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Augusto Coutinho vai à ANTT tratar de lei que endureceu penas contra transporte alternativo

Por André Luis

O deputado Augusto Coutinho esteve na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), nesta quinta, 12, para conversar sobre a ampliação de frotas e regulamentação do transporte alternativo entre cidades, especialmente em rodovias interestaduais. “Falamos da realidade do interior de Pernambuco, onde muitas pessoas dependem dos serviços de vans e mototáxi, por exemplo, para estudar e trabalhar. A lei 13.855 aumentou as penas sobre quem realiza transporte remunerado sem autorização prévia, mas a frota regular ainda não dá conta da demanda”, disse Coutinho. Ele esteve acompanhado do deputado estadual Antônio Fernando.

A lei 13.855 foi sancionada pelo presidente Bolsonaro no primeiro semestre deste ano. O texto torna gravíssima a condução de transporte escolar sem autorização e transporte remunerado sem licenciamento. Em ambos os casos está prevista apreensão do veículo. Este tema levou diversos motoristas a protestarem em rodovias pernambucanas, pedindo a readequação das normas às realidades locais, especialmente no interior.

“Saímos da ANTT e já solicitamos uma audiência no Denatran para tratar deste mesmo assunto. Recentemente o governador Paulo Câmara anunciou ações para regulamentar o transporte intermunicipal em carros particulares, uma ação muito importante, à qual unimos força”, acrescentou Augusto Coutinho.

Outras Notícias

Presos acusados de matar tatuador em Tabira

A equipe da 169ª Circunscrição de Polícia Civil de Tabira e Policiais Militares do 23° BPM/Tabira, em ação conjunta, deram cumprimento ao Mandado de Prisão e de Busca e Apreensão em desfavor de dois elementos. Com as iniciais D.R.S e R.M. L. (processo n° 0000320-24.2023.8.17.3420) indivíduos são investigados pelo cometimento do crime de homicídio qualificado […]

A equipe da 169ª Circunscrição de Polícia Civil de Tabira e Policiais Militares do 23° BPM/Tabira, em ação conjunta, deram cumprimento ao Mandado de Prisão e de Busca e Apreensão em desfavor de dois elementos.

Com as iniciais D.R.S e R.M. L. (processo n° 0000320-24.2023.8.17.3420) indivíduos são investigados pelo cometimento do crime de homicídio qualificado praticado contra Eduardo dos Santos Lúcio (foto).

Ele foi morto  na madrugada do dia 20 de fevereiro. O crime ocorreu no Bairro de Fátima, onde ele morava. Dois homens em uma moto bateram à sua porta e quando ele a abriu, foi alvejado com disparos de arma de fogo.

O mandado foi expedido pela Vara Única da Comarca de Tabira, após representação da Autoridade Policial, sendo dado cumprido nesta data por ocasião das diligências efetuadas pela equipe de investigação da Polícia Civil com apoio da Polícia Militar.

Na ocasião do cumprimento do Mandado de Prisão e de Busca Apreensão foram apreendidos ainda drogas, balança de precisão,  celular e motocicleta possivelmente utilizada para a prática do delito.

Desse modo, além do mandado de prisão e busca, foi dado, também, voz de prisão ao autuado pelo crime de Tráfico de Drogas.

Após a prisão, o imputado foi conduzido à Delegacia Seccional de Afogados da Ingazeira para realização dos procedimentos legais e apresentação em audiência de custódia.

A história por trás dos 30

Nesta terça, dia 25 de maio, completo meus 30 anos de comunicação, a partir do primeiro programa, o Conversando com a Juventude, da Pastoral da Juventude do Meio Popular. Sou privilegiado até por ter o script desse programa guardadinho. Tinha apenas 16 anos. A vida tem caminhos escritos por Deus. Prova disso é que não escolhi […]

Nesta terça, dia 25 de maio, completo meus 30 anos de comunicação, a partir do primeiro programa, o Conversando com a Juventude, da Pastoral da Juventude do Meio Popular.

Sou privilegiado até por ter o script desse programa guardadinho. Tinha apenas 16 anos. A vida tem caminhos escritos por Deus. Prova disso é que não escolhi o rádio. Foi o rádio e a comunicação que me acharam, a partir do convite do Padre Luiz Marques Ferreira, depois de me ouvir falando pelos ouvidos em um grupo de jovens no bairro onde resido até hoje, me convidar para apresentar um programa para esse público na Rádio Pajeú.

