Corpo de Bombeiros de Serra Talhada envia 32 militares para ajudar vítimas das chuvas no Recife
Por Nill Júnior
O 3° Grupamento de Bombeiros sediado em Serra Talhada mobilizou um contingente de 32 militares para atuarem em conjunto com as unidades sediadas Região Metropolitana do Recife, em virtude dos fortes temporais que já provocaram 35 mortes e deixaram centenas de desabrigados e desalojados.
O comunicado foi feito na manhã deste domingo (29) pelo setor de comunicação do 3° Grupamento.
Diante da tragédia na Região Metropolitana e Zona da Mata, outros estados também estão se mobilizando para enviar efetivo e auxiliar no trabalho. Neste sábado (28), o Governo do Estado da Bahia anunciou que vai enviar 14 bombeiros militares especializados em salvamentos, soterramentos, enchentes e inundações, busca e resgate em estruturas colapsadas para Pernambuco.
Os militares seguem para Recife neste domingo (29) pela manhã. O objetivo é atuar em apoio aos militares e a população pernambucana que sofrem por conta das fortes chuvas que atingem o estado.
Quem também ofereceu ajuda foi a governadora do Ceará, Izolda Cela (PDT), e o prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT). Eles manifestaram solidariedade às vítimas dos temporais no Grande Recife, em suas redes sociais, neste sábado (28). Em uma publicação no Twitter, Izolda Cela disse que conversou com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) e ofereceu ajuda do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. Já José Sarto disse que conversou com o prefeito de Recife, João Campos (PSB), e colocou à disposição a Defesa Civil de Fortaleza.
Das 19h da sexta (27) às 10h deste sábado (28), a Defesa Civil do Recife recebeu 198 chamados da população, entre pedidos de vistoria e solicitações de lona plástica. O Samu Metropolitano do Recife recebeu 57 chamados nas últimas horas, sendo 26 para atendimentos na capital pernambucana, 22 para Jaboatão dos Guararapes e nove em Camaragibe.
Com o objetivo de ampliar o debate sobre a Reforma da Previdência, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), estará nesta sexta-feira (11), em Petrolina, no Sertão do São Francisco, segundo nota ao blog. O senador participa de audiência pública, às 9h, para tratar do tema. O evento acontece na Câmara de Vereadores […]
Com o objetivo de ampliar o debate sobre a Reforma da Previdência, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), estará nesta sexta-feira (11), em Petrolina, no Sertão do São Francisco, segundo nota ao blog. O senador participa de audiência pública, às 9h, para tratar do tema. O evento acontece na Câmara de Vereadores do município e irá reunir sindicalistas, trabalhadores rurais e da cidade, além de lideranças políticas de toda a região.
Segundo Humberto, o momento é de mobilizar a população contra o projeto. “Por onde tenho passado, tenho procurado falar sobre os riscos que essa reforma de Bolsonaro representa. A proposta praticamente acaba com a Previdência Social como conhecemos hoje. Ela amplia as distorções e penaliza especialmente os mais pobres deste país”, afirmou o senador.
Além de participar da audiência pública, Humberto também visitará o distrito de Rajada, onde fará a entrega de um trator agrícola, fruto de emenda parlamentar do senador. A solenidade de entrega contará, ainda, com a presença do presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Odacy Amorim. “Estamos muito felizes em poder contemplar uma comunidade tão importante como Rajada, que é o maior distrito de Petrolina”, disse Humberto.
No sábado, Humberto vai a Santa Maria da Boa Vista, também no Sertão, onde fará a entrega de seis microtratores, um trator agrícola equipado com implementos, um caminhão-pipa para a prefeitura, além de um veículo para o Conselho Tutelar, também fruto de investimentos das suas emendas. “Acredito que os novos equipamentos darão uma contribuição importante para o desenvolvimento do município, pelo qual eu tenho muito carinho. Além disso, vamos anunciar novas ações. Destinamos no ano passado e vamos destinar este ano R$ 200 mil para o custeio da saúde do município”, comemorou o senador.
