“O Hospital de Regional de Arcoverde (HRA) requer socorro”. É o que afirma o Deputado Estadual Eduíno Brito (PHS), após visita à unidade hospitalar, realizada neste domingo (31). O parlamentar garante que amanhã, quarta-feira (03.06), na reunião que terá com o Governador Paulo Câmara, tratará sobre o assunto.
“Há vários anos o HRA vem prestando um atendimento sofrível à população de Arcoverde e Região e a nossa luta para que esse Hospital atenda satisfatoriamente à população vai continuar”, garante. Durante a visita, o deputado falou com funcionários, médicos, pacientes e familiares.
As reclamações são semelhantes: falta de estrutura para exercer as atividades no local. Equipamentos de vários setores estariam sem funcionar, faltariam medicamentos e o prédio da unidade de saúde apresenta problemas. A situação estaria prejudicando o atendimento aos pacientes.
Também falta desde medicação básica até as medicações de drogas vasoativas. O Hospital Regional de Arcoverde recebe pacientes de treze municípios de Pernambuco. De acordo com a administração do hospital, cerca de cinco mil pessoas são atendidas por mês na unidade.
A campanha a reeleição de Paulo Câmara esteve na noite desta terça (18) em Bonito, no Agreste Central. Ao lado do prefeito Gustavo Adolfo (PSB) e do ex-prefeito Ruy Barbosa (PSB), o socialista caminhou da entrada até o centro da cidade. Uma chuva fina que caiu na parte final do ato, mas segundo a organização, […]
A campanha a reeleição de Paulo Câmara esteve na noite desta terça (18) em Bonito, no Agreste Central.
Ao lado do prefeito Gustavo Adolfo (PSB) e do ex-prefeito Ruy Barbosa (PSB), o socialista caminhou da entrada até o centro da cidade.
Uma chuva fina que caiu na parte final do ato, mas segundo a organização, não interferiu na programação.
“Essa energia, em uma terça-feira à noite, nos mostra que estamos do lado certo, que é o lado do povo. Bonito nos dá hoje uma mostra de que a nossa missão de levar a nossa mensagem às pessoas, de levar o nome de Fernando Haddad, nosso candidato a presidente, vai tocando nos corações dos pernambucanos. Vamos construir uma bonita vitória em favor do nosso povo”, bradou Paulo Câmara.
Anfitrião, o prefeito Gustavo Adolfo falou na importância que o governador Paulo Câmara dá às parcerias. “Aqui são inúmeras obras que mostram isso. E são ações em várias áreas. Estamos convictos que o senhor é o melhor para o nosso Estado, porque já mostrou isso”, encerrou.
por Anchieta Santos O Prefeito de Tabira Sebastião Dias admitiu nesta segunda (27) que se surpreendeu, não com a vitória, mas com a margem de votos alcançado pela Presidente Dilma em Tabira, que somou 11.723 neste segundo turno, contra cerca de 10 mil no primeiro turno. O poeta agradeceu as forças que se juntaram ao […]
O Prefeito de Tabira Sebastião Dias admitiu nesta segunda (27) que se surpreendeu, não com a vitória, mas com a margem de votos alcançado pela Presidente Dilma em Tabira, que somou 11.723 neste segundo turno, contra cerca de 10 mil no primeiro turno.
O poeta agradeceu as forças que se juntaram ao seu palanque no segundo turno como o vereador Marcos Crente(PSB), o professor Dedé Rodrigues (PC do B) e outros nomes. Ao mesmo lamentou a ausência de algumas lideranças como Joselito Rodrigues, Jose Amaral, o Grupo Manu, Mano e outros que não se envolveram na campanha.
O prefeito não quis chamar de covardia, mas tratou como omissão algumas lideranças – Dinca – não terem se envolvido no 2º turno. O Prefeito Sebastião Dias aproveitou para defender a aglutinação das forças de seu palanque para lhe ajudar a governar o município.
Por Anchieta Santos De tudo um pouco aconteceu nas convenções dos partidos que oficializaram os seus candidatos na região do Pajeú nos últimos dias e algumas chegaram a produção dos Programas Rádio Vivo e Cidade Alerta. Em Quixaba, marinheiro de primeira viagem, o médico Jailson Paixão, candidato a Prefeito(PSB), atacou de DJ. Anunciado para fazer […]
De tudo um pouco aconteceu nas convenções dos partidos que oficializaram os seus candidatos na região do Pajeú nos últimos dias e algumas chegaram a produção dos Programas Rádio Vivo e Cidade Alerta.
