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Cimpajeú e Ministério Público discutem processo seletivo do SAMU

Por André Luis

A estreia da primeira etapa do SAMU estava agendada para a última sexta-feira, 1º de outubro.

Por Juliana Lima

Segundo informações do Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú – Cimpajeú, acontece nesta segunda-feira (04/10) reunião entre o Cimpajeú e a 2ª Promotoria de Justiça de Serra Talhada acerca do Processo Seletivo do SAMU, realizado no último mês de setembro pelo Instituto de Técnica e Gestão Moderna – ITGM.

Na última quarta-feira, 29 de setembro, o Ministério Público de Pernambuco, através do promotor Vandeci Sousa Leite, recomendou a suspensão do Processo Seletivo Simplificado pelo prazo de 48 horas, bem como abertura de novo processo de seleção, estabelecendo critérios claros e objetivos para admissão dos candidatos, especificando no edital o que será considerado para fins de avaliação, a pontuação a ser atribuída a cada item e subitem avaliado, bem como os critérios de desempates.

A Promotoria recomendou, ainda, que o Instituto de Técnica e Gestão Moderna – ITGM abstivesse de exigir no edital que os candidatos deveriam residir nos municípios para os quais se candidataram às vagas disponíveis, possibilitando ampla concorrência e competitividade ao certame. Tal recomendação teve origem após reclamação de irregularidades no certame protocolada junto à Promotoria de Justiça.

Na recomendação, o MP alega que a seleção do SAMU consistiu basicamente em análise curricular, não possuindo critérios objetivos de pontuação e desempate, dando margem ao subjetivismo das avaliações, o que pode levar ao favorecimento de alguns candidatos em detrimento dos demais, descumprindo os princípios do art. 37 da Constituição Federal, sobretudo a impessoalidade e isonomia.

Até a presente data, o Cimpajeú não se pronunciou oficialmente acerca das denúncias de irregularidades na seleção do SAMU, bem como se atenderá a recomendação do Ministério Público para realização de novo Processo Seletivo Simplificado. A estreia da primeira etapa do serviço estava agendada para a última sexta-feira, 1º de outubro, nas 12 Unidades de Suporte Básico (USB) das cidades de Afogados da Ingazeira, Serra Talhada, Ingazeira, Carnaíba, Flores, Tabira, São José do Egito, Sertânia, Iguaracy, Flores, Manari e Petrolândia.

Outras Notícias

“Jesus questionou os poderosos”, diz bispo pernambucano atacado por defesa da democracia e do fim da escala 6×1

Bispo titular da diocese de Afogados da Ingazeira, no Sertão de Pernambuco, Dom Limacêdo tem sido alvo de ataques e ameaças após posicionamento a favor de pautas associadas à classe trabalhadora Do Diário de Pernambuco Negro, admirador de Dom Hélder Câmara e filho de um cortador de cana e de uma costureira. Há oito anos […]

Bispo titular da diocese de Afogados da Ingazeira, no Sertão de Pernambuco, Dom Limacêdo tem sido alvo de ataques e ameaças após posicionamento a favor de pautas associadas à classe trabalhadora

Do Diário de Pernambuco

Negro, admirador de Dom Hélder Câmara e filho de um cortador de cana e de uma costureira. Há oito anos bispo titular da diocese de Afogados da Ingazeira, no Sertão de Pernambuco, Dom Limacêdo Antônio da Silva foge aos estereótipos relacionados ao episcopado também em sua insistência em defender publicamente a democracia brasileira e causas ligadas à classe trabalhadora, como o fim da escala 6×1 e as cotas para estudantes negros.

Embora já fosse conhecido na cena católica de Pernambuco pelo engajamento histórico no combate às desigualdades sociais, ele se tornou alvo de ataques e ameaças nas redes sociais após a repercussão de uma homília que celebrou durante o Natal do ano passado. Na ocasião, Dom Limacêdo pediu punição para quem pratica atos antidemocráticos e criticou a Lei da Dosimetria, promulgada em 8 de maio de 2026 pelo Congresso Nacional para viabilizar a redução de penas e a aceleração da progressão de regime para condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, notadamente favorecendo os envolvidos no 8 de Janeiro de 2023.

“O propósito da Igreja é formar consciências”, disse Dom Limacêdo ao ser questionado sobre o papel da Igreja na atualidade, em entrevista concedida ao Diario de Pernambuco.

