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Coluna do Domingão

Por Nill Júnior
Prefeitos eleitos no Pajeú em 2016

Há um ano e meio, o que já se sabe sobre as eleições de 2020 no Pajeú

No Sertão do Pajeú, em muitas cidades já há um esboço de como será o processo eleitoral e quais os pontos que faltam ser fechados para 2020, há exato um ano e meio das eleições. Em Serra Talhada, só um terremoto político tira Márcia Conrado da condição de candidata governista.

O desafio para Luciano Duque será escolher o vice dentre os cerca de dez pre-candidatos que sobraram e evitar perder alguém para a oposição. Já no grupo de Sebastião Oliveira, Carlos Evandro e Victor Oliveira expõem a dificuldade que o Federal terá de definir um ou outro. Uma disputa interna interessante. Correndo por fora, o grupo da Direita e Marquinhos Dantas, a princípio, sem chance de ameaçar a polarização.

Em Afogados da Ingazeira, de certeza a candidatura de Alessandro Palmeira, indicado por José Patriota, atual prefeito. Totonho Valadares, experiente ex-prefeito com três mandatos, sinaliza que se a pesquisa não for o principal critério de escolha na (ainda existe?) Frente Popular, pode rachar e seguir em via própria.

Ainda não é certo dizer se ano que vem esse critério beneficiará de fato Valadares, pois com Sandrinho colado à imagem de Patriota pode crescer, ou não. A briga é pra saber qual será o nome do PSL, que já não está tão coeso assim, entre Toninho Valadares e sargento Sidney Cruz.

Em quatro cidades, tem prefeito que pode ser incomodado pela sombra do ex. Em Ingazeira, Luciano Torres pode querer voltar a disputar depois de ter apoiado Lino Morais. Em Solidão, Djalma Alves é candidato natural a reeleição, mas Cida Oliveira, que o apoiou, mesmo com problemas no Tribunal de Contas , pode querer voltar. Em Brejinho e Quixaba, Tânia Maria e Tião de Gaudêncio tem direito à reeleição, mas tem que combinar com os Zés, o Vanderlei e o Pretinho.

São José do Egito promete ter de novo eleição acirradíssima com Evandro Valadares x Romério Guimarães round 2. Isso se Zé Marcos não rachar a oposição, o que ajudaria o gestor. Juntos, Romério e Zé Marcos representarão a oposição mais forte a uma gestão na região. Evandro tem um ano e meio para melhorar os índices de popularidade e falar mais grosso na disputa.

O balaio de gato, a indefinição ainda é Tabira, a quarta maior cidade da região. Ninguém sabe quem de fato Sebastião Dias vai apoiar. E Dinca pode mais uma vez ser barrado no Ficha Limpa. Assim, Zé Amaral, Nicinha de Dinca, Nely Sampaio, Marcílio Pires e outros nomes podem tentar a cadeira do Palácio tabirense. Ainda tem a influência de Carlos Veras, hoje Deputado Federal, que vai querer pôr a faca no bolo da sucessão.

Em Tuparetama, tá pintando de novo um Sávio Torres contra Dêva Pessoa, mas ainda tem nomes como Joel, Danilo e Diógenes influenciando o debate. Em Iguaracy, Zeinha é candidato a reeleição e o grupo de Francisco Dessoles discute se ele será candidato ou apoiará outro nome. Dessoles é o nome mais forte, mas não definiu se vai.

Em Carnaíba, Anchieta Patriota disputará a reeleição para um quarto mandato. Dúvida se a oposição irá de novo de José Francisco Filho ou se com a visibilidade que estão tendo na Câmara, Gleybson Martins ou Nêudo da Itã irão para a disputa. Em Santa Terezinha, o prefeito Vaninho de Danda pode disputar a reeleição contra o ex-prefeito Delson Lustosa.

