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Compesa investe R$ 25 milhões em tecnologia para monitorar o abastecimento na RMR e interior

Por André Luis

A Compesa vai investir R$ 25 milhões no monitoramento da distribuição de água em Pernambuco. Trata-se do projeto que prevê a instalação de 3,5 mil dataloggers, que são dispositivos eletrônicos que monitoram em tempo real o abastecimento. 

A iniciativa foca em melhorar a confiabilidade do calendário de abastecimento das áreas. O projeto contempla municípios da Região Metropolitana do Recife e interior do estado, com investimentos pelos próximos cinco anos. Será o maior aporte já feito pela Companhia para monitorar o fornecimento de água para os pernambucanos. 

A instalação dos equipamentos já começou. Somente no Grande Recife foram implantados 800 dataloggers na rede de distribuição de água. No interior, a instalação segue nos municípios de Caruaru, Petrolina, Salgueiro, Gravatá, Carpina, São Bento do Una e Ouricuri. A implantação é objeto de dois contratos da Compesa no formato desempenho, modalidade cuja empresa contratada recebe pela entrega dos dados.

Na Região Metropolitana, foram contempladas 800 áreas de abastecimento em todos os municípios da região. Mais de 80% dos 1 mil equipamentos previstos já foram instalados. A implantação começou em fevereiro do ano passado e tem previsão de conclusão no fim deste ano. No interior, a instalação dos dataloggers começou pelo município de Caruaru, em fevereiro, e até agora foram instalados 250 aparelhos de monitoramento em sete municípios da região. No total, serão 2,5 mil pontos de monitoramento instalados no interior até dezembro de 2024.

Os dataloggers são dispositivos capazes de informar, remotamente, situações de baixa pressão nas redes, tempo de abastecimento e subsidiar a localização de vazamentos ocultos. O gerente de Automação da Compesa, Antônio Lucena, destaca a importância desse monitoramento para a tomada de decisão. 

“A instalação dos equipamentos em pontos estratégicos das redes permite o acompanhamento do trajeto da água, desde a produção até a chegada nas torneiras. Além do controle em tempo real, a tecnologia permite a integração dos dispositivos com os demais sistemas operacionais da Compesa. Dessa forma, conseguimos antecipar situações que podem comprometer o abastecimento de uma determinada área, antes que cheguem ao cliente”, pontua.

De acordo com o gerente, a ideia do projeto é que pelo menos um datalogger seja instalado por área de abastecimento, fornecendo subsídios para diagnósticos e elaboração de projetos para melhorar o abastecimento, garantindo que a água chegue sempre de forma adequada à população. 

“São dois grandes contratos que estão ajudando a ampliar de forma significativa a cobertura da Companhia, pois os setores responsáveis já estão utilizando esses dados de forma objetiva, resolvendo situações de forma mais eficiente e efetiva”, afirma Lucena.

Confiança no abastecimento

Um dos benefícios para a população com a implantação dos dataloggers é o monitoramento em tempo real das redes é o cumprimento do calendário de abastecimento das áreas. Para se ter uma ideia, na zona norte do Recife foram instalados 70 dataloggers em localidades como o Córrego do Jenipapo, Alto Santa Isabel, Nova Descoberta e Alto José Bonifácio, e o benefício para essas áreas está sendo percebido pelos moradores.

Uma recifense que já conta com a água em casa no dia certo do abastecimento é Elinete Marques, moradora da Rua Teolândia, em Nova Descoberta. “Não dá pra reclamar da água agora. Ela está vindo boa e forte, a cada dois dias, desde que fizeram as mudanças aqui na área. Antes a gente nem considerava que tinha água, de tanto problema que tinha, mas agora está uma beleza”, comemorou Elinete, que mora há 30 anos no local e convivia com situações de descumprimento do calendário antes da implantação dos dispositivos na comunidade.

Central de monitoramento

As informações geradas pelos dataloggers implantados nas redes de distribuição de água são utilizadas por toda a operação da Compesa, especialmente as unidades de controle das gerências e o Centro de Operação Integrado (COI), que funciona 24 horas por dia, na sede da Companhia. São 18 controladores dedicados ao monitoramento do caminho da água até a chegada nas torneiras. Os indicadores apresentados pelos dataloggers são consolidados no Portal Cooperação, um ecossistema inovador de soluções para a operação da Companhia baseado na indústria 4.0, que permite a integração dos dispositivos com os demais sistemas operacionais da Compesa.