Sempre digo que a grande oportunidade da vida não passa duas vezes no mesmo lugar. Assim, essa e as que se apresentaram, agarrei com unhas e dentes desde aquela chance de falar na Pioneira do Sertão Pernambucano.

Vale o registro de que o jornalismo quando feito com amor salva vidas do lado de dentro e do lado de fora. Minha vida foi transformada graças às pessoas que confiaram naquele garoto de 16 anos.

Essa confiança, busco pagar tentando ajudar a fazer uma sociedade melhor, mais justa, mais inclusiva, salvando vidas como agora na pandemia, abrindo oportunidades a pessoas que como eu tentam uma chance, formando e moldando futuros talentos. Jornalismo na essência nunca foi tão fundamental no mundo em que vivemos.

E não há jornalismo sem ética, sem caráter. Pois o talento encontra o molde em um ser humano. Por isso há muito talento contaminado por mau caratismo também na profissão. Mas por sorte, os bons prevalecem. Viva o jornalismo e sua capacidade de transformar o mundo.

Pra contar a história dos 30 anos de comunicação completados hoje, é preciso voltar um pouquinho no tempo. Nasci em 20 de dezembro de 1974 no Gama, Distrito Federal, filho de Nivaldo Alves Galindo Filho e Cleonice Ramos Galindo.

Nivaldo, o mais velho dos oito filhos do Mestre de Obras Élio Fernandez Galindo, uma de minhas referências, e Natércia Alves Barbosa, ainda viva, graças a Deus.

Papai trabalhou muitos anos em Brasília, seja na construção civil, seja como Chefe de Almoxarifado em Furnas Centrais Elétricas. Tendo cursado apenas o ginasial, era uma mente privilegiada. Também era um baixinho invocado, conhecido por não ter medo de mostrar suas posições.

Era na concepção alguém que lutava contra injustiças. Tenho uma memória dele denunciando em plena reta final do regime um episódio em que um policial agredia uma pessoa sem motivação em um ponto de ônibus.

Ligou para uma rádio de Brasília para denunciar. Lembro da mamãe louca ao pé do rádio. Quem sabe ali, implicitamente nasceu minha relação com o meio.

Papai atuou politicamente, escrevia crônicas, foi um dos agentes pela eleição histórica de Orisvaldo Inácio, algum tempo depois de voltar de Brasília, pois minha mãe não se adaptara bem à mudança de ares para São Paulo.

Ele deixou tudo em Brasília para trata-la de um tumor benigno no encéfalo. Sem diagnóstico preciso no Sarah Kubitschek, foi salva após quadro delicadas cirurgias no Hospital das Clínicas, São Paulo.

O pós operatório foi muito complicado e papai teve que mudar-se com os dos filhos para São Paulo. Havia uma subsidiária em Mogi das Cruzes e ele alugou um imóvel em Jundiapeba, ao lado de uma charmosa estação de trem que existe até hoje.

Mas mamãe não se adaptou, ele largou tudo e voltamos para Afogados. No fim dos anos 80 a saúde dele, diabético rebelde, chegado a uma cerveja ou um bom uisque, se deteriorou. Desenvolveu insuficiência renal crônica, foi para a hemodiálise e faleceu em agosto de 1989.

Ficamos eu, minha irmã Nívea Cléa Ramos Galindo e a mamãe, Cleonice Ramos Galindo. Até a mamãe ter acesso à pensão,  vivemos dias difíceis. A irmã, por exemplo, passou a morar com o casal Terezinha Silvestre, nossa tia, e Antonio Dondon. Veio a pensão e as coisas melhoraram. Dos 14 aos 16 anos, já sem o papai, vivi algumas experiências profissionais que agregaram muito à minha vida. Trabalhei em uma loja de videogames onde hoje funciona o Pilão, vendi picolé, vendi até quiabo quando não era bom de saída.

Quando tinha 16 anos, era comum estar com meu hoje compadre Rogério Jesuíno, que também fez parte da Rádio Pajeú como Jota Oliveira. Ficávamos a olhar o tempo em uma meia parede na Rua 16, Bairro Cohab. O bairro não tinha capela e as novenas aconteciam na casa de Dona Maristela, mãe da professora Patrícia Amaral. Naquele 1991 em uma daquelas noites, passa o Padre Luiz Marques Ferreira, Padre Luizinho, então seminarista perguntando onde era a casa dela. Indicamos com o clássico “bem ali” e fomos ver pelo movimento que a novena gerava.