Por André Luis Aguardado com ansiosidade por 860.421 habitantes residentes em 34 municípios da VI, X e XI GERES sediadas em Arcoverde, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU 192 da III Macrorregião de Saúde foi inaugurado no dia 7 de outubro de 2021. O serviço que […]
Aguardado com ansiosidade por 860.421 habitantes residentes em 34 municípios da VI, X e XI GERES sediadas em Arcoverde, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU 192 da III Macrorregião de Saúde foi inaugurado no dia 7 de outubro de 2021.
O serviço que é gerido pelo consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú – Cimpajeu e a empresa ITGM, tem como objetivo chegar precocemente à vítima após ter ocorrido alguma situação de urgência ou emergência que possa levar a sofrimento, a sequelas ou mesmo à morte.
São urgências situações de natureza clínica, cirúrgica, traumática, obstétrica, pediátrica, psiquiátrica, entre outras.
Mas a rigidez nos protocolos do serviço para a liberação do atendimento tem criado questionamentos da população.
Em Afogados da Ingazeira um ouvinte relatou à reportagem da Rádio Pajeú, que há algumas semanas presenciou um senhor passando mal em uma das ruas do município. Segundo ele, populares tentaram ajudar. O senhor foi socorrido pela Guarda Municipal e por uma enfermeira que passava no local.
Ainda segundo o relato, ele e outro popular procuram a Base do SAMU no município que fica na Rua Dr. Roberto Nogueira, mas foram instruídos a ligarem para o 192.
“Disseram que não poderiam fazer nada sem a autorização da Central de Regulação, em Serra Talhada, com o risco de serem demitidos. Quer dizer que se eles virem uma pessoa passando mal na rua, não podem atender porque precisam esperar a liberação de Serra?” Questionou.
Caso semelhante em Itapetim. Nas redes sociais, uma moradora do município relatou que o pai passou mal e que assim como o caso em Afogados, procurou a Base na cidade.
“Me desesperei, corri e bati na porta do SAMU, o rapaz me explicou que eu teria que fazer uma solicitação ligando para o 192. Foi o que eu fiz”, relatou.
Ela explicou que fez a solicitação, porém nervosa com a situação do genitor que estava passando muito mal e grávida de sete meses, não conseguiu responder a lista de perguntas feitas pela atendente.
Segundo ela, o atendimento foi correto, mas também questionou a rigidez nos protocolos. Detalhe, a casa do pai dela que estava passando mal, fica ao lado da base de atendimento no município.
“Desci a escada de casa com meu pai, sem conseguir andar direito de tanta dor. Ele se tremia todo, com muitos calafrios, a boca ficando roxa, eu e minha mãe pensamos no pior. Estou grávida de 7 meses, fiquei muito nervosa, sai carregando ele pro hospital, passamos na porta do Samu segurando ele”, relatou a moradora em uma rede social”.
“Não seria o caso de pelo menos prestarem os primeiros socorros, medindo a pressão dele? Me tirem essa dúvida por favor. Não precisava tirar a ambulância, já que eu não respondi todas as perguntas da médica, porque estava desesperada para chegar no hospital, mas não seria um ato humano da parte dos atendentes”, questionou.
Nos dois casos, a grande dúvida é se uma pessoa estiver passando mal e correndo risco de morte e uma unidade do SAMU estiver passando no local ou for procurada presencialmente por populares e/ou familiares, precisam aguardar a liberação da Central de Regulação do serviço, ou se por um ato de humanidade resolverem prestar o socorro, serão demitidos?