Nascido em Nazaré da Mata no dia 29 de setembro de 1960, ele comentou sobre sua intimidade de longa data com a pauta política, que teve início com a atuação pastoral junto a catadores de recicláveis, trabalhadores rurais e movimentos sociais. A vivência prática ganhou esteio intelectual durante sua formação em teologia no Mosteiro de São Bento em Olinda, onde Limacêdo se aproximou de Dom Fernando Saburido, agora Arcebispo emérito de Olinda e Recife, e dos estudos filosóficos. Confira a entrevista na íntegra:

DP: Desde quando o senhor tem sofrido ataques por seus posicionamentos?

Mais intensamente, desde a pregação que fiz na noite de Natal. Todo mundo aprendeu que na homília a gente faz primeiro a interpretação da bíblia. De quais são os feitos de Jesus, seus gestos. O texto bíblico não é todo passado, é todo presente.

Natal quer dizer o quê? Que Deus se encarnou, se fez homem e desceu até nós para que subíssemos. Vou negar a encarnação? A encarnação pressupõe o assumir da história, das lutas, dos sonhos e esperanças humanas.

O documento do Concílio Vaticano II- Gaudium et Spes fala do relacionamento da Igreja com o mundo. Segundo ele, as dores, medos e esperanças das pessoas de hoje são as dores, esperanças e medos dos discípulos de Cristo.

DP: Na sua visão, qual é o papel da Igreja diante de temas sociais e políticos que agora dividem a sociedade brasileira?

O nosso papel é anunciar o evangelho que salva e liberta. O evangelho que faz servir as pessoas que estão caídas. Pessoas, muitas vezes, que vivem na solidão, por parte dos familiares e de alguns governantes.

O propósito da Igreja é formar consciências. Se Deus é nosso pai, qual a consequência imediata? Somos todos irmãos. Todo mundo tem inteligência, tem valor e quer colocar isso à disposição da sociedade. Para isso, a gente precisa de muitas coisas.

O anjo de Jesus diz: ‘Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância’. Quando Jesus fala de vida, é uma vida digna, em que a gente possa gozar de fato dos direitos que todo ser humano tem. E o que estamos vendo? Tentativas de golpe contra a democracia, deputados que são eleitos e votam contra os trabalhadores e as trabalhadoras. Essa falta de coerência me leva, de fato, a não ficar quieto.

Eles podem ter vários dias de folga e descanso, expedientes muito limitados, e o trabalhador não pode. Essas são questões que interessam a Igreja católica, porque ela está preocupada com a pessoa humana integral.

DP: De onde vem essa sua formação mais engajada, ligada às causas sociais?

Eu venho de uma família simples de Pernambuco e fui crescendo vendo muitos exemplos de pessoas comprometidas com os outros. Minha formação foi acontecendo ouvindo as lideranças populares, acompanhando as campanhas da Igreja, lendo as histórias dos mártires e, sobretudo, olhando para a prática de Jesus. Não apenas aquele Jesus distante, divino, mas o Jesus humano, que se encarnou e assumiu as dores e os sonhos do povo.

Na Diocese de Nazaré, vivi experiências muito importantes. Havia semanas populares, encontros com sindicalistas, reuniões para discutir os problemas dos trabalhadores. Meu caminho foi sendo construído nesse contato com a vida do povo e com a compreensão de que o Evangelho precisa dialogar com a realidade concreta das pessoas.

Depois, no seminário, aprofundei meus estudos em Filosofia e Teologia, inclusive no Mosteiro de São Bento, onde tive contato com grandes referências da Igreja. Tudo isso foi me formando. Mas a essência sempre foi essa: compreender que seguir Jesus é também se preocupar com a dignidade humana, com justiça social e com a defesa da vida.

DP: Parte dos seus críticos afirma que religiosos não deveriam “fazer política”. É possível separar completamente fé, defesa de direitos sociais e debate público?

Essa separação não deveria existir, porque o próprio Jesus, no seu tempo, questionou os poderosos de sua época. Jesus não ficou em cima do muro. Um cristão não pode ficar alheio ao debate político e a Igreja não pode ser omissa, pois minha omissão, no fundo, é apoio para alguns.

Segundo o Vaticano Segundo, um grande momento de concílio no Brasil, a Igreja é sinal sacramento de salvação para a humanidade e ponto de diálogo para unir as pessoas, levá-las a refletir e viver enquanto pessoas humanas dignas.

DP: O senhor acredita que o ambiente político mais polarizado dos últimos anos também impactou as relações dentro das comunidades religiosas?

O impacto é dentro das famílias. Desde a última eleição, famílias não se reconciliaram ainda. Isso é um desmonte da própria pessoa, das relações humanas saudáveis.

