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Álvaro Porto diz ter sido alvo de arapongagem com aval do Secretário de Defesa Social

Por Nill Júnior

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Álvaro Porto, ocupou a tribuna da ALEPE nesta segunda para dizer ter sido alvo de arapongagem com o aval do Secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho.

Porto disse que sua vida “foi devassada e a  sua intimidade violada” por investigação realizada pela  secretaria de defesa social do Governo do Estado. Ele afirmou que se baseou em matéria divulgada pela imprensa, a partir do Brasil 247 e que adotará todas as medidas legais possíveis “na defesa da Assembleia, das prerrogativas da atividade legislativa e da defesa de cada um dos Deputados”.

“Estou estarrecido como presidente de um poder, como deputado, mas, acima de tudo, como cidadão, ao me deparar com o uso do aparelho policial para fins que, no nosso sentir, não se coadunam com o estado democrático de direito, com liberdades individuais, tudo em completo desrespeito com aquilo que é preconizado na nossa Carta Magna. Não me intimidarei, não abdicarei em nenhum momento de agir como devemos diante de situações tão graves”.

A informação consta em relatório técnico da própria SDS, obtido a partir de documento oficial do governo estadual. O texto afirma que os “desentendimentos entre ele e o Deputado Estadual ALVARO PORTO” foram as principais circunstâncias que levaram Manoel Medeiros a solicitar proteção policial e medidas protetivas.

A própria estrutura de inteligência da SDS já é alvo de questionamentos de Álvaro e opositores sobre suposto uso político de monitoramento estatal em Pernambuco. A elaboração do relatório vem sendo interpretada por Porto como mais um capítulo da escalada institucional envolvendo setores do governo estadual e adversários políticos da gestão Raquel Lyra.

Estado fala em procedimento padrão

Em nota enviada ao Brasil 247, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco afirmou que a elaboração do relatório ocorreu após solicitação formal do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que pediu análise sobre eventual concessão de segurança aproximada ao jornalista Manoel Medeiros. Segundo o governo estadual, o procedimento foi realizado com base na Portaria SDS nº 997/2019, que regulamenta avaliações de risco feitas pela pasta.

A SDS declarou que o documento foi produzido dentro de um “procedimento padrão” adotado em situações semelhantes e informou que, após análise da Comissão Permanente de Segurança Pessoal de Autoridades (CPSPA), o pedido de proteção foi indeferido por ausência dos requisitos necessários para concessão da medida. O governo de Pernambuco também afirmou que as atividades dos órgãos de segurança pública “seguem protocolos técnicos e legais voltados à preservação da integridade das pessoas, à prevenção de riscos e à proteção institucional”, reiterando compromisso com “a legalidade, a transparência e o respeito às instituições democráticas”.

Outras Notícias

Presidente da Câmara de Tabira atende MP e marca sessão para câmara votar salário na 2ª feira

Por Anchieta Santos Visando atender a revogação de lei que aumenta salário dos vereadores de Tabira pelo MP, o Presidente da Câmara Marcos Crente já iniciou as providências. Inicialmente foi a Rádio Cidade FM ontem para fazer a divulgação adequada da sessão da próxima 2ª feira que votará em 1º turno o aumento do subsídio […]

marcos crente radioPor Anchieta Santos

Visando atender a revogação de lei que aumenta salário dos vereadores de Tabira pelo MP, o Presidente da Câmara Marcos Crente já iniciou as providências. Inicialmente foi a Rádio Cidade FM ontem para fazer a divulgação adequada da sessão da próxima 2ª feira que votará em 1º turno o aumento do subsídio dos vereadores.

Marcos disse que na oportunidade será votada a emenda modificativa que antes indicava 25 a 30% do salário do deputado estadual. Assim a Câmara votará o reajuste em moeda corrente, definindo o salário do vereador em R$ 7.596,00 a ser pago de janeiro de 2017 a janeiro de 2020.