Em Flores, Marconi Santana tem direito a reeleição e Soraya Murioka não disse ainda se vai para a disputa ou se indica alguém. O vereador Onofre Souza é pré-candidato. Em Calumbi, se Sandra da Farmácia continuar tentando arrumar a casa, tem favoritismo contra a oposição depois da desmantelada gestão Joelson. Adelmo Moura vai disputar mais um mandato num ciclo de anos de poder em Itapetim. João Batista também aparenta ter condições de uma reeleição tranquila em Triunfo e não deve ter problemas com o ex, Luciano Bonfim.

Em Santa Cruz da Baixa Verde, o vereador Zé de Nana vem ganhando espaço. É o mais forte no grupo do Prefeito Tássio Bezerra, com o empresário do ramo imobiliário, Cristiano correndo por fora. Pelas oposições Irlando das Parabólicas deve tentar de novo ser o nome. Ildete Diniz, esposa do ex prefeito Fanão, pode colocar o bloco na rua outra vez. Em 2016, teve 46% dos votos.

Região estratégica, o Pajeú costuma ser observado pelo restante do estado, já que o xadrez político baliza a movimentação do Palácio das Princesas à beira do São Francisco. Cada um que faça suas apostas.  Porque 2020 chega já já…

O nível…

Debate dos vereadores da oposição contra governistas de Carnaíba em um grupo de WhattsApp:  Júnior de Mocinha criticou a rejeição do projeto de suplementação para escolas. Everaldo Patriota com ironia perguntou o que foi aprovado na votação dos R$ 500 mil. Gleybson Martins retrucou: “Parece que o vereador e líder de governo, nem sabe o que votou ontem, até porque saiu antes mesmo de encerrar a sessão”. Jr de Mocinha elogiou a nota de Sargento Lisboa Lima (PR) criticando o veto da oposição ao projeto anterior, das reformas. Everaldo reforçou a crítica.

… dos debates

Nêudo da Itã retrucou: “Everaldo, deixa de teu latido besta nos grupos que isso aí já é fato  consumado. Vamos pensar em dias melhores para o nosso povo. Você e esse policial tem mesmo que puxar o saco dos que estão no poder”. Disse ainda que ele e Lisboa tem empregos na gestão Anchieta. “Estão sendo pagos quase R$ 10 mil pra tu e esse outro companheiro ficar usando os meios de comunicação pra tentar denegrir a nossa imagem. Quando um fazendeiro coloca um cão de guarda na fazenda é pra que ele lata”.

…em Carnaíba

E seguida, Nêudo compartilhou um vídeo em que duas garotas de programa se esbofeteiam nas ruas de Carnaíba aparentemente por conta de Júnior de Mocinha. Já Júnior de Mocinha compartilha na sequência o link com a manchete: “MPPE ajuíza ação civil contra ex-prefeito e vereador por improbidade administrativa em compra de terreno”, que faz referência a Zé Mário e Nêudo. Enojado, um integrante deixa o grupo.

Governo ruim

Na lista das piores gestões do Sertão: Rose Cléa Máximo (Mirandiba), com inúmeros problemas fiscais e desmantelo, enfrentando processo de cassação e acusada pelo vice por contra de votos. Pra completar uma praça retrato do abando no na frente da Igreja e uma briga sem fim nos blogs e demais veículos de imprensa. Até quando aparece notícia de calçamento lá, é com a “bala dos outros”, como na recente liberação de Ministério do Turismo e Prodetur, em duas ruas.

Mais uma aliança entre ex-opostos

O candidato derrotado por Airton Suassuna em 2016 na cidade de Tavares, Coco de Odálio, esqueceu o que disse do adversário justamente quando ele foi afastado por improbidade. Na lista das alianças que mais surpreenderam por aqui estão Giza Simões e Antonio Mariano (2000), Augusto César e Inocêncio Oliveira para apoiar Sebá, Geni Pereira e Inocêncio, Luciano Torres e Zé Veras (2012), Patriota e Antonio Mariano (2012), Clóvis Lira e Didi em Carnaíba e o clássico Eduardo Campos e Jarbas Vasconcelos (2010).

