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Cidades do Sertão do Pajeú vivenciam o projeto Passeando Pela História – Museu do Cangaço

Por André Luis
Foto: Sebastião Costa

As cidades de Flores, Santa Cruz da Baixa Verde e Triunfo desembarcam, nos dias 16, 18 e 23 de outubro, respectivamente, no município de Serra Talhada, terra natal do cangaceiro Lampião, para reviver as histórias do Cangaço e descobrir curiosidades a cerca da Capital do Xaxado, por meio do projeto “Passeando pela História – Museu do Cangaço”, que teve início em abril e segue até novembro, contemplando 17 municípios.

O projeto, que tem Patrocínio da Caixa Cultural, é direcionado aos professores e estudantes das escolas públicas do Sertão do Pajeú, que além de conhecer a história do seu povo, vão vivenciar lugares que foram palcos de acontecimentos históricos entre Virgolino Ferreira e seus inimigos.

O ponto de partida da aula/aventura/passeio é o Sítio Passagem das Pedras – onde nasceu Lampião. Nesse percurso, os estudantes conhecem o roteiro “Nas Pegadas de Lampião”, que passa pelas Pedras da Emboscada, onde aconteceu o primeiro confronto armado entre a família Ferreira e Zé de Saturnino (seu primeiro inimigo), a Casa Grande da Fazenda Pedreira (palco de memoráveis confrontos com cangaceiros) e desemboca na Casa de dona Jacosa, avó materna de Lampião, ali, onde ele nasceu e viveu até sua maioridade.

Foto: Sebastião Costa

Voltando à Serra Talhada, a visita começa na Praça Agamenon Magalhães, que originou o município (Marco Zero) e mantém os casarios construídos nos séculos XVIII e XIX. Igreja do Rosário, Matriz da Penha e Casa da Cultura – Museu da Cidade, que conta com muitas histórias e lendas que permeiam o imaginário popular e onde os jovens terão contato com o acervo cultural da cidade.

A maior parte da programação é no Museu do Cangaço, o maior do gênero no Brasil, que funciona na antiga Estação Ferroviária (prédio de 1957) e que tem fotos e objetos, como utensílios domésticos, armas, livros, filmes e documentários sobre os cangaceiros, as volantes e outros personagens que foram parte forte da história do cangaço e do nordeste brasileiro.

Os visitantes são recebidos por monitores que narram alguns fatos nesse passeio pela história. Alunos e visitantes participam de uma palestra com o pesquisador e escritor do cangaço, Anildomá Willans de Souza, que tem quatro livros publicados sobre o tema.

É servido um almoço com a culinária típica sertaneja e a aula/aventura/passeio é finalizada com uma apresentação do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião, dança criada pelos cangaceiros.

Outras Notícias

Pesquisa identifica 20,5 milhões de brasileiros sem acesso à internet

Não saber mexer é o principal motivo apontado, indica o IBGE Uma prática cada vez mais disseminada ainda é raridade no cotidiano de 20,5 milhões de brasileiros: o uso da internet. Esse contingente representa 10,9% das pessoas com 10 anos ou mais de idade em 2024. Desses, quase a metade (45,6%) aponta como motivo para […]

Não saber mexer é o principal motivo apontado, indica o IBGE

Uma prática cada vez mais disseminada ainda é raridade no cotidiano de 20,5 milhões de brasileiros: o uso da internet. Esse contingente representa 10,9% das pessoas com 10 anos ou mais de idade em 2024. Desses, quase a metade (45,6%) aponta como motivo para não acessar a internet não saber como fazer. São 9,3 milhões de pessoas.

Os dados fazem parte de um suplemento sobre tecnologia da informação e comunicação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os pesquisadores visitaram domicílios no último trimestre de 2024 e fizeram perguntas sobre os hábitos dos brasileiros 90 dias antes da realização da pesquisa.

Entre os idosos, o motivo não saber mexer alcançava 66,1%. Apesar disso, a pesquisa revela que eles estão usando cada vez mais a internet.

O levantamento estima em 168 milhões o número de pessoas com acesso à internet, o que representa 89,1% da população com 10 anos ou mais de idade.

O instituto buscou saber os motivos que deixaram 20,5 milhões sem acessar a internet. Não saber mexer e falta de necessidade são as duas razões mais apontadas.

Motivo para não usar a internet: não sabiam utilizar: 45,6%; falta de necessidade: 28,5%; serviço de acesso caro: 7,5%; outro motivo: 4,5%; falta de tempo: 4,3%; preocupação com privacidade ou segurança: 3,8%; equipamento eletrônico necessário era caro: 3,4%; serviço de acesso não estava disponível nos locais que costumava frequentar: 2,4%.

