Covid-19: Sertão do Pajeú totaliza 10.371 casos confirmados, 9.506 recuperados e 174 óbitos
Por André Luis
Por André Luis
De acordo com os boletins epidemiológicos divulgados nesta terça-feira (10.11), pelas secretarias de saúde dos municípios do Pajeú, a região totaliza 10.371 casos confirmados de Covid-19.
Portanto, os números de casos confirmados no Pajeú ficam assim: Serra Talhada continua liderando o número de casos na região e conta com 4.624 confirmações. Logo em seguida, com 1.304 casos confirmados está Afogados da Ingazeira, Tabira conta com 954, São José do Egito está com 872, Santa Terezinha tem 360, Triunfo tem 359 e Carnaíba também está com 355.
Itapetim tem 228, Flores está com 213, Calumbi está com 182 casos, Brejinho tem181, Iguaracy tem 165, Quixaba tem 157, Solidão tem 134, Tuparetama tem 118, Santa Cruz da Baixa Verde está com96 e Ingazeira está com 69 casos confirmados.
Mortes – A região tem no total, 174 óbitos por Covid-19. Todas as dezessete cidades da região registraram mortes. São elas: Serra Talhada tem 63, Afogados da Ingazeira tem 16, Triunfo e Tabira tem 12 cada, Carnaíba tem 11 óbitos, São José do Egito tem 10, Iguaracy tem 9, Santa Terezinha e Flores tem 8 cada, Tuparetama tem 7 óbitos, Itapetim tem 6, Quixaba tem 4, Brejinho tem 3, Calumbi tem 2, Ingazeira e Santa Cruz da Baixa Verde tem 1 óbito cada.
Recuperados – A região conta agora com 9.506 recuperados. O que corresponde a 91,65% dos casos confirmados.
O levantamento foi fechado às 07h25 desta quarta-feira (11.11), com os dados Fornecidos pelas secretarias de saúde dos municípios.
Negacionismo que custa vidas Tatiana Dias – The Intercept Há 20 dias, a tropa de choque bolsonarista no Twitter vibrava com o fim do lockdown em Manaus. “Todo poder emana do povo”, tuitou o deputado federal Eduardo Bolsonaro no dia 26 de dezembro. “A pressão do povo está funcionando”, comemorou a também deputada federal Bia […]
Há 20 dias, a tropa de choque bolsonarista no Twitter vibrava com o fim do lockdown em Manaus. “Todo poder emana do povo”, tuitou o deputado federal Eduardo Bolsonaro no dia 26 de dezembro. “A pressão do povo está funcionando”, comemorou a também deputada federal Bia Kicis na mesma data.
“Manaus tem queda importante de óbitos desde julho”, garantiu o ex-ministro Osmar Terra, com o verniz científico característico que dá às suas postagens negacionistas. Era 4 de janeiro. O post foi retuitado quase 2 mil vezes.
Dez dias depois, todos nós sabemos o que aconteceu: Manaus ficou sem oxigênio por causa da explosão no número de casos de covid-19. Nem os ricos estão a salvo. Mesmo que você tenha milhares de reais, não há jatinhos para sair da cidade em busca de ajuda médica.
Em uma segunda onda ainda mais violenta do que a primeira, emergiu também uma variante do vírus que, relatam os médicos, parece ser ainda mais agressiva. Tão agressiva que outros países já manifestaram preocupação – que não se reflete aqui dentro, como sabemos.
Dentro do governo e do cercadinho bolsonarista, o discurso defendido com afinco é o do “tratamento precoce” – aquele que, sabemos, não funciona. Mesmo sem evidências científicas, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, continua recomendando a cloroquina, a azitromicina e outros placebos – que mal-empregados podem causar problemas à saúde –, e a narrativa continua sendo propagada impunemente.
A estratégia não é apenas adotar o “tratamento precoce” como conduta oficial – engloba, também, um esforço para emplacar a tese que o governo está agindo, e que isso seria suficiente para aplacar a pandemia.
Esse discurso, combinado à polarização da vacina – que se transformou em objeto de disputa política entre o governador de São Paulo, João Doria, e Bolsonaro – é criminoso. Vacinação é proteção coletiva, não individual.
Para realmente frear a pandemia, é preciso que a imunização tenha adesão da população, e isso só vai acontecer com uma boa comunicação, que explique a eficácia, a segurança e a importância da vacina. O contrário do que a rede bolsonarista tem feito, que é basicamente espalhar temor e insegurança sobre o tema.
