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Carnaval vira vitrine para líderes políticos

Por André Luis

Por Anthony Santana – do Blog da Folha

A folia de Momo em Pernambuco também é palco para a disputa por visibilidade política de pré-candidatos ao governo estadual. Neste ano, as movimentações em torno da organização do Carnaval já deixam clara uma polarização entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), que podem se enfrentar nas urnas no pleito de outubro.

A disputa entre os gestores, que já vinha se desenhando nos últimos meses, ganhou mais uma nuance esta semana. No mesmo dia em que o prefeito João Campos realizou evento para divulgar a programação do Carnaval da cidade, que pode ser o seu último como gestor da capital, a governadora Raquel Lyra divulgou a campanha publicitária do carnaval do estado, inspirada no filme “O Agente Secreto”, que concorre em quatro categorias do Oscar.

O anúncio das indicações do longa-metragem ao prêmio também foi realizado no mesmo dia e acabou sendo celebrado tanto pela governadora quanto pelo prefeito.

Simbolismo

A convergência na data não passou despercebida e reforçou que a festa é também um espaço de afirmação política. Na visão do cientista político Alex Ribeiro, o simbolismo do Carnaval para a cultura pernambucana é enxergado como capital político importante pelos postulantes.

“O carnaval vai aparecer em rede nacional e, por vezes, internacional. Um político sabe desse alcance e quer criar uma associação direta, conectada com as tradições daqui e com a participação popular, a cultura local. Então isso é um capital simbólico bastante significativo”, avaliou.

A presença na folia  também é vista como uma forma de medir a popularidade, e, além disso, reforçar alianças e demonstrar força de articulação. De acordo com Ribeiro, aparecer ao lado de outros políticos locais e nacionais é uma forma de mostrar força política. A visibilidade proporcionada pela ampla cobertura da mídia, tradicional e digital, faz cada movimento político reverberar ainda mais.

Nesse aspecto, eventos com grande participação popular, como o desfile do bloco Galo da Madrugada, considerado como maior agremiação carnavalesca do mundo, se torna uma obrigatoriedade quase institucional ao reunir políticos de todos os lados, até mesmo opositores.

“O galo, por si só, é um evento que é quase a obrigatoriedade de qualquer gestor público, seja prefeito, governador. Todos estão lá independentemente de ano eleitoral. E não só eles como as alianças deles. A mídia está bastante presente, gente de todo o país. Então, é significativo marcar presença”, reforça Alex Ribeiro.

Gestão

Outro aspecto que costuma ser explorado pelos gestores é a própria organização da festa, que tende a ser pensada como uma vitrine administrativa. A busca por uma festa com eficiência, segurança, atrações culturais que tenham o gosto da maioria dos foliões, entre outros aspectos, vão além de meros esforços de gestão.

“Eles vão mostrar no balanço como foram eficientes, quantos turistas trouxeram, quanto a economia conseguiu alavancar no período. Esse é um ponto significativo, a capacidade de gestão. Antes, perto do Carnaval, durante, e, principalmente, depois. Capacidade de gestão é um ativo eleitoral significativo’, considera ainda Alex Ribeiro.

A antecipação da disputa eleitoral também se reflete na possibilidade de o gestor poder circular pelos principais polos da folia. Isso porque, por ter o cargo de governadora, Raquel Lyra poderá se deslocar por todo o território pernambucano com facilidade, ampliando a visibilidade para além da capital.

Já o prefeito do Recife, apesar de comandar uma festa com projeção nacional, terá a circulação como anfitrião limitada à cidade. Isso não impede, porém, que João Campos atenda a convites de aliados de outras cidades, ampliando também a sua presença.

Imagem

O cientista político Alex Ribeiro considera, no entanto, que o carnaval por si só não é capaz de construir uma imagem política positiva para a eleição. Ele lembra que nos seis meses seguintes que antecedem a eleição, é preciso continuar mantendo o esforço para consolidar a imagem.

“O carnaval não sustenta o projeto político sozinho. É forte no início do ano eleitoral, ajuda lideranças a serem conhecidas, mas a continuidade política é significativa. Depois do carnaval ainda tem seis meses pela frente, então tem muita coisa”, explicou Alex Ribeiro.

Outras Notícias

Grito dos Excluídos é realizado no Recife

Por Marina Meireles, G1 PE Integrantes de movimentos sociais e religiosos participaram, este sábado (7), da 25ª edição do Grito dos Excluídos, realizada no bairro do Derby, na área central do Recife. Segundo a organização, o evento realizado no Dia da Independência busca lutar pelos direitos das minorias e por uma sociedade mais justa e […]

Por Marina Meireles, G1 PE

Integrantes de movimentos sociais e religiosos participaram, este sábado (7), da 25ª edição do Grito dos Excluídos, realizada no bairro do Derby, na área central do Recife.