Sempre existiram direita e esquerda. Isso é importante para que haja cobrança, educada, dialógica e que concorra para o bem. No Brasil, não há espaço para regimes autoritários, nossa educação e nossa história não podem ceder a isso.

Está faltando formação política, que é o que impede que as trevas tomem o lugar da luz. Se os sindicatos, a Igreja e os partidos não formam as pessoas, dá nessas loucuras que estamos vendo por aí. É importante estudar o que foi o regime militar e que, agora, aconteceu uma nova tentativa de golpe, no dia 8 de janeiro de 2025. Precisamos qualificar o jovem, fazê-lo sonhar, pois sua capacidade criativa precisa ser alimentada.

DP: Como lida com as reações negativas, dentro e fora da Igreja, a seus posicionamentos?

A princípio, a gente fica chocado, porque quando defendo a democracia, estou defendendo o óbvio. Os últimos papas têm dito que a política é uma das formas especiais para viver o bem do mundo das pessoas, da sociedade, das famílias, porque os políticos têm capacidade de contribuir para o bem comum. É uma tarefa muito bela, mas o que tem acontecido é que a gente sente vergonha do modo como ela tem sido conduzida.

Eu fico triste muitas vezes, mas isso não me tira a alegria do evangelho. Como dizia o Papa Francisco, não deixe que ninguém tire a sua esperança. E eu tenho esperança em um Brasil participativo, cheio de vitalidade, porque Deus nos deu tudo.

Temos direito ao sol, à lua, ao mar, temos direito de contemplar a natureza e defendê-la. Aqui, eu trabalho com uma equipe muito boa de sacerdotes e leigos engajados na defesa do Rio Pajeú e da caatinga, esse bioma tão profundo, tão belo, que nos permite viver.

A Terra é a nossa casa, a casa comum. Temos que nos lembrar disso. E os meios que ela tem, pode deixar de ter, se não tivermos cuidado.

Profissionais de transporte em Arcoverde com MEI atualizado ganham benefícios gratuitos

Em reunião realizada entre a Autarquia de Trânsito e Transportes de Arcoverde – Arcotrans, o Serviço Social do Transporte – SEST e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte – SENAT, ocorrida nesta quarta-feira, 28 de fevereiro, ficou estabelecido que profissionais de transporte cadastrados no município, com situação atualizada e sem atrasos como Microempreendedor Individual […]

Em reunião realizada entre a Autarquia de Trânsito e Transportes de Arcoverde – Arcotrans, o Serviço Social do Transporte – SEST e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte – SENAT, ocorrida nesta quarta-feira, 28 de fevereiro, ficou estabelecido que profissionais de transporte cadastrados no município, com situação atualizada e sem atrasos como Microempreendedor Individual – MEI, terão direito gratuitamente a diversos cursos e serviços de saúde.

A informação foi repassada por Vladimir Cavalcanti, diretor da Arcotrans. “A boa notícia é que os profissionais do transporte como táxi, mototáxi, escolar, lotação e outros segmentos cadastrados em Arcoverde e que estiverem em dia com o MEI, agora podem participar gratuitamente de cursos e capacitações para motorista de cargas perigosas, transporte de emergência, transporte escolar e outros, no município. Além disso, serviços de saúde como odontologia, nutrição e fisioterapia vinculados a gestão de transportes em Arcoverde, também serão oferecidos aos profissionais, bem como esposas e filhos, de maneira gratuita”, explicou o diretor, que esteve reunido com os instrutores Elias Alves e Márcio Gonçalves, o presidente dos Mototáxis de Arcoverde, Rafael Andrade, e Gustavo Quinto (Arcotrans).

“O MEI é uma exigência de obrigatoriedade da Arcotrans para todos os profissionais, garantindo ao profissional diversos direitos relacionados a aposentadoria dos profissionais de transporte, assim como vários outros benefícios”, salientou Vladimir Cavalcanti.

AGENDAMENTOS – Para mais informações sobre quais os cursos e serviços de saúde disponíveis no município ou em cidades próximas, o profissional deve procurar a Arcotrans (Rua José Lins de Siqueira Brito, 64, Centro), de segunda a sexta-feira, no horário das 9h às 13h.