Ao sair, Luizinho nos viu na porta e disse estar formando um  grupo de jovens no bairro. Naquele tempo havia muitas iniciativas interessantes da Igreja Católica e a PJMP era muito forte. Lá vou eu para essas reuniões no grupo Escolar Petronila de Siqueira Campos Góes aos sábados. Aí, certamente por influência genética de pai, falava pelos cotovelos falando da realidade do bairro. Padre Luizinho percebeu e algum tempo depois me convidou para apresentar um programa que teria início na Rádio Pajeú ligado à Pastoral da Juventude.

Lembro da primeira vez na Casa Paroquial preparando com Luizinho e Rogério Jesuíno o Conversando com a Juventude. A música tema era Amanhã, de Guilherme Arantes. Em 25 de maio de 1991, bem nervoso, dava o primeiro passo para a comunicação. “Este programa é um oferecimento da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios, na pessoa do Padre João Carlos. Tem na coordenação esse amigo que vos fala, padre Luizinho e também na produção e apresentação Nivaldo Galindo e Rogério Jesuíno”. Minha primeira fala era sobre os objetivos do programa: “Muito bom dia caros ouvintes que estão em sintonia com a Rádio Pajeú de Afogados da Ingazeira. Meu bom dia especial a todo jovem desse imenso sertão, a você desempregado, desempregada, a você estudante como eu, enfim; a todos vocês que nos escutam”. O programa tratou dos objetivos, como que os jovens tomassem consciência de seus direitos.

A cada programa, o nervosismo inicial dava lugar a uma segurança maior. Tanto que alguns sábados depois, Anchieta Santos me convidava para fazer um teste para a equipe esportiva da emissora. “Gosta de esportes, Nivaldo?” – perguntou. Até hoje brinco dizendo que mesmo que não gostasse, diria que sim. Mas de fato sempre gostei. Fomos a um teste com um gravador do tamanho de um tijolo na casa de Anchieta a frente de onde hoje é a UPA-E. Tremi, mas fiz. “Você tem jeito, se tiver vontade”, disse ao fim.

No meu primeiro noticiário, do Náutico, na Resenha Bola em Jogo, pela manhã, troquei o programa e falei para a Resenha Esportes no Ar. Passou. Anchieta foi como um pai firme. Pegava no pé como quem sabia em quem estava apostando. Hoje costumo cobrar mais de quem mais acredito, uma das lições que guardei dele. Lembro da experiência com aquela equipe esportiva, com Anchieta, Elias Mariano, Vanderley Galdino. Naldinho Rodrigues e Adelmo Santos.

Não esqueço do primeiro plantão esportivo, de um jogo que era feito do Vianão. Com um bom e velho rádio, sintonizava a Rádio Clube (nem se falava em internet) para informar cada gol que saía nos campeonatos de Pernambuco e nacionais. De cara, recebi um elogio ao fim da transmissão de Anchieta, então narrador. Não esqueci. Lembro do primeiro pagamento por uma transmissão das mãos dele, dentro do seu fusca branco.

Com o tempo, surgiram testes para uma nova rádio que surgiria em Afogados, do Grupo Inocêncio Oliveira. Pagava um salário, e fui a Serra Talhada encarar a oportunidade. O teste foi com Zé Honório, na Líder do Vale. Lembro dele elogiando ao final e dizendo que eu tinha tudo pra ficar entre os selecionados. Voltei contando pra todo mundo. Uns acreditavam, outros não, mas segui. Liso e sem ter como ficar em Serra aos fins de semana para praticar, já que no FM você atuava nos controles e ao microfone, apelei pra quem podia ajudar.

Nas primeiras vezes, Heleno Mariano, ligado a Inocêncio e que fora amigo de meu pai, já sabendo da notícia de que eu iria para a emissora que também serviria de plataforma política de Antonio Mariano e seu grupo, me ajudou com o dinheiro da hospedagem, um quartinho ao lado da estação rodoviária de Serra Talhada. Lembro após praticar rodar aquela Praça Agamenon Magalhães sem conhecer ninguém. Da rádio Líder, lembro de Marquinhos Dantas e Edcarlos Máximo, que viria a ser diretor da emissora em Afogados.