Quando chamar o Samu: problemas cardiorrespiratórios; intoxicação exógena e envenenamento; queimaduras graves; maus tratos; trabalhos de parto em que haja risco de morte da mãe ou do feto; tentativas de suicídio; crises hipertensivas e dores no peito de aparecimento súbito; acidentes/traumas com vítimas; afogamentos; choque elétrico; acidentes com produtos perigosos; suspeita de Infarto ou AVC; agressão por arma de fogo ou arma branca; soterramento e desabamento; crises convulsivas; transferência inter-hospitalar de doentes graves e outras situações consideradas de urgência ou emergência, com risco de morte, sequela ou sofrimento intenso.
Quando não chamar o Samu: febre prolongada; dores crônicas; vômito e diarreia; levar pacientes para consulta médica ou exames; transporte de óbito; dor de dente; transferência sem regulação médica prévia; trocas de sonda; corte com pouco sangramento, entorses; transportes inter-hospitalares de pacientes de convênio e todas as demais situações onde não se caracterize urgência ou emergência médica.
Com a presença da Secretária Executiva de Assistência Social de Pernambuco Marília Leite, São José do Egito comemorou a entrega de quase 130 mil refeições em menos de 6 meses, em 2024, pela Cozinha Comunitária, para famílias carentes. O evento também contou com a presença do prefeito Evandro Valadares, do vice Eclériston Ramos, da secretária […]
Com a presença da Secretária Executiva de Assistência Social de Pernambuco Marília Leite, São José do Egito comemorou a entrega de quase 130 mil refeições em menos de 6 meses, em 2024, pela Cozinha Comunitária, para famílias carentes.
O evento também contou com a presença do prefeito Evandro Valadares, do vice Eclériston Ramos, da secretária de assistência social de São José do Egito Isabelle Valadares, do prefeito de Brejinho Gilson Bento e de sua esposa Emília Carmem, que também é secretária de assistência social.
Secretários municipais, vereadores, servidores e os beneficiários da Cozinha e Padaria Comunitária também estiveram presentes.
Até meados de 2023, a Prefeitura mantinha integralmente a Cozinha Comunitária, como o serviço virou referência e São José do Egito era uma das poucas cidades que tinha o programa ativo, o Governo do Estado também começou a ajudar na manutenção e ampliação do serviço, inclusive incentivando a abertura de novas cozinhas em outros municípios.
Na solenidade dessa terça (18), Isabelle Valadares confirmou que São José do Egito já assinou um termo de parceria com o Governo do Estado, e em breve voltará a ter o Programa Leite de Pernambuco.
Reveja homilia de Dom Egídio Bisol na histórica celebração desta terça O Bispo Diocesano de Afogados da Ingazeira, Dom Egídio Bisol encerrou esta manhã com um grupo de cerca de fiéis da Diocese a romaria que teve como ponto alto a celebração na Basílica de Aparecida, quando recebeu a imagem peregrina de Nossa senhora Aparecida. […]
Reveja homilia de Dom Egídio Bisol na histórica celebração desta terça
O Bispo Diocesano de Afogados da Ingazeira, Dom Egídio Bisol encerrou esta manhã com um grupo de cerca de fiéis da Diocese a romaria que teve como ponto alto a celebração na Basílica de Aparecida, quando recebeu a imagem peregrina de Nossa senhora Aparecida.
A celebração que fechou a programação aconteceu no Santuário de Frei Galvão, em Guaratinguetá, São Paulo. Ao final, houve a entrega de uma imagem do Santo brasileiro ao Bispo. Em vários momentos, Dom Egídio externou a emoção de ter vivenciado todos esses momentos em São Paulo.
Programa Aparecida Sertaneja – trecho de padre Antonio Maria com”Vai Sacudir Vai Abalar” e participação de padres da Diocese
Na noite de ontem, representantes da caravana ainda estiveram no palco da TV Aparecida, acompanhando o programa Aparecida Sertaneja. Puderam ser vistos os padres Claudivan Siqueira, Josenildo Nunes, Luis Marques Ferreira, Erinaldo Sultério, Orlando Bezerra e Edilberto Brasil.