No começo da pandemia, o Twitter lançou diretrizes para os usuários se manterem “seguros”. Garantiu que removeria tuítes relacionados à covid-19 que promovessem desinformação ou aumentassem o risco de dano.
A rede social explicou que os conteúdos mais preocupantes seriam aqueles que pudessem “aumentar a chance de exposição ao vírus” ou tivessem “efeitos adversos na capacidade de lidar com a crise do sistema público de saúde”.
A minha capacidade de interpretação me permite concluir, sem muito contorcionismo, que os tuítes que incitaram o fim do lockdown em Manaus e os que questionam a eficácia das vacinas se encaixam perfeitamente nessas categorias. Mas eles continuam no ar.
Nas últimas semanas, as políticas de remoção de conteúdo das redes sociais estiveram em evidência por causa da suspensão das contas de Donald Trump por incitar violência nos protestos do Capitólio. Muita gente questionou: é violação da liberdade de expressão e uma medida arbitrária que pode se voltar contra nós. Sim, é.
Mas Sam Biddle, do Intercept norte-americano chamou a remoção de o ápice de quatro anos de covardia corporativa. As empresas têm regras claras, mas falham miseravelmente em aplicá-las.
O pesquisador Fabio Malini, da Universidade Federal do Espírito Santo, demonstrou o quanto. Ele coletou dados da guerra narrativa sobre a covid-19 nesta semana no Twitter. O tamanho da sombra de desinformação bolsonarista e os influenciadores que tentam – em um esforço inglório – espalhar a palavra da ciência. Os bolsonaristas tem muito mais espectro nas redes. Chegam mais longe que os que divulgam a ciência.
E não dá para culpar só os emissores da mensagem. É preciso também responsabilizar os intermediários que passam pano para influenciadores de extrema-direita que espalham mentiras, confundem a população e estimulam aglomerações e ações irresponsáveis.
Twitter e YouTube foram coniventes com a barbárie que expôs uma menina de 11 anos, vítima de violência sexual, ao se omitirem da responsabilização. Agora são coniventes mais uma vez.
A narrativa negacionista continua se espalhando e dominando o debate público, mesmo claramente violando as próprias regras da rede social.
Enquanto o mensageiro continuar se escondendo atrás de termos de uso hipócritas e um suposto discurso de neutralidade, o negacionismo genocida terá o seu palanque.
É com eles
Prefeitos que alegam ter recebido heranças inglórias de antecessores continuam errando ao dizer que “não é deles” a responsabilidade pelas folhas ou obrigações anteriores a 1 de janeiro. Rorró Maniçoba, de Floresta, aderiu à tática de antecipar o pagamento referente a janeiro pulando dezembro, não pago, dizendo que “dialogará para chegar a uma solução”. O que Ricardo Ferraz não fez, é obrigação dela fazer.
De molho
O prefeito de Afogados da Ingazeira, Alessandro Palmeira está em isolamento enquanto não sai o resultado de exame para saber se está ou não com Covid. Ficou de molho depois que a primeira dama, Lellis Vasconcelos, testou positivo. Está despachando de casa, a distância, e assintomático.
É de casa
O Presidente da Câmara de Vereadores de São José do Egito, Leônidas Campos de Brito, o João de Maria, nomeou a esposa, Maria Brito, como a nova tesoureira da Casa Legislativa. A informação é da bancada do PSB que ficou fora da escolha da Mesa Diretora, chamada de “PSB 2”. “Nunca vi isso”, reclama um ex-aliado do atual mandatário do Poder Legislativo.
Folga que revolta
Com a certeza da impunidade, esse motorista estacionou sobre a pista de cooper da Praça Arruda Câmara em pleno sábado de feira livre. Mais cedo, o radialista Anchieta Santos denunciou uma manobra sobre área proibida na Avenida Rio Branco de um carro da Saúde. Até quando?
Mutirão
O melhor exemplo de ação e mensagem nos primeiros dias de gestão veio de Arcoverde. Na cidade, a pasta de Obras gerida por Israel Rubis iniciou de fora pra dentro um grande mutirão de limpeza de ruas, terrenos baldios e galerias. Deveria ser exemplo para outras cidades.