Prefeito de Arcoverde recebe Fernando Monteiro

Na tarde deste sábado (06/02), o prefeito de Arcoverde, Wellington Maciel, recebeu no município o deputado federal Fernando Monteiro,  do Progressistas. A ocasião, que também contou com reunião na residência do gestor municipal, teve participações do vice-prefeito e secretário de Serviços Públicos, Delegado Israel Rubis, da ex-prefeita Madalena Britto e da Miss Arcoverde 2021, Marjorie […]

Na tarde deste sábado (06/02), o prefeito de Arcoverde, Wellington Maciel, recebeu no município o deputado federal Fernando Monteiro,  do Progressistas.

A ocasião, que também contou com reunião na residência do gestor municipal, teve participações do vice-prefeito e secretário de Serviços Públicos, Delegado Israel Rubis, da ex-prefeita Madalena Britto e da Miss Arcoverde 2021, Marjorie Rolim.

“Neste encontro com o deputado Fernando Monteiro, pudemos dialogar sobre o futuro de Arcoverde”, disse o gestor.

“O deputado se propôs em ajudar no que estiver ao seu alcance, para que o nosso município possa crescer cada vez mais”, afirmou o prefeito Wellington.

Festa de Zé Dantas tem sequência

Uma noite inesquecível e que ficará marcada na memória dos carnaibanos. Assim foi esta quarta-feira com mais homenagens ao compositor Zé Dantas no Monumento do Pátio de Eventos Milton Pierre dentro da programação da XXV edição da festa. Na abertura da programação houve o relançamento do Livro Baião dos dois: Zé Dantas e Luíz Gonzaga […]

Uma noite inesquecível e que ficará marcada na memória dos carnaibanos. Assim foi esta quarta-feira com mais homenagens ao compositor Zé Dantas no Monumento do Pátio de Eventos Milton Pierre dentro da programação da XXV edição da festa.

Na abertura da programação houve o relançamento do Livro Baião dos dois: Zé Dantas e Luíz Gonzaga e apresentação dos professores da Escola de Música Maestro Israel Gomes: Cacá Malaquias, Thiago Souza, Sivuca, Walace Seixas e Johnathan Malaquias. Logo após a apresentação show com Rafael Lira e Trio, alunos da Escola de Música, seguida de Forronata com sanfoneiros de Carnaíba pelas ruas da cidade.

O Prefeito Anchieta Patriota disse que tem recebido diversos comunicados de gestores do Pajeú demonstrando o interesse em participar da festa de Zé Dantas. “Participamos da exibição do filme Psiu, levando o nome de Zé Dantas para as escolas da rede municipal e é assim que precisa ser a festa em homenagem ao nosso carnaibano. Relançamos o livro Zé Dantas com apoio da prefeitura e Companhia Editora Pernambuco para que a juventude conheça um pouco da história e vamos distribuir com aproximadamente 300 servidores da educação, disse Anchieta.

O ambientalista e admirador da Cultura, Roberto Arraes, teve participação fundamental para o lançamento pela 4ª vez do livro Baião dos Dois: Zé Dantas e Luíz Gonzaga, disse que teve a alegria de poder fazer parte deste projeto e ver um museu em Carnaíba que valoriza sua história. “A música tem uma participação muito grande na vida da gente e carregamos a música em nossas mentes. Zé Dantas falava dos riachos do Pajeú, da farinhada, da cultura e foi o primeiro autor a fazer uma música de protesto no Brasil com Vozes da Seca, onde denunciava as frentes de emergência naquela época”, frisou Roberto Arraes.

A XXV edição da festa de Zé Dantas programa para esta 5ª feira às 19:00 encerramento das Oficinas de Música com Spok Frevo e Johnanthan Malaquias, apresentação de Maikon e Trio Forrozeiro e Thiago Souza no Pátio de Eventos Milton Pierre.