Nesse período, fui apresentado por Padre Luizinho, ainda seminarista, ao Padre João. “Faça o que puder para ajudar esse menino que ele tem futuro”, disse. Padre João foi, como até hoje um pai na plenitude da palavra. De pronto, conseguiu um quarto mais aconchegante no Colégio da Imaculada Conceição, gerido pelas freiras. Os ventos sopravam a meu favor: a madre superiora era “Irmã Galindo”. Ganhei um ponto de apoio para minhas idas a Serra. E uma referência paterna que me ensinou muito, desde os valores até qualidades de como administrar, por exemplo.

Em maio de 1993, a Transertaneja ia ao ar em festa na cidade. Fui a primeira voz a ir ao ar oficialmente, numa equipe que ainda tinha Edcarlos, Élio Fernandez e Ney Gomes, outro amigo que a vida me deu.

Não fiquei muito tempo. Em 1 de agosto de 1994 assinava minha carteira no Sindicato dos Trabalhadores Rurais como Auxiliar de Contabilidade. Na verdade, atuei também assessorando o Polo Pajeú da FETAPE, ao lado de um tal José Patriota, na época com 35 anos, responsável pelo polo, tão  sabido e preparado como hoje, outra experiência enriquecedora. Chegamos a apresentar juntos o programa da entidade. Mas eu sabia que ali, poderia voltar pra Pajeú, o que se materializou aos poucos.

Primeiro participando do programa Anchieta Santos, depois sendo convidado a voltar para a Seleção do Povo. Lembro da chamada de Anchieta detalhando toda a cobertura – os Jogos Escolares eram um grande acontecimento para a cobertura esportiva – e anunciando ao final; “E a volta de Nill Júnior, o Repórter Revelação da Seleção do Povo”, tocando em seguida “Eu voltei, agora é pra ficar”, com Roberto Carlos.

E fiquei. Em 1 de abril de 1995, numa articulação que envolveu Padre João, Anchieta e o Diretor Rogério Oliveira, finalmente assinei a carteira, em 1 de agosto de 1995. Só saí uma vez, em um projeto de reestruturação da Rádio Cardeal Arcoverde, onde também fiz muitos amigos. Cumprida a missão naqueles idos de 1998, pedi pra voltar. A Pajeú aceitou e voltei pra não sair mais. Finquei os pés de volta ao Sertão com o compromisso de não sair mais.

Fiz de tudo na rádio, mas sempre com um pé com no radiojornalismo. Sempre apegado à informação e prestação de serviço. “Entrevista na Manhã”, “Radar das Treze”, “Nova Manhã” foram alguns programas que tive oportunidade de fazer na Pioneira do Sertão Pernambucano.

O tempo passou e vieram os anos 2000. Já em fevereiro de 2001, fui convidado por Dom Luis Pepeu para assumir a Gerência de Programação da Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios. Iniciamos em abril daquele ano a nova grade de programação. Em 2004 nasceu o blog, fruto da produção diária de conteúdo na Rádio Pajeú. Em 2007, a oportunidade de ser Gerente Administrativo. O resto da história você conhece… São 30 anos de muito obrigado!

ETE Paulo Freire em Carnaíba anuncia processo seletivo para 2024

A direção da Escola Técnica Estadual (ETE) Paulo Freire, em Carnaíba, anunciou por meio das redes sociais o início do processo seletivo para ingresso em 2024. As inscrições estarão abertas entre os dias 10 e 15 de dezembro, oferecendo uma oportunidade para estudantes interessados em ingressar em uma das instituições de ensino público mais renomadas […]

A direção da Escola Técnica Estadual (ETE) Paulo Freire, em Carnaíba, anunciou por meio das redes sociais o início do processo seletivo para ingresso em 2024. As inscrições estarão abertas entre os dias 10 e 15 de dezembro, oferecendo uma oportunidade para estudantes interessados em ingressar em uma das instituições de ensino público mais renomadas da região.

Etapas do processo seletivo

As provas serão realizadas entre os dias 17 e 30 de dezembro, e os aprovados poderão realizar as matrículas a partir de 9 de janeiro, conforme as convocações divulgadas. O início das aulas está previsto para o dia 5 de fevereiro.

