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Audiência discute impacto nos municípios de concessão da Compesa

Por André Luis

Critérios para orientar contratos de concessão de serviços públicos de distribuição de água e de esgotamento sanitário foram debatidos em audiência pública, nesta quarta (21), na Alepe. A discussão é motivada pelo plano de privatização de parte dos serviços da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), que está em elaboração pelo Governo do Estado.

No centro do debate está o Projeto de Lei (PL) n° 2675/2025, que busca definir, entre outros pontos, como o dinheiro gerado com a privatização em duas regiões (Sertão e RMR Pajeú) será dividido entre o estado e os municípios afetados. A proposta tem autoria dos deputados Waldemar Borges, Rodrigo Farias, Sileno Guedes, Diogo Moraes, Junior Matuto e Cayo Albino, todos do PSB.

Comunidades remotas

O encontro foi promovido pela Comissão de Administração Pública. Presidente do colegiado, Waldemar Borges comentou os principais itens do texto. Um deles é garantir a universalização do acesso à água. “Na proposta que o Governo apresentou, comunidades com até mil habitantes estariam fora da concessão. A gente acha que isso é um equívoco, porque a maior dificuldade do abastecimento de água é chegar às comunidades mais remotas, com população pequena”, considerou o parlamentar.

O secretário-executivo de Parcerias e Projetos Estratégicos de Pernambuco, Marcelo Bruto, informou que muitos povoados foram incluídos desde o início do planejamento. “O projeto contemplava 291 comunidades, e atualmente são 736. Para incluir todas as populações dispersas do estado, seriam necessários mais R$ 3,5 bilhões, o que é inviável financeiramente”, explicou o gestor.

Populações não contempladas nos contratos devem ser atendidas pelo modelo do Sistema Integrado de Saneamento Rural (Sisar), que, segundo o secretário, tem experiências bem-sucedidas em outros estados. Essa alternativa utiliza a associação comunitária na gestão dos sistemas.

Repasses

Outra norma prevista no projeto de lei é a divisão dos recursos provenientes dos contratos, em 40% para o estado e 60% para os municípios que sejam objetos da concessão. O secretário de Recursos Hídricos e Saneamento de Pernambuco, Almir Cirilo, defendeu que a verba seja revertida para ações do plano que ficarão a cargo da Compesa. “Vamos ter que construir grandes adutoras, duplicar a adutora do Pajeú, construir barragem na Mata Norte… O Estado precisa de recursos para investir nessas grandes ações estruturadoras”, justificou o secretário.

Ele afirmou, no entanto, que parte dos recursos deve ser repassada aos municípios. “Esperamos que, assim como o Estado, as prefeituras invistam em ações complementares, como drenagem urbana, tratamento de resíduos sólidos e saneamento rural. É um rateio de missões, não de dinheiro”, pontuou.

Marco legal

O planejamento do Governo de Pernambuco busca atender às exigências do Marco Legal do Saneamento. A legislação federal estipula que, até o final de 2033, 99% da população brasileira tenha acesso à água tratada, e 90% à coleta e tratamento de esgoto. O último levantamento do Tribunal de Contas de Pernambuco, com dados de 2022, identificou que a cobertura de água tratada no estado chega a 87%, e apenas 34% tinham acesso à coleta de esgoto. 

De acordo com Almir Cirilo, serão necessários R$ 35 bilhões para atingir as metas. Desse total, R$ 19 bilhões devem vir da iniciativa privada, e R$ 16 bilhões caberão ao Poder Público.

Servidores

A preservação dos direitos dos servidores da Compesa também está prevista no projeto de lei apresentado pelos deputados. O diretor-presidente da Companhia, Alex Machado, garantiu a estabilidade dos funcionários. “Não vamos deixar ninguém para trás, não há nenhum prejuízo aos funcionários. É uma necessidade: precisamos de todos os funcionários da Compesa, para a atividade à qual vamos nos dedicar nos próximos anos”, assegurou.

A líder do Governo na Alepe, deputada Socorro Pimentel (União), destacou o processo de construção do plano de saneamento, que levou dois anos e contou com consultas públicas. “Foram cinco audiências, em Caruaru, Salgueiro, Serra Talhada, Petrolina e Recife. Muitas pessoas deram contribuições que foram inseridas no projeto, para que ele atendesse a todos os municípios do nosso estado”, frisou a parlamentar.

Também participaram da audiência pública representações da Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe) e os deputados Luciano Duque e Wanderson Florêncio (Solidariedade), Romero Sales Filho (União), Junior Matuto e Antônio Moraes (PP).

Outras Notícias

Tuparetama inicia pavimentação asfáltica em Santa Rita e Vila do Cajueiro

A Prefeitura de Tuparetama iniciou serviços de pavimentação asfáltica no distrito de Santa Rita e na Vila do Cajueiro, localizados na zona rural do município. As intervenções contemplam as principais vias das duas comunidades. O prefeito Diógenes Patriota acompanhou a execução dos trabalhos. Segundo a administração municipal, o objetivo é melhorar as condições de tráfego […]

A Prefeitura de Tuparetama iniciou serviços de pavimentação asfáltica no distrito de Santa Rita e na Vila do Cajueiro, localizados na zona rural do município. As intervenções contemplam as principais vias das duas comunidades.