A imagem chegará a Diocese às 14h, com chegada ao entroncamento da PE 320 em Afogados da Ingazeira. Depois, seguem para Serra Talhada. Haverá acolhida e depois celebração às 16h na frente da Matriz na Praça Sérgio Magalhães, com abertura das Santas Missões Populares. A imagem passaram por todas as Paróquias da Diocese.
Por Magno Martins Que dor profunda senti, ontem, com a confirmação da morte do cantor cearense Belchior, um dos meus ídolos da MPB, parte inesquecível da minha juventude, um pedaço arrancado do meu coração. Eu sou um rapaz latino-americano e como Belchior, que tinha um canto torto, o meu verso é torto, mas tem muito amor, […]
Que dor profunda senti, ontem, com a confirmação da morte do cantor cearense Belchior, um dos meus ídolos da MPB, parte inesquecível da minha juventude, um pedaço arrancado do meu coração. Eu sou um rapaz latino-americano e como Belchior, que tinha um canto torto, o meu verso é torto, mas tem muito amor, o amor que brotava da sua voz inconfundível.
Fiquei engasgado. Belchior se confunde com a minha geração. Sua voz, seu violão, o banquinho, suas canções derramando amor em cada frase, em cada refrão. Até o seu bigode compunha um figurino bonito, dele próprio, com aquela cara de louco, mas que de loucura só tinha o pensamento no infinito amor, o amor que incendiou minha geração, a geração pós-jovem guarda.
Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes veio lá de Sobral, chão abençoado do Nordeste, celeiro de poetas, cantadores, amantes da noite, da lua, que inspira a música e embala seus feitores. Belchior foi criado no mato, ouvindo vários cantos: o canto do aboio, o canto do vaqueiro, o canto dos repentistas e dos emboladores. Acordava ouvindo o canto do galo. Daí, a sua melodia ser uma mistura de tantos cantos, que aos poucos encantou o País e depois o mundo.
Quem melhor definiu suas proezas musicais, seu talento, foi o cantor Guilherme Arantes: “Belchior, que eu não canso de homenagear de todas as maneiras, foi e sempre será o melhor letrista de canções transformadoras que já existiu”. O canto torto cearense, de tantos desencontros na vida, gravou grandes sucessos.
Curti todos em shows, discos DVDs, em todos os canais possíveis. Velha Roupa Colorida, Apenas um Rapaz Latino-Americano e Como Nossos Pais, esta eternizada na voz de Elis Regina. Meu ídolo foi um dos primeiros cantores de MPB do Nordeste a conseguir destaque nacional, ainda nos anos 1970.
Cantava fazendo poesia. Estava mais angustiado que um goleiro na hora do gol, diz uma das suas melodias. Quando você entrou em mim como um Sol no quintal, embalou em outra canção. Outra bela poesia em forma musical, um de seus maiores sucessos: “As velas do Mucuripe/ Vão sair para pescar/Vou levar as minhas mágoas/Prás águas fundas do mar/Hoje a noite namorar/Sem ter medo da saudade/Sem vontade de casar”.
Aprendi mais de filosofia escutando Belchior do que com qualquer livro. A música dele permite um aprendizado que não é mensurado em nota. Para mim, Belchior não morreu. Ele só terminou de dizer tudo o que queria.
“Eu quero é que esse canto torto/Feito faca corte a carne de vocês”. Viva Belchior! Dos grandes! Minha dor, como cantou ele, é perceber que, apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos.
Para encerrar, Como nossos pais, umas das melhores dele:
“Não quero lhe falar/Meu grande amor/Das coisas que aprendi/Nos discos/Quero lhe contar como eu vivi/E tudo o que aconteceu comigo/Viver é melhor que sonhar/Eu sei que o amor/É uma coisa boa/Mas também sei/Que qualquer canto/É menor do que a vida/De qualquer pessoa/Por isso cuidado, meu bem/Há perigo na esquina”.
Viva Belchior!
Como é perversa a juventude do meu coração, que só entende o que é cruel, o que é paixão.
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