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Álvaro Porto: “governadora tem dinheiro em caixa, mas lhe falta eficiência

Por Nill Júnior

Deputado avalia que Raquel foi desmascarada na narrativa da “demora” dos empréstimos

Em discurso proferido na sessão desta segunda-feira (20.10), o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto, fez uma defesa incisiva da Casa diante da conduta da governadora Raquel Lyra que, depois de culpabilizar a Assembleia na questão dos empréstimos, deixou claro, na avaliação dele, que a tática era mesmo construir uma narrativa gratuita de perseguição, jogando a população contra o parlamento.

De fato, após acusar a Alepe de atravancar o desenvolvimento de Pernambuco, por supostamente demorar a aprovar empréstimos, o governo anunciou, na semana passada, a execução de projetos que estariam paralisados com recursos desvinculados do empréstimos que teriam sido atrasados.

A tática, citada na imprensa como um “drible” da governadora na Casa, foi rechaçado por Porto. “O governo justificava que não era possível destravar essas obras porque ainda tramitava aqui na Assembleia mais uma solicitação de crédito, desta vez de R$ 1,5 bilhão. A narrativa caiu por terra na última terça-feira (14), em evento realizado no Palácio do Campo das Princesas, quando foi anunciada a contratação de um empréstimo de R$ 1,4 bilhão para as obras do Arco e da BR”, frisou.

“Ocorre que a lei que lastreou essa operação foi aprovada no ano passado a Lei nº 18.730, de 2 de dezembro de 2024, que autorizou a contratação de R$ 3,4 bilhões no âmbito do Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF) do Governo Federal”, completou o deputado.

Em diversas ocasiões, a governadora citou o Arco Metropolitano e a duplicação da BR-232 para o Sertão como obras dependentes do referido empréstimo. Para Porto, ficou evidente que a governadora tentou enganar a população. “Tentou, mas não conseguiu e não conseguirá”, pontuou.

De acordo com o deputado, além de representar total falta de respeito com os membros do Poder Legislativo, a fala da governadora não tem assento com a realidade dos fatos e reflete o desespero de quem não consegue fazer as entregas prometidas. “Os números não mentem: a governadora possui recursos de sobra para avançar com as obras estruturadoras que Pernambuco precisa”, disse.

O deputado destacou que o estado dispõe de crédito, de autorização e de instrumentos legais para investir, mas lhe falta eficiência, planejamento e agilidade para transformar autorização em realidade. “O que se observa, portanto, é um governo moroso, preso à burocracia e incapaz de dar andamento a projetos que poderiam gerar desenvolvimento, emprego e dignidade para milhares de famílias”, enfatizou.

Porto lembrou que, além do empréstimo de R$ 1,5 bilhão, autorizado em votação em setembro, outras duas leis aprovadas pela Alepe no ano passado ainda não foram contratadas.

Citou que a Lei nº 18.659/2024 foi aprovada em agosto de 2024, autorizou R$ 652 milhões junto ao BNDES, mas, até agora, não há sequer registro do pedido dessa operação no sistema da STN. “Já a Lei nº 18.658/2024, também de agosto de 2024, autorizou a contratação de US$ 275 milhões com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) para o refinanciamento da dívida estadual e redução dos encargos financeiros de curto prazo. Porém, também não foi contratada até o momento”.

Porto alertou que a não contratação com o BIRD aumenta a dívida pública, uma vez que o objetivo era substituir empréstimos antigos por outros com juros menores. “Santa incompetência”, ressaltou.

No discurso, Porto disse ainda que deputados votaram favoravelmente confiando na promessa de um os valores se converteriam em estradas recuperadas, hospitais equipados, escolas requalificadas, saneamento ampliado e obras que realmente melhorassem a vida das pessoas.

“Entretanto, o que se constata hoje é uma execução aquém do esperado. Passados dois anos desde o início dessas autorizações, o Governo do Estado conseguiu contratar apenas cerca de 33% do total autorizado”, observou.