Os motivos de ordem econômica – considerar o serviço ou o equipamento caro – estão menos comuns. Em 2024, somaram 10,9%, enquanto eram 16,2% em 2022, quando a pergunta começou a ser feita.

Os pesquisadores identificaram que, no grupo de pessoas que não tiveram contato com as redes, três em cada quatro (73,4%) eram sem instrução com apenas com ensino fundamental. Mais da metade (52,1%) eram idosos.

Preocupação com privacidade

Ao se debruçar para a grupo da população mais jovem, pessoas de 10 a 13 anos de idade, o levantamento mostra que principal motivo para não uso é a falta de necessidade, respondida por 33,9% dos entrevistados.

O IBGE destacou que a preocupação com privacidade ou segurança tem aumentado desde 2022, quando marcou 15,6% das respostas, saltando em 2024 para 22,5%.

A Pnad mostra que 167,5 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade tinham telefone celular, o que correspondia a 88,9% da população dessa faixa etária.

Já entre os 5 milhões de jovens de 10 a 13 anos que não tinham celular, o principal motivo para não ter o equipamento foi a preocupação com a privacidade ou segurança, apontada por 24,1% das pessoas nessa idade. Em 2022, esse motivo era citado em 17,2% das respostas.

O analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto Fontes, aponta que essa preocupação não é necessariamente uma decisão dos jovens.

“Pode refletir também a preocupação dos próprios pais ou responsáveis. Apesar de ser um equipamento importante para comunicação, é uma preocupação de pais”, destaca.

Cartilha com dicas

A organização da sociedade civil Childhood Brasil preparou uma cartilha com informações e orientações para garantir segurança na internet para crianças e adolescentes. O conteúdo pode ser encontrado aqui.

Festa de Setembro: Festival de Calouros e Banda Retrô animam público em Serra Talhada

A Festa de Setembro de Serra Talhada, que comemora a padroeira da cidade,  Nossa Senhora da Penha, chegou ao seu terceiro dia neste domingo (31) e como nas noites anteriores, as atrações se concentraram no Palco Cultura Viva na Praça Dr. Sérgio Magalhães. No sábado (30, passaram pelo palco Maracatu Nação Império, do Bairro do Mutirão […]

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A Festa de Setembro de Serra Talhada, que comemora a padroeira da cidade,  Nossa Senhora da Penha, chegou ao seu terceiro dia neste domingo (31) e como nas noites anteriores, as atrações se concentraram no Palco Cultura Viva na Praça Dr. Sérgio Magalhães.

No sábado (30, passaram pelo palco Maracatu Nação Império, do Bairro do Mutirão e na sequencia o show da Bandavoou, que mostrou carisma e originalidade.

 Já neste domingo quem aportou no Palco da Cultura foi a final do Festival de Calouros. O evento que teve as fases anteriores realizadas na Concha Acústica brindou o público com bom nível entre os finalistas.

Analisados pelo júri formado por músicos serratalhadenses como Rui Grúdi, Ray di Serra entre outros. A disputa foi acirrada pelas primeiras posições. O primeiro lugar ficou com Ítala Carvalho que interpretou a música “Sonda-me, Usa-me” da cantora gospel, Aline Barros. O segundo lugar ficou com Vadilson e no terceiro lugar Ronaldo Oliveira.

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“Estou muito emocionada e agradecida com a conquista. Foi uma grande disputa, mas graças a Deus no fim deu tudo certo. Todos que competiram estão de parabéns”, Ítala Carvalho, ganhadora do concurso.

Convidado ao palco pela produção, o prefeito Luciano Duque garantiu que o evento será realizado todos os anos e que a prefeitura vai ser parceira no empreendimento. “Podem contar conosco no ano que vem, faremos um evento ainda maio e melhor”, prometeu Duque, sob os aplausos do público.

O festival que recebeu o Nome de “Cantando na Concha” é uma iniciativa da MP3 Produções que tem à frete os músicos José Orlando e Cristiano Leite, para eles o resultado do projeto superou todas as expectativa, “… e o final ter acontecido no polo cultural da Festa de Setembro foi apoteótico… muito bom, isso ns anima para continuar mantendo acessa a chama da cultura de Serra Talhada”, declarou Orlando.

Um grande público vem prestigiando o Palco Cultura Viva que  nesta segunda-feira (01),  apresenta o Grupo Filhos do Sol da Cidade de Iguaracy e Digão Ferraz.

