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Apesar de anúncio de pagamento de salário, greve da polícia continua no RN

Por Nill Júnior
G1

A Polícia Militar e a Polícia Civil permanecem em greve, mesmo diante do anúncio de pagamento dos salários do mês de novembro feito pelo governo do estado nesta quarta (3).

As categorias pedem, além do pagamento dos salários, melhores condições de trabalho. O governo do estado ainda não tem definição sobre o pagamento de dezembro e do 13º.

O estado enfrenta paralisação de policiais militares desde o dia 19 de dezembro e de policiais civis desde 20 de dezembro. Na tarde desta quarta, PMs se reuniram e decidiram manter a greve. Policiais civis se reuniram com a secretária de Segurança, Sheila Freitas, e também decidiram manter a paralisação.

No dia 31 de dezembro, o desembargador Cláudio Santos determinou que os comandantes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e o delegado-geral da Polícia Civil prendam os policiais responsáveis por incitar, defender ou provocar a paralisação. Até esta quarta-feira (3) ninguém havia sido preso, apesar da continuidade da greve.

Nem a delegada-geral, Adriana Shirley, nem o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Osmar Azevedo, nem a secretária de Segurança Pública, Sheila Freitas, quiseram comentar o descumprimento da decisão judicial que ordenou a prisão dos grevistas.

Uma decisão do TJRN, do dia 24 de dezembro, já havia considerado a paralisação ilegal. Em abril de 2017, o Supremo Tribunal Federal decidiu que greve de polícia e de agente penitenciário é sempre ilegal.

Na manhã desta quarta, 27 viaturas da Polícia Militar aguardavam conserto em uma oficina de Natal. Apenas dois mecânicos trabalhavam nos reparos dos carros. “A partir do movimento ‘Segurança com segurança’ as viaturas começaram a ser consertadas e algumas já estão circulando”, disse Roberto Campos, presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM.

Após a decisão de mandar prender quem defendesse a greve, alguns policiais militares começaram a voltar ao trabalho. Porém, de acordo com as associações representativas da categoria, nesta quarta (3), 80% dos PMs que atuam na Grande Natal permanecem sem trabalhar. Na região Oeste do estado, 70% do efetivo está parado.

Além da condição precária dos veículos, os PMs alegam que trabalham com coletes à prova de balas vencidos, sem munição e até farda compram com o próprio dinheiro.

Também nesta quarta, policiais civis se apresentaram na Delegacia Geral de Polícia (Degepol), com algemas em punho, para serem presos, mas nenhum deles foi efetivamente detido.

Sem policiamento, houve aumento de roubos e arrombamentos no RN. O governo federal enviou 2,8 mil homens e mulheres das Forças Armadas, no último final de semana, para reforçar a segurança no estado.

Ao longo dos 15 dias de paralisação, foram registradas 101 mortes violentas no Rio Grande do Norte. A média é de 6,7 pessoas mortas por dia. É praticamente a mesma média do ano todo, que teve 2.405 assassinatos.

Ajuda financeira

O governo não conseguiu cumprir um calendário que havia divulgado no dia 21 de dezembro de pagamento dos salários.

O próprio governador Robinson Faria chegou anunciar que o Estado receberia uma ajuda financeira de R$ 600 milhões do governo federal para pagamento da folha. Mas o Ministério da Fazenda negou o repasse após recomendação do Ministério Público de Contas.

Outras Notícias

Totonho mantém críticas a Patriota e reafirma que sofreu com “perseguição”, mas nega afastamento da Frente.

Ex-prefeito criticou duramente Patriota e ao final disse que ele é nome natural para 2016. Já Waldemar Borges lamentou apoio de Patriota a Anchieta. “Preferiu apoiar quem não esteve com a Frente“ Participando da série de debates avaliando as eleições 2014, o ex-prefeito de afogados da Ingazeira Totonho Valadares reafirmou hoje no Debate das Dez […]

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Totonho, acompanhado de Daniel Valadares: “meu estilo é esse”.

