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Desembargador suspende efeitos de liminar e mantém formato original do Tupã Folia

Por Nill Júnior

O desembargador  José Raimundo dos Santos Costa, plantonista do TJPE,  determinou a suspensão os efeitos da liminar que havia sido concedida pela Juiza Mirella Patricio da Costa Neiva, acatando parcialmente ação do Ministério Público, impetrada pelo promotor Aurinilton Leão Sobrinho.

A Juiza havia autorizado a realização do evento, desde que respeitada a não aplicação de recursos públicos.

Mas segundo o Desembargador, há previsão entre poder Legislativo e Executivo no Orçamento. Ele usou por base o argumento da Prefeitura na defesa, de que há a rubrica “Promoção de Festividades Folclóricas, Culturais e Desportivas”, com previsão de gastos de até R$ 441.849,00 quando aplicado no evento será R$ 86 mil. “Tem-se portanto, contrariedade com o que restou consignado na decisão agravada, segundo a qual estaria se incorrendo em gastos além do previsto na Lei Orçamentária 2017”, diz.

O Magistrado afirma ainda que se baseia na máxima do Periculum in Mora (Perigo da demora em expressão latina) inverso. “A suspensão agora de um evento de se porte programado com antecedência e já objeto de ampla divulgação naquela região, certamente acarretará prejuízos para toda a economia local, sobretudo hotéis bares e restaurantes , além de frustrar a expectativa social já criada em torno das apresentações artísticas”.

Segue: “aliás, a organização do evento – montagem de estruturas, publicidade, etc, kjá foi em alguma levada a efeito, de maneira que a Administração municipal haverá , de toda sorte, de arcar com os serviços aqui prestados. Mais um elemento a denotar o descabimento, na oportunidade, da decisão impugnada”.

O desembargador diz, outrossim, que caso venha a ser comprovada a existência de irregularidades na contratação ou no pagamento dos artistas , os recursos indevidamente vertidos (aplicados) serão exigidos das autoridades responsáveis, não consistindo à presente decisão qualquer chancela a respeito disso.

Ao final,  diz que analisa se é pertinente ou não uma decisão como essa às vésperas do evento. Ao fim, suspendeu os efeitos da liminar.

Outras Notícias

Irmã de Márcia Conrado assume XI Geres

Saiu no Diário Oficial a confirmação do nome da nova Gerente Regional de Saúde da XI GERES. Nos atos do governo Câmara publicados hoje, Maysa Conrado de Lorena e Sá, que integra os quadros da Secretaria de Saúde, passa a responder pela gestão do órgão. Maysa tem formação em Farmácia e é irmã da prefeita […]

Saiu no Diário Oficial a confirmação do nome da nova Gerente Regional de Saúde da XI GERES.

Nos atos do governo Câmara publicados hoje, Maysa Conrado de Lorena e Sá, que integra os quadros da Secretaria de Saúde, passa a responder pela gestão do órgão.

Maysa tem formação em Farmácia e é irmã da prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado. Sua indicação atende à nova ordem política local, com Márcia passando a ter poder de indicação a espaços no Governo do Estado, prerrogativa antes delegada a Sebastião Oliveira e Carlos Evandro,  hoje na oposição a Paulo Câmara,  ligados a Marília Arraes.

A defesa de seu nome, passível de questionamentos pelo parentesco com a gestora,  é de que trata-se de um quadro eminentemente técnico e com qualificações para substituir Karla Milena, gerente anterior.

A informação também foi confirmada nesta quarta (4) no programa A Voz da Notícia, na Rádio Vilabela, com Anderson Tennens.

Já existiam especulações em torno do seu nome para assumir a Gerência que abrange os municípios de Betânia, Calumbi, Carnaubeira da Penha, Flores, Floresta, Itacuruba, Santa Cruz da Baixa Verde, São José do Belmonte, Serra Talhada e Triunfo.

Coordenadora fala sobre o funcionamento do Procon em Afogados da Ingazeira

Por André Luis Nesta terça-feira (06-07), a advogada Giselly Marques, que é a coordenadora do Procon de Afogados da Ingazeira, explicou, durante entrevista ao programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, como será a atuação do órgão no município. Giselly informou que, apesar de não ser atribuição do Procon, o órgão está fazendo um […]

Por André Luis

Nesta terça-feira (06-07), a advogada Giselly Marques, que é a coordenadora do Procon de Afogados da Ingazeira, explicou, durante entrevista ao programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, como será a atuação do órgão no município.

