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Capa da revista Economist tem Cristo Redentor pedindo socorro

Por Nill Júnior

76e088ef63148ca22997f1335e6d303cEstadão Conteúdo

Após a mais famosa estátua do Rio de Janeiro simbolizar a decolagem e depois a derrocada do Brasil, agora é a vez de o Cristo Redentor pedir socorro na capa da nova edição da revista The Economist. A publicação britânica traz a imagem do Cristo segurando um cartaz com a inscrição “SOS”. Em editorial, a revista diz que a presidente Dilma Rousseff tem responsabilidade sobre o fracasso econômico, mas que os que trabalham para tirá-la do cargo “são, em muitos aspectos, piores” e cita Eduardo Cunha como exemplo. “No curto prazo, o impeachment não vai resolver isso”. Por isso, a revista defende novas eleições gerais.

O editorial diz que “Dilma Rousseff levou o País para baixo, mas toda a classe política também”. “O fracasso não foi feito apenas pela senhora Rousseff. Toda a classe política tem levado o País para baixo através de uma combinação de negligência e corrupção. Os líderes do Brasil não ganharão o respeito de volta de seus cidadãos ou superarão os problemas econômicos a não ser que haja uma limpeza completa”.

A revista diz que Dilma tem responsabilidade sobre a situação porque houve incompetência do atual governo na condução da economia, o Partido dos Trabalhadores se envolveu no esquema de corrupção da Petrobras e a presidente tentou proteger p ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva das investigações. As acusações contra a presidente, porém, são relativizadas quando comparadas com as existentes contra os nomes que lideram o processo de impeachment.

“O que é alarmante é que aqueles que estão trabalhando para o seu afastamento são, em muitos aspectos, piores”, cita o editorial que lembra que o vice-presidente Michel Temer é filiado ao PMDB. “O PMDB também está perdidamente comprometido. Um dos seus líderes é o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que presidiu o espetáculo do impeachment de seis horas no domingo. Ele é acusado pelo Tribunal Superior Federal de aceitar suborno da Petrobras”, diz a revista.

Para a Economist, “não há maneiras rápidas” de resolver a situação. As raízes dos problemas políticos viriam, segundo a revista, da economia baseada no trabalho escravo do século XIX, a ditadura do século XX e o sistema eleitoral em vigor. “No curto prazo, impeachment não vai consertar isso”, diz a revista.

O editorial diz que a acusação da manipulação contábil de Dilma parece “tão pequena que apenas um punhado de deputados se preocupou em mencionar isso em seus dez segundos” na votação. A revista avalia que, se Dilma for deposta por uma razão técnica, “o senhor Temer vai lutar para ser visto como um presidente legítimo pela grande maioria dos brasileiros que ainda apoiam a senhora Rousseff”.

Por isso, a revista defende que uma maneira de contornar a situação seria a realização de novas eleições que elegeriam um presidente com apoio popular para executar reformas. “Os eleitores também merecem uma chance de se livrar de todo o Congresso infestado de corrupção. Apenas novos líderes e novos legisladores podem realizar as reformas fundamentais que o Brasil necessita”, diz a revista.

A revista reconhece, porém, que o caminho para novas eleições não é fácil no Congresso. “Assim, há uma boa chance de que o Brasil ser condenado à confusão sob a atual geração de políticos desacreditados. Os eleitores não devem se esquecer deste momento Porque, no fim, eles terão a chance de ir às urnas – e devem usá-la para votar em algo melhor”.

Outras Notícias

Waldemar Borges estaria na bronca com Câmara, diz blog

Segundo o PE Noticias, o deputado Waldemar Borges estaria insatisfeito com o governador Paulo Câmara e a condução política de seu segundo governo. Teria enviado comunicado ao Palácio, solicitando a dispensa de todas as indicações suas na gestão, em total de quatro. A queixa revela que há o tradicional loteamento de espaços entre aliados. Val […]

Segundo o PE Noticias, o deputado Waldemar Borges estaria insatisfeito com o governador Paulo Câmara e a condução política de seu segundo governo.

Teria enviado comunicado ao Palácio, solicitando a dispensa de todas as indicações suas na gestão, em total de quatro.

A queixa revela que há o tradicional loteamento de espaços entre aliados. Val teria “direito” a mais outras seis indicações, que não foram efetivadas desde sua posse. O Deputado é aliado no Pajeú do ex-prefeito Totonho Valadares. O blog não informa se o ex-prefeito teria participação em alguma das indicações. Diz entretanto que o pai de Wal, Waldemar Borges pai, aliado desde o hovgove Arraes, está na lista dos não nomeados.