Já teve de tudo

Em Tabira Josete Amaral foi apoiado na primeira eleição por Dinca Brandino e hoje são inimigos pessoais. O mesmo com Sebastião Dias que foi Secretário de Dinca. Em Ingazeira, Lino Morais foi reeleito vereador no palanque de Mário Viana e eleito prefeito na eleição seguinte com apoio de Luciano Torres. Em Belmonte, Dr Vital era vice de Rogerio Leão, rompeu, disputou duas eleições contra ele e Marcelo Pereira. Perdeu as duas, depois com apoio dos dois perdeu para Romonilson Mariano. Em Tuparetama, Vitalino Patriota, foi aliado, adversário e é aliado de novo de Pedro Tunu e Sávio Torres. Em Serra Dr Fonseca disputou pelo PT e em seguida juntou-se com Inocêncio e foi vice de Sebastião.

Seu moço, não fosse essa estrada…

Na semana, mais uma vez as estradas tomaram a agenda no blog: Quase todas as PEs que cortam a região, como as 320, 275, 409 e 265 precisam de reparos. As três últimas de recapeamento completo. A PE 292 é a única que escapa, mas precisa de roço no acostamento. Prefeitos e lideranças socialistas de plantão devem deixar o “beija mão” e cobrar mais incisivamente de Paulo Câmara. E a sociedade se organizar e cobrar de forma mais dura, indo para as ruas se preciso. Por muito menos no passado, teve fecha estrada…

Frase da semana: “Tá ruim a ligação”.

De Coco de Odálio, quando perguntado por Anchieta Santos se Airton Suassuna ficou bom ou se ele ficou ruim. Coco se aliou com Suassuna em Tavares, depois das críticas que fez em 2016 e do afastamento do prefeito acusado de corrupção.

Outras Notícias

Mendonça Filho anuncia ação judicial contra Lula da Fonte após troca de acusações nas redes sociais

O deputado federal Mendonça Filho (PL) anunciou que pretende acionar a Justiça contra o também deputado federal Lula da Fonte (PP), após uma troca de acusações nas redes sociais. O parlamentar afirmou, nessa terça-feira (27), que ingressará com uma ação por calúnia e difamação, alegando que declarações do adversário atingiram sua honra e apresentaram informações […]

O deputado federal Mendonça Filho (PL) anunciou que pretende acionar a Justiça contra o também deputado federal Lula da Fonte (PP), após uma troca de acusações nas redes sociais. O parlamentar afirmou, nessa terça-feira (27), que ingressará com uma ação por calúnia e difamação, alegando que declarações do adversário atingiram sua honra e apresentaram informações falsas sobre sua trajetória política.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Mendonça reagiu a acusações de que teria sido preso por infração eleitoral, indiciado por suspeita de recebimento de propina e favorecido instituições privadas durante sua passagem pelo Ministério da Educação, no governo Michel Temer.

“Vou te acionar na justiça para mostrar que você está mentindo a respeito da minha biografia”, declarou Mendonça.

O deputado afirmou que nunca respondeu a processos judiciais e relacionou o conflito à derrota eleitoral de Eduardo da Fonte (PP), pai de Lula da Fonte, que terminou em quarto lugar na disputa pelas duas vagas de Pernambuco no Senado nas eleições deste ano.

A discussão mais recente começou depois que Lula da Fonte publicou uma montagem classificando Mendonça como o maior perdedor da história política de Pernambuco. O ex-ministro respondeu destacando os cargos que ocupou e fazendo críticas à trajetória política de Eduardo da Fonte.

Na sequência, Lula da Fonte mencionou episódios envolvendo Mendonça e a Justiça, incluindo uma ocorrência registrada durante as eleições de 2010.

Naquele ano, Mendonça Filho foi detido pela Polícia Federal após realizar uma carreata no bairro do Ibura, na Zona Sul do Recife, no dia da votação. Ele prestou depoimento na sede do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) e foi liberado.

Outro episódio citado no embate envolve informações que chegaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante a Operação Lava Jato. Um documento encaminhado pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mencionava uma suspeita de recebimento indevido de R$ 100 mil na campanha de 2014.