Segundo a organização, o evento realizado no Dia da Independência busca lutar pelos direitos das minorias e por uma sociedade mais justa e libertária. O ato foi encerrado por volta das 12h15.

O movimento deste sábado também incluiu manifestantes contra a Reforma Trabalhista e os cortes feitos pelo governo federal na área da educação. Estudantes fizeram lápis gigantes como armas para protestar. Os incêndios na região amazônica também foram lembrados durante o ato.

Parte dos integrantes também se posicionaram pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, levando faixas e cartazes. Um boneco gigante do ex-presidente também marcou presença.

CNM critica reajuste de piso salarial do magistério. AMUPE não se manifesta

Nos bastidores,  prefeitos do estado tem se queixado do percentual anunciado pelo MEC A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) criticou nesta terça-feira (17) o reajuste do piso salarial dos professores oficializado pelo Ministério da Educação (MEC) e, pelo segundo ano seguido, voltou a orientar os gestores municipais a ignorar o aumento anunciado pelo governo federal. […]

Nos bastidores,  prefeitos do estado tem se queixado do percentual anunciado pelo MEC

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) criticou nesta terça-feira (17) o reajuste do piso salarial dos professores oficializado pelo Ministério da Educação (MEC) e, pelo segundo ano seguido, voltou a orientar os gestores municipais a ignorar o aumento anunciado pelo governo federal.

“O impacto torna ingovernável. Estamos orientando os municípios a não concederem, por mais que entendamos como importante. Esse montante inviabiliza a educação no Brasil. Aí, nós vamos ver o MEC apresentando grandes projetos para salvar a educação no Brasil, enquanto tira esse valor dos municípios”, declarou o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.

O MEC anunciou na segunda (16) um aumento de quase 15% no mínimo pago a professores da educação básica. O piso – que será atualizado de R$ 3.845,63 para R$ 4.420,55 – é definido pelo governo federal, mas o pagamento é feito pelas prefeituras e governos estaduais.

Para a CNM, o custo total desse reajuste pode impactar a gestão educacional no Brasil e agravar a situação fiscal dos municípios. A estimativa, divulgada pelo presidente da entidade, é de que o aumento custe R$ 19,4 bilhões anualmente aos municípios.

“É importante, sim, o piso, mas sabemos que não é assim [que deve ser concedido]. Tem que ter o piso, tem que valorizar o magistério, mas não desse jeito”, declarou.

“Se o município quiser cumprir, dar 80% de reajuste, ele pode. Agora, se isso vai acabar com a educação, com as contas públicas dele, é problema dele.”

Já a AMUPE, Associação Municipalista de Pernambuco não se manifestou.  A entidade esteve reunida em assembleia hoje. Muitos gestores se queixaram da decisão tomada em Brasília e do impacto nas contas públicas.  Mas com microfones ligados, nem prefeitos nem entidade se manifestaram.  O tema, de reclamar do aumento dado a professores costuma repercutir mal.

Presidente da Câmara de Vereadores de Floresta é assassinado a tiros após sofrer emboscada

Um crime ocorrido no início da tarde de hoje (17) chocou a população de Floresta (PE), no Sertão de Itaparica. O vereador e presidente da Câmara Municipal, Alberto Carlos de Souza, 52 anos – mais conhecido na região como Beto Souza -, foi assassinado após sofrer uma emboscada na Fazenda Tabuado, zona rural da cidade. […]

Foto: Blog O Povo com a Notícia/reprodução

Um crime ocorrido no início da tarde de hoje (17) chocou a população de Floresta (PE), no Sertão de Itaparica. O vereador e presidente da Câmara Municipal, Alberto Carlos de Souza, 52 anos – mais conhecido na região como Beto Souza -, foi assassinado após sofrer uma emboscada na Fazenda Tabuado, zona rural da cidade.

Segundo informações, Beto teria descido do veículo dele para falar com populares, quando um Toyota Corolla, de cor preta, encostou ao lado. Desconhecidos saíram do carro e efetuaram vários disparos de arma de fogo, atingido o vereador e um amigo dele, conhecido como Duda.

Até o momento não se sabe ainda o estado de saúde deste último. Há dois anos, Beto já tinha conseguido escapar ileso de outra emboscada. As informações são do Blog O Povo com a Notícia.

Rogério Caboclo é afastado da presidência da CBF

Foto: Lucas Figueiredo/CBF UOL A Comissão de Ética da CBF determinou neste domingo o afastamento do presidente da entidade, Rogério Caboclo. Os membros da Comissão de Ética enviaram a ordem à diretoria da CBF para que o dirigente fique fora do cargo por pelo menos 30 dias — com possibilidade de prorrogação — para se […]

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

UOL

A Comissão de Ética da CBF determinou neste domingo o afastamento do presidente da entidade, Rogério Caboclo.