Ex-prefeito criticou duramente Patriota e ao final disse que ele é nome natural para 2016. Já Waldemar Borges lamentou apoio de Patriota a Anchieta. “Preferiu apoiar quem não esteve com a Frente“

Participando da série de debates avaliando as eleições 2014, o ex-prefeito de afogados da Ingazeira Totonho Valadares reafirmou hoje no Debate das Dez todas as declarações que geraram polêmica no último domingo. Ele fez alusão à defesa do prefeito José Patriota, que questionou que máquina estava sendo usada, dando exemplo de um veículo ou trator e prometendo providências. “Não dá pra gente tá ouvindo uma pessoa dizer que é uso de um trator. Máquina a que me refiro é um conjunto agregado de pessoas, equipamentos, ferramentas, ações, que se ele gerencia bem favorece a votos”.

Totonho afirmou que de fato foi comunicado por aliados de pressão de nomes do governo e do próprio prefeito para votar em Anchieta Patriota. “Eu fazia reuniões com funcionários e cargos comissionados e pedia votos. Ele fez do mesmo jeito. Nada mais natural. Mas comecei  a receber pessoas na minha casa dizendo estar pressionadas por não votar neles. Colocavam adesivos e tinham tirado. Chegou a se dizer que havia uma lista de demissionários por não votar em Anchieta”, afirmou.

Ele ainda fez outros questionamentos. “ Pedi a Patriota para liberar dois vereadores para estarem conosco e ele não atendeu. Mas não tive acesso sequer a uma pesquisa como fazia com os aliados quando prefeito. Na minha época todas as informações eram partilhadas, a primeira pessoa a saber era ele com Augusto. Já eu sabia pelos outros”.

Totonho disse que uma segunda reunião com Patriota para tratar da questão ainda em campanha não aconteceu. ”Teríamos outra reunião. Não aconteceu. Pessoas que não mentem dizem ter recebido pressão do próprio prefeito, que sempre fala em Dom Francisco, que sempre entendi como um democrata. Fiquei contrariado. Vamos conversar antes que as coisas entronxem mais”. Disse também não pedir para Daniel ser secretário.

Mas, perguntado quanto à possibilidade de racha, Totonho disse ser de zero por cento. Afirmou também que o candidato natural é José Patriota e minimizou declarações que querem liga-lo ao grupo de vereadores liderado por Zé Negão (Pros). “Não existe isso”, garantiu.

Já Waldemar Borges em rápida participação por telefone (estava desembarcando em Brasília) agradeceu a votação e mostrou que assumiu integralmente o discurso de Totonho. Valdemar afirmou que estará a disposição de Afogados da Ingazeira, mas criticou a posição de José Patriota em apoiar Anchieta do PSB. “Estou ampla e totalmente sob a liderança de Totonho Valadares. Participei da gestão quando ele era o prefeito, fui fiel à Frente. Lamentavelmente o atual prefeito preferiu apoiar quem não esteve com a Frente”.

Dilma veta fator previdenciário e edita MP com regra progressiva

O Palácio do Planalto divulgou nota oficial nesta quarta-feira (17) na qual informa que a presidente Dilma Rousseff vetou a mudança no cálculo do fator previdenciário aprovada no Congresso Nacional. Segundo o comunicado, a chefe do Executivo editou uma medida provisória com uma proposta alternativa, na qual a fórmula usada para calcular a aposentadoria irá […]

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O Palácio do Planalto divulgou nota oficial nesta quarta-feira (17) na qual informa que a presidente Dilma Rousseff vetou a mudança no cálculo do fator previdenciário aprovada no Congresso Nacional. Segundo o comunicado, a chefe do Executivo editou uma medida provisória com uma proposta alternativa, na qual a fórmula usada para calcular a aposentadoria irá variar progressivamente de acordo com as expectativas de vida da população brasileira. O texto da MP será publicado na edição desta quinta (18) do “Diário Oficial da União”, informou ao G1 o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva.

A emenda que flexibilizava o fator previdenciário, aprovada pelo Legislativo durante a votação de uma das MPs do ajuste fiscal, estabelece a chamada “fórmula 85/95”, que permite a aposentadoria integral quando a soma da idade e do tempo de contribuição atingir 85 (mulheres) ou 95 anos (homens).

Atualmente, a Previdência Social utiliza uma fórmula matemática, o chamado fator previdenciário, que tem o objetivo de reduzir os benefícios de quem se aposenta antes da idade mínima de 60 anos para mulheres e 65 anos para homens, e incentivar o contribuinte a trabalhar por mais tempo. Quanto menor a idade no momento da aposentadoria, maior é o redutor do benefício.