A defesa de Mendonça contestou as informações. Posteriormente, o ministro Teori Zavascki determinou a retirada das referências ao parlamentar do processo, diante da inconsistência dos elementos apresentados.

A detenção em 2010 e a menção no documento da Lava Jato não equivalem, por si só, a condenações criminais.

Os atritos entre Mendonça Filho e a família Da Fonte se intensificaram durante a campanha eleitoral deste ano.

Eduardo da Fonte chegou a recorrer à Justiça Eleitoral para impedir que Mendonça utilizasse o nome da governadora Raquel Lyra (PSD) em sua propaganda. O episódio provocou novas críticas públicas entre os dois grupos.

Com o anúncio da ação judicial, a divergência entre Mendonça Filho e Lula da Fonte poderá chegar à Justiça. Até a divulgação da reportagem, não havia confirmação de que o processo tivesse sido protocolado.

Procurada pelo Diário de Pernambuco, a assessoria de Lula da Fonte não respondeu aos questionamentos sobre a iniciativa anunciada por Mendonça até o fechamento da matéria.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

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Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro diz ter sido surpreendido com saída do senador do Brasil

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, afirmou que não sabia da saída do aliado do Brasil com destino aos Estados Unidos. A declaração foi feita nessa terça-feira (27), após uma reunião com parlamentares e dirigentes do Partido Liberal (PL), em Brasília, para discutir os desdobramentos políticos da viagem. Segundo […]

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, afirmou que não sabia da saída do aliado do Brasil com destino aos Estados Unidos. A declaração foi feita nessa terça-feira (27), após uma reunião com parlamentares e dirigentes do Partido Liberal (PL), em Brasília, para discutir os desdobramentos políticos da viagem.

Segundo Marinho, os dois haviam conversado na segunda-feira (26) sobre a necessidade de Flávio assumir uma posição de liderança da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após a derrota no segundo turno das eleições.

“Estamos surpresos porque ontem nós conversamos sobre a necessidade de que Flávio, com os 60 milhões de votos que teve, assumisse esse papel de liderança da oposição”, declarou o senador.

Marinho também revelou que recebeu uma mensagem de Flávio por volta das 8h da manhã de terça-feira. No texto, o ex-candidato teria informado que iria “dar um tempo” e que voltaria a conversar com os aliados posteriormente.

Apesar do contato, o coordenador da campanha afirmou que não tinha informações sobre o paradeiro do parlamentar.

A saída de Flávio foi noticiada menos de 48 horas depois da derrota para Lula. Segundo a Agência Brasil, a viagem foi confirmada à agência Reuters por um aliado próximo do senador e por uma fonte do governo dos Estados Unidos.

O senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) também comentou o caso nas redes sociais. Ele afirmou que Flávio teria viajado para evitar ser utilizado em negociações políticas envolvendo um eventual processo de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A alegação foi apresentada por Jordy, sem comprovação de que essa tenha sido a motivação da viagem.

Até a publicação da reportagem, nenhuma autoridade brasileira ou norte-americana havia se pronunciado oficialmente sobre a saída do parlamentar.

A viagem ocorreu depois de Alexandre de Moraes determinar, na segunda-feira (26), que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal.

A ordem judicial foi expedida no âmbito de uma investigação que tramita sob sigilo no STF e apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.

Flávio não entregou os documentos dentro do prazo estabelecido. Diante do descumprimento, a Polícia Federal realizou o cancelamento dos passaportes brasileiros do parlamentar em seus sistemas.

Em vídeo divulgado na segunda-feira, antes das notícias sobre sua saída, Flávio havia afirmado que não pretendia deixar o Brasil e que cumpriria a determinação judicial.

O senador também é investigado em outros procedimentos relacionados a suspeitas de irregularidades financeiras. As investigações não representam condenação.

A Agência Brasil informou que procurou a assessoria de Flávio Bolsonaro para comentar o caso, mas não recebeu resposta até a publicação.

