho do Pau – que tem capacidade para acumular 16,8 milhões de metros cúbicos de água – não secasse tão rápido.

Arcoverde é uma das sete cidades que serão beneficiadas com a conclusão das obras da adutora do Moxotó, que está em execução pela Compesa.

Ela vai captar água no Eixo Leste da transposição do rio São Francisco e será integrada à Adutora do Agreste. A obra será realizada em duas etapas e prevê a implantação de 67 quilômetros de adutora em tubos de ferro fundido (600 mm de diâmetro), três estações elevatórias e a captação na barragem do Moxotó.

A previsão é concluir as obras em 15 meses a partir da data da assinatura da Ordem de Serviço. Quando as duas etapas estiverem concluídas – a segunda já está em fase de licitação – a adutora fará o transporte da água da Estação Elevatória -1, na barragem do Moxotó, até a Estação de Tratamento de Arcoverde, onde o sistema será interligado à Adutora do Agreste.

Tabira: Provedor de Internet acusa concorrente de sabotagem e registra BO

Em Tabira, a empresa EM Provedor informa em nota que sofreu interrupção no serviço de internet no dia 12 e acusa uma concorrente, a Recicla NET, de sabotagem. Por volta das 22h35, ocorreu a suspensão do serviço. “Furtaram equipamentos nossos juntamente com uma parte da fibra, caixa de emenda, dentre outros itens”, alega o responsável […]

Em Tabira, a empresa EM Provedor informa em nota que sofreu interrupção no serviço de internet no dia 12 e acusa uma concorrente, a Recicla NET, de sabotagem. Por volta das 22h35, ocorreu a suspensão do serviço. “Furtaram equipamentos nossos juntamente com uma parte da fibra, caixa de emenda, dentre outros itens”, alega o responsável pela empresa.

Uma das provas da sabotagem segundo a empresa é o alicate deixado no local, que seria de pessoas ligadas à concorrente. “Informamos a todos os clientes que o serviço foi restabelecido e que as medidas cabíveis estão sendo tomadas, para que esse tipo de atitude deixe de acontecer”.

Uma das notas da Recicla NET: empresa prejudicada diz não ter dúvidas de que envolvimento da concorrente está configurado.

A empresa ainda está buscando mais indícios e testemunhos sobre por exemplo a titularidade do alicate, para medidas cíveis e criminais. A Recicla Net admitiu nas redes sociais que houve um “rompimento de fibra ótica de uma operadora que distribui internet para a concorrência próximo a São José do Egito”, mas se eximiu de responsabilidade.

“Esse rompimento foi feito por dois funcionários da Recicla Net Telecom. A Direção não sabia do ocorrido e jamais concordaria com essa atitude”, disse em uma rede social.

A EM Provedor diz ter registrado o Boletim de Ocorrência 19E0258000150 e acrescentou que, pela função dos responsáveis pelo dano, um inclusive Gerente, a ação teria sim a conivência da empresa. “Houve furto de uma caixa de emenda juntamente com uma parte da fibra por integrantes da referida empresa, os quais são da alta cúpula”, afirmam.

Culpa de tragédia é da Justiça, diz representante da Pastoral Carcerária/AM

A Pastoral Carcerária denuncia um quadro de abandono e descaso do estado, do Judiciário e dos gestores no presídio onde ocorreu o massacre no Amazonas. A rebelião do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, o Compaj, deixou 56 mortos entre domingo e segunda-feira. O presídio abrigava mais de 1200 presos, quando tinha capacidade para pouco mais de […]

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Corpos de presos mortos durante rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim
Corpos de presos mortos durante rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim

Pastoral Carcerária denuncia um quadro de abandono e descaso do estado, do Judiciário e dos gestores no presídio onde ocorreu o massacre no Amazonas. A rebelião do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, o Compaj, deixou 56 mortos entre domingo e segunda-feira.

O presídio abrigava mais de 1200 presos, quando tinha capacidade para pouco mais de 450. A representante da Pastoral Carcerária no Amazonas, Maria Marques, conta que a entidade católica testemunhou até situações de falta de água para os detentos.

“Antes dessa tragédia o sistema era um caos e é ainda, continua”, afirmou em entrevista exclusiva à Jovem Pan. Marques “discorda completamente” que o principal motivador da tragédia tenha sido briga entre facções. “Os culpados são os próprios gestores, a Justiça”, disse.

A representante, no entanto, reconhece que “existem as facções” dentro Compaj, palco da matança. “Existia divisões, cada um com a sua parte”, lembrou. “Sabíamos que eram perseguidas e abandonadas por todos as pessoas que estavam no pavilhão de isolamento”, relata Marques. Ela acrescenta, porém, que nesta ala, onde ocorreu a carnificina e que foi invadida durante o motim, ficavam os presos cujas acusações eram de crimes intolerados pelos outros detentos, como estupro.

A membro da pastoral nunca testemunhou a divisão entre facções causar problemas ao trabalho religioso. Eles celebraram o Natal no presídio. “Nunca nós constatamos nenhuma desavença entre eles”, afirmou.

