Advogados aconselharam Bolsonaro a sair do país antes de 1º de janeiro
Por Nill Júnior
Embora não haja no horizonte imediato risco jurídico de ser preso, o presidente Jair Bolsonaro (PL) passou as últimas semanas aflito com isso.
Segundo apurou o blog de Natuza Nery, o presidente buscou o conselho de advogados próximos nos últimos dias pedindo avaliações. Primeiro, perguntou se poderia ser punido caso não passasse a faixa para Lula. Ouviu que não.
Depois, sondou sobre as chances de ser detido após concluir seu mandato.
Nas conversas, ouviu de profissionais do direito que o melhor seria sair do país antes de 1º de janeiro, quando deixa o cargo e, portanto, perde o foro privilegiado.
As avaliações foram na seguinte linha: sem foro, qualquer juiz de 1ª instância poderia decretar a prisão de Bolsonaro e, mesmo que ficasse poucas horas em uma delegacia, o constrangimento estaria dado.
Pessoas próximas resgataram o caso de Michel Temer — preso por Marcelo Bretas, justamente um juiz de 1ª instância, após deixar o Palácio do Planalto.
Fontes do governo confirmam que essa hipótese de fato assombrou o mandatário desde a derrota.
Mas, segundo apurou o blog junto a ministros do Supremo Tribunal Federal, ele não teria o que temer, ao menos não neste momento.
Isso porque, mesmo perdendo o foro, é preciso que os ministros do STF responsáveis por investigações da Polícia Federal contra o presidente “declinem” esses inquéritos –jargão para remeter à 1ª instância, o que levaria um tempo.
Influenciadores de esquerda alcançaram 49 milhões de interações nas redes da Meta na primeira semana do segundo turno, contra 45 milhões dos perfis de direita. É a primeira vez em 2026 que esse grupo aparece à frente no levantamento da Bites. Os dados foram divulgados nessa sexta-feira (16) por O Globo e mostram uma mudança […]
Influenciadores de esquerda alcançaram 49 milhões de interações nas redes da Meta na primeira semana do segundo turno, contra 45 milhões dos perfis de direita. É a primeira vez em 2026 que esse grupo aparece à frente no levantamento da Bites.
Os dados foram divulgados nessa sexta-feira (16) por O Globo e mostram uma mudança no comportamento observado ao longo da campanha presidencial. O levantamento acompanha interações orgânicas públicas, como curtidas, comentários e compartilhamentos.
O resultado ocorre em meio às reclamações da campanha de Lula (PT) sobre a atuação das big techs no processo eleitoral. A equipe do petista acusa a Meta de tratamento desigual entre as candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro (PL). A empresa nega interferência política e atribui os episódios apontados a falhas técnicas.
A pesquisa da Bites, no entanto, não mede alcance, impressões ou impulsionamento pago. Por isso, a falha reconhecida pela Meta que bloqueou temporariamente a conta de anúncios da campanha de Lula não interfere nos números analisados pelo estudo, que considera apenas o engajamento orgânico do conteúdo público.
Entre os dias 4 e 11 de outubro, os influenciadores identificados com a esquerda registraram crescimento de 783% nas interações nas redes da Meta. Entre os perfis de direita, a alta foi de 162%.
No Instagram, sem considerar o Facebook, a diferença foi maior: o engajamento da esquerda cresceu 1.195%, enquanto o da direita aumentou 241%.
O levantamento mostra uma inversão em relação aos períodos anteriores. Na pré-campanha, entre junho e agosto, os perfis de direita somavam cerca de 11 milhões de interações semanais, diante de 4,6 milhões da esquerda.
Durante a campanha do primeiro turno, a direita chegou a aproximadamente 25 milhões de interações por semana, enquanto os perfis de esquerda ficaram em torno de 11,5 milhões.
Na primeira semana após o primeiro turno, a esquerda passou para 49 milhões de interações, contra 45 milhões da direita. Segundo a Bites, essa foi a única semana da série analisada em que os perfis de esquerda ficaram à frente.
Entre os nomes monitorados estão André Janones, Erika Hilton e Jones Manoel, à esquerda. Os três concentraram 76% das interações desse grupo no segundo turno. Janones respondeu por 33%, Erika Hilton por 29% e Jones por 15%.
Na direita, Nikolas Ferreira concentrou sozinho 49% das interações dos perfis monitorados, percentual semelhante ao observado no primeiro turno.