Na avaliação do governo, a mudança vetada por Dilma inviabilizaria a Previdência, pois aumentaria os gastos, até 2060, em R$ 3,2 trilhões.

A medida provisória que oficializará a proposta alternativa do governo à fórmula 85/95 passará a valer como lei já a partir desta quinta e irá vigorar por até 120 dias, enquanto o parlamento analisa o texto.

Somente na edição desta quinta do “Diário Oficial” é que o governo irá explicar todas as regras da MP, como, por exemplo, o período em que a progressividade ocorrerá.

Com a publicação da medida provisória, uma comissão especial, formada por deputados e senadores, apreciará o texto e poderá fazer alterações. Se o Congresso não aprovar a MP em até 45 dias, a medida passara a trancar a pauta de votações até ser votada.

Costa deixa PSC após indicação de Bolsonaro e Feliciano para comissão

O deputado Sílvio Costa (PE), um dos vice-líderes do governo na Câmara, anunciou nesta segunda-feira (7) que pediu sua desfiliação do Partido Social Cristão (PSC) em razão de seu  descontentamento com a definição dos dois parlamentares que irão integrar a comissão especial do impeachment. O colegiado – que terá a tarefa de analisar o pedido de […]

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O deputado Sílvio Costa (PE), um dos vice-líderes do governo na Câmara, anunciou nesta segunda-feira (7) que pediu sua desfiliação do Partido Social Cristão (PSC) em razão de seu  descontentamento com a definição dos dois parlamentares que irão integrar a comissão especial do impeachment.

O colegiado – que terá a tarefa de analisar o pedido de afastamento da presidente da República – será formado por 65 deputados titulares e o mesmo número de suplentes. Cada legenda com representação na Câmara terá o direito de indicar, ao menos, um integrante para a comissão. O número de assentos de cada sigla será proporcional ao tamanho dos blocos que disputaram a presidência da Câmara em fevereiro.

Segundo Silvio Costa, ele decidiu deixar o PSC porque a sigla indicou os deputados Eduardo Bolsonaro e Marco Feliciano – ambos de São Paulo – como representantes do partido na comissão especial do impeachment.

“Eu convivi esse ano todo no PSC mesmo com uma parte do partido fazendo oposição ao governo. Mas o partido hoje [segunda-feira] passou de todos os limites, quando é conivente com um dos maiores ataques à democracia brasileira, que é esse pedido de impeachment que foi realizado por esse marginal, o Eduardo Cunha”, disparou Costa.

“Não posso conviver em um partido que indique o deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado Marco Feliciano como membros titulares de uma comissão que vai analisar o impeachment. Esses dois deputados, eles ultrapassam os limites da política. Eles chegam a ter ódio ao nosso governo e ódio à presidente Dilma”, explicou o vice-líder do governo.

De acordo com Sílvio Costa, a decisão foi comunicada ao presidente do PSC, Pastor Everaldo, no último dia 3 de dezembro, quando o deputado de Pernambuco soube que Feliciano e Bolsonaro seriam os escolhidos para a comissão especial.

Questionado sobre seu futuro político, o parlamentar disse que ainda não decidiu para qual legenda irá se transferir. “Cada dia, a sua agonia”, ironizou.

Marco Feliciano confirmou ao G1 que foi escolhido pelo PSC para assumir uma cadeira na comissão especial ao lado de Eduardo Bolsonaro. O deputado paulista, que gerou polêmicas na Câmara quando presidiu a Comissão de Direitos Humanos, comemorou a saída de Sílvio Costa do partido.

“Isso deve ser aplaudido. O deputado Sílvio Costa não comunga dos princípios do partido. A gente vai para o plenário com um discurso e ele faz outro discurso. Ele prega projetos diferentes dos nossos, talvez porque receba algo em troca do governo. Mas é um alívio a saída dele”, enfatizou.

O G1 tentou contato com o líder do PSC na Câmara, deputado André Moura (SE), mas ele não atendeu às ligações. (G1PE)

Arcoverde volta ao circuito das grandes festas juninas, diz gestão

De acordo com nota divulgada pela assessoria de imprensa da Prefeitura de Arcoverde, o São João 2025 marcou o retorno da cidade ao circuito dos grandes festejos juninos do Brasil. Sob a terceira gestão do prefeito Zeca Cavalcanti, o evento registrou recorde de público nas principais noites e contou com atrações de alcance nacional. Segundo […]

De acordo com nota divulgada pela assessoria de imprensa da Prefeitura de Arcoverde, o São João 2025 marcou o retorno da cidade ao circuito dos grandes festejos juninos do Brasil. Sob a terceira gestão do prefeito Zeca Cavalcanti, o evento registrou recorde de público nas principais noites e contou com atrações de alcance nacional.

