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Coluna do Domingão

Por Nill Júnior

Hugo Motta é o ovo da serpente

O cartão de visitas do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), mostra que o Centrão, o Bolsonarismo e a turma do ex-presidente Arthur Lira vão deitar e rolar.

O atual mandatário da Câmara afirmou que os atos de vandalismo contra as sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, não configuraram uma tentativa de golpe de Estado.

Em entrevista à rádio Arapuan, de João Pessoa (PB), ele reconheceu a gravidade da depredação, mas disse que os atos foram “uma agressão às instituições” promovida por “vândalos e baderneiros”, sem coordenação política suficiente para caracterizar um golpe.

A declaração ocorre em meio à pressão de parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que a Câmara avance na proposta de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

E vem mais: projeto de lei de autoria do deputado federal Bibo Nunes (PL-RS) que propõe reduzir o período de inelegibilidade de políticos condenados, de oito para dois anos, é motivo de articulação de parlamentares bolsonaristas no Congresso Nacional. A proposta é vista por aliados do ex-presidente como uma forma de trazer o nome de Jair Bolsonaro (PL) de volta às urnas, após ele ser condenado duas vezes pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ficar de fora de disputas por cargos públicos até 2030. Com Motta na presidência,  o caminho para aprovação pode ser facilitado.

Para complicar, o momento do governo Lula não é bom. Uma queda maior de popularidade pode desencadear o mesmo movimento golpista que tirou Dilma do poder. E Motta tem a chave do processo no bolso, já que cabe a ele aceitar ou não pedidos de impeachment, assim como Eduardo Cunha, ao se vingar de Dilma por não ter sua barganha atendida. É óbvio que não houve crime de responsabilidade. Aquilo foi golpe. Isso não tem relação com governo bom ou ruim. Remédio para governo ruim não é quebrar a regra do jogo. Remédio para governo ruim é voto. O impeachment de Dilma nos deu Temer e pariu Bolsonaro.

O ambiente de instabilidade, jogo baixo e extorsão do Centrão, o momento do governo Lula, a gestão Trump, a possibilidade de anistia aos criminosos do 8 de janeiro,  o salvo conduto de Bolsonaro saindo do forno. Todo esse ambiente tendo um paraibano com raízes em Patos como porteiro do caos. Hugo Motta já disse a que veio…

Luz, câmera…

Chegaram essa semana as novas cadeiras e a tela do Cine São José, fruto de recursos da Lei Paulo Gustavo. O espaço recebeu R$ 300 mil para a troca de cadeiras e tela, modernizando a sala e garantindo sua continuidade como um importante centro cultural da região. A reabertura deve ocorrer na primeira quinzena de março. Além do projeto,  a gestão Sandrinho Palmeira assina convênio para apoio na manutenção do patrimônio cultural da região.

Contragolpe

O prefeito João Campos, que é tido como referência pela popularidade nas redes, enfrentou dias difíceis por conta das chuvas na capital. A morte de mãe e filha, em uma comunidade que clamava por ações de contenção de barreiras e não foi atendida, gerou uma saraivada de críticas.

Sem chance

Pelo tom, Danilo Simões não descartou totalmente a possibilidade de ser convidado para uma coalizão com a Frente Popular em 2028, o que poderia criar uma eleição chapa única. Mas diz que o entorno de Sandrinho, que para ele carcomeu os princípios do bloco, não o aceitaria.

Qual a pior herança?

Da série heranças malditas, as queixas de Pollyanna Abreu em relação a Ângelo Ferreira,  de Fabinho Lisandro sobre Marcones Sá,  de Zeca Cavalcanti em relação a Wellington Maciel, de Fredson Brito para Evandro Valadares e de Flávio Marques para Nicinha Melo.

Ângelo,  Ângelo,  Ângelo…

No caso da prefeita de Sertânia,  não são poucos os que dizem que ela deve virar a chave e parar de invocar o ex-prefeito Ângelo Ferreira nas críticas sobre a herança administrativa. Ângelo como liderança individual é insuperável na história recente.  Pollyana precisa tirá-lo da lembrança, para não repetir Guga Lins.