Oficiais da PM saem em defesa de ex-comandante do 23º BPM após crítica de delegados

O Clube dos Oficiais da Polícia Militar divulgou uma nota nesta terça-feira (13) contra o texto da associação dos delegados. A polêmica é por causa de um ofício da PM, assinado pelo Coronel Flávio Morais, que já comandou o 23º BPM, orientando que os policiais que não forem atendidos diretamente por Delegados informem à diretoria […]

O Clube dos Oficiais da Polícia Militar divulgou uma nota nesta terça-feira (13) contra o texto da associação dos delegados. A polêmica é por causa de um ofício da PM, assinado pelo Coronel Flávio Morais, que já comandou o 23º BPM, orientando que os policiais que não forem atendidos diretamente por Delegados informem à diretoria do interior.

Leia a nota:

Ao tomar conhecimento do teor da Nota de Repúdio da Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco – Adeppe, em que trata de manifestação sobre o ofício produzido pelo Cel PM Flávio Morais que, na esfera das suas atribuições, ORIENTA procedimentos da rotina operacional do seus comandados, sem interferir ou ferir gestão de qualquer outro órgão que labuta na Segurança Pública em Pernambuco, em especial a coirmã Polícia Civil do Estado, entendimento este sugerido equivocadamente pela Associação, considera o Clube dos Oficiais ser a nota opinativa e unilateral, ainda que o órgão legitimamente represente a referida categoria.

Na verdade, sabe-se que o Cel Flávio Moraes tem relevantes serviços prestados à Segurança Pública e no ano de 2015, quando comandante do 23º Batalhão, em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, alcançou a meta estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) de combate aos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), crimes contra a vida, com menos de 10 (dez) homicídios por 100 mil habitantes na AIS-20, que compreende, ainda os municípios de Brejinho, Carnaíba, Iguaracy, Ingazeira, Itapetim, Quixaba, Santa Terezinha, São José do Egito, Solidão, Tabira e Tuparetama.

Tal expediente, que visa dar maior fluidez ao serviço policial militar e seus reflexos na melhoria da segurança para população na região do Sertão, em nada abala a integração existente entre as polícias de Pernambuco, que vem lado a lado buscando alcançar os resultados esperados de combate e controle dos índices de violência no Estado, que, além dos esforços de investimento em equipamentos e recursos humanos, necessita do empenho e da dedicação de cada policial em todo território da Federação, promovendo o resgate da sensação de segurança do Povo Pernambucano, que não merece duas meias polícias e tão pouco polícias concorrentes.

Cel RRPM Josué Limeira

Presidente do Clube dos Oficiais PM/BM-PE

15º Festival de Cinema de Triunfo chega ao fim; conheça os filmes premiados

Depois de uma semana de um mergulho no cinema no Sertão do Pajeú, festival coroa seus vencedores em noite especial Chegou ao fim a 15ª edição do Festival de Cinema de Triunfo, coroando a força audiovisual pernambucana e brasileiro depois de uma intensa cinema de muitos filmes, diálogos, oficinas e atividades especiais pelo Theatro Cinema Guarany […]

Depois de uma semana de um mergulho no cinema no Sertão do Pajeú, festival coroa seus vencedores em noite especial

Chegou ao fim a 15ª edição do Festival de Cinema de Triunfo, coroando a força audiovisual pernambucana e brasileiro depois de uma intensa cinema de muitos filmes, diálogos, oficinas e atividades especiais pelo Theatro Cinema Guarany e por diversos cantos da cidade, que por mais um ano mostrou que o Sertão do Pajeú é terra de cinema.

A noite deste sábado contou com as últimas mostras especiais e com a aguardada cerimônia de premiação, que consagrou os melhores filmes escolhidos pelos júris oficial, popular e especiais. 

E o escolhido como melhor filme pelo júri oficial e popular do festival foi o pernambucano Légua Tirana, dirigido pela dupla Diogo Fontes Ek’derô e Marcos Carvalho Xôlaka, um retrato poética e intimista do rei do baião, Luiz Gonzaga, gravado em sua terra, Exu, seguindo o artista em sua jornada de aprendizados para construir uma revolução na música brasileira.  O filme ainda levou os prêmios de melhor roteiro, melhor direção de arte, trilha sonora e melhor ator, dado para Kayro Oliveira do júri oficial.

Já entre os curtas, Samuel Foi Trabalhar, de Janderson Felipe e Lucas Litrento, venceram na categoria nacional. O melhor curta infanto-juvenil ficou com o pernambucano Yadedwa Seetô, do Coletivo Cinema no Interior. Já Carniceiros, de Geisla Fernandes e Wllysys Wolfgang, ficou com prêmio de melhor pernambucano da competição. Mestre Orlando do Couro: Ancestralidade Viva na Pele Talhada, de Bruno Marques, foi o escolhido da categoria dos Sertões. Bufála, dirigido por Tothi Santos, se consagrou como melhor filme experimental.