Sandrinho foi convidado da série com candidatos a vice da Pajeú

O candidato a vice prefeito Alessandro Palmeira, o Sandrinho, da Rede, que integra a chapa com o candidato a reeleição, José Patriota (PSB) foi o convidado da série com candidatos a vice promovida pelo programa Manhã Total, da Rádio Pajeú. Sandrinho falou que reúne condições para ser vice prefeito elencando seu currículo e sua experiência […]

Fotos gentilmente cedidas por Cláudio Gomes
Fotos gentilmente cedidas por Cláudio Gomes

O candidato a vice prefeito Alessandro Palmeira, o Sandrinho, da Rede, que integra a chapa com o candidato a reeleição, José Patriota (PSB) foi o convidado da série com candidatos a vice promovida pelo programa Manhã Total, da Rádio Pajeú.

Sandrinho falou que reúne condições para ser vice prefeito elencando seu currículo e sua experiência adquirida ao lado de Patriota desde que atuava no Prorural. Palmeira destacou que, passado o processo de escolha do seu nome, não vê problemas entre os demais postulantes.

O candidato destacou ações da atual gestão na área hídrica, na cultura, infra estrutura, dentre outras ações. O candidato respondeu perguntas sobre geração de emprego e renda, prometendo que haverá realização de concurso e estímulo à geração de emprego e renda. Em mais de uma oportunidade, respondeu sobre ausência de eventos para a classe evangélica.

“Temos a capacidade de reconhecer que não houve. Mas apoiar a classe evangélica não é só isso. É apoiar evento realizados, dar suporte, transporte dentre outras ações”. Quando a questão voltou a tona com a candidata a vice Cleide França, Sandrinho afirmou que a comunidade evangélica é beneficiada quando recebe ações como calçamento, asfalto, universalização da água. “Os evangélicos estão inseridos no município”.

Fotos gentilmente cedidas por Cláudio Gomes
Fotos gentilmente cedidas por Cláudio Gomes

A pergunta de Ramiro Simões foi alegando que a gestão Patriota não realizou concurso, não contribuiu devidamente para o plano de previdência, e se ele não se sentia constrangido participando da chapa. “Tenho orgulho de participar dessa chapa, de ter Patriota como prefeito, que tem se destacado em toda a sua atuação”, disse, acrescentando que a gestão irá realizar concurso público e que seu partido tem Marina como mulher respeitadíssima no cenário nacional. Ao final disse que o palanque de Ramiro se contradizia. “Ramirinho citou o golpe mas seu partido foi a favor do impeachment.

A Júnior Finfa respondeu duas perguntas. A primeira: se, tendo votado em Totonho e Augusto, não se sentia mal com o fato de os dois não terem votado em seu nome para vice na escolha interna da Frente. “Eles não votaram contra mim, votaram a favor de outro nome, o que é natural”.  E questionado se seria um vice melhor que Lúcia Moura, evitou críticas à médica, afirmando que cada um tem seu estilo e buscaria imprimir o seu.

O bolsonarismo de gravata borboleta

Por André Luis A frase é de um amigo: “o Novo é o bolsonarismo de gravata borboleta”. E a reação tomada de radicalismo do partido, de seus líderes e de filiados, ao anúncio de João Amoêdo – fundador do partido e ex-candidato a Presidência em 2018, de que votará em Lula no 2º turno das […]

Por André Luis

A frase é de um amigo: “o Novo é o bolsonarismo de gravata borboleta”. E a reação tomada de radicalismo do partido, de seus líderes e de filiados, ao anúncio de João Amoêdo – fundador do partido e ex-candidato a Presidência em 2018, de que votará em Lula no 2º turno das eleições deste ano, mostra que o amigo tem razão.

Confesso que cheguei a ser seduzido pela forma do Novo de fazer política. Não usa fundo eleitoral, nem partidário; a pessoa que pretende concorrer a algum cargo eletivo precisa passar por uma seleção, além de não poder ser ficha suja, são realmente alguns diferenciais que confesso gostar. 

Mas sempre fiz uma crítica a falta de aproximação do partido com o povo, com a massa. ‘Só pensam na economia. Não se vê uma fala pelo social’, sempre disse, no que recebia a resposta que dá título a este artigo opinativo.

As reações falam muito do que é o partido. Para as lideranças e maioria dos filiados do Novo, o importante é o combate ao lulopetismo. Não importa se o candidato adversário flerta constantemente com a autocracia, um dos motivos alegados por Amoêdo para a sua decisão. 