A formação e o “concerto”

Em Santa Cruz da Baixa Verde,  o vereador Nildo de Elixa, do Podemos, acusou a gestão do Dr. Ismael de gastar R$ 470 mil em uma formação de dois dias. A Secretaria de Educação rebateu e afirmou que o valor é equivalente à formação continuada em todo o ano e que o valor global não deve ser aplicado em 100%. Só pisou na bola ao dizer que ônibus sucateados da gestão anterior estão em “concerto”, assim, com “c”.

Afinados

O prefeito João Campos teve uma conversa que avaliou como “muito boa” com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. “O nosso encontro é sempre uma ótima oportunidade pra discutir projetos em comum e parcerias estratégicas para o povo do Recife”.  Detalhe: Silvinho não esconde o desejo de ser candidato ao Senado pela Frente Popular em 2026.

Nada mudou

“O PV deverá se manter na federação com o PT e PCdoB”. A garantia é do deputado federal Clodoaldo Magalhães, vice-presidente nacional da legenda, falando ao Blog do Elielson. “Não existe isso. Todo o pensamento do comando do PV é se manter na federação PT e PCdoB. O nosso entendimento é que deu muito certo e que não precisa ser mudado”, disse.

Na hora de unir, divisão 

A violência continua assustando Serra Talhada.  Crimes contra o patrimônio,  o caso da idosa Alzira Oliveira, assassinada brutalmente, e a morte do empresário Carlos Roberto, morto com características de execução, levanta a necessidade de respostas mais efetivas da Polícia Civil. Mas PM, gestão Márcia, mandatos de Luciano e Waldemar, cada um pode e deve fazer sua parte. Problema é que o enfrentamento exige unidade e a divisão política não deixa.

Comemorando

O prefeito de Arcoverde,  Zeca Cavalcanti (Podemos) está em lua de mel com a opinião pública. A aprovação de 86% indica que até quem votou em Madalena Britto está aprovando a gestão. O desafio sempre é manter o ambiente de céu de brigadeiro. Zeca diz ter a chave para não descer a ladeira. Quinta, fala ao LW Cast,  na retomada da segunda temporada, 7 da noite.

Frase da semana:

“Se você vai num mercado e desconfia que tal produto está caro, você não compra”.

Do presidente Lula,  indicando que o povo deve ajudar no controle dos preços.  A frase dividiu opiniões.

Outras Notícias

Moraes determina que minuta do golpe seja mantida como prova da trama golpista

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a chamada minuta do golpe permaneça sob custódia da Polícia Federal (PF). A decisão, proferida nessa sexta-feira (30), considera o documento uma prova relevante no processo sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O material foi encontrado na […]

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a chamada minuta do golpe permaneça sob custódia da Polícia Federal (PF). A decisão, proferida nessa sexta-feira (30), considera o documento uma prova relevante no processo sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

O material foi encontrado na residência do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, durante uma operação realizada em janeiro de 2023. O documento previa a decretação de estado de defesa na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), medida que poderia ser utilizada para interferir no resultado da eleição presidencial vencida por Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao analisar o destino dos objetos apreendidos durante as investigações, Moraes rejeitou a devolução da minuta e estabeleceu que materiais relevantes para o processo penal devem continuar preservados.

Na decisão, o ministro afirmou que o documento “constituiu elemento de prova relevante para a persecução penal”, justificando sua permanência nas dependências da Polícia Federal.

A defesa de Anderson Torres sustenta que a minuta não foi utilizada para planejar um golpe de Estado. O ex-ministro afirmou anteriormente que o documento chegou ao seu gabinete sem solicitação e foi levado para casa entre outros papéis destinados ao descarte. Os advogados negam que ele tenha discutido o conteúdo com Jair Bolsonaro ou comandantes militares.

Torres foi condenado pela Primeira Turma do STF a 24 anos de prisão por participação na trama golpista. Sua defesa apresentou um pedido de revisão criminal para tentar anular a condenação.

Além da preservação da minuta, Moraes determinou que passaportes apreendidos durante as investigações continuem retidos, por serem considerados relevantes para os processos.

O ministro também ordenou a destruição de armas, munições e carregadores recolhidos com Anderson Torres e com os ex-coronéis da Polícia Militar do Distrito Federal Fábio Augusto Vieira e Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra.