Toda ouvidos
O presidente da Câmara de Serra Talhada, Ronaldo de Dja, disse que no tempo certo a prefeita Márcia Conrado vai dialogar um a um com os vereadores da base. Diz não haver blindagem ou isolamento, pondo na conta o início de gestão como causa do moderado “isolamento social”.
Zero
Em Salgueiro o prefeito Marcones Libório já avisou que não vai liberar um centavo sequer para o Salgueiro FC. Foi o sucesso do clube sertanejo que alçou à condição de prefeito seu adversário, Clebel Cordeiro. O clube é atual campeão pernambucano.
Frase da semana: “Minha parte, eu fiz”. Do presidente Jair Bolsonaro, sobre o caos do oxigênio em Manaus.
O ex-candidato a vereador de Arcoverde, André Paulo (PDT), que obteve 1.353 votos nas últimas eleições, afirmou ao blog que entrou com uma ação judicial para questionar a composição da Câmara Municipal da cidade. Segundo André, Arcoverde, que atualmente conta com apenas dez vereadores, deveria ter, conforme a base de cálculo populacional, quinze representantes no […]
O ex-candidato a vereador de Arcoverde, André Paulo (PDT), que obteve 1.353 votos nas últimas eleições, afirmou ao blog que entrou com uma ação judicial para questionar a composição da Câmara Municipal da cidade.
Segundo André, Arcoverde, que atualmente conta com apenas dez vereadores, deveria ter, conforme a base de cálculo populacional, quinze representantes no legislativo.
André argumenta que a redução no número de cadeiras não só infringe a Lei Orgânica do município, mas também favorece vereadores que já possuem muitos mandatos, consolidando ainda mais suas posições e concentrando recursos públicos em menos mãos.
“É uma questão de representatividade e de justiça. Arcoverde, uma cidade importante e crescente, está ficando atrás de municípios menores em termos de representação legislativa”, afirmou o político.
A ação movida por André Paulo visa garantir uma Câmara que, segundo ele, reflita melhor o perfil populacional de Arcoverde, promovendo maior representatividade e distribuição equitativa de recursos entre os parlamentares.
Folha de Pernambuco André Longo, secretário de Saúde de Pernambuco, informou que a decisão sobre a autorização para realização do Carnaval em 2022 não deve ser tomada em 2021. Em coletiva realizada nesta quinta-feira (25), Longo informou que os cenários epidemiológicos precisam ser acompanhados e ainda é cedo para a decisão sobre o evento. “Muito […]
André Longo, secretário de Saúde de Pernambuco, informou que a decisão sobre a autorização para realização do Carnaval em 2022 não deve ser tomada em 2021. Em coletiva realizada nesta quinta-feira (25), Longo informou que os cenários epidemiológicos precisam ser acompanhados e ainda é cedo para a decisão sobre o evento.
“Muito provavelmente, a decisão sobre o Carnaval não será tomada este ano. Nós vamos observar o cenário epidemiológico para a tomada de decisão. Nós não temos pressa para fazer isso. A gente respeita muito todo o contingente que está envolvido no Carnaval, e é até por isso mesmo que a gente tem que observar os cenários e o que está acontecendo no mundo e no Brasil para a tomada de decisão com o maior suporte possível”, informou o mandatário da pasta.
Longo salientou que Pernambuco tem hoje uma posição de observação privilegiada. “Temos seguido a orientação da ciência e temos feito análise de cenários epidemiológicos. Nós somos hoje, observadores privilegiados. Nós temos um cenário de estabilidade e estamos observando o que está acontecendo no mundo. Estamos observando a chegada da sazonalidade europeia, a sazonalidade europeia está trazendo alguns problemas lá, especialmente naqueles países que tem mais pessoas não vacinadas”, informou.
No Brasil, Pernambuco também ocupa uma posição de flexibilização “atrasada” com relação a alguns estados. “Nós temos uma expectativa também de observar outros estados que estão avançando mais nas medidas restritivas, que estão avançando mais na liberação das medidas restritivas. Já temos alguns estados que já tiraram a máscara em ambiente aberto, temos alguns estados que liberaram todos os eventos sem limitações”, exemplificou Longo.
Atualmente, Pernambuco apresenta um cenário epidemiológico de estabilidade. De acordo com o Governo do Estado, com o cenário atua, só é possível avançar para a flexibilização atual. Com o que se tem, não é permitida a realização de festas abertas.