De acordo com André Eler, diretor técnico da Bites, parte do crescimento dos perfis de esquerda ocorreu com o uso de grandes comunidades organizadas em aplicativos como Telegram e WhatsApp, convocadas para interagir simultaneamente com determinadas publicações.
O estudo acompanhou 13 nomes identificados com a direita e nove com a esquerda durante os períodos de pré-campanha, primeiro turno e início do segundo turno.
O desempenho dos próprios candidatos também mudou. Considerando as redes da Meta, TikTok e X, o engajamento de Lula cresceu 298% na primeira semana do segundo turno, enquanto o de Flávio Bolsonaro aumentou 110%.
No Instagram, Lula registrou crescimento de 1.789% no período, enquanto Flávio avançou 694%.
A Bites também identificou diferença na frequência das publicações. Lula ampliou o volume de cerca de 110 para 300 postagens semanais ao longo da campanha. Flávio reduziu o ritmo depois do primeiro turno e chegou a 56 publicações na semana analisada.
Fonte: O Globo
Foto: Gerada através de Inteligência Artificial
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O presidente e candidato à reeleição Lula (PT) comemorou, nessa sexta-feira (16), a promulgação do fim da escala 6×1 durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG). No discurso, defendeu a mudança e afirmou que trabalhadores e empresários não terão prejuízos com a nova jornada. Lula chegou ao município após participar, em Brasília, da […]
O presidente e candidato à reeleição Lula (PT) comemorou, nessa sexta-feira (16), a promulgação do fim da escala 6×1 durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG). No discurso, defendeu a mudança e afirmou que trabalhadores e empresários não terão prejuízos com a nova jornada.
Lula chegou ao município após participar, em Brasília, da sessão do Congresso Nacional que promulgou a Emenda Constitucional 141/2026. O compromisso provocou um atraso de cerca de duas horas na agenda de campanha em Minas Gerais.
“Chegamos atrasados porque estávamos promulgando a PEC que deu fim à escala 6×1, que garante dois dias de descanso para cinco dias trabalhados”, afirmou.
Durante o discurso, o petista disse que o país deve evitar mudanças que revertam a nova regra e fez um aceno ao setor empresarial.
“É muito importante que a gente não permita que haja qualquer tipo de retrocesso. Os nossos comerciários e empresários não terão prejuízo algum. Quem vai ganhar é o trabalhador”, declarou.
A emenda promulgada reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e garante dois dias de repouso remunerado por semana. A transição será gradual: em dois meses, o limite cai para 42 horas; após um ano, passa para 40 horas.
No ato em Juiz de Fora, Lula também pediu que os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno participem da votação de 25 de outubro.
A senadora eleita Marília Campos (PT-MG), que participou da agenda, voltou a citar a proposta de passe livre no transporte público aos fins de semana, defendida por Lula durante a campanha.
Também acompanharam o presidente a primeira-dama Janja da Silva, a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), e o deputado federal André Janones (Rede-MG).
A passagem marcou o retorno de Lula a Minas Gerais após o primeiro turno. No estado, Flávio Bolsonaro (PL) terminou a primeira etapa da eleição com cerca de 588 mil votos a mais que o petista.
Após Juiz de Fora, Lula seguiu com a agenda de campanha em Minas, com compromisso previsto em Ipatinga, no Vale do Aço.
Fonte: O Globo
Foto: Domingos Peixoto
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O Tribunal Superior Eleitoral aprovou novos critérios para identificar quando canais de WhatsApp e outras ferramentas de mensagens estão vinculados oficialmente a campanhas. As regras também estabelecem deveres sobre os conteúdos publicados nesses espaços. A mudança foi aprovada por unanimidade pelo TSE nessa sexta-feira (16) e altera a resolução que regulamenta a propaganda eleitoral na […]
O Tribunal Superior Eleitoral aprovou novos critérios para identificar quando canais de WhatsApp e outras ferramentas de mensagens estão vinculados oficialmente a campanhas. As regras também estabelecem deveres sobre os conteúdos publicados nesses espaços.
A mudança foi aprovada por unanimidade pelo TSE nessa sexta-feira (16) e altera a resolução que regulamenta a propaganda eleitoral na internet.
Pelas novas regras, um canal poderá ser considerado ligado a uma campanha quando houver pelo menos um dos critérios definidos pelo Tribunal. Não é necessário que todos estejam presentes ao mesmo tempo.
Entre as situações previstas estão o uso de recursos financeiros da campanha, partido ou federação; utilização de pessoal, estrutura ou suporte tecnológico cedido pela candidatura; divulgação do link do canal nos perfis oficiais; direcionamento sistemático dos seguidores para páginas da campanha; e orientação sobre conteúdo, frequência de publicações ou metas do canal.