Entre os armamentos estão pistolas e um revólver, além de mais de 200 munições de diferentes calibres. A Polícia Federal recebeu prazo de 48 horas para encaminhar o material à destruição e comprovar o cumprimento da determinação judicial.

A medida acompanha o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se manifestou favoravelmente à destruição dos armamentos.

Os dois ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal foram condenados a 16 anos de prisão por omissão diante dos ataques às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023.

Com a decisão, os documentos considerados provas continuarão preservados, enquanto os objetos cuja destruição foi autorizada deverão receber a destinação determinada pelo Supremo.

Fonte: CNN Brasil
Foto: Evaristo Sá/AFP

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Mais de 100 países reconhecem reeleição de Lula; Argentina e EUA não fizeram anúncio oficial

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reconhecida por 107 países e 11 organizações internacionais e blocos regionais. Os dados foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enquanto Argentina e Estados Unidos não haviam feito manifestações oficiais de reconhecimento até essa sexta-feira (30). O levantamento consta no Painel de Acompanhamento de […]

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reconhecida por 107 países e 11 organizações internacionais e blocos regionais. Os dados foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enquanto Argentina e Estados Unidos não haviam feito manifestações oficiais de reconhecimento até essa sexta-feira (30).

O levantamento consta no Painel de Acompanhamento de Manifestações Internacionais sobre os Resultados Eleitorais, ferramenta desenvolvida pelo TSE para registrar declarações de chefes de Estado, comunicados diplomáticos e manifestações de organismos internacionais sobre as eleições brasileiras.

Entre os países que parabenizaram Lula estão Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Coreia do Sul, China, Rússia, Índia, África do Sul e Arábia Saudita. Também houve manifestações de organizações como a ONU, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a União Europeia.

Na América do Sul, a Argentina foi o único país que não havia se manifestado oficialmente. Segundo o jornal argentino Clarín, o governo do presidente Javier Milei decidiu não divulgar uma mensagem de congratulação pela vitória de Lula.

A decisão foi confirmada pelo porta-voz do governo argentino, Adrián Ravier, que informou que o resultado eleitoral brasileiro havia sido registrado pelas autoridades do país, mas que não seria emitido um comunicado oficial.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump também evitou reconhecer publicamente a vitória do brasileiro. Questionado por jornalistas nessa quinta-feira (29), ele afirmou que pretende conversar com Lula, mas voltou a criticar a condução do processo eleitoral.

Trump classificou a eleição brasileira como uma “vergonha” e já havia levantado suspeitas de fraude na apuração, sem apresentar provas. O republicano também evitou responder diretamente quem considerava o vencedor legítimo da disputa presidencial.

É importante destacar que as acusações de fraude nas eleições presidenciais de 2026 não foram acompanhadas de qualquer prova. O resultado foi oficialmente proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.

A ausência de manifestações oficiais da Argentina e dos Estados Unidos não altera a validade do resultado eleitoral brasileiro, cuja apuração e proclamação são de competência da Justiça Eleitoral.

Segundo o TSE, Lula foi reeleito com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 59.826.041 votos, correspondentes a 48,21%.

O painel do tribunal também registra manifestações de apoio ao processo democrático brasileiro. Entre os organismos internacionais estão a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O levantamento divulgado pelo TSE considera as manifestações registradas até quinta-feira (29), número que permaneceu como referência nas reportagens publicadas nessa sexta-feira (30).

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Carlos Santiago/NurPhoto/AFP

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Governo busca partidos do Centrão para negociar espaço no quarto mandato de Lula

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou articulações para negociar a participação de partidos do Centrão em seu quarto mandato. Segundo reportagem de O Globo, a intenção é ampliar a base de apoio no Congresso Nacional, condicionando a ocupação de ministérios ao compromisso das legendas com as propostas do Executivo. De […]

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou articulações para negociar a participação de partidos do Centrão em seu quarto mandato. Segundo reportagem de O Globo, a intenção é ampliar a base de apoio no Congresso Nacional, condicionando a ocupação de ministérios ao compromisso das legendas com as propostas do Executivo.