Vejam só a crítica feita pelo ex-presidenciável Felipe D’avila ao João Amoêdo em seu Twitter: “A declaração de voto de Amoedo ao Lula é uma traição aos valores liberais, ao partido Novo e a todas as pessoas que criaram um partido para livrar o Brasil do lulopetismo que tantos males criou ao Brasil. Amoêdo: pega o boné e vai embora. Você não representa os valores liberais”.

Perceba que para D’Avila nada pode ser maior que o combate ao lulopetismo e aos valores liberais. Chega a dizer que o Novo foi criado com o intuito único de combater o lulopetismo. E eu que achei que o partido havia sido criado para ser um ponto de moralização da política, combatendo as mamatas e o escoamento de dinheiro público para os bolsos de parlamentares inescrupulosos. Santa inocência.

O Novo, ao defender Bolsonaro como o “mal menor”, frase que ouvi do ex-candidato a deputado federal Júnior Santiago representante do partido em Afogados da Ingazeira, ao entrevistá-lo após o pleito deste ano, não leva em consideração as barbaridades e atrocidades que partem de Bolsonaro.

Cheguei a questionar a Santiago que a questão ‘corrupção’ não podia servir de métrica na avaliação do apoio do partido – visto que o PP, um dos partidos com mais envolvidos nos esquemas de corrupção do governo Lula, comanda a Casa Civil, uma das principais pastas do Governo Bolsonaro. 

A decisão de apoiar Bolsonaro e o tratamento dado a João Amoêdo ao exercer a sua liberdade de expressão, um dos pilares do Novo com amparo no seu Estatuto, em Diretriz Partidária vigente e em uma nota recente que textualmente reafirmou a liberdade de seus filiados em votar segundo suas convicções, como bem lembrou Amoêdo, mostra o quanto o partido está distante das pessoas que mais sofrem com a vulnerabilidade social.

Como pode ser um mal menor um governo que mergulhou o Brasil numa crise econômica? 

Como pode ser um mal menor um governo responsável pelo aumento da fome, da miséria e da vulnerabilidade social. Hoje temos 33 milhões de pessoas passando fome no Brasil e mais da metade da população em situação de insegurança alimentar.

Como pode ser um mal menor, um governo que fez com que o salário mínimo tenha parado de crescer?

Como pode ser um mal menor um governo que destrói a educação, a ciência e os programas sociais?

Como pode ser um mal menor um governo que retira dinheiro da educação para beneficiar aliados políticos? Isso sem se falar do orçamento secreto, que tem sido chamado de ‘bolsolão’, que serve unicamente para comprar apoio político de congressistas. Dizem, inclusive, que é comprovadamente o maior esquema de corrupção que o país já teve.

Como pode ser um mal menor para o país um governo que teve uma gestão irresponsável e criminosa durante a pandemia, apostando em tratamentos ineficazes, falando contra as medidas de proteção, indo de encontro a ciência,  levando à morte milhares de pessoas? E depois, ainda, se negando a comprar vacina, inventando mentiras contra os imunizantes chegando a associar casos de Aids com a inoculação da vacina?

O governo Bolsonaro tem, sim, corrupção. Só não foi comprovada, ainda, pois diferentemente dos governos do PT, agora não se consegue investigar. Basta observar as trocas de delegados na Polícia Federal toda vez que um chega perto de algum membro do clã Bolsonaro e os diversos decretos de sigilo de cem anos em documentos públicos. A transparência acabou.

O próprio Sergio Moro, ex-ministro da justiça, saiu do governo acusando o presidente de interferir na Polícia Federal. Agora, após ter sido comprovado que teve uma atuação direcionada para um proposito pessoal, volta com o rabo entre as pernas a base do atual presidente.

É totalmente incoerente a decisão do Novo de apoiar Bolsonaro. João Amoêdo mostrou ser o único sensato dentro do partido. O único capaz de pensar com a cabeça e não com o fígado. Um verdadeiro democrata.

O Novo, que já está velho, é mesmo “o bolsonarismo de gravata borboleta”.