O Prefeito Luciano Duque vai juntando boas notícias ao seu projeto de reeleição. De acordo coma pesquisa do Múltipla em parceria com o Farol de Notícias, a avaliação negativa do petista atualmente é de 21,7%. Isso significa uma queda de dez pontos percentuais em comparação com a pesquisa anterior, realizada entre 6 e 7 de junho. Dos […]
O Prefeito Luciano Duque vai juntando boas notícias ao seu projeto de reeleição. De acordo coma pesquisa do Múltipla em parceria com o Farol de Notícias, a avaliação negativa do petista atualmente é de 21,7%. Isso significa uma queda de dez pontos percentuais em comparação com a pesquisa anterior, realizada entre 6 e 7 de junho.
Dos seus adversários, só Nena Magalhães tem patamar similar. Saiu de 19% para 21,3%. Marquinhos Dantas (SD) é rejeitado por 29% do eleitorado. E o nome do PR, Victor Oliveira, chega a 34%, mostrando que tem que ser mais conhecido.
O pré-candidato do PCdoB, Otoni Cantarelli obteve a maior rejeição, registrando 42%, seguido por Ari Amorim, do Psol, com 39%. Não sabem ou não opinaram são 10%.
Luciano ainda teve aumento na popularidade da gestão, atingindo 67,3% de aprovação contra 30% que desaprovam a gestão. Não sabem ou não opinaram são 2%. Subiu quatro pontos percentuais, já que havia registrado 63%.
Hospitais Eduardo Campos, Hospam e Emília Câmara tem juntos 90 leitos de UTI, todos lotados Pacientes que precisarem nas próximas horas terão que ser transferidos para outra região Urgente As unidades de Serra Talhada chegaram ao limite da capacidade de suas UTIs nesta quinta (25). De acordo com boletim, o Hospital Eduardo Campos está com […]
Hospitais Eduardo Campos, Hospam e Emília Câmara tem juntos 90 leitos de UTI, todos lotados Pacientes que precisarem nas próximas horas terão que ser transferidos para outra região
Urgente
As unidades de Serra Talhada chegaram ao limite da capacidade de suas UTIs nesta quinta (25).
De acordo com boletim, o Hospital Eduardo Campos está com 100% de ocupação, com 60 leitos de UTI. O dado divulgado pela prefeitura de Serra era de 95% mas referia-se ao período da manhã. A tarde, chegou a 100% segundo a Diretora Patrícia Queiroz. O HOSPAM está com 100% de ocupação. São dez leitos de UTI.
Em Afogados da Ingazeira, o Hospital Regional Emília Câmara também chegou a 100% de ocupação, com todos os seus 20 leitos de UTI ocupados. A informação foi confirmada pelo Diretor da unidade, Sebastião Duque. Agora há pouco, uma vaga foi aberta. “Até amanhecer o dia chega paciente”, disse, revelando a alta rotatividade de pacientes. Detalhe, as vagas em boa parte são abertas por óbitos, não por altas. “Temos muita gente em fila de espera no estado”, lamentou.
O dado acende o alerta vermelho na região. Quem precisar de um leito de UTI do Pajeú, pelo menos nas próximas horas não terá essa disponibilidade na rede pública em Serra Talhada e terá grande dificuldade em Afogados da Ingazeira. Foi a primeira vez que a lotação de todas as unidades chegou a 100%.
Com a universalidade do SUS, o sistema recebe pacientes do Sertão e de outras regiões, com agravamento do número de casos pelo avanço da pandemia. Registre-se, esses 90 leitos não existiam e foram criados para absorver o número de vítimas de Covid na pandemia.
Cidades pólo da região, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada registraram óbitos nos boletins desta quinta: nesta quinta (25) em Afogados foram confirmados óbitos de duas pacientes do sexo feminino, de 69 e 76 anos.
“As duas eram aposentadas e apenas uma apresentava comorbidades: a de 69 anos, que apresentava problemas pulmonares e faleceu no HREC em 15 de outubro, mas a SES só confirmou ao município na data de hoje. A paciente de 76 anos faleceu ontem à noite (24) no HREC e estava internada desde o dia 02 de março”.
Em Serra Talhada, o 113° óbito foi registrado. Trata-se de paciente do sexo masculino, 86 anos, morador da Fazenda Travessa. Ele apresentava comorbidade e veio a óbito no dia 23 de março no Hospital Eduardo Campos.
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