Outras Notícias

À Pajeú, Diretor da Compesa fala sobre crise no abastecimento em Afogados

O diretor Regional do Sertão em exércício da Compesa, Flávio Coutinho, reconheceu as dificuldades enfrentadas pela população de Afogados da Ingazeira com a falta de abastecimento de água nos últimos dias. Em entrevista ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, nesta sexta-feira (11), Coutinho explicou as causas do problema e apresentou as medidas que estão […]

O diretor Regional do Sertão em exércício da Compesa, Flávio Coutinho, reconheceu as dificuldades enfrentadas pela população de Afogados da Ingazeira com a falta de abastecimento de água nos últimos dias. Em entrevista ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, nesta sexta-feira (11), Coutinho explicou as causas do problema e apresentou as medidas que estão sendo adotadas para regularizar o fornecimento.

“A Compesa está ciente das dificuldades enfrentadas pelos moradores de Afogados da Ingazeira. O sistema de abastecimento sofreu uma série de problemas técnicos que afetaram o fornecimento. Sabemos que isso tem causado transtornos, e estamos trabalhando incansavelmente para resolver a situação o mais rápido possível”, afirmou.

Coutinho mencionou que o problema principal está relacionado à manutenção emergencial em adutoras que abastecem a cidade, além de complicações no sistema de bombeamento. Segundo ele, as equipes da Compesa estão mobilizadas para solucionar essas questões técnicas. “Nosso objetivo é minimizar o impacto à população e retomar o abastecimento normal em breve. Estamos fazendo ajustes nos horários de distribuição e buscando reforçar o sistema para evitar falhas futuras”, explicou.

A falta de água tem gerado diversas críticas, especialmente em bairros que já enfrentam dificuldades há anos. Coutinho reconheceu que o sistema de abastecimento em algumas áreas de Afogados da Ingazeira necessita de melhorias estruturais, mas destacou que a companhia tem um plano de investimento para resolver essas deficiências a longo prazo. “Estamos buscando recursos junto ao governo estadual para fortalecer a rede de distribuição e ampliar a capacidade dos reservatórios locais. A prioridade é garantir um abastecimento regular, mesmo em períodos críticos”, disse.

Ainda durante a entrevista, o diretor garantiu que a Compesa vai intensificar a comunicação com a população para informar sobre as ações que estão sendo feitas. “Sabemos que é uma situação difícil, mas estamos trabalhando de forma transparente. Queremos que as pessoas saibam o que está sendo feito e como estamos enfrentando esses desafios.”

Apesar das dificuldades, Flávio Coutinho encerrou a entrevista reafirmando o compromisso da Compesa com a solução do problema. “Estamos fazendo todos os esforços para que o abastecimento volte ao normal o quanto antes. Pedimos a compreensão da população e garantimos que medidas estão sendo tomadas para evitar que situações como essa voltem a ocorrer.”

A crise no abastecimento de água em Afogados da Ingazeira é uma das piores registradas nos últimos anos, e a população aguarda com expectativa a normalização do serviço. Esta semana as reclamações na Rádio Pajeú, bateram recorde.

Corpo de vereador chega a Serra Talhada para sepultamento

Não houve sessão solene e nem velório público a pedido da família do parlamentar.  O corpo do vereador Zé Dida Gaia chegou em Serra Talhada por volta das 17h desta quinta-feira (02). Após passagem pela Casa de Homenagens Póstumas Bezerra de Melo para a devida preparação, o corpo do parlamentar foi conduzido à comunidade São […]

Não houve sessão solene e nem velório público a pedido da família do parlamentar. 

O corpo do vereador Zé Dida Gaia chegou em Serra Talhada por volta das 17h desta quinta-feira (02).

