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Queda de rejeição, melhoria na popularidade da gestão. Números ajudam Luciano Duque em Serra

Por Nill Júnior

LucianoO Prefeito Luciano Duque vai juntando boas notícias ao seu projeto de reeleição. De acordo coma pesquisa do Múltipla em parceria com o Farol de Notícias, a avaliação negativa do petista atualmente é de 21,7%. Isso significa uma queda de dez pontos percentuais em comparação com a pesquisa anterior, realizada entre 6 e 7 de junho.

Dos seus adversários, só  Nena Magalhães tem patamar similar. Saiu de 19% para 21,3%.  Marquinhos Dantas (SD) é rejeitado por  29% do eleitorado. E o nome do PR, Victor Oliveira, chega a 34%, mostrando que tem que ser mais conhecido.

O pré-candidato do PCdoB, Otoni Cantarelli obteve a maior rejeição, registrando 42%, seguido por Ari Amorim, do Psol, com 39%. Não sabem ou não opinaram são 10%.

Luciano ainda teve aumento na popularidade da gestão,  atingindo  67,3% de aprovação contra 30% que desaprovam a gestão. Não sabem ou não opinaram são 2%. Subiu quatro pontos percentuais, já que havia registrado 63%.

 

Outras Notícias

Coluna do Domingão

Assumir voto em Bolsonaro no Sertão: quem mais vai? Essa semana foi marcada pela posição do prefeito de São José do Belmonte,  Romonilson Mariano, de declarar apoio à reeleição de Jair Bolsonaro. Em um texto de assessoria que deu nojo de tanta babação, o prefeito se autodeclarou “corajoso” e disse que a decisão dele “abre caminho […]

Assumir voto em Bolsonaro no Sertão: quem mais vai?

Essa semana foi marcada pela posição do prefeito de São José do Belmonte,  Romonilson Mariano, de declarar apoio à reeleição de Jair Bolsonaro.

Em um texto de assessoria que deu nojo de tanta babação, o prefeito se autodeclarou “corajoso” e disse que a decisão dele “abre caminho para que outros gestores façam o mesmo”. Ora, a posição de Romonilson é pessoal e intransferível.  Quem após ele vai decidir votar no presidente porque o gestor soltou a nota de apoio? Cada uma…

De toda bajulação que se escreveu, uma pode ser de fato creditada à decisão: corajosa. O gestor belmontense fez o que alguns gostariam,  dentre vereadores, poucos prefeitos ou nomes da oposição,  mas não o fazem por medo de perder votos. São politicamente frouxos assumidos. Às vezes um ou outro até posta conteúdo bolsonarista,  mas, indagados se de fato estão alinhados com o “mito”, se esquivam, mudam de conversa,  não assumem.

Já Romonilson tira a foto com o gestor na semana em que a pesquisa Genial/Quaest indica que a rejeição de Bolsonaro chega a 61% no Nordeste. Isso porque por mais que o prefeito de Belmonte aponte dados até consistentes misturados a algumas Fake News,  os indicativos de gestão como desemprego, inflação em dois dígitos,  tragédia no combate à pandemia por pregação negacionista que gerou mais de 600 mil mortes, estão influenciando mais a sociedade aqui que no Sul e Sudeste, somado a um Lulismo que de fato, virou quase uma seita. Outro ponto são os atos pessoais do presidente que fortalecem a avaliação negativa na região.

Foi assim quando simulou pessoas sem ar morrendo por Covid, quando disse que não era coveiro pra saber dos mortos pela pandemia, no destempero com o qual tratou repórteres mulheres, na negação à eficácia das vacinas influenciando tantos, na política ambiental, pra dar alguns exemplos.

Se há evidências da possível volta de Lula e de um sistema que favoreceu muito a corrupção,  como no alinhamento com o mesmo Centrão que se agarra agora ao Jair,  estamos falando de consequência e não causa. A sociedade brasileira deu uma chance à extrema direita. A condução de Bolsonaro leva essa mesma sociedade a se vingar da decisão que tomou devolvendo a cadeira ao PT, para muitos um erro diante de opções que questionam os dois modelos, mas não saem de um dígito nas pesquisas.