Em Quixaba, marinheiro de primeira viagem, o médico Jailson Paixão, candidato a Prefeito(PSB), atacou de DJ. Anunciado para fazer o seu esperado discurso, Dr. Jailson soltou a sua alegria: “Alô galera! Solta o som DJ.” E daí em diante fez um discurso sem eira nem beira.
Em Afogados da Ingazeira na abertura da convenção, com a chegada da chapa Patriota e Sandrinho, um balde de água fria foi jogado na empolgação de candidatos, apresentador e do público. Uma queda de energia no Cinema, deixou o evento sem som por vários minutos.
Na convenção de Emídio, teve os filiados do Psol, alegres, felizes, alguns enrolados na bandeira do partido jurando amor e fidelidade ao candidato petista. Dois dias depois o Psol se mudava de mala e cuia para a coligação do Candidato Itamar França (PRP).
Em Tuparetama o petebista Sávio Torres promoveu uma festa na Fazenda Lagamar na mesma noite da convenção do Prefeito Deva Pessoa, com o objetivo de tirar o povo da cidade.
Deva e Ivair fizeram uma boa convenção, mas tiveram que enfrentar a chuva e a falta de energia em toda cidade. Em Tabira na convenção do PSB quando a coordenação decidiu escalar o Presidente do Partido Pipi da Verdura pra falar, quem já usava a palavra era o candidato a Prefeito Zé de Bira e não havia mais tempo. E tudo indica que foi proposital…
Desde 2009 o jornal estava proibido de publicar informações a cerca da Operação Boi Barrica, que teve como alvos integrantes da família do ex-presidente do Senado, José Sarney Do Diário de Pernambuco O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou, nessa quinta-feira (8/11), um ato de censura judicial aplicado ao jornal “Estado de […]
Desde 2009 o jornal estava proibido de publicar informações a cerca da Operação Boi Barrica, que teve como alvos integrantes da família do ex-presidente do Senado, José Sarney
Do Diário de Pernambuco
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou, nessa quinta-feira (8/11), um ato de censura judicial aplicado ao jornal “Estado de S. Paulo” que estava impedido de publicar informações sobre a Operação Boi Barrica envolvendo o empresário Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney (MDB).
A decisão que proibia a publicação das informações partiu do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e de acordo com o jornal dizem respeito à publicação de gravações no âmbito da Operação Boi Barrica (posteriormente Operação Faktor), em 2009, que apontaram a ligação de José Sarney, então presidente do Senado, com a contratação de parentes e afilhados políticos por meio de atos secretos.
Na época, o empresário Fernando Sarney alegou, na Justiça, que o jornal feriu a honra de sua família ao publicar gravações telefônicas obtidas pela Polícia Federal durante as investigações. Os áudios foram captados com autorização da Justiça.
No despacho, Lewandowski lembra que em 2009 o STF decidiu que veículos de comunicação não podem ser alvo da interferência do Estado na divulgação de notícias e opiniões. “Dessa forma, não há como se chegar a outra conclusão senão a de que o acórdão recorrido (do TJDFT), ao censurar a imprensa, mitigando a garantia constitucional da liberdade de expressão, de modo a impedir a divulgação de informações, ainda que declaradas judicialmente como sigilosas e protegidas pelo ordenamento jurídico, viola o que foi decidido na ADPF 130/DF (julgamento de ação que derrubou a Lei de Imprensa, legislação do tempo da ditadura considerada inconstitucional pelo STF em 2009)”, concluiu o ministro.
Por Magno Martins No início da década de 80, ao ingressar no jornalismo como correspondente do Diário de Pernambuco no Sertão, tendo como QG Afogados da Ingazeira, minha terra natal, aprendi uma técnica muito prática e certeira para assustar o Governo, que fazia vistas grossas à famigerada indústria da seca: cutucar com vara curta Dom […]
No início da década de 80, ao ingressar no jornalismo como correspondente do Diário de Pernambuco no Sertão, tendo como QG Afogados da Ingazeira, minha terra natal, aprendi uma técnica muito prática e certeira para assustar o Governo, que fazia vistas grossas à famigerada indústria da seca: cutucar com vara curta Dom Francisco Austregésilo de Mesquita Filho, o verdadeiro porta-voz do povo oprimido e abandonado do Sertão.
Dom Francisco, como era conhecido, substituiu Dom Mota na Diocese de Afogados da Ingazeira nos anos 60 e ficou à frente do seu pastoreio por mais de 40 anos. Era um homem valente, que enfrentava os poderosos em qualquer circunstância. Sua arma era a sua palavra, guerreada e respeitada.