Giselly informou que, apesar de não ser atribuição do Procon, o órgão está fazendo um trabalho de prevenção buscando a conscientização dos consumidores com relação a golpes que vem sendo aplicados na praça. 

“Uma dica que damos, é justamente a consciência de independente do local onde você vai solicitar o empréstimo, é importante saber que em nenhum momento você vai fazer um depósito antes de receber o dinheiro. Não importa a modalidade do empréstimo. Este é um sinal claro de um golpe. Caso venha a acontecer esse tipo de problema infelizmente o Procon não seria o órgão competente pra resolver esse litígio. A pessoa vai ter que registrar um Boletim de Ocorrência na delegacia local”, alertou Giselly.

Ela revelou que apesar de estar funcionando há apenas dois dias, esse tipo de demanda relatada acima já foi levada para o órgão.

Giselly relatou que um dos problemas mais corriqueiros seria o cancelamento de telefone fixo. “Mutias vezes os próprios atendentes das empresas são bem resistentes e quando as pessoas mencionam o desejo de fazer o seu cancelamento, de forma proposital a ligação cai, então nesses casos é importante que o consumidor anote o número do protocolo informado no início do atendimento, e caso não tenha a sua demanda resolvida procure o Procon que conseguimos resolver com muita tranquilidade esses casos de cancelamentos de serviços”, informou.

A coordenadora disse que a finalidade do Procon é tentar resolver litígios de forma célere. “Desburocratizar. Já que muitas vezes quando as pessoas têm os seus direitos desrespeitados e precisam acionar o poder judiciário, passa anos e não tem nem sequer a marcação da audiência. A principal finalidade do Procon é a gente garantir a mediação dos casos conflituosos entre consumidores e fornecedores”, informou.

Questionada sobre se o Procon vai atuar na fiscalização e consequentemente na interdição de empresa que por ventura venham a desrespeitar o direito do consumidor, Giselly informou que será uma ação futura. 

“Conforme vá surgindo esse tipo de demanda, futuramente eu creio que os gestores irão implantar e, aí ampliar esse atendimento. Inicialmente estaremos fazendo o atendimento realizando audiências, conciliações e trabalhando na prevenção, mas lá na frente com certeza a equipe vai ganhar novos integrantes”, revelou.

Giselly informou ainda que uma das grandes dificuldades em resolver algumas demandas é a falta de provas por parte dos consumidores que não tem o habito de guardar comprovantes e não cobrar por escrito da empresa aquilo que está sendo oferecido.

Para os empresários locais, Giselly deixou como dica a realização de um bom pós-venda. “Isso vai garantir a fidelização do cliente. Sabemos que um cliente satisfeito possivelmente vai estar fazendo novas compras e é um divulgador da sua marca e da sua empresa. Isso é muito importante. Esse serviço deve ser prestado eficiente.

O Procon em Afogados da Ingazeira, está atendendo de segunda a sexta-feira, das 08h às 13h de forma presencial.

O consumidor também pode obter atendimento por meio do WhatsApp no número (87) 9.9921-0652.

Mãe de Luiz Davi se diz indignada com falas de médico

No programa Cidade Alerta da Rádio Cidade FM de Tabira, desta terça-feira (23), Dona Carliana Silva, mãe de Luiz Davi, um menino de apenas 10 anos que faleceu recentemente após ser diagnosticado com dengue hemorrágica, fez uma participação contundente. Ela rebateu as declarações do médico e diretor do Hospital de Tabira, Jéferson Beniz, que esteve […]

No programa Cidade Alerta da Rádio Cidade FM de Tabira, desta terça-feira (23), Dona Carliana Silva, mãe de Luiz Davi, um menino de apenas 10 anos que faleceu recentemente após ser diagnosticado com dengue hemorrágica, fez uma participação contundente.

Ela rebateu as declarações do médico e diretor do Hospital de Tabira, Jéferson Beniz, que esteve no programa anteriormente, defendendo o atendimento prestado ao garoto.

O médico afirmou, em sua participação, que não houve erro no tratamento de Luiz Davi e negou qualquer falha em sua condução. No entanto, Dona Carliana contestou essas declarações, fornecendo detalhes do ocorrido desde o momento em que seu filho começou a apresentar sintomas.