Fonte: Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil

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Sem apresentar provas, Trump volta a questionar eleições no Brasil e afirma que não tomou partido

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a questionar a legitimidade das eleições presidenciais brasileiras, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (25). Durante um comício no Texas, nessa terça-feira (27), o republicano insinuou a existência de irregularidades no processo eleitoral, mas não apresentou provas. Ele também reiterou que não apoiou […]

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a questionar a legitimidade das eleições presidenciais brasileiras, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (25). Durante um comício no Texas, nessa terça-feira (27), o republicano insinuou a existência de irregularidades no processo eleitoral, mas não apresentou provas. Ele também reiterou que não apoiou nenhum dos candidatos na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).

A manifestação ocorreu enquanto Trump criticava o sistema eleitoral norte-americano e acusava, novamente sem apresentar evidências, o Partido Democrata de cometer fraudes. Ao estabelecer uma comparação com o Brasil, o presidente americano demonstrou insatisfação com a eleição brasileira.

“Eles democratas trapaceiam tão bem, achei que não precisavam fazer isso nas eleições. Embora o Brasil também esteja fazendo um bom trabalho, não é? Isso não foi legal. Quero dizer, eu não tomei partido, mas não gostei, não pareceu muito bom”, declarou Trump.

Foi a segunda manifestação do presidente americano sobre o resultado das eleições brasileiras em dois dias. Na segunda-feira (26), Trump já havia afirmado que a votação parecia ter sido fraudada e questionado a prorrogação do horário de votação até as 19h, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na ocasião, o republicano também afirmou que gosta de Lula e mantém uma boa relação com o presidente brasileiro, embora tenha criticado a condução do processo eleitoral.

As declarações ocorrem após a reeleição de Lula para um quarto mandato presidencial. O petista venceu Flávio Bolsonaro no segundo turno com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do candidato do PL.

Apesar da proximidade política com a família Bolsonaro, Trump não declarou apoio formal a Flávio durante a campanha presidencial. No primeiro turno, chegou a elogiar o desempenho eleitoral do senador e afirmou que acompanhava a disputa brasileira.

As críticas do presidente americano, entretanto, não foram acompanhadas de documentos ou evidências que sustentem as suspeitas levantadas. A vitória de Lula foi confirmada pela Justiça Eleitoral brasileira.

Fonte: Folha de S.Paulo
Foto: Brendan Smialowski/AFP

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“Esse ato de sair do Brasil é vergonhoso”, diz Lula sobre Flávio Bolsonaro

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (27) a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil após a derrota nas eleições presidenciais. Durante discurso para apoiadores no Palácio da Alvorada, em Brasília, Lula classificou a decisão como “vergonhosa” e afirmou que o adversário deveria permanecer no país para responder […]

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (27) a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil após a derrota nas eleições presidenciais. Durante discurso para apoiadores no Palácio da Alvorada, em Brasília, Lula classificou a decisão como “vergonhosa” e afirmou que o adversário deveria permanecer no país para responder às acusações que enfrenta.

“Eu lamento que ele tenha saído do Brasil, porque ele poderia ficar aqui e provar que as acusações que estão na imprensa não são verdadeiras”, declarou.

O presidente também retomou críticas feitas durante a campanha eleitoral. Lula afirmou que tentou desafiar Flávio a apresentar documentos relacionados à sua situação patrimonial e à de seus familiares, mas que o senador não teria aceitado.

Na sequência, questionou a postura do adversário diante da determinação judicial para entregar seus passaportes à Polícia Federal.

“Esse ato de sair do Brasil é vergonhoso. É vergonhoso. Quando pediram para eu entregar o meu passaporte, eu entreguei”, afirmou Lula.

O presidente também criticou a relação política da família Bolsonaro com os Estados Unidos. Ao comentar a viagem atribuída a Flávio, utilizou a expressão “lamber botas dos EUA”.

As declarações ocorreram no dia em que Lula completou 81 anos, durante uma manifestação diante de apoiadores na residência oficial da Presidência da República.