A Justiça Eleitoral também poderá considerar a troca habitual de áudios, vídeos, imagens ou roteiros produzidos ou cedidos pela campanha. A simples reprodução de material que já tenha sido divulgado publicamente pela candidatura, entretanto, não caracteriza por si só uma vinculação.
Os canais enquadrados nos critérios deverão ser comunicados à Justiça Eleitoral para registro e passarão a observar as mesmas regras aplicáveis à propaganda eleitoral na internet.
A resolução também estabelece situações que, isoladamente, não tornam um canal parte da estrutura de campanha. É o caso de páginas criadas por pessoas que manifestem apoio político espontaneamente, de uma recomendação pontual feita por candidato durante entrevista ou debate e da participação eventual em conteúdo produzido a convite do administrador, sem contrapartida ou habitualidade.
Os responsáveis pelos canais e as campanhas às quais eles estejam vinculados deverão ainda zelar pela legalidade dos conteúdos e pela integridade das informações divulgadas.
Segundo o TSE, esses espaços não poderão ser utilizados para disseminar conteúdos fabricados ou manipulados com a finalidade de divulgar fatos inverídicos ou descontextualizados. Em caso de condutas reiteradas, o canal poderá ser retirado do ar, sem prejuízo da apuração de responsabilidades.
A alteração foi apresentada pelo ministro André Mendonça e elaborada em conjunto pelos integrantes da Corte.
A definição das novas regras ocorre após decisões envolvendo o canal de WhatsApp “Exército de Lula”, criado pelo deputado André Janones. Nos últimos dias, decisões diferentes no TSE determinaram suspensão, restabelecimento e exigência de registro do canal na Justiça Eleitoral.
Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: TSE/Divulgação
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O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) de Pernambuco, deputado federal Carlos Veras, anunciou, por meio das redes sociais, que o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva incluiu na pré-agenda um ato na cidade de Petrolina, no Sertão pernambucano. A agenda está programada para o próximo dia 20. “Nosso presidente Lula […]
O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) de Pernambuco, deputado federal Carlos Veras, anunciou, por meio das redes sociais, que o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva incluiu na pré-agenda um ato na cidade de Petrolina, no Sertão pernambucano.
A agenda está programada para o próximo dia 20.
“Nosso presidente Lula estará conosco terça-feira, dia 20, em Petrolina, depois da gente participar da promulgação de duas PECs tão importantes, como o fim da jornada de trabalho 6×1 e da promulgação da aposentadoria especial dos Agentes Comunitários de Saúde e Endemias e da efetivação dos contratados”.
E seguiu: “vamos ocupar as ruas de Petrolina, de Juazeiro, fazer uma grande atividade, mostrando o nosso amor ao presidente Lula e a nossa empolgação porque é de virada!” – concluiu.
A 3ª Plenária Ordinária do Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú (CIMPAJEÚ) ocorreu nesta sexta-feira, dia 16, em Afogados da Ingazeira, e foi avaliada positivamente pelo prefeito de Ingazeira e presidente Luciano Torres, assim como pelos demais prefeitos participantes. Um dos encaminhamentos foi de uma Casa de Acolhimento para crianças e adolescentes em situação […]
A 3ª Plenária Ordinária do Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú (CIMPAJEÚ) ocorreu nesta sexta-feira, dia 16, em Afogados da Ingazeira, e foi avaliada positivamente pelo prefeito de Ingazeira e presidente Luciano Torres, assim como pelos demais prefeitos participantes.
Um dos encaminhamentos foi de uma Casa de Acolhimento para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade na região. Essa era uma demanda do Ministério Público. Segundo o presidente havia dificuldades de entendimento sobre local e modelo do có-financiamento.
Ao final, a primeira Casa nesse modelo ficará em Afogados da Ingazeira, atendendo seis municípios. Além de Afogados, Ingazeira, Iguaracy, Tabira, Tuparetama e São José do Egito. Outra casa nos mesmos moldes será alocada em Serra Talhada ou Custódia no futuro.
Outro avanço foi a locação de uma Casa de Apoio em Serra Talhada. “Hoje o Hospital Eduardo Campos acolhe muitos pacientes da região e os acompanhantes muitas vezes reclamam suporte de higiene pessoal, alimentação e pernoite”, disse o presidente. A casa terá os custos partilhados pelos municípios do Consórcio.
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