De acordo com a publicação, interlocutores do Palácio do Planalto foram encarregados de procurar dirigentes partidários para discutir a composição do próximo governo. A orientação é exigir uma postura de maior fidelidade nas votações, evitando que partidos com representantes na Esplanada dos Ministérios atuem contra projetos considerados prioritários pela gestão.

A estratégia surge após divergências registradas durante o terceiro mandato de Lula. Partidos que receberam ministérios mantiveram posições independentes em diferentes votações no Congresso e, durante o segundo turno das eleições presidenciais, algumas dessas legendas apoiaram Flávio Bolsonaro (PL), adversário derrotado pelo petista.

Segundo aliados ouvidos pelo jornal, a intenção é estabelecer um compromisso de apoio às propostas governistas como condição para a distribuição de cargos no primeiro escalão. A discussão foi apresentada por dirigentes petistas durante reunião da executiva nacional do partido nessa quinta-feira (29).

Entre as legendas procuradas para as próximas conversas estão PSD, Republicanos, MDB, Podemos e Progressistas. O governo também considera abrir diálogo com PSDB, Avante e União Brasil.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou ao jornal que as negociações serão conduzidas diretamente com as direções partidárias, e não apenas com grupos internos das legendas.

“Os partidos que queiram estar conosco têm que ter lealdade a esse projeto liderado pelo presidente Lula”, declarou.

Edinho foi escolhido para conduzir as primeiras conversas, previstas para começar após o feriado de Finados, na segunda-feira (2). O próprio presidente Lula também deverá participar das articulações para definir a composição ministerial do próximo mandato.

O governo reconhece, entretanto, a dificuldade de obter apoio integral de partidos que reúnem parlamentares com diferentes posições políticas. A negociação deverá considerar tanto a disposição das direções partidárias quanto o comportamento de suas bancadas no Congresso.

Outro ponto da articulação envolve os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O Planalto pretende utilizar o diálogo com os dois parlamentares para construir apoio às propostas do próximo governo.

Lideranças petistas também discutem a possibilidade de abrir espaço, em ministérios sediados no próprio Palácio do Planalto, para representantes de partidos aliados. Atualmente, essas pastas são ocupadas por integrantes do PT e do PSOL.

As conversas ainda estão em fase inicial, e não há definição sobre quais legendas ocuparão ministérios ou quantos cargos serão oferecidos. Segundo informações divulgadas pela imprensa, aliados de Lula trabalham com a expectativa de concluir a formação da nova equipe até dezembro.

Fonte: O Globo e Folha de S.Paulo
Foto: Reprodução

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Papa Leão XIV torna-se primeiro pontífice a votar em eleições nos Estados Unidos

O papa Leão XIV tornou-se o primeiro pontífice a votar em uma eleição nos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo Vaticano nessa sexta-feira (30), após o religioso enviar seu voto pelo correio para as eleições legislativas norte-americanas, marcadas para 3 de novembro. Nascido em Chicago, no estado de Illinois, Leão XIV tem 71 anos […]

O papa Leão XIV tornou-se o primeiro pontífice a votar em uma eleição nos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo Vaticano nessa sexta-feira (30), após o religioso enviar seu voto pelo correio para as eleições legislativas norte-americanas, marcadas para 3 de novembro.

Nascido em Chicago, no estado de Illinois, Leão XIV tem 71 anos e é o primeiro papa de origem norte-americana. Ele participou da votação utilizando seu nome de nascimento, Robert Francis Prevost, conforme informações dos registros eleitorais locais.

Em comunicado, a assessoria de imprensa do Vaticano informou que o pontífice mantém uma prática de participação cívica anterior à sua eleição como líder da Igreja Católica, em maio de 2025. O papa também exerceu o direito ao voto durante o período em que viveu no Peru.

“O Santo Padre expressa sua crença no direito e dever dos cidadãos de participar dos processos democráticos”, declarou o Vaticano.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa norte-americana, Leão XIV solicitou sua cédula eleitoral em 3 de outubro. O voto foi enviado pelo correio para Chicago, mas o Vaticano não revelou quais candidatos receberam o apoio do pontífice.