Quanto ao Nordeste, as trapalhadas de Bolsonaro, que não se deixa assessorar, são ainda piores. Além de retirar homenagens a Dom Hélder Câmara e Frei Damião – só voltou atrás aconselhado após a bobagem – adjetivou nordestinos de forma pejorativa e preconceituosa, sem nenhuma preocupação com a repercussão na região.

Falando nisso, como Bolsonaro tratou Romonilson no encontro dessa semana: “pau de arara”, “arataca”, “cabeça chata” ou “cabeçudo”? Seria muito interessante saber…

Não dê aumento não…

Muitos prefeitos ficaram revoltados, pasmem, com o prefeito de Ouro Velho,  Augusto Valadares (DEM) pelo aumento de 35% aos professores.  O gestor viu mensagens desaforadas de colegas de Pernambuco e Paraíba.  Até Evandro Valadares acionaram para falar com o primo e afilhado político: “tú desse mesmo”? – questionou.

Honrar o que se prega

O médico João Veiga, que ainda prega conteúdo antivacinas, tomou as doses para não perder vínculo com a UPA-E e outros hospitais, segundo nota da OS Tricentenário, que diz não concordar com nada que ele diz. Fosse “o cara” mesmo, assumiria a posição pra valer,  não tomando o imunizante.  A honra e coerência valem mais que o dinheiro…

O que a OS diz

Segundo assessoria da Organização Social de Saúde Hospital do Tricentenário, ele está com o esquema vacinal completo, visto que é uma exigência do Estado, para que ele continue atuando nas unidades. “O médico João Veiga não representa nenhuma de nossas unidades, principalmente quando se trata de caráter político”.

Desconectado

Enquanto Serra Talhada ainda contabilizava os prejuízos com a chuva da quinta, com necessidade de prestação de contas e orientações de prefeita e vice, o estagiário que cuida das redes sociais da gestora foi na onda do “meu nome é Márcia,  mas também me chamam de”…

Rádio Cobrança

A falta de interlocução da gestão Sandrinho com líderes comunitários foi lembrada e criticada essa semana no Debate das Dez da Rádio Pajeú.  Também sobraram questionamentos para os vereadores pela ausência nesse debate. Rubinho do São João,  Gal Mariano e César Tenório saíram em defesa da classe.

Vice? Não!

Quem tem conversado com o Federal André de Paula diz que ele não quer saber de candidatura a vice. Não quer perder o protagonismo que exerce no PSD e na Câmara.  Só mudaria de opinião se fosse candidato ao Senado.

Drible da vaca

Em Tabira, os comerciantes da feira do troca expulsos por Nicinha e Dinca da Rua Rosa Xavier ganharam a cedência de um terreno privado de Paulo Manu. A prefeitura colocou guardas e correntes para intimidá-los, em vão.

Tabelado

O vice de Arcoverde,  Delegado Israel diz que seu telefone toca a todo momento com vereadores de várias regiões querendo vender apoio. Pelo que o blog apurou, alguns tem até tabela de preço.  “Não tenho condições e, se tivesse, jamais embarcaria nessa indecência”, disse Rubis, que vai disputar mandato federal.

Rota do desenvolvimento 

O advogado e ex-desembargador Roberto Moraes lembra que a ligação da PE 283 com a Estrada do 49 vai ter repercussão econômica para Ingazeira, fazendo rota com Pajeú e Paraíba.  A rodovia vai margear a Barragem da Ingazeira.  “Há outro movimento para o Ministério da Integração construir três pontes sobre o Rio Pajeú ajudando na ligação a Tabira”.

Frase da semana:

“O PSB tem seu pré-candidato ao governo de Pernambuco, o deputado federal Danilo Cabral”. 

Do presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira,  confirmando o que o blog antecipou em janeiro. Moído está sendo fechar o restante da chapa.