O prefeito Diógenes Patriota acompanhou a execução dos trabalhos. Segundo a administração municipal, o objetivo é melhorar as condições de tráfego e facilitar o deslocamento dos moradores.

De acordo com Diógenes, as obras fazem parte da proposta da gestão de ampliar os investimentos em infraestrutura para além da área urbana, contemplando também as comunidades rurais.

Fotos: Divulgacão

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Pedro Campos critica adiamento da concessão da Compesa e alerta para prejuízo bilionário

O deputado federal Pedro Campos (PSB) criticou o adiamento do início das operações das empresas privadas responsáveis pela distribuição de água e pelo esgotamento sanitário em Pernambuco. Em vídeo publicado no Instagram, o parlamentar questionou possíveis aumentos nas tarifas, a situação dos trabalhadores da Compesa e o risco de prejuízo bilionário para a estatal. A […]

O deputado federal Pedro Campos (PSB) criticou o adiamento do início das operações das empresas privadas responsáveis pela distribuição de água e pelo esgotamento sanitário em Pernambuco. Em vídeo publicado no Instagram, o parlamentar questionou possíveis aumentos nas tarifas, a situação dos trabalhadores da Compesa e o risco de prejuízo bilionário para a estatal.

A manifestação do deputado também foi mencionada na Coluna do Domingão aqui do Blog, publicada neste domingo (1º), que abordou os questionamentos envolvendo a concessão dos serviços da companhia.

A operação das concessionárias Aqua Pernambuco e Vita Sertão estava prevista para 26 de outubro, mas foi transferida para 23 de novembro. Segundo a Compesa, a mudança foi definida em conjunto com as empresas para concluir a integração dos sistemas comerciais, de atendimento e dos processos operacionais.

Pedro Campos questionou a possibilidade de as concessionárias assumirem a cobrança pelos serviços enquanto empregados públicos da Compesa continuariam executando atividades de distribuição de água, que passarão a ser responsabilidade das empresas privadas.

Segundo o deputado, essa possibilidade chegou a ser apresentada em reunião do Conselho de Administração da estatal. Ele também afirmou que centenas de trabalhadores ainda não sabem como serão realocados após a transição.

Outro ponto levantado foi a situação financeira da companhia. Pedro afirmou que foram apresentados dados indicando um possível prejuízo superior a R$ 3 bilhões para a parte da Compesa que permanecerá pública. O valor citado pelo parlamentar representa uma projeção, não um prejuízo já registrado.

O deputado também criticou a previsão de reajuste superior a 10% na tarifa de água e os aumentos que, segundo ele, ultrapassariam 600% em determinados serviços, como corte e ligação.

A nova tabela de serviços havia sido homologada pela Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe), mas a Compesa informou anteriormente que sua aplicação estava suspensa para reavaliação técnica. Já o reajuste da tarifa de água depende dos procedimentos regulatórios previstos no contrato.

Em relação aos trabalhadores, a direção da Compesa informou anteriormente que os empregados efetivos serão realocados internamente durante a reestruturação da companhia.

Pedro Campos afirmou ainda que encaminhou um ofício à Compesa há mais de um mês solicitando esclarecimentos sobre a concessão, mas que não recebeu resposta.

O parlamentar disse que continuará cobrando explicações para evitar que a população arque com custos adicionais sem a correspondente prestação dos serviços.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo com as declarações de Pedro Campos sobre a concessão da Compesa.

 

Foto: Reprodução

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Corretor de Gramado diz a nordestinos que “fizeram o L” não comprem ou apareçam por lá . Ele é de Fortaleza

O corretor @oabraaofigueiredo , da @imobiliariatorela , gravou um vídeo para que nordestinos não invistam em Gramado. Detalhe: ele é nordestino de Fortaleza e ainda assim afirma que a cidade não necessita de investimentos do Nordeste. Dados indicam que o investimento de compradores e investidores da região Nordeste no mercado imobiliário de Gramado e Canela […]

O corretor @oabraaofigueiredo , da @imobiliariatorela , gravou um vídeo para que nordestinos não invistam em Gramado.

Detalhe: ele é nordestino de Fortaleza e ainda assim afirma que a cidade não necessita de investimentos do Nordeste.

Dados indicam que o investimento de compradores e investidores da região Nordeste no mercado imobiliário de Gramado e Canela tem apresentado um crescimento expressivo nos últimos anos. Tradicionalmente atrativa para investidores do Sul e do Sudeste, a Serra Gaúcha passou a figurar fortemente no radar do público nordestino.

Na cidade, há um movimento tentando estancar esse tipo de posicionamento, já que nordestinos estão entre os que mais investem no mercado imobiliário e turismo.

O post tem mais de 30 mil comentários. A @imobiliariatorela ainda não se manifestou, procurada pelo blog.

Veja a declaração dele clicando no link abaixo.