Segundo a nota, uma das mudanças mais significativas foi a transferência do Polo Multicultural para um novo espaço, com capacidade três vezes maior. A estrutura permitiu, ainda segundo a gestão, mais segurança, conforto e a ampliação da área destinada a comerciantes locais, o que impactou diretamente na geração de renda durante o período da festa.

Durante a apresentação, o cantor Xand Avião comentou a nova configuração do polo junino. “O espaço tá lindo, bem maior. Lá no Bandeirante era pequenininho… Aqui é outro nível!”, afirmou o artista.

Ainda de acordo com a assessoria, o prefeito Zeca Cavalcanti celebrou os resultados dos primeiros dias do evento. “É uma felicidade muito grande ver Arcoverde funcionando, o povo brincando, o comércio aquecido e a cidade sendo respeitada nacionalmente pela sua organização e pela força da nossa cultura. Esse São João mostra que estamos no caminho certo”, declarou.

Com estrutura ampliada, programação diversificada e atuação integrada na segurança, o São João 2025 de Arcoverde é apresentado pela gestão como um marco no fortalecimento do turismo, da economia local e da valorização da cultura regional.

PM nega parcialidade no caso envolvendo Luciano Duque. “Cumprimos nosso dever”

Nota Oficial O Comando do 14º BPM vem a público esclarecer os fatos ocorridos no dia 17 de outubro de 2020, em virtude de infundadas especulações levantadas pelo chefe do Poder Executivo de Serra Talhada e partidário de um dos candidatos no pleito a prefeito deste município. A autoridade em questão levantou suspeitas a respeito […]

Nota Oficial

O Comando do 14º BPM vem a público esclarecer os fatos ocorridos no dia 17 de outubro de 2020, em virtude de infundadas especulações levantadas pelo chefe do Poder Executivo de Serra Talhada e partidário de um dos candidatos no pleito a prefeito deste município.

A autoridade em questão levantou suspeitas a respeito de suposta parcialidade e exagero por parte da PMPE durante o debate eleitoral ocorrido no dia em pauta, que apenas fez cumprir seu dever constitucional e determinação expressa da Justiça Eleitoral.

Em relação ao fato, o debate entre os concorrentes a prefeito de Serra Talhada transcorria dentro da normalidade, com base nas normas vigentes, e até então estavam sendo respeitadas por todos os envolvidos no evento assim como pelos militantes presentes, instante em que o Prefeito de Serra Talhada se dirigiu ao local onde acontecia o debate ultrapassando o perímetro estabelecido, com o objetivo claro e narrado pelo próprio, de se juntar à sua candidata, onde na ocasião foi impedido pelo policiamento, uma vez que sua ação violava duas normas contidas na Portaria do Tribunal Regional Eleitoral n° 784/2020 TRE-PE/PRES/DG/ZE071, de 30 de setembro de 2020, exarada pelo Exmº. Sr. Dr. Marcus César Sarmento Gadelha, Juiz Eleitoral de Serra Talhada, que estabelece diretrizes a serem seguidas durante o período eleitoral no município.

Em seu Art. 2º fixa em 100 (cem) metros do prédio onde ocorre o debate a distância a ser mantida por militantes e partidários dos candidatos, e em seu Art. 5º que cada concorrente seja acompanhado de, no máximo, 3 (três) assessores, o que já ocorria no momento, visto que a pleiteante do prefeito já encontrava-se acompanhada de 3 (três) assessores, conforme prevê a portaria supra.

Cumpre salientar que cabe à Polícia Militar zelar pela ordem pública e pelo fiel cumprimento dos dispositivos legais, agindo sempre com total isenção e imparcialidade. A Corporação reconhece e mantém relações de respeito e cooperação com todas as autoridades constituídas, em todas as esferas legais, assim como seguirá sempre incansável na defesa da paz e do estado democrático de direito, bem como na fiscalização das infrações de todas as naturezas e em todos os períodos.

PMPE – 14º Batalhão de Polícia Militar