Os membros da Comissão de Ética enviaram a ordem à diretoria da CBF para que o dirigente fique fora do cargo por pelo menos 30 dias — com possibilidade de prorrogação — para se defender devidamente da denúncia de assédio moral e sexual, protocolada por uma funcionária da CBF na última sexta-feira, como informado primeiramente pelo GE.

Com o espaço vago, quem volta ao comando da CBF, no papel, é o vice-presidente mais velho da entidade, Antônio Carlos Nunes, o Coronel Nunes. Caboclo e a CBF já foram notificados da decisão.

Esse era o movimento da Comissão de Ética já era esperado pela diretoria da CBF, que se uniu para apoiar a saída de Caboclo do poder neste momento e instou o órgão a se manifestar. A articulação recente envolveu cinco dos oito vices da entidade. O agora presidente afastado tentou resistir enquanto pôde e se viu contrariado. Mas deu sinais de que continuará lutando para ficar no cargo.

A diretoria da CBF tem o poder de executar o afastamento com base no artigo 143 do Estatuto da CBF: “Nos casos de urgência comprovada, a Diretoria da CBF poderá afastar, em caráter preventivo, qualquer pessoa física ou jurídica direta ou indiretamente vinculada à CBF que infrinja ou tolere que sejam infringidas as normas constantes deste Estatuto ou do Estatuto da FIFA ou da CONMEBOL, bem como as normas contidas na legislação desportiva e nos regulamentos da CBF”.

Em carta enviada no sábado, o diretor de Governança e Conformidade da CBF, André Megale, enviou uma carta a Caboclo na qual recomenda que o presidente se licencie por tempo determinado. Megale argumentou que seria uma forma de preservar “todos os envolvidos na denúncia, permitindo que a CBF possa continuar a desempenhar suas atividades, em benefício de toda comunidade do futebol brasileiro”.

A defesa de Rogério Caboclo responde que “ele nunca cometeu nenhum tipo de assédio e vai provar isso na investigação da Comissão de Ética”.

A troca na presidência da CBF se dá às vésperas de uma Copa América trazida para o Brasil após o “sim” dado por Caboclo à Conmebol. O dirigente se aliou ao presidente da República, Jair Bolsonaro, para organizar o torneiro em solo brasileiro. Mas o modus operandi dessa confirmação trouxe um problema dentro da própria seleção brasileira, a ponto de jogadores e comissão técnica demonstrarem diretamente a Caboclo a insatisfação com o cenário.

Com a saída de Caboclo, a expectativa de quem fica à frente da CBF é apaziguar os ânimos na seleção, especialmente com o técnico Tite, para que a disputa da Copa América avance com menos problemas.

O afastamento de Caboclo aumentará a lista de presidentes da CBF que, por motivos diversos, não cumpriram seu mandatos por completo. Envolvido em denúncias de corrupção, Ricardo Teixeira renunciou em 2012. Preso no Fifagate, José Maria Marin foi banido pela Fifa em 2015. Esse foi o mesmo destino que Marco Polo Del Nero: depois de um afastamento temporário em 2017, o banimento veio em 2018.

Justiça cancela transferências de títulos no Pajeú

Blog do Magno Numa ação impetrada pelo advogado Cláudio Soares, a justiça eleitoral cancelou vários títulos eleitorais que haviam sido transferidos entre os anos de 2019/2020 entre os municípios de São José do Egito e Brejinho, no Sertão do Pajeú. Isso se configurou na intenção maldosa de políticos no campo da oposição de querer usar […]

Blog do Magno

Numa ação impetrada pelo advogado Cláudio Soares, a justiça eleitoral cancelou vários títulos eleitorais que haviam sido transferidos entre os anos de 2019/2020 entre os municípios de São José do Egito e Brejinho, no Sertão do Pajeú.

Isso se configurou na intenção maldosa de políticos no campo da oposição de querer usar de forma criminal o voto de eleitores não cadastrados e não residentes em seus municípios.

Os procuradores eleitorais, segundo Cláudio, entenderam que se configurou, na prática, um crime em violar ou tentar violar a referência de títulos. “O objetivo das ações foi conter as transferências irregulares de eleitores entre os municípios, principalmente de São José do Egito para Brejinho”, disse a advogado, adiantando que dois Irmãos do pré-candidato da oposição, Gilsomar Bento, são os alvos da justiça eleitoral.

Jonielson Bento da Costa (empresário e proprietário de posto de gasolina em São José do Egito) e Gilmar Bento da Costa, entre outros, são os principais responsáveis por essa prática nociva e que confirma manipulação grotesca impulsionada pelo poderio econômico.