Em Arcoverde, a ocasião faz a cor da camisa

A Coluna do Domingão, do Blog, mostrou que em Arcoverde, a ocasião faz a cor da camisa. É o que dizem os que questionam ver a defensora aposentada Doutora Vera e seu filho, o Delegado Gilsinho, com a bandeira comunista.   Bolsonaristas fervorosos, agora cantam até o hino do PCdoB  em virtude do alinhamento com Madalena […]

A Coluna do Domingão, do Blog, mostrou que em Arcoverde, a ocasião faz a cor da camisa. É o que dizem os que questionam ver a defensora aposentada Doutora Vera e seu filho, o Delegado Gilsinho, com a bandeira comunista.  

Bolsonaristas fervorosos, agora cantam até o hino do PCdoB  em virtude do alinhamento com Madalena Britto. “Ah, e apagaram qualquer referência a Bolsonaro nas redes”, comentam. Que lindo.

Não é incomum encontrar casos semelhantes na região. Essa flexibilidade ideológica questionável, mostra que  a conveniência política muitas vezes supera convicções profundas quando o que está em jogo é a busca pelo poder e a necessidade de angariar votos.

A conveniência política, embora controversa, é uma realidade que permeia os bastidores das eleições, desafiando as fronteiras partidárias e ideológicas. O eleitor, por sua vez, deve estar atento a essas mudanças e avaliar cuidadosamente os candidatos, considerando não apenas suas palavras, mas também suas ações e alianças.

Juiz eleitoral condena Flávio Marques e Sebastião Dias por abuso de poder político e econômico

O juiz eleitoral de Tabira sentenciou pela condenação por abuso de poder político-econômico os dois candidatos governistas Flávio Marques e Aldo Santana. Ainda o ex-prefeito Sebastião Dias, a ex-secretária de saúde Zeza Almeida e a ex-coordenadora do CREAS Socorro Leandro. A ação de investigação foi formulada pela Coligação “Por Uma Tabira Melhor”, da prefeita Nicinha […]

O juiz eleitoral de Tabira sentenciou pela condenação por abuso de poder político-econômico os dois candidatos governistas Flávio Marques e Aldo Santana.

Ainda o ex-prefeito Sebastião Dias, a ex-secretária de saúde Zeza Almeida e a ex-coordenadora do CREAS Socorro Leandro.

A ação de investigação foi formulada pela Coligação “Por Uma Tabira Melhor”, da prefeita Nicinha Melo.

Inicialmente, a ação versava sobre o aumento considerável de funcionários públicos nas mais diversas áreas, entre os meses de fevereiro e agosto de 2020.

Tal admissão teria e dado basicamente através de notas de empenho e contratos temporários, tendo se dado única e exclusivamente com o propósito de captação de sufrágio, visto que foram realizadas pelo então Prefeito, Sebastião Dias, e por Flávio Marques, secretário de Administração à época, que já anunciava ostensivamente, quando ainda compunha os quadros da administração municipal, seu propósito de concorrer ao pleito de 2020, recebendo apoio de Sebastião.

Num segunda ação, que tramitou em segredo de justiça e em conexão com a primeira, a coligação de Nicinha Melo alegou que os denunciados se utilizaram dos servidores do município para realizar, dentro e fora do horário de expediente, diversos atos de campanha, notadamente os popularmente conhecidos como “porta a porta”.

Tais atos teriam mobilizado um grande quantitativo de funcionários que atuavam nas mais diversas áreas, como as de saúde, educação dentre outros.

Essa mobilização ocorria principalmente através de grupos mantidos no aplicativo WhatsApp, nos quais os novos servidores contratados eram paulatinamente inseridos, havendo até mesmo escalas organizadas contendo o nome dos funcionários e os bairros em que deveriam atuar.

Os grupos eram dirigidos por Socorro Leandro, Coordenadora do CREAS, e Zeza Almeida, secretária de saúde. Os candidatos a prefeito e vice, Flávio Marques e Aldo Santana, tinham notório conhecimento de sua existência, tendo o último até mesmo participado de um deles. Para comprovação do alegado, solicitou a oitiva de testemunhas, bem como acostou aos autos inúmeros documentos, a exemplo de áudios de reuniões e prints de conversa.