Outras Notícias

Justiça do Trabalho suspende eleição no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Solidão

O juiz João Batista de Oliveira Júnior, da Vara do Trabalho de Serra Talhada, deferiu pedido de tutela de urgência para suspender o processo eleitoral promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Solidão por visualizar condutas irregulares do presidente e de outros integrantes da entidade. A decisão foi tomada após denúncia da Chapa 2, liderada […]

O juiz João Batista de Oliveira Júnior, da Vara do Trabalho de Serra Talhada, deferiu pedido de tutela de urgência para suspender o processo eleitoral promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Solidão por visualizar condutas irregulares do presidente e de outros integrantes da entidade.

A decisão foi tomada após denúncia da Chapa 2, liderada pelo candidato Damião Porfírio da Silva. Afirma a chapa 2, em síntese, que alguns agricultores foram impedidos pelo Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Solidão de pagarem seus débitos sindicais, a fim de, diante da inadimplência, inabilitá-los para exercer o direito de voto nas eleições destinadas à escolha da nova diretoria do sindicato (2022/2026), marcada para o dia 10/03/2022. Diz ainda que a presidência do Sindicato lhe negou acesso aos documentos, aos livros de atas de reuniões e à lista de associados quites com as obrigações financeiras para com o sindicato.

O juiz consignou na decisão que “Analisando os argumentos expendidos pelos autores e a documentação acostada aos autos, especialmente o documento de ID. 9e836c2 (f. 68), 1660a57 (f. 69/73), verifico que há indícios de violação das regras estatutárias, com o comprometimento do procedimento eleitoral, especialmente pela inobservância das previsões estatutárias bem como pela possível negativa de quitação de contribuições sindicais com o objetivo de impedir agricultores de participarem de pleito eleitoral.”

“Ante o exposto e considerando o mais que dos autos consta, antecipo em parte a tutela de mérito para determinar o que se segue: que a comissão eleitoral suspenda os efeitos da eleição marcada para o dia 10/03/2022 até o julgamento do mérito da presente ação, sob pena de nulidade do procedimento eleitoral”. Clique aqui e veja a decisão.

SerTão Mais Criativo promoveu debates, palestras e rodadas de negócios em Exu

Evento, que aconteceu em Exu entre os dias 02 e 05, fomentou a economia criativa na região Mais um dia super produtivo com o Sertão Mais Criativo, que aconteceu na cidade de Exu-PE, entre os dias 02 e 05 de agosto. O evento, realizado pela Unidade do Sebrae no Sertão Central, Moxotó, Pajeú e Itaparica […]

Evento, que aconteceu em Exu entre os dias 02 e 05, fomentou a economia criativa na região

Mais um dia super produtivo com o Sertão Mais Criativo, que aconteceu na cidade de Exu-PE, entre os dias 02 e 05 de agosto. O evento, realizado pela Unidade do Sebrae no Sertão Central, Moxotó, Pajeú e Itaparica e AD Diper, com apoio da Prefeitura Municipal de Exu-PE, teve como objetivo fomentar a economia criativa da região.

A abertura oficial aconteceu na quinta à noite com várias apresentações artísticas, além da presença do Som na Rural, que atraiu a atenção do público de várias idades, além das  apresentações da companhias de teatro Traquejo e Ochi. Durante a solenidade de abertura, Pedro Lira, Gerente da Unidade do Sebrae no Sertão Central, Moxotó, Pajeú e Itaparica, falou sobre a importância do evento para o desenvolvimento da região. “Diante de uma crise, onde os números de desemprego só aumentam, a economia criativa vem como protagonista para mudar esse cenário”, afirmou.

Já na sexta-feira (03), aconteceu um ciclo de palestras e rodadas de negócios no auditório do Sebrae, sobre Direitos Autorais e Economia Criativa, Economia Criativa e Fontes de Financiamento. Márcia Xavier, representante da União Brasileira de Compositores – UBC, proferiu palestra sobre Direitos Autorais e Economia Criativa, destacando a importância de registrar suas produções e fazer parte da UBC.

“Quando o artista tem a preocupação de fazer o registro de sua produção e ter o apoio da UBC, sempre que o material dele for utilizado em qualquer produto, nós temos esse controle e fazemos as cobranças necessárias. O processo de criação é prazeroso, mas é preciso fazer dele um negócio. Entender seus valores e cobrar por eles”, explica Márcia.