As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos vão renovar toda a Câmara dos Representantes e parte do Senado, além de definir governos estaduais e outros cargos públicos. O pleito ocorre em meio a disputas políticas envolvendo o governo do presidente Donald Trump e o controle do Congresso.

Desde que assumiu o pontificado, Leão XIV tem se manifestado sobre questões internacionais e adotado posições diferentes das defendidas pela administração Trump, especialmente em relação à política migratória e aos conflitos no Oriente Médio.

O presidente norte-americano também fez críticas públicas ao pontífice. Em ocasiões anteriores, Trump o classificou como fraco no combate ao crime e questionou suas posições sobre a guerra envolvendo o Irã.

Leão XIV, por sua vez, defendeu uma reflexão sobre o tratamento dispensado aos migrantes nos Estados Unidos e criticou ameaças de ataques contra populações civis.

Eleito papa em maio de 2025, Leão XIV lidera a Igreja Católica, que reúne aproximadamente 1,4 bilhão de fiéis em todo o mundo. Sua participação na eleição norte-americana ocorre na condição de cidadão dos Estados Unidos, sem manifestação pública de preferência por qualquer candidato.

Fonte: Agência Brasil/Reuters
Foto: Reprodução

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Flávio diz que decidiu deixar o Brasil após conversa com a mulher e relata alerta de Jair Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que decidiu deixar o Brasil após conversar com a esposa, Fernanda, e receber um alerta do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O relato foi apresentado nessa sexta-feira (30), durante uma transmissão ao vivo feita dos Estados Unidos. Segundo Flávio, a decisão foi tomada em conjunto com a mulher e […]

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que decidiu deixar o Brasil após conversar com a esposa, Fernanda, e receber um alerta do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O relato foi apresentado nessa sexta-feira (30), durante uma transmissão ao vivo feita dos Estados Unidos.

Segundo Flávio, a decisão foi tomada em conjunto com a mulher e mantida em segredo para evitar que o plano fosse descoberto. Ele pediu aos apoiadores que não responsabilizassem integrantes de sua campanha ou aliados políticos pela saída do país.

O senador contou que começou a considerar a viagem após visitar Jair Bolsonaro, na segunda-feira (26), um dia depois da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial.

Durante a visita, Flávio foi informado de que agentes da Polícia Federal aguardavam para comunicar uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o proibia de deixar o território nacional e estabelecia restrições aos seus documentos de viagem.

De acordo com o parlamentar, o ex-presidente pediu aos policiais que se afastassem para uma conversa reservada. Foi nesse momento que Jair Bolsonaro teria demonstrado preocupação com a situação do filho.

“Já sabe onde é que eles querem chegar com isso, né?”, teria perguntado o ex-presidente, conforme o relato de Flávio.

O senador afirmou que voltou para casa e conversou com Fernanda, quando os dois decidiram que ele deixaria o Brasil. Flávio não afirmou que o pai tivesse conhecimento prévio do plano.

A ordem de Moraes foi determinada no âmbito de uma investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e possíveis vínculos financeiros entre Flávio e o advogado Willer Tomaz. O senador nega irregularidades.

Em nota divulgada na quarta-feira (28), a Polícia Federal informou que os passaportes brasileiros de Flávio foram cancelados e que ele não cumpriu a determinação de entregar eventuais documentos de viagem de outras nacionalidades. A corporação investiga as circunstâncias da saída do parlamentar e esclareceu que as restrições, isoladamente, não autorizam sua prisão.

Na transmissão, Flávio alegou que poderia ser alvo de novas medidas judiciais e utilizado como instrumento de pressão em negociações envolvendo o pai. Sem apresentar elementos que comprovassem essa acusação acusou integrantes do Judiciário de perseguição política,

O senador voltou a questionar a eleição presidencial e levantou suspeitas de fraude, novamente sem apresentar provas.

É importante destacar que as acusações de fraude nas eleições presidenciais de 2026 não foram acompanhadas de qualquer prova. O resultado foi oficialmente proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.

Flávio também declarou que pretende continuar participando das articulações políticas brasileiras a partir dos Estados Unidos. Disse estar disposto a disputar novamente a Presidência da República, inclusive antes de 2030, e anunciou apoio ao senador Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução/Instagram

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