Informações aguardadas

A ETE Paulo Freire informou que detalhes sobre o formato da prova, link para inscrição e documentação necessária serão divulgados assim que o Governo de Pernambuco publicar o edital oficial.

“Se você quer fazer parte de uma escola de qualidade de ponta no ensino público, fique ligado nas datas e prepare-se para o nosso processo seletivo”, destacou a direção da escola em comunicado.

Compromisso com a educação de excelência

Reconhecida pela excelência no ensino técnico integrado ao ensino médio, a ETE Paulo Freire tem se destacado como referência educacional, preparando jovens para o mercado de trabalho e para o ingresso no ensino superior.

Os interessados devem ficar atentos às atualizações e acompanhar as redes sociais da escola para não perder os prazos e informações do processo seletivo.

Em audiência no Senado, diretor-presidente da Codevasf destaca importância da revitalização das bacias

O diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Marco Aurélio Diniz, destacou a importância da revitalização das bacias hidrográficas em audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, do Senado Federal, nesta quarta-feira (12). O objetivo da audiência era debater sobre o Projeto de Integração do Rio […]

Presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Marco Aurélio Ayres Diniz

O diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Marco Aurélio Diniz, destacou a importância da revitalização das bacias hidrográficas em audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, do Senado Federal, nesta quarta-feira (12). O objetivo da audiência era debater sobre o Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional (Pisf).

“A questão da revitalização é premente, não só para o rio São Francisco, mas para todos os outros rios nas bacias onde a Companhia atua”, afirmou o diretor-presidente da Codevasf. “Entre as atividades da empresa estão a recuperação de áreas degradadas, despoluição de rios e proteção nascentes. Até o momento já são 1.500 nascentes protegidas e 40 mil bacias de captação de água da chuva implantadas”, explicou.

Em relação ao Projeto de Integração do Rio São Francisco, Marco Aurélio Diniz ressaltou que a Codevasf é a Operadora Federal do Pisf e que, como empresa pública federal, é um dos braços operacionais do Ministério do Desenvolvimento Regional. Ele apresentou uma série de atividades executadas e planejadas pela Companhia para a operação do Pisf. “Nós já fizemos a reestruturação organizacional, já temos apoio na vigilância patrimonial de infraestruturas em Pernambuco e participamos de forma bem atuante na discussão com os estados receptores, inclusive nas salas de situações”, disse.

O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, expôs o atual estágio das obras do Pisf. O Eixo Norte está com 97% das obras realizadas, com possibilidade de concluir, no segundo semestre de 2019, as estruturas principais que viabilizarão a passagem das águas do rio São Francisco até o reservatório Jati (CE), iniciando o fornecimento de água ao Ceará. “Felizmente ontem, com um gesto muito republicano do Congresso Nacional, alinhado com o governo federal, conseguimos garantir uma suplementação orçamentária de R$ 200 milhões para continuidade do Eixo Norte, o que é suficiente para levar esta obra até o fim do ano sem sobressaltos. Não teremos problemas orçamentários para a execução”, salientou.

Já o Eixo Leste possui 97,6% das obras realizadas. A pré-operação foi iniciada em 2017, com a disponibilização de água no rio Paraíba e na Adutora Moxotó, beneficiando a região de Campina Grande (PB) e municípios do agreste pernambucano, respectivamente. “O Eixo Leste foi entregue em 2017. Algumas pequenas intervenções precisam ser feitas, mas que não comprometem a passagem das águas”, explicou o ministro.

Segundo Gustavo Canuto, o Ramal do Agreste Pernambucano, iniciado em março de 2018, está com 22% das obras executadas. No entanto, a execução está em ritmo acelerado e deve ser priorizada visando garantir a segurança hídrica de 68 municípios do sertão e do agreste do estado, pois o ramal complementa o Eixo Leste do Pisf e transportará água do rio São Francisco para a Adutora do Agreste.

Também foram convidadas para a audiência pública a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, e a coordenadora do Comitê de Implementação das Ações da Agência Nacional de Águas (ANA) referentes ao Pisf, Flávia Barros. Além de senadores, a audiência teve a participação de cidadãos de vários estados, com manifestações por meio do canal interativo e-Cidadania.