Ainda durante toda a sexta-feira, os participantes tiveram a oportunidade de obter informações valiosas, como: Economia criativa, com André Lira e Lima Filho; Fontes de financiamento, Leonardo Salazar e uma rodada de negócios com Márcia Xavier, Paulo de Castro, Roger de Renor, Paulo André e Taciana Portela.

No sábado, durante a tradicional feira livre, que acontece na praça de eventos, aconteceram várias intervenções artísticas e culturais, bem como a palestra Viagem em torno do palco – O artista empreendedor, com Jessiê Quirino. O seminário terminou com a missa da saudade no Parque Aza Branca em homenagem ao aniversário de morte de Luiz Gonzaga.

Ana Paula Santos, analista do Sebrae e gestora do projeto, se surpreendeu com a aceitação do público e com o número de artistas participantes. “Nós nos surpreendemos com o público que conquistamos para este evento. Famílias inteiras prestigiaram nossa abertura, e dezenas de pessoas se interessaram em participar das nossas palestras, consumindo cultura. É muito gratificante chegar ao final de cinco dias de programação e perceber que tínhamos público todos os dias, e um público agradecido por estarmos aqui, fazendo a diferença”, conta.

Ainda segundo Ana, a preparação agora será voltada para o seminário em Serra Talhada. “Agora em Setembro teremos o Sertão Mais Criativo de Serra Talhada, que vamos focar no audiovisual e fotografia. As expectativas são as melhores possíveis e promete ser um grande evento”, finaliza.

 

São José do Egito: prefeitura entrega Academia da Saúde

O prefeito Romério Guimarães entregou a terceira Academia da Saúde, segundo nota ao blog. A Academia da Saúde  Manuel Bezerra Filho na Vila da Cohab foi construída para oferecer atividades  aos moradores do Alto Egipciense. O Alto Egipciense agrega Bairro Antônio Marinho, Vila da Cohab, Lagoa Primeira, Bairro São João, Vila da Caixa, Conjunto Habitacional e Conjunto Santa […]

4O prefeito Romério Guimarães entregou a terceira Academia da Saúde, segundo nota ao blog. A Academia da Saúde  Manuel Bezerra Filho na Vila da Cohab foi construída para oferecer atividades  aos moradores do Alto Egipciense.

O Alto Egipciense agrega Bairro Antônio Marinho, Vila da Cohab, Lagoa Primeira, Bairro São João, Vila da Caixa, Conjunto Habitacional e Conjunto Santa Clara.

“Em seu governo o prefeito Romério Guimarães concluiu a obra da Academia da Saúde do Distrito de Riacho do Meio e construiu a Academia Livre Rogério Guimarães em frente ao Estádio Municipal Francisco Pereira e a Academia da Saúde da Vila da Cohab”, concluí a nota.

Políticos se emocionam no adeus à Antônio Mariano

Gestos que marcam e ficam eternizados na memória. São essas lembranças que estão sendo resgatadas nesta despedida de Antônio Mariano, um homem que deixa uma história política de amor, amizades, dedicação e muito trabalho pelo povo de Afogados da Ingazeira, Sertão do Pajeú. Muitos políticos da região, o prefeito José Patriota, o filho do ex-governador […]

Gestos que marcam e ficam eternizados na memória. São essas lembranças que estão sendo resgatadas nesta despedida de Antônio Mariano, um homem que deixa uma história política de amor, amizades, dedicação e muito trabalho pelo povo de Afogados da Ingazeira, Sertão do Pajeú.

Muitos políticos da região, o prefeito José Patriota, o filho do ex-governador Eduardo Campos, João Campos, familiares e amigos expressam o sentimento ao ex-politico, numa despedida emocionante.

Antes de partir em cortejo para o Cemitério Parque da Saudade, autoridades e lideranças fizeram questão de dar seus depoimentos e dizer o quanto Antônio era querido.

“Cada um aqui tem uma história para contar de Antônio. Ele foi político na dureza, na época em que não havia bolsa família, que não tinha aposentadoria, onde a fome, a miséria, a pobreza e a sede batiam na porta do Sertanejo. Ele vinha de uma família humilde lá do sítio São João e foi um guerreiro que deu a mão não só a sua família. Ele foi um líder da família e do povo de Afogados da Ingazeira”, falou emocionado o prefeito.