A fala acontece após reportagens apontarem que Flávio Bolsonaro teria viajado aos Estados Unidos, apesar da proibição de deixar o território brasileiro imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta terça-feira, a Polícia Federal cancelou os passaportes brasileiros do senador depois que ele deixou de entregá-los no prazo determinado pela Justiça. A viagem foi relatada por aliados de Flávio à imprensa, mas o trajeto utilizado não havia sido esclarecido.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo com as declarações de Lula sobre a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.

Vídeo: Reprodução

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Investigações contra Flávio Bolsonaro continuam no STF mesmo após saída do Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) continuará sendo investigado em dois procedimentos criminais que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo após as informações sobre sua saída do Brasil com destino aos Estados Unidos. As apurações envolvem suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao setor de apostas e ao financiamento de um filme sobre o ex-presidente […]

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) continuará sendo investigado em dois procedimentos criminais que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo após as informações sobre sua saída do Brasil com destino aos Estados Unidos. As apurações envolvem suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao setor de apostas e ao financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo reportagem da Agência Brasil, reproduzida pelo Diário de Pernambuco nesta terça-feira (27), um dos procedimentos envolve o advogado Willer Tomaz, investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro em operações financeiras ligadas a empresas do setor de apostas.

A investigação aponta que o nome de Flávio foi mencionado por uma secretária do advogado em uma comunicação sobre o cancelamento de uma conta vinculada à Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, que também é investigada pela Polícia Federal.

Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens e valores de Willer Tomaz. A medida foi direcionada ao advogado, não ao senador.

As investigações envolvendo Tomaz foram ampliadas após a Polícia Federal identificar movimentações financeiras consideradas suspeitas. O advogado também foi alvo da Operação Sem Desconto, que apura irregularidades em descontos aplicados a benefícios de aposentados e pensionistas.

Investigação sobre filme de Jair Bolsonaro

Outro procedimento envolvendo Flávio Bolsonaro trata do financiamento de Dark Horse, produção cinematográfica sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A investigação apura possíveis irregularidades em pagamentos relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

O caso ganhou repercussão depois da divulgação de conversas nas quais Flávio teria solicitado recursos a Vorcaro para financiar o filme.

O senador foi incluído na investigação em julho deste ano. Após a divulgação das conversas, negou ter negociado qualquer vantagem indevida e afirmou que os recursos destinados à produção eram privados.

O procedimento relacionado ao filme tramita no STF sob relatoria do ministro André Mendonça, mas está suspenso por determinação do presidente da Corte, Edson Fachin.

Fim do mandato não encerra apurações

Com a derrota na eleição presidencial de domingo (25), Flávio Bolsonaro deixará o Senado ao término de seu mandato, em 31 de janeiro de 2027.

Apesar da futura perda do foro por prerrogativa de função, a tendência é que as investigações permaneçam no Supremo.

Pelo entendimento atual do STF, procedimentos relacionados a possíveis crimes cometidos durante o exercício do mandato e vinculados à função pública podem continuar sob responsabilidade da Corte mesmo depois que o investigado deixa o cargo.

A aplicação dessa regra depende da análise das circunstâncias de cada investigação.

Saída do Brasil

As informações sobre a continuidade das investigações surgem após relatos de que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil para os Estados Unidos, apesar de uma decisão de Alexandre de Moraes que o proibia de sair do território nacional.

Na segunda-feira (26), o senador foi intimado a entregar seus passaportes à Polícia Federal no prazo de 24 horas. Como os documentos não foram apresentados, a corporação realizou o cancelamento dos passaportes brasileiros em seus sistemas nesta terça-feira.

A agência Reuters informou ter confirmado a viagem com fontes próximas ao senador e ao governo americano.

A saída do país, por si só, não determina o encerramento das investigações nem representa condenação pelos crimes apurados. Até a divulgação da reportagem, não havia informação de mandado de prisão expedido contra Flávio Bolsonaro.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

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