“Eu vi e fiquei indignada, sabe, com as coisas que ele falou. Porque, como eu disse, sou uma mulher, mas fui criada assim, na verdade, e era isso que passava para meus filhos. O sangue pode estar dando na canela, meu filho, mas fale a verdade, que ela prevalece em qualquer lugar. Era isso que eu passava, e quando vi, disse: isso não pode estar acontecendo, não foi isso. Aí, eu disse: tenho que esclarecer o que realmente aconteceu”, destacou Dona Carliana.

Segundo Dona Carliana, seu filho chegou ao hospital com febre e dor de garganta, mas já vinha sendo medicado em casa com Dipirona e Decongex – medicamentos receitados em outro atendimento – sem melhora significativa da febre. Ela relata que, ao chegar ao hospital, o médico Jéferson Beniz não considerou os outros sintomas relatados, como dores no corpo e de cabeça.

“Ele já vinha tomando a medicação, na quinta-feira eu fui para o hospital e a médica passou a medicação, que foi Dipirona e Decongex. Em casa, estava administrando Dipirona de 6 em 6 horas, mas a febre dele não baixava. Na sexta-feira, antes de ir para o hospital, dei um banho nele com água gelada e administrei a medicação, quando chegamos ao hospital ele estava com 38.3 de febre. Aí, ele disse que o menino estava apenas febril e com a garganta inflamada, mas quando perguntou o que o menino tinha, eu disse que estava com muita dor no corpo, febre e dor de cabeça”, relatou Dona Carliana.

A mãe também mencionou que o médico prescreveu Nimesulida para ser administrada ao menino, o que, segundo ela, foi um erro grave, pois esse medicamento não deve ser dado a pacientes com suspeita de dengue, conforme orientação da equipe médica do Hospital Eduardo Campos, para onde o garoto foi transferido.

“Eu dei o remédio na sexta-feira, às 6 horas que ele passou o remédio para ele tomar de 12 em 12 horas, daí, no sábado, eu botava até o celular para despertar para dar no horário certinho às 6 horas da manhã e no sábado à noite, é tanto que eu fiquei feliz que ele estava sem febre, tava geladinho, só que ele continuavam sentindo muito dor no corpo dor de cabeça”, relatou.

Ainda segundo o relato de Dona Carliana, Luiz Davi foi deitar e cochilou, mas acordou querendo ir ao banheiro depois voltou para a cama, mas não conseguiu dormir pois estava agoniado, se virando de um lado para o outro e voltou ao banheiro.

“Aí levantou para ir ao banheiro de novo, quando ele levantou levantou a tampa do vaso e começou a vomitar, vomitar muito, só que de início eu não soube identificar que era sangue. Aí eu fiquei preocupada pela cor do vômito dele que era tipo uma borra de café escuro sabe, misturado com água. Aí foi que ficou diferente, eu não soube de identificar que era sangue, ele começou a vomitar e eu comecei a ficar agoniada”, contou a mãe. 

Após ver o filho vomitando muito, Dona Carliana decidiu levar Luiz Davi de volta ao hospital de Tabira. “Era sangue, só que eu não soube identificar, eu já vim identificar no hospital, porque quando ele vomitou no cesto deu para ver que era sangue e a técnica que viu ele vomitando viu a cor. A médica veio de imediato, atendeu ele e olhou o vômito aí já desconfiou e disse: vamos fazer de urgência e vou solicitar um hemograma para ele, dependendo do hemograma ou ele fica ou vai ser transferido”.

A mãe de Luiz Davi revelou que o filho voltou a vomitar quando desceu da ambulância já no Hospital Eduardo Campos em Serra Talhada.

“Ele vomitou, doutor Thales, inclusive, ele presenciou entrou comigo lá dentro e já providenciou tudo, passou todas as informações dos medicamentos que ele tinha tomado aqui em Tabira e disse o que realmente estava acontecendo. Inclusive, ele mandou eu me acalmar e disse que o caso de Luís Davi era grave, disse: Carliana, tenha calma que o caso dele é grave, mas se Deus quiser vai dar tudo certo que ele é uma criança”, contou.

Dona Carliana também comentou a fala do médico Jéferson Buniz, que durante a sua entrevista chegou a questionar o que teria acontecido em Serra dizendo que Luiz Davi havia saído de Tabira vivo.