Ao fim, o juiz eleitoral reconheceu a robustez de provas, que permite observar a caracterização dos ilícitos praticados pelos representados, concluindo pela procedência da ação e decretação da inelegibilidade dos investigados para as eleições que se realizarem no período de oito anos, a contar de 15 novembro de 2020.

A ação foi assinada pelos advogados Felipe Cordeiro, Rayane Cipriano, Laudiceia Rocha e Mário Sérgio Menezes.

Brasil permanecerá no Acordo de Paris, diz ministro do Meio Ambiente

Segundo Salles, Bolsonaro concordou que pacto pode trazer recursos. Decisão contraria fala de campanha. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que o Brasil continuará no Acordo de Paris e que o presidente Jair Bolsonaro concordou com a posição. Ele argumentou que há pontos importantes no acordo, que podem trazer recursos para o país, […]

Segundo Salles, Bolsonaro concordou que pacto pode trazer recursos. Decisão contraria fala de campanha.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que o Brasil continuará no Acordo de Paris e que o presidente Jair Bolsonaro concordou com a posição. Ele argumentou que há pontos importantes no acordo, que podem trazer recursos para o país, e que o problema está na internalização de princípios para a legislação nacional. O acordo estabelece metas de para redução da emissão de gases que causam o efeito estufa.

“Por ora vamos manter a participação. Há pontos importantes, que podem trazer recursos para o país. O acordo está feito. É um guarda-chuva com metas de redução de emissão para o Brasil e outros países. O problema é como internaliza na legislação pátria, de forma que não restrinja o empreendedorismo.  Vamos olhar com cuidado”, afirmou o ministro, que participou nesta segunda-feira de almoço com empresários do setor de construção no Secovi – Sindicato de Habitação de São Paulo. Salles disse que Bolsonaro concordou com a manutenção. Poderou que em todo o governo há opiniões divergentes, mas que o importante é que sejam discutidas e que as posições sejam contruídas.

No ano passado, ainda em campanha, Bolsonaro disse que poderia retirar o Brasil do Acordo de Paris caso fosse eleito, pois as premissas afetariam a soberania nacional. Afirmou que era desfavorável ao acordo porque o Brasil teria que “pagar um preço caro” para atender às exigências. “O que está em jogo é a soberania nacional, porque são 136 milhões de hectares que perdemos ingerência sobre eles. Eu saio do Acordo de Paris se isso continuar sendo objeto. Se nossa parte for para entregar 136 milhões de hectares da Amazônia, estou fora sim”, afirmou na época.

G1

Coluna do Domingão

Márcia x Luciano: os bastidores do quase racha No estado, muitos querem uma explicação para o quase racha alardeado na imprensa entre Márcia Conrado (PT), prefeita de Serra Talhada e Presidente da AMUPE, e Luciano Duque, ex-prefeito e Deputado Estadual (SD). O tema repercute dada a visibilidade dos dois agentes políticos e a importância estratégica […]

Márcia x Luciano: os bastidores do quase racha

No estado, muitos querem uma explicação para o quase racha alardeado na imprensa entre Márcia Conrado (PT), prefeita de Serra Talhada e Presidente da AMUPE, e Luciano Duque, ex-prefeito e Deputado Estadual (SD). O tema repercute dada a visibilidade dos dois agentes políticos e a importância estratégica de Serra Talhada. Poucos conseguem entender como uma relação que teve anos aparentemente tão harmônica pode estar se esfacelando.

O blog tenta explicar. Essa semana ouviu aliados de Márcia Conrado e Luciano Duque para saber de fato, quais as queixas de cada um em relação à condução da estremecida aliança. Assim, traz relatos a partir do que um grupo reclama da outro e vice-versa.