Após passagem pela Casa de Homenagens Póstumas Bezerra de Melo para a devida preparação, o corpo do parlamentar foi conduzido à comunidade São João dos Gaias, no Distrito de Santa Rita,  onde será sepultado no cemitério da família Gaia. Não foram divulgadas imagens do velório.

A pedido dos familiares não haverá sessão solene e nem velório público na Câmara de Vereadores. Foi decretado luto oficial pela Câmara e Prefeitura.

Zé Dida Gaia, de 62 anos, foi morto a tiros na tarde desta quarta-feira (1°) enquanto abastecia num posto de combustíveis, no Bairro Alto da Conceição.

Vereador de primeiro mandato, ele foi eleito com 1.070 votos pelo Partido Prigressista e integrava a base da prefeita Márcia Conrado.

O que deve ser prioridade para Estados e municípios?

Onde deve estar o foco da gestão pública? No comentário de hoje para a Itapuama FM, trago uma reflexão necessária sobre as escolhas orçamentárias de estados e municípios. De um lado, cifras milionárias destinadas a contratações de artistas e grandes eventos; de outro, a carência de investimentos em obras básicas de infraestrutura que impactam o […]

Onde deve estar o foco da gestão pública?

No comentário de hoje para a Itapuama FM, trago uma reflexão necessária sobre as escolhas orçamentárias de estados e municípios.

De um lado, cifras milionárias destinadas a contratações de artistas e grandes eventos; de outro, a carência de investimentos em obras básicas de infraestrutura que impactam o dia a dia do cidadão.

​O debate não é sobre ser contra a cultura e o entretenimento, mas sobre o equilíbrio das prioridades.

Enquanto o show passa, a poeira, o buraco na rua e a falta de saneamento permanecem. Até onde vai o limite do entretenimento quando o essencial ainda não foi entregue?

Humberto cobra prevenção e campanhas de esclarecimento para a população nas áreas afetadas pela febre amarela

Após a confirmação do 23º caso de morte em decorrência do surto de febre amarela em Minas Gerais, o líder do PT no Senado, Humberto Costa, que é médico e foi ministro da Saúde durante a primeira gestão do ex-presidente Lula, cobrou das autoridades medidas imediatas. “É necessário que se faça um trabalho de isolamento […]

Após a confirmação do 23º caso de morte em decorrência do surto de febre amarela em Minas Gerais, o líder do PT no Senado, Humberto Costa, que é médico e foi ministro da Saúde durante a primeira gestão do ex-presidente Lula, cobrou das autoridades medidas imediatas. “É necessário que se faça um trabalho de isolamento desses casos e de identificação plena dos riscos para a população de um modo geral”, alertou Humberto.

Ao todo, 54 mortes foram registradas no leste Minas Gerais e estão sendo investigadas por uma possível relação com a doença que não tem registrado nenhum caso em áreas urbanas desde 1942. O Ministério da Saúde está investigando a forma pela qual a febre amarela foi contraída. O órgão quer detectar se as pessoas desenvolveram a doença por meio do inseto transmissor, sendo adquirida no meio rural e conhecida como febre amarela silvestre. A outra possibilidade é de que a aplicação da vacina contra a doença, que contém o vírus atenuado, possa ter causado a enfermidade e, consequentemente, os óbitos.

Até a última quinta-feira (19), o MS listava 206 casos suspeitos da doença em 20 cidades do leste mineiro. Destes, 54 pessoas morreram, incluindo as 23 já confirmadas. Além do surto em Minas Gerais, estão sendo investigados seis casos de morte no Espírito Santo e outros dois óbitos no noroeste de São Paulo.

O senador afirma que a melhor prevenção para conter o surto continua sendo a vacinação. Mas ele diz que o Governo Federal precisa agir urgentemente para que a doença não se alastre. “O ministério deve montar uma ação emergencial em termos de esclarecimento à população sobre a febre amarela e, ao mesmo tempo, adotar ações de precaução nessas áreas onde se tem identificado a epidemia. Não podemos nos descuidar”, ratificou Humberto.