“As informações dão conta que o Secretário da Casa Civil, Nilton Mota, após receber o comunicado de insatisfação teria ligado para Waldemar Borges e tentado contornar os dissabores, mas o deputado está irredutível”, diz o blog.

Também haveria queixas pela presença no núcleo duro de Antônio Figueira e Renata Campos, mãe de João Campos.

Congresso derruba veto, e fundão eleitoral pode atingir R$ 5,7 bilhões

Base governista participou da articulação pela derrubada do veto, incluindo o PL, novo partido de Bolsonaro Com apoio do PL e partidos aliados ao presidente Jair Bolsonaro (PL), o Congresso Nacional derrubou nesta sexta-feira (17) o veto ao fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões no próximo ano. O valor do fundo eleitoral constava do texto […]

Base governista participou da articulação pela derrubada do veto, incluindo o PL, novo partido de Bolsonaro

Com apoio do PL e partidos aliados ao presidente Jair Bolsonaro (PL), o Congresso Nacional derrubou nesta sexta-feira (17) o veto ao fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões no próximo ano.

O valor do fundo eleitoral constava do texto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), projeto que cria as regras e diretrizes para a elaboração do orçamento, que recebeu diversos vetos de Bolsonaro.

O veto foi derrubado na Câmara com o voto de 317 deputados federais, contra 146 contrários. Eram necessários 257 votos. A votação uniu governistas, independentes e oposição.

Horas mais tarde, os senadores também derrubaram o veto presidencial e restabeleceram o fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões, por 53 votos contra 21. Eram necessários 41 votos.

O item que trata do valor do fundão eleitoral foi analisado numa votação separada durante a sessão do Congresso. A grande margem de votos foi resultado de uma grande articulação dos parlamentares, que envolveu os partidos da base do governo, incluindo o PL, nova legenda de Jair Bolsonaro, além de parte da oposição.

Com a derrubada do veto, o fundo de financiamento da campanha de 2022 será o maior da história. O fundão foi criado em 2017 e, até então, ficou em torno de R$ 2 bilhões nos anos eleitorais.

O governo evitava oficialmente apoiar a derrubada do veto, mas as lideranças no Congresso decidiram liberar a bancada para votarem, em um claro sinal em favor do fundão.

“Entendendo que essa será uma decisão pessoal, partidária de cada parlamentar que estará em ano eleitoral no próximo ano, e nós deixaremos, então, a posição em aberto, por essa consequência. Há uma informação partidária sobre esse veto especificamente”, afirmou o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO)

O presidente, que pretende concorrer à reeleição em 2022, se beneficia da derrubada do próprio veto. Bolsonaro se filiou ao PL, partido que integra o centrão e ocupou a 8ª colocação no ranking das siglas que mais receberam dinheiro na campanha de 2018.

Leia a íntegra da reportagem de Thiago Resende, Danielle Brant e Renato Machado na Folha de S. Paulo.

Simplex Consultoria divulga pesquisa de intenção de voto para senadores em Pernambuco

Levantamento contou com 600 entrevistas e possui uma margem de erro de 4% e nível de confiança de 95% Da CBN Recife A Simplex Consultoria divulgou uma pesquisa, realizada nos dias 22 e 23 de dezembro de 2024, que mostra a intenção de votos de eleitores de Pernamabuco para o Senado Federal, nas eleições de […]

Levantamento contou com 600 entrevistas e possui uma margem de erro de 4% e nível de confiança de 95%

Da CBN Recife

A Simplex Consultoria divulgou uma pesquisa, realizada nos dias 22 e 23 de dezembro de 2024, que mostra a intenção de votos de eleitores de Pernamabuco para o Senado Federal, nas eleições de 2026.

O levantamento contou com 600 entrevistas e possui uma margem de erro de 4%, com nível de confiança de 95%. Foram apresentados aos entrevistados dois cenários de pesquisa estimulada, que apontaram:

Cenário 1 – Anderson Ferreira – 11,8%; Humberto Costa – 10,7%; Armando Monteiro – 9,4%; Gilson Machado – 7,5%; Miguel Coelho – 7,0%; Mendonça Filho – 5,6%; Fernando Dueire – 1,9%; Indecisos/Não responderam – 23,9%; Brancos e Nulos – 22,2%.

Cenário 2 – Marília Arraes – 18,5%; Humberto Costa – 13,5%; Gilson Machado – 13,4%; Paulo Câmara – 5,6%; Silvio Costa Filho – 4,9%; Dudu da Fonte – 4,3%; Fernando Dueire – 1,4%; Indecisos/Não responderam – 14,4%; Brancos e Nulos – 24,1%.