Claro, as rusgas ganharam mais força a partir da separação de palanques de 2022. A prefeita Márcia Conrado aderiu à campanha de Raquel Lyra. Já Luciano Duque optou pelo apoio a Marília Arraes. Os bastidores revelaram um clima ruim entre eles, diante da disputa maior, que indicaria mais poder no jogo de cartas da política. Uma vitória de Marília daria mais protagonismo a Luciano. A de Raquel, mais força para Márcia. Deu Raquel. Esse ambiente só potencializou o clima de afastamento. Duque chegou a se queixar publicamente de não ter conseguido falar com Márcia, principalmente quando tentou demovê-la do apoio à tucana. Márcia defendeu que, apesar da divisão para governadora,  conseguiu fazer campanha pra Luciano e ajudá-lo a ser majoritário.

Mas há muito mais nos bastidores. Por um lado, para aliados de Luciano Duque, fica evidente a conivência da prefeita Márcia e de seu staff a todas as ações para criar o ambiente de que ela é liderança incontestável do grupo, rebaixando Luciano, inclusive quando recentemente, seus auxiliares buscaram descredenciar o ciclo anterior, como no caso das escolas de Água Branca e Lagoa da Pedra, com os famosos cards do antes e depois, postados na própria rede pessoal da prefeita,  incomum quando se trata de lideranças aliadas.

Márcia nunca reagiu a notícias plantadas na imprensa contra Duque. Com mais força a partir de 2021, eram públicas as desavenças entre seu guru midiático, João Kosta, mais o número 2, César Kayke, e Luciano. Esse clima foi alimentado com várias manchetes em blogs ‘poste e pague’ contra o deputado. Era escancarado. O ex-prefeito deu declarações públicas criticando o que chamou de “gabinete do ódio de Serra Talhada”. Falou às paredes. Em nenhum momento houve qualquer orientação para a mudança de condução. Pelo contrário, as ações continuavam. “É impossível que Márcia não abone essas ações”, diz um Duquista à Coluna.

Márcia não ouviu Luciano para nenhuma movimentação administrativa e política recente. Tem a caneta e o direito, mas também era esperada pelo aliado uma comunicação mesmo que protocolar, como nos ingressos recentes de Carlos Evandro e Marquinhos Dantas. Nada. Ainda afastou o núcleo puro sangue do PT da sua gestão, a exemplo de Anildomá Willians, além de desautorizar a presidente do partido, Cleonice Maria, em relação às cobranças de quando, por exemplo, exigiu a saída do bolsonarista Carlito Godoy da gestão. Tidos como “do grupo de Luciano”, Cleonice e Domá estão hoje colados a Duque.

“A cada dia ela passa uma impressão maior de que é parte de sua estratégia afastar Duque, já de olho na reeleição em 2024”, diz um outro aliado do Deputado. A gestora por exemplo há muito não faz referência a Luciano em atos institucionais. É como se fosse um novo ciclo e não um governo de continuidade. O ato ensaiado e sincronizado dos vereadores com o “Tamo Junto com Márcia em 2024” foi mais uma confirmação da estratégia.

Acima: o card elencando ações na saúde de Luciano sem referência a Márcia Conrado e o comentário depreciativo sobre o “Minha Casa Meu Xodó” feito por Duque em uma rede social. Abaixo: um antes e depois indicando como era a Escola de Água Branca no tempo de Duque, postado na rede de Márcia, e o movimento “Tamo junto em 2024”, visto como uma antecipação para emparedar o Deputado, parte do que Duque chama de “gabinete do ódio” para descredenciá-lo. Ainda a manchete sobre a fala de Waldemar Oliveira, usada por Márcia para perguntar de que lado Duque está.

Já o pecado de Luciano para aliados da prefeita Márcia Conrado é de, aparentemente, comer a corda das futricas. Se alimenta muito pela conversa miúda, algo incompatível com sua posição política.

Também foi questionado por instigar a imaginação dos divisionistas quando quis prestar contas de suas ações no Dia Mundial da Saúde, 7 de abril. O card chamava a atenção para os dez feitos na área. Detalhe é que em nenhum deles apareceu imagem da então Secretária de Saúde, Márcia Conrado. “Saúde sempre foi minha prioridade quando prefeito de Serra Talhada”. O grupo de Márcia não digeriu.