João Campos ressaltou a amizade de Antônio Mariano com o seu pai Eduardo Campos e disse que assim como há quatros anos, hoje ninguém estava preparado para perder essa liderança política do Sertão. “Há quatro anos eu passava por essa mesma situação. Eu vi durante uma batalha pelo Brasil meu pai nos deixar e deixar a todos os pernambucanos e brasileiros, e partindo para outra missão. É difícil chegar aqui hoje e ver isso se repetir. A gente pensa que o buraco que se abre à nossa frente é maior do que qualquer salto que a gente possa dar. A gente acha que não vai ter força. Que a estrada se acabou. Mas a gente tem que ter fé em Deus e fazer o que seu Antônio Mariano faria se estivesse aqui. Vamos transformar toda essa dor em luta”, falou João Campos.

Da assessoria

‘Chicó existiu e morou em Taperoá’, na PB, conta primo de Ariano

Do G1 ‘Chicó’ existiu e morou em Taperoá, no Cariri paraibano. O relato sobre o personagem icônico de Ariano Suassuna em O Auto da Compadecida é de Manoel Dantas Vilar, 77 anos, primo do escritor que morreu na quarta-feira (23). ‘Seu Manoelito’ explicou que, à semelhança do personagem, famoso por contar histórias fantásticas que oscilavam entre o […]

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Manoel Dantas é primo de Ariano Suassuna (Foto: Taiguara Rangel/G1)

Do G1

‘Chicó’ existiu e morou em Taperoá, no Cariri paraibano. O relato sobre o personagem icônico de Ariano Suassuna em O Auto da Compadecida é de Manoel Dantas Vilar, 77 anos, primo do escritor que morreu na quarta-feira (23).

‘Seu Manoelito’ explicou que, à semelhança do personagem, famoso por contar histórias fantásticas que oscilavam entre o real e o imaginário, o falecido Chicó original era conhecido na cidade pelo mesmo apelido e costume de imaginar e relatar causos heróicos.

Ao contrário do mentiroso e vadio que na obra de Ariano se satisfazia com o mero prazer de protagonizar suas histórias fictícias, Manoel Dantas explicou que ‘João Grilo’ foi uma adaptação literária do personagem que permeava a cultura popular de cordel, originalmente concebido em contos medievais, adaptados às narrativas que ambientavam o matuto na seca nordestina.

“João Grilo é um personagem clássico da literatura, que sobrevivia graças à sua astúcia, de onde Ariano se inspirou para recriar os atos de seu próprio João Grilo no Auto da Compadecida”, diz o primo do escritor.

Também protagonista da obra mais conhecida do literato paraibano, Chicó era “um doido que morava na cidade”, segundo Manoel Dantas. “Até o nome era igual. Tinha dois doidos emTaperoá, na época, eram ‘Ventania’ e ‘Chicó’. Dos personagens de Ariano, Chicó realmente existiu. No Auto da Compadecida, tem muita conversa lá na boca do Chicó [personagem] que eram ‘verdades’ contadas pelo Chicó de Taperoá”, confirmou Seu Manoelito.

“Chicó existia e morava em Taperoá. Morava lá para o lado do [sítio] Chã da Mata, no fim da ‘rua grande’. Ariano teve contato com ele por algum tempo. Ariano ainda viveu em Taperoá até 1942, depois foi para Pernambuco”, disse.

Sobre a convivência com o primo escritor, dramaturgo e poeta, o engenheiro e fazendeiro Manoel Dantas conta que mesmo a diferença de uma década de idade não afastou o convívio de ambos. “Aquela casa ali embaixo é dele”, disse Manoel, apontando para uma das construções existentes na fazenda Carnaúba dos Dantas, zona rural de Taperoá.

“Ele passava aqui sistematicamente nos meses de julho, janeiro e fevereiro. Depois os filhos cresceram e ele veio menos. Ariano comprou também um sítio aqui perto e batizou de ‘Malhada do Gato’. Isso porque o pai dele possuía antigamente uma terra que se chamava ‘Malhada da Onça’, mas ele disse que a terra dele era tão pequena que não caberia uma onça, só um gato”, afirmou.

Tem muita conversá lá na boca do Chicó [personagem] que eram ‘verdades’ contadas pelo Chicó de Taperoá”.