Diocese de Salgueiro lança livro sobre o Padre José Maria Prada

Padre José Maria Prada, CSsR. era natural de Bragança, Portugal em 1928 e entrou ainda criança para a Congregação do Santíssimo Redentor – Redentoristas. Ordenado presbítero, foi enviado em missão para Angola e posteriormente para o Brasil. Em nossa pátria residiu em São Paulo e Pernambuco. Passou pelas cidades de Exu, Moreilândia, Granito, Salgueiro e […]

Padre José Maria Prada, CSsR. era natural de Bragança, Portugal em 1928 e entrou ainda criança para a Congregação do Santíssimo Redentor – Redentoristas.

Ordenado presbítero, foi enviado em missão para Angola e posteriormente para o Brasil. Em nossa pátria residiu em São Paulo e Pernambuco.

Passou pelas cidades de Exu, Moreilândia, Granito, Salgueiro e Verdejante em um itinerário de 10 anos.

Em 29 de abril de 1991 foi assassinado por defender a integridade da Igreja no que diz respeito a santidade e indissolubilidade do matrimônio.

A Diocese de Salgueiro no ano jubilar de sua criação e instalação – 10 anos – lança o livro Padre José Maria Prada – Mártir da Santidade do Matrimônio. Trata-se da primeira biografia documentada do Padre.

O livro, escrito pelo teólogo Tassicio de Oliveira, será lançado no dia 13 de dezembro (domingo) na praça da Catedral de Santo Antônio em Salgueiro após a Missa das 19h.

Artesãs representam Arcoverde na Fenearte 2018

A 19ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato – Fenearte, no Centro de Convenções de Olinda, está com a cidade de Arcoverde entre os municípios que integram stands disponíveis ao público. Representando a produção artesanal da cidade, assim como a Casa do Artesão, o núcleo de artesãs da Associação Comercial de Arcoverde – […]

A 19ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato – Fenearte, no Centro de Convenções de Olinda, está com a cidade de Arcoverde entre os municípios que integram stands disponíveis ao público.

Representando a produção artesanal da cidade, assim como a Casa do Artesão, o núcleo de artesãs da Associação Comercial de Arcoverde – ACA, Rita de Cássia Oliveira, Ediana da Rocha e Adilma Amaral, segue expondo e comercializando até o dia 15 de julho, as principais criações do município, com o apoio da Prefeitura de Arcoverde.

Na próxima quinta-feira, dia 12 de julho, a ACA em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae, vai levar uma caravana composta por 15 artesãs para prestigiar a feira. O stand, doado pela Prefeitura de Arcoverde para a participação do município no evento, possui nove metros quadrados.

“Esta é uma das iniciativas que estamos tomando, no intuito de que a cidade seja cada vez mais evidenciada pela sua rica tradição cultural. E o artesanato do município faz parte deste contexto, abrangendo especialmente a construção do Centro de Gastronomia e Artesanato Antonio Lins Alves, o qual deverá ser entregue em breve à população com esta finalidade”, frisou a prefeita Madalena Britto.

Waldemar Borges confirma que não disputará reeleição

Primeira mão  Como o blog antecipou nas duas últimas Colunas do Domingão, segue nota do deputado Waldemar Borges confirmando que ele não vai disputar a reeleição à ALEPE. Um quadro histórico do PSB que se afasta por questões de saúde. Nossa torcida por ele! Amigos e amigas,  Após um longo período de dedicação à vida […]

Primeira mão 

Como o blog antecipou nas duas últimas Colunas do Domingão, segue nota do deputado Waldemar Borges confirmando que ele não vai disputar a reeleição à ALEPE.

Um quadro histórico do PSB que se afasta por questões de saúde. Nossa torcida por ele!

Amigos e amigas, 

Após um longo período de dedicação à vida pública — desde a retomada do processo democrático no país, passando pelos quatro mandatos como vereador do Recife e quatro mandatos como deputado estadual — decidi seguir contribuindo com a política e com a vida pública em outras funções, sem disputar, neste momento, um novo mandato eletivo.

A decisão foi construída a partir de reflexões compartilhadas com familiares, amigos/as de militância, além do nosso líder João Campos. Há um entendimento comum de que este é um momento de priorizar a saúde, estar mais próximo da família e dos amigos, e também de contribuir com a campanha majoritária de João, sem necessariamente participar do processo eleitoral na condição de candidato.

Minha experiência, compromisso e empenho na vida pública seguirão presentes em todas as missões que venha a assumir. Vamos continuar trabalhando para a consolidação da democracia, que há pouco tempo ainda foi ameaçada. 

Expresso aqui minha gratidão a todos e todas que, ao longo desses últimos 40 anos, construíram uma bela trajetória de atuação pública e parlamentar em Pernambuco, da qual, com muito orgulho, fiz parte. 

Waldemar Borges

Deputado Estadual