Rico dos Importados: a história do homem que perdeu R$ 2 milhões em apostas políticas e quebrou

Vivendo de reciclagem  Em São José do Egito, no Pajeú, o empresário José Ricardo, conhecido por Rico dos Importados, é notícia depois de uma entrevista exclusiva ao @portalrobertomurilo . Ele revelou que acumulou ao longo de alguns anos R$ 2 milhões em apostas políticas, sempre apostando em candidatos sem padrão estatístico. Além de apostas em […]

Vivendo de reciclagem 

Em São José do Egito, no Pajeú, o empresário José Ricardo, conhecido por Rico dos Importados, é notícia depois de uma entrevista exclusiva ao @portalrobertomurilo .

Ele revelou que acumulou ao longo de alguns anos R$ 2 milhões em apostas políticas, sempre apostando em candidatos sem padrão estatístico. Além de apostas em candidatos egipcienses que perderam, passou a apostar em nomes alinhados ao bolsonarismo, incentivado por pessoas e de forma compulsiva. Somando a crise do coronavírus e a concorrência que chegou, acabou quebrando.

A história é real. Ele por exemplo vendeu a loja hoje do Magazine dos Importados. O prédio do Casa Grande e outros imóveis eram dele. As apostas compulsivas acabaram tudo.

Agora, está vivendo de reciclagem e diz que vai tentar a vida de novo em São Paulo. Rico, que perdeu a riqueza financeira, alerta: “não apostem em política”.

Durante o desabafo, ele também afirmou que pretende viajar para São Paulo, onde deseja recomeçar a vida e reconstruir sua trajetória do zero.

Clique no link abaixo e veja o vídeo da entrevista.

Marqueteiro de Lula defende comunicação permanente do governo e regulação das redes sociais

O publicitário Raul Rabelo, responsável pela campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu que o governo mantenha uma comunicação mais próxima e constante com a população durante o quarto mandato. Em entrevista ao jornal O Globo, publicada neste domingo (1º), ele afirmou que a estratégia de diálogo com os eleitores […]

O publicitário Raul Rabelo, responsável pela campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu que o governo mantenha uma comunicação mais próxima e constante com a população durante o quarto mandato. Em entrevista ao jornal O Globo, publicada neste domingo (1º), ele afirmou que a estratégia de diálogo com os eleitores não pode ficar restrita aos períodos eleitorais.

“Não dá para chegar de quatro em quatro anos e recomeçar todo o processo. A experiência da campanha serve para que o campo progressista possa ter uma comunicação mais perene e constante”, declarou.

Segundo Rabelo, a oposição mantém uma atuação política contínua, principalmente nas plataformas digitais, o que exige do governo maior capacidade de apresentar suas políticas públicas e participar dos debates que mobilizam a sociedade. Ele também defendeu a regulação das redes sociais como uma medida importante para enfrentar a desinformação.

Ao avaliar a campanha presidencial de 2026, o publicitário rejeitou as críticas de que a comunicação de Lula teria cometido um erro ao concentrar o primeiro turno na apresentação dos resultados do governo. Para ele, a prestação de contas era necessária, mas a crise envolvendo o Banco Master contribuiu para desmobilizar parte do eleitorado petista.

Rabelo afirmou que o desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno levou a campanha a intensificar a mobilização e ampliar a comparação entre os projetos políticos dos dois candidatos.

A estratégia do segundo turno contou com maior participação de lideranças políticas, movimentos estudantis e representantes da juventude. O publicitário também destacou a utilização de vídeos mais informais, gravados pelo próprio presidente, para ampliar sua presença nas redes sociais.

Outro ponto abordado foi a participação do deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pela criação do canal “Exército do Lula” no WhatsApp. Segundo Rabelo, a equipe de comunicação da campanha passou a atuar em conjunto com o parlamentar, embora ele mantivesse autonomia sobre as publicações.

Questionado sobre conteúdos compartilhados no canal que foram retirados do ar pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por conterem informações falsas, Rabelo negou que a campanha tivesse adotado deliberadamente a desinformação como estratégia. Ele admitiu a possibilidade de erros, mas afirmou que não havia intenção de divulgar notícias falsas.

O publicitário também comentou as mudanças na coordenação da campanha, que recebeu reforços como Camilo Santana, Rafael Fonteles e Rui Costa durante o segundo turno. Segundo ele, as decisões estratégicas eram submetidas a Lula, enquanto Edinho Silva exercia a coordenação política.

Sobre a vitória eleitoral, Rabelo avaliou que o resultado não pode ser atribuído exclusivamente à rejeição a Flávio Bolsonaro. Na interpretação do marqueteiro, a comparação entre propostas, governos e trajetórias políticas também influenciou a decisão dos eleitores.

Para o novo mandato, ele considera necessário manter a comunicação institucional ativa, mas sem reproduzir permanentemente o clima de confronto da campanha eleitoral.

Por fim, Rabelo afirmou não saber se o ministro Sidônio Palmeira permanecerá à frente da Secretaria de Comunicação Social da Presidência. Questionado sobre a possibilidade de assumir um cargo no governo, descartou a hipótese.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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