Idade – A pesquisa entrevistou eleitores com 16 anos ou mais, sendo o público entre 45 a 59 anos a maioria deles (25,1%). Os entrevistados entre 16 e 24 anos somaram 13,8%; de 25 a 34 anos (20,3%); de 35 a 44 anos (20,6%); já os com 60 anos ou mais correspondem a 20,2% dos entrevistados.

Recorte por gênero – As mulheres foram a maioria dos eleitores entrevistados, somando 53,4%. O público masculino na pesquisa corresponde a 46,6%.

Técnica – Foi realizada uma pesquisa quantitativa por meio da aplicação de questionários estruturados de forma telefônica ao público-alvo com questões induzidas.

Patriota emite nota de pesar e decreta luto pelo falecimento de Silvério Queiroz

O prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota, emitiu na tarde desta quinta-feira (18), nota de pesar pelo falecimento do ex-prefeito do município, Silvério Queiroz. “Vimos através desta expressar nosso profundo pesar pelo falecimento do ex-prefeito Silvério Queiroz, com muitos serviços prestados ao nosso município, sendo o mais destacado a construção do nosso estádio Valdemar […]

O prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota, emitiu na tarde desta quinta-feira (18), nota de pesar pelo falecimento do ex-prefeito do município, Silvério Queiroz.

“Vimos através desta expressar nosso profundo pesar pelo falecimento do ex-prefeito Silvério Queiroz, com muitos serviços prestados ao nosso município, sendo o mais destacado a construção do nosso estádio Valdemar Viana de Araújo.

Homem simples, de vida simples, um exemplo do homem público que serviu ao seu povo sem jamais utilizar do poder em benefício próprio.

Fica a saudade do homem, a lembrança de seus feitos e o desejo que Deus o acolha em sua infinita e misericordiosa morada. Aos filhos, Wagner e Manoela, bem como aos demais familiares e amigos, nosso mais profundo pesar.

Que Deus estenda o seu conforto e sua bênção a todos nesse momento de irreparável perda. Declaramos, em reverência e homenagem à memória de Silvério Queiroz, luto oficial de três dias em Afogados da Ingazeira”.

Pedro Campos inclui Política Nacional de Reajuste no projeto que amplia a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil

Líder o PSB conseguiu incluir proposta de Tabata Amaral no texto final do PL 1087/25 para evitar que benefício seja corroído ao longo do tempo O líder do PSB na Câmara, deputado Pedro Campos, articulou e garantiu no relatório do projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda (PL1087/25) para quem ganha até R$ […]

Líder o PSB conseguiu incluir proposta de Tabata Amaral no texto final do PL 1087/25 para evitar que benefício seja corroído ao longo do tempo

O líder do PSB na Câmara, deputado Pedro Campos, articulou e garantiu no relatório do projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda (PL1087/25) para quem ganha até R$ 5 mil a previsão de que o Governo Federal apresente, em até um ano, uma Política Nacional de Reajuste da Tabela do Imposto de Renda.

O objetivo é assegurar que a isenção seja atualizada periodicamente, evitando que a defasagem corroa o benefício. Esta é a primeira vez na história que o Brasil poderá contar com uma política permanente de reajuste do IR.

A emenda ao texto apresentada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) previa a correção anual da tabela pelo IPCA. No entanto, o relator do projeto, deputado Arthur Lira (PP-AL), havia decidido por rejeitar as emendas. Após as negociações, Lira acatou a sugestão de Pedro e Tabata de ajuste anual de forma que, no prazo de um ano, o Poder Executivo enviará ao Congresso Nacional projeto de lei prevendo a atualização dos valores previstos na legislação do IR.

“Dentro de um consenso dessa Casa, da importância de avançar nessa matéria, nós entendemos que discutir posteriormente uma política nacional de reajuste anual da tabela do imposto de renda seria uma sinalização positiva,  tanto dessa Casa, do relator Arthur Lira, como também do governo que teria um prazo máximo de um ano para mandar essa proposta”, disse o líder do PSB.

Pedro Campos comemorou a vitória. “Esse reajuste anual foi uma proposta muito relevante apresentada pela deputada Tabata.  Nós conseguimos esse avanço histórico na isenção para quem ganha até R$ 5 mil e da taxação dos super-ricos. Avançamos com  justiça tributária.”

Segundo o parlamentar, o projeto atende a uma demanda antiga da população e representa um marco no combate às desigualdades.