As reclamações, segundo Maria Marques, eram outras: torturas, superlotação, discriminação de tratamento com internos ameaçados de morte, falta de celeridade do Judiciário no julgamento dos processos, falta de água, descaso da adminstração, entre outros.

Maria diz que a pastoral tentou marcar uma reunião com o secretário responsável pela administração prisional no Amazonas, mas não foram recebidos. Ela acusa o governo de saber dos problemas que ocorriam na unidade e se omitir. “O Estado negociava não sei com quem e ia levando em banho-maria”, declarou. Até água faltava. É um descaso com a administração, o Judiciário que não fazia seu papel. Vem juntando, de anos, chegou um tempo que explodiu”, disse, sobre as eventuais causas da rebelião.

Em Afogados, coligações são notificadas por material de propaganda nas ruas

As coligações de Afogados da Ingazeira foram notificadas pela Justiça Eleitoral do município. Como o blog já havia noticiado, através dele  e da Rádio Pajeú eram muitas as  reclamações da população sobre a quantidade de material político que estava nas ruas (bandeiras e cavaletes). A maioria do material  atrapalhava a locomoção das pessoas. Pelo que […]

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As coligações de Afogados da Ingazeira foram notificadas pela Justiça Eleitoral do município. Como o blog já havia noticiado, através dele  e da Rádio Pajeú eram muitas as  reclamações da população sobre a quantidade de material político que estava nas ruas (bandeiras e cavaletes).

A maioria do material  atrapalhava a locomoção das pessoas. Pelo que noticiou a radialista e blogueira Juliana Lima, a Justiça Eleitoral notificou as Coligações para que ao colocarem o material de propaganda sem atrapalhar o ir e vir das pessoas.

Após a notificação, já se pode perceber principalmente na Avenida Rio Branco que o material político está sendo colocado de maneira que não atrapalha tanto os pedestres. Menos ruim assim…

“Novo Rumo”: aproximação de MDB, PSDB, DEM e Cidadania mira plano de governo comum

Foto: o presidente do Conselho Curador do Insituto Teotônio Vilela, do PSDB, Marcus Pestana/Divulgação/ITV Os partidos MDB, DEM, PSDB e Cidadania retomam nesta segunda-feira (20) a série de debates promovida pelo grupo com o objetivo de pensar novos rumos para o país e de construir uma possível terceira via para fazer frente a Jair Bolsonaro […]

Foto: o presidente do Conselho Curador do Insituto Teotônio Vilela, do PSDB, Marcus Pestana/Divulgação/ITV

Os partidos MDB, DEM, PSDB e Cidadania retomam nesta segunda-feira (20) a série de debates promovida pelo grupo com o objetivo de pensar novos rumos para o país e de construir uma possível terceira via para fazer frente a Jair Bolsonaro e Lula na disputa ao Planalto em 2022.

A iniciativa deu o primeiro passo com um debate, na última quarta-feira (17), sobre a atual crise institucional e contou com os ex-presidentes Michel Temer, José Sarney, Fernando Henrique Cardoso, além dos ex-ministros Nelson Jobim e Moreira Franco. Na quinta  e na sexta seguintes, as conversas focaram a economia e a desigualdade.

Ao longo desta semana, a programação continua com painéis diários, sempre às 18h30, com foco nos seguintes temas: segurança pública e democracia; meio-ambiente, desenvolvimento sustentável e democracia; equidade, mercado de trabalho e democracia; crise sanitária, SUS e democracia; identidade de gênero, diversidade e Democracia.

Um dos curadores do evento, o ex-deputado federal e presidente do conselho curador do Instituto Teotônio Vilela (PSDB), Marcus Pestana, afirmou neste domingo (19) ao Congresso em Foco que a iniciativa pretende criar um ambiente de discussões propício a uma provável futura união entre os quatro partidos nas eleições de 2022.

“É uma medida embrionária de aproximação ideológica dos partidos, longe das fake news e da superficialidade do debate nas redes”, afirma. Pestana cita que o grupo pretende ir na contramão cultural do presidencialismo brasileiro, que tradicionalmente discute primeiro nomes e características pessoais dos candidatos e, depois, um projeto de país.

O ex-deputado brinca que o eleitor não vota “pelos belos olhos do candidato”, que precisa estar sintonizado com as expectativas e necessidades da população. 

A série de debates promovida pelas quatro siglas devem ajudar a mapear as convergências e divergências para que, futuramente, se chega a m programa de governo comum.

Questionado sobre se haverá harmonia entre os quatro partidos na hora de definir quem integrará a chapa que disputará o Planalto, Pestana reconheceu o desafio, mas reforçou que “mais importante que os nomes, é o rumo do país”.

“Há uma consciência de que se o centro democrático se dividir, o segundo turno será Lula e Bolsonaro. Ou a gente tem um quarto nome com força política, ou, se dispersar, dificilmente o segundo turno vai fugir da polarização”, prevê o tucano, citando que, além de Bolsonaro e Lula, Ciro Gomes (PDT) também é tido como certo na disputa.