Também foi se afastando. Agendas públicas dos dois passaram a ser cada vez mais raras, esporádicas. Na ExpoBerro, não esperou a conclusão de uma fala de Márcia Conrado em um dos atos do evento no segundo dia de atividades. Um gesto no mínimo deselegante com a gestora do município.

A gota d’água, foi flagrado em um grupo de rede social ironizando Márcia. Fez isso por exemplo, quando questionou um  programa recente da gestão, que deu muito burburinho nas redes. Uma internauta perguntava como recorrer à Secretaria de Obras, por conta de um buraco em uma rua. Duque ironizou: “É só chamar Minha Rua Meu Xodó” . A mensagem obviamente vazou e não agradou Márcia nem um pouco. Foi no calor das críticas que ela recebeu da oposição e de setores da imprensa. Duque se aliou aos que questionaram e não aos que a defenderam. “Aliado não age assim nem na turbulência”, disse um governista, ressentido com a forma com a qual Duque tratou o tema.

Há ainda dúvidas levantadas pelos governistas sobre com quem de fato Luciano tem conversado, principalmente depois da entrevista de Waldemar Oliveira dizendo que o ex-prefeito “tem se colocado” como pré-candidato, gerando a crítica de Márcia sobre “de que lado Duque está”. Luciano reagiu dizendo que os adversários querem a divisão, Sebastião Oliveira sorriu e ironizou a repercussão.  De lá pra cá não há mais fato novo.

Cada dia de forma mais intensa, os dois já não estão mais na base do só vou se você for. Duque não tem ido às inaugurações da gestão Márcia, como ontem, na entrega do Parque dos Ipês.  E a prefeita tem evitado agendas assinadas por Duque,  como na recente homenagem a Assisão.

Há ainda a posição de aliados de Márcia de que ela não deve mais nada politicamente a Luciano. Que engoliu sapos de todo o tamanho para segurar o compromisso com espaços e o apoio para que Duque fosse majoritário na Capital do Xaxado. Teria inclusive ido além do limite do razoável no apoio ao Estadual, com a leitura de que pagou a dívida politicamente com juros e correção.

Duquistas por outro lado tentam alegar que a base das ações estratégicas entregues pela gestão Márcia ainda tem muito DNA do ciclo do ex-prefeito,  citando por exemplo emendas que renderam ações na atual gestão.  E que o Deputado não é sequer lembrado.

As pesquisas internas, como o Múltipla para Márcia, ou divulgadas recentemente, como a do Opinião, com aval de Duque, mostram os dois medindo forças para ver quem tem mais garrafa vazia pra vender em um possível embate. Parte da munição da guerra fria entre os dois.

Concluindo, num ambiente de maturidade política, não seria difícil contornar esses burburinhos, faíscas, início de desgaste dessa unidade que foi tão importante para Serra Talhada. O problema é que não há, aparentemente, disposição em resolver e sim, de instigar ainda mais a divisão. Isso é comprovado pelo modus operandi dos que colocam querosene em vez de buscar apagar o incêndio, e são de dentro da antessala do poder, no caso dos governistas pró racha,  além dos que levam informações distorcidas ou intencionalmente carregadas a Duque. Os poucos gestos contra o racha são expostos em grupos de WhattsApp,  sem nenhuma condição de solução prática.

A oposição assiste de camarote. Não há ninguém com peito e liderança que puxe a tentativa de fim a essas rusgas. E, paixões de cada um a parte, Serra Talhada pode sair perdendo, depois de anos num ambiente de relativa estabilidade política e econômica, em virtude do velho e famigerado jogo do poder.