Intelectual refinado e plural nas suas ações, Dom Austregésilo estudou Filosofia em Fortaleza(CE), no período de 1946-1947. Também na capital cearense, cursou Teologia, de 1948 a 1951. Na sua formação acadêmica, constam também os cursos de Filosofia e Direito, realizados em Recife (1970-1974). Era ainda jornalista profissional. Sua morte em 2006 provocou um grande vácuo no movimento eclesial mais próximo do povo.
Defensor ardoroso da reforma agrária, que no seu entender teria que ser ampla, geral e irrestrita, como solução definitiva para os problemas da seca, Dom Francisco assombrava governos e autoridades. Em seu modesto Palácio em Afogados da Ingazeira, por trás da igreja que pregava seus sermões bombardeando as injustiças sociais, dom Francisco era visita obrigatória dos governantes.
Ainda “foca” (termo jornalístico para quem está iniciando a profissão), presenciei um duro diálogo dele com Marco Maciel, então governador biônico, que o visitara. “Não entenda como uma crítica, mas como todo governo falta também ao seu vontade política para acabar com a seca”, disse ele olhando firmemente para Maciel.
Maciel, aliás, escolheu um secretário de Agricultura, presente ao encontro, que não tinha a menor identidade com a região nem com os sertanejos: Emílio Carazzai, de carregado sotaque sulista. Carazzai ficou pouco tempo na pasta e em sua gestão permitiu que o programa emergencial da seca, a chamada “Frente de Emergência”, virasse um capítulo escandaloso no Pajeú, com desvio de recursos por um corrupto que comandava a Emater.
Carazzai passou a vigiar passo a passo as minhas andanças como repórter das secas, que denunciava e noticiava escândalos e injustiças, ajudado, vez por outra, por movimentos assumidos por Dom Francisco. Minhas pautas saiam de um programa ao meio dia na Rádio Pajeú, no qual o bispo mandava seus recados, orientava o povo para despertar em relação aos seus direitos.
“Falta vergonha ao Governo”, repetia dom Francisco em suas falas no rádio. Numa das primeiras entrevistas que fiz com ele ouvi atentamente uma frase, ainda muito atual: “Com o povo passando fome é mais fácil comprar votos. Os políticos não têm interesse em resolver o problema da seca”. Era uma referência à vergonhosa forma encontrada pelo Governo para mandar esmolas aos sertanejos via alistamento nas frentes de emergência.
Mas o que mais me despertava curiosidade em Dom Francisco era sua forma de atuação firme. Foi um sacerdote acima do seu tempo, de ampla visão social. Para os pajeuzeiros, ele era o deputado, o governante, a sua voz. Um dia marquei com ele uma entrevista e quando cheguei lá o encontrei bastante descontraído, comentando a repercussão das minhas matérias no DP sobre saques e ameaças de mais saques no Sertão.
Em meio a uma baforada e outra num cachimbo inseparável nas horas de relax, dom Francisco produziu a frase que rendeu uma manchete de primeira página na edição domingueira do velho DP, que deu o que falar, porque fora entendida pelas autoridades federais e estaduais como uma incitação à invasão às feiras livres do Sertão por trabalhadores famintos.
“A fome é má conselheira. Portanto, saque é um direito sagrado que o trabalhador faminto tem. Deve-se saquear de quem tem, pois é um direito dado por Deus e plenamente reconhecido pelas nossas leis”.
Dom Francisco era assim. Nunca lhe faltou coragem para dizer as coisas. Nunca lhe faltou consciência de ser cidadão. Acompanhou a vida social do País e do Nordeste, particularmente, identificando os seus estrangulamentos e enxergando suas potencialidades. Ainda nos anos de chumbo, foi escolhido pela CNBB para integrar a Comissão Especial do “Mutirão Nacional para superação da miséria e da fome”, voltada para combater o escândalo da fome crônica e da carência alimentar.
Sua coerência profética se fez ouvir, diante do histórico estado de miséria e pobreza que a estrutura de desigualdade social impõe a milhões de brasileiros. No período extremamente difícil da ditadura militar no Brasil, manteve-se fiel ao exercício de sua missão, como pastor e cidadão. Pregou que os cristãos têm o dever de mostrar que o verdadeiro “socialismo” é o cristianismo integralmente vivido, a justa divisão dos bens e a igualdade fundamental de todos.
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