“Ele saiu vivo, mas em estado grave. A todo momento os médicos tentaram reverter a situação de Luiz Davi. Os médicos de lá não são médicos, são anjos enviados por Deus, porque eu nunca vi na face da terra uns médicos como aqueles que atenderam meu filho. A todo momento ele fazia carinho no meu filho, abraçava fazia massagem, pois ele dizia que estava sentindo muita dor nas pernas, muita dor no peito, então ele fazia massagem”, contou. 

Ela ressaltou que seu único desejo era buscar uma solução para a saúde de seu filho e que confiava na orientação médica. Além disso, a mãe relatou o sofrimento vivido durante o atendimento do filho em Serra Talhada, onde, apesar dos esforços da equipe médica, Luiz Davi não resistiu.

“Desde o momento que ele entrou lá na sala vermelha, ele foi bem atendido, bem recebido, foram ágeis para fazer a medicação, para fazer todos os procedimentos de exame para levar ele para a UTI e na UTI foi que ele foi bem tratado mesmo. O médico sempre estava ali do lado dele tentando reverter o quadro. ele disse: mãe a situação dele é difícil, mas vamos conseguir, ele está respondendo bem a medicação. Só que de repente ele teve uma piora”, esclareceu Dona Carliana.

Por fim, Dona Carliana reiterou que não busca envolvimento político ou compensação financeira, mas sim o reconhecimento dos erros médicos e a garantia de que outras famílias não passem pelo mesmo sofrimento.

Após denúncia, OAB-PE retifica edital das eleições‏

A Ordem dos Advogados de Pernambuco (OAB-PE) retificou edital da eleição da entidade, que foi divulgado na última sexta-feira (2). O motivo desse ajuste foi o requerimento feito por Jefferson Calaça, pré-candidato à presidência da OAB-PE e integrante do movimento A Ordem É Para Todos. Calaça protocolou o documento na manhã dessa segunda-feira (5) na […]

Eleição da OAB-PE, em imagem de arquivo
Eleição da OAB-PE, em imagem de arquivo

A Ordem dos Advogados de Pernambuco (OAB-PE) retificou edital da eleição da entidade, que foi divulgado na última sexta-feira (2). O motivo desse ajuste foi o requerimento feito por Jefferson Calaça, pré-candidato à presidência da OAB-PE e integrante do movimento A Ordem É Para Todos.

Calaça protocolou o documento na manhã dessa segunda-feira (5) na própria entidade. O erro do edital era claro: excluía algumas subseccionais do interior do Estado como, Surubim, Petrolândia, Belo Jardim e Timbaúba.

“Não há como compreender como a OAB-PE cometeu essa indelicadeza com os profissionais do interior de Pernambuco. Mais uma vez isso prova o quanto nossa classe vem sendo destratada e desvalorizada pela entidade de classe. Precisamos dar um basta nisso”, afirmou Calaça.

A pré-candidata à vice-presidência, Raíssa Braga, é de Belo Jardim subseccional que, coincidentemente, foi excluída do edital.

Em homilia, padre cobrou a governador política de preservação da caatinga e Rio Pajeú

A imprensa estadual não deu a devida repercussão à homilia feita pelo Padre Luiz Marques Ferreira na missa pelo centenário de Louro do Pajeú. Além do caráter cultural, a presença do governador Paulo Câmara foi oportunidade para que o sacerdote fizesse questionamentos à situação de degradação do Rio Pajeú e da caatinga, fruto de uma […]

20120507011145_cv_padre_gdeA imprensa estadual não deu a devida repercussão à homilia feita pelo Padre Luiz Marques Ferreira na missa pelo centenário de Louro do Pajeú. Além do caráter cultural, a presença do governador Paulo Câmara foi oportunidade para que o sacerdote fizesse questionamentos à situação de degradação do Rio Pajeú e da caatinga, fruto de uma pauta tirada de encontros da Diocese de Afogados da Ingazeira.

Padre Luizinho fez dura cobrança ao governador para que haja uma política de preservação da caatinga, que está sendo dizimada no Pajeú por exploradores de madeira da região e fora dela sem que haja nenhuma fiscalização.

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Também foi duro ao falar da situação de nosso maior símbolo cultural e hídrico: o Rio Pajeú, que também é alvo de uma ação predatória do homem, muitas vezes institucionalizado pelos dejetos jogados no seu leito por Prefeituras. “Se fala muito em beber da água do Pajeú. Que água ? O Rio está morrendo e não há uma ação concreta”, questionou o sacerdote. Paulo Câmara ouviu atentamente. Se anotou…