Os dilemas de Márcia e Duque

Luciano Duque precisa com urgência consolidar um grupo fiel para chamar de seu, caso haja consolidação do racha ou mesmo para demonstrar força no grupo. Salvo exceções como Ronaldo de Dja, no pega pra capar, a maioria dos vereadores adere a Márcia Conrado. Já a gestora não conseguirá levar por muito tempo a fidelidade em duplicidade a Raquel Lyra e ao PT, que já tem pregado oposição à governadora. O PT diz que a apoia em 24, decisão lógica,  mas não fará isso saindo de mãos abanando. Quer reciprocidade…

Juntinhos

O ex-prefeito Carlos Evandro é propositadamente tratado como celebridade no palanque governista,  como no registro de ontem, na inauguração do Parque dos Ipês. De toda a movimentação do grupo da prefeita Márcia Conrado,  essa é a que mais estaria incomodando Duque.

Arcoverde foi pior

Dos polos regionais, a cidade onde o afastamento entre aliados aconteceu mais rapidamente em relação ao pleito foi Arcoverde: lá Wellington Maciel não ouviu e ainda exonerou nomes ligados à Madalena Britto.  Também não quis dar asa ao vice, Israel Rubis.  Escuta dos dois o samba “você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão”.

Medo

A Operação Conluio, que acusa vereadores de peculato, corrupção ativa e passiva, além de fraude à licitação em Santa Terezinha, assustou alguns presidentes de Câmaras na região. A semana foi de muitos burburinhos nas redes e entre parte deles. Isso porque em algumas casas, aparentemente exceção à regra, há suspeita de que haja prática seja parecida. E pau que dá em Chico…

Cacetada

Já Evandro Valadares foi além: disse que pelo que ouviu, “quem quiser ver conluio, vá pra Câmara de São José do Egito”. Disse que o ciclo João de Maria é acusado de conluio e até rachadinha. E fechou: “Eu não acredito. Mas tão dizendo que existe isso aqui também”.

Desabafo, amém 

O Padre Luis Marques Ferreira, o Luisinho, desabafou sobre o dinheiro perdido na Estrada de Ibitiranga e a péssima situação das rodovias no Pajeú. “Um estado que não tem governos sérios pra gente passar nessas estradas. Que Deus nos abençoe e que esses homens criem vergonha pra a gente ter o direito pelo menos de se locomover. Governadora Raquel Lyra, olhe essas estradas”.

Irmãããooos!

A maior preocupação do presidente da Câmara, Rubinho do São João, no Debate da Rádio Pajeú, era a de dizer que seguia “pronto, preparado e querendo”, como no card que soltou nas redes sociais. Ainda registrar o versículo que gostaria, não fosse esquecido nas manchetes, quando analisou as críticas de José Patriota e bradou esperar que fosse justa a escolha do vice de Sandrinho na chapa, sugerindo até romper caso contrário: “o orgulho precede a queda”, de Provérbios 16:18.

Mudança de status

Na verdade, setores da Frente Popular já não colocam mais Rubinho, Douglas Eletricista e Sargento Argemiro como “de confiança” no grupo. Resumindo: já podem estar acionando a máquina de moer infiéis, com estratégias para disputa em 2024, considerando o trio legislativo já militando na oposição.

Os três socialistas 

Dos maiores mistérios da humanidade: quem Anchieta Patriota (Carnaíba), Adelmo Moura (Itapetim) e Ângelo Ferreira (Sertânia) vão apoiar em 2024? Os três socialistas históricos ainda não sinalizaram o caminho a tomar.

Aprovou e multou

O TCE analisou sob a relatoria de Carlos Neves prestação de Contas de Gestão da Prefeitura de Afogados da Ingazeira, relativas ao exercício de 2017. À unanimidade, julgou regulares com ressalvas as contas de Artur Amorim, José Patriota Filho e Veratania Lacerda Gomes de Morais, mas aplicou multade R$ 16 mil conforme o voto do relator. Cabe recurso.

Frase da semana:

“Na próxima semana entrarei com duas ações contra Luiz Inácio Lula da Silva”.

Do ex-presidente Jair Bolsonaro,  citando as frases em que Lula diz que “das 700 milhões de mortes do Brasil, 300 milhões a responsabilidade é dele”, em claro ato falho (foram 700 mil) e quando o acusa de ter nos Estados Unidos uma mansão de 8 milhões de dólares em nome de Mauro Cid.