O júri especial da Federação Pernambucana de Cineclubes escolheu Samuel Foi Trabalhar também como melhor filme, com menção honrosa para Damião, de Hórus. Já o júri da ABD/Apeci concedeu seu prêmio para Yadedwa Seetô.

“Precisamos fazer uma cultura inventiva e afetiva. E tenho certeza que o resultado desse festival reflete isso de forma muita intensa isso que estamos construindo na Secretaria de Cultura. Tenho certeza que entregamos um festival da forma que desejamos lá trás, com afeto e carinho, trazendo e oportunizando outras pessoas a vivenciarem o cinema pernambucano e nacional. Tenho certeza que esse festival vai ficar marcado na história, tanto do festival, como de Triunfo e do audiovisual estadual e nacional”, declarou a secretária executiva de Cultura de Pernambuco, Yasmim Neves, durante a cerimônia de encerramento.

“Foi um festival construindo pensando na importância da ocupação dos espaços pelo interior. Participamos de escutas com os triunfenses, que trouxeram seus desejos. Eu acho que esse diálogo foi o que motivou a gente a estar nesse ano trazendo esse aspecto interior do festival. Quero agradecer a confiança dos triunfenses e do audiovisual no nosso trabalho”, complementou a coordenadora-geral do festival, Maria Samara.

Últimas sessões

Um pouco mais cedo, a programação de exibições foi encerrada com a Mostra Judith Quinto, realizada pelo Sesc Triunfo, que trouxe uma série de produções de curtas realizados na cidade, mostrando a força poética, artística e audiovisual da cidade, dona de uma identidade cultural sólida e forte. Essa tônica continuou em seguida com a mostra “Outros Sertões e o Minuto”, feita por alunos da oficina de mesmo nome realizada durante  toda a semana no festival na zona rural do município.

“É a primeira vez que o Festival de Cinema de Triunfo leva uma atividade de formação para a zona rural da cidade e acho que isso é de extrema importância. Eu acredito que um festival não pode ser só mostras e exibições no cinema sem um olhar para a formação de plateia. Vivemos cinco dias de oficina com pessoas que nunca tiveram contato com o fazer cinematógrafo, também discutindo as representações do Sertão no audiovisual nacional”, declarou Mila Nascimento, ministrante da oficina “Outros Sertões e o Minuto”.

No início da tarde, as atividades ficaram com o coletivo CineRuaPE. Pela manhã, promoveram uma visita guiada pelo Theatro Cinema Guarany, com o público presente conhecendo sua história, seus detalhes arquitetônicos e como o monumento tombado se tornou um dos principais focos de efervescência cultural do Sertão. Já pela tarde, o coletivo promoveu um debate sobre os cinemas de rua do Pajeú, passando por questões como seus funcionamentos, seus movimentos de retomada e suas perspectivas para o futuro.

Clique aqui e confira a lista completa dos vencedores do 15º Festival de Cinema de Triunfo

Painel de atendimento em hospital público do DF é flagrado exibindo palavrão: ‘Vai à merda!’

G1 Um painel de atendimento do Hospital Regional de Planaltina, região administrativa do Distrito Federal, exibiu uma mensagem de xingamento, na noite de sábado (15). O painel é utilizado para divulgar a senha e o nome de pacientes para acolhimento. De acordo com a técnica em contábil Silvani Ferreira, que acompanhava o marido no hospital, […]

G1

Um painel de atendimento do Hospital Regional de Planaltina, região administrativa do Distrito Federal, exibiu uma mensagem de xingamento, na noite de sábado (15). O painel é utilizado para divulgar a senha e o nome de pacientes para acolhimento.

De acordo com a técnica em contábil Silvani Ferreira, que acompanhava o marido no hospital, a tela já exibia mensagens inusitadas. “Começou primeiro chamando ‘teste’ e depois ‘boa noite’. Já dava pra ver que havia uma falha humana”, disse.

Ela ainda conta que a mensagem com o xingamento apareceu depois de ter reclamado da demora para ser atendida. “Meu marido estava aguardando atendimento desde 14h15 da tarde e já era mais de 20h. Realizei a reclamação e, quando notei, havia esta frase escrita. Aí fiz as fotos”, afirmou.

Em nota, a Secretaria de Saúde disse que a direção do hospital informou que está investigando o login responsável pela exibição da mensagem. Também declarou que a frase é um “desrespeito aos pacientes”.