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A história por trás dos 30

Por Nill Júnior

Nesta terça, dia 25 de maio, completo meus 30 anos de comunicação, a partir do primeiro programa, o Conversando com a Juventude, da Pastoral da Juventude do Meio Popular.

Sou privilegiado até por ter o script desse programa guardadinho. Tinha apenas 16 anos. A vida tem caminhos escritos por Deus. Prova disso é que não escolhi o rádio. Foi o rádio e a comunicação que me acharam, a partir do convite do Padre Luiz Marques Ferreira, depois de me ouvir falando pelos ouvidos em um grupo de jovens no bairro onde resido até hoje, me convidar para apresentar um programa para esse público na Rádio Pajeú.

Sempre digo que a grande oportunidade da vida não passa duas vezes no mesmo lugar. Assim, essa e as que se apresentaram, agarrei com unhas e dentes desde aquela chance de falar na Pioneira do Sertão Pernambucano.

Vale o registro de que o jornalismo quando feito com amor salva vidas do lado de dentro e do lado de fora. Minha vida foi transformada graças às pessoas que confiaram naquele garoto de 16 anos.

Essa confiança, busco pagar tentando ajudar a fazer uma sociedade melhor, mais justa, mais inclusiva, salvando vidas como agora na pandemia, abrindo oportunidades a pessoas que como eu tentam uma chance, formando e moldando futuros talentos. Jornalismo na essência nunca foi tão fundamental no mundo em que vivemos.

E não há jornalismo sem ética, sem caráter. Pois o talento encontra o molde em um ser humano. Por isso há muito talento contaminado por mau caratismo também na profissão. Mas por sorte, os bons prevalecem. Viva o jornalismo e sua capacidade de transformar o mundo.

Pra contar a história dos 30 anos de comunicação completados hoje, é preciso voltar um pouquinho no tempo. Nasci em 20 de dezembro de 1974 no Gama, Distrito Federal, filho de Nivaldo Alves Galindo Filho e Cleonice Ramos Galindo.

Nivaldo, o mais velho dos oito filhos do Mestre de Obras Élio Fernandez Galindo, uma de minhas referências, e Natércia Alves Barbosa, ainda viva, graças a Deus.

Papai trabalhou muitos anos em Brasília, seja na construção civil, seja como Chefe de Almoxarifado em Furnas Centrais Elétricas. Tendo cursado apenas o ginasial, era uma mente privilegiada. Também era um baixinho invocado, conhecido por não ter medo de mostrar suas posições.

Era na concepção alguém que lutava contra injustiças. Tenho uma memória dele denunciando em plena reta final do regime um episódio em que um policial agredia uma pessoa sem motivação em um ponto de ônibus.

Ligou para uma rádio de Brasília para denunciar. Lembro da mamãe louca ao pé do rádio. Quem sabe ali, implicitamente nasceu minha relação com o meio.

Papai atuou politicamente, escrevia crônicas, foi um dos agentes pela eleição histórica de Orisvaldo Inácio, algum tempo depois de voltar de Brasília, pois minha mãe não se adaptara bem à mudança de ares para São Paulo.

Ele deixou tudo em Brasília para trata-la de um tumor benigno no encéfalo. Sem diagnóstico preciso no Sarah Kubitschek, foi salva após quadro delicadas cirurgias no Hospital das Clínicas, São Paulo.

O pós operatório foi muito complicado e papai teve que mudar-se com os dos filhos para São Paulo. Havia uma subsidiária em Mogi das Cruzes e ele alugou um imóvel em Jundiapeba, ao lado de uma charmosa estação de trem que existe até hoje.

Mas mamãe não se adaptou, ele largou tudo e voltamos para Afogados. No fim dos anos 80 a saúde dele, diabético rebelde, chegado a uma cerveja ou um bom uisque, se deteriorou. Desenvolveu insuficiência renal crônica, foi para a hemodiálise e faleceu em agosto de 1989.

Ficamos eu, minha irmã Nívea Cléa Ramos Galindo e a mamãe, Cleonice Ramos Galindo. Até a mamãe ter acesso à pensão,  vivemos dias difíceis. A irmã, por exemplo, passou a morar com o casal Terezinha Silvestre, nossa tia, e Antonio Dondon. Veio a pensão e as coisas melhoraram. Dos 14 aos 16 anos, já sem o papai, vivi algumas experiências profissionais que agregaram muito à minha vida. Trabalhei em uma loja de videogames onde hoje funciona o Pilão, vendi picolé, vendi até quiabo quando não era bom de saída.

Quando tinha 16 anos, era comum estar com meu hoje compadre Rogério Jesuíno, que também fez parte da Rádio Pajeú como Jota Oliveira. Ficávamos a olhar o tempo em uma meia parede na Rua 16, Bairro Cohab. O bairro não tinha capela e as novenas aconteciam na casa de Dona Maristela, mãe da professora Patrícia Amaral. Naquele 1991 em uma daquelas noites, passa o Padre Luiz Marques Ferreira, Padre Luizinho, então seminarista perguntando onde era a casa dela. Indicamos com o clássico “bem ali” e fomos ver pelo movimento que a novena gerava.

Ao sair, Luizinho nos viu na porta e disse estar formando um  grupo de jovens no bairro. Naquele tempo havia muitas iniciativas interessantes da Igreja Católica e a PJMP era muito forte. Lá vou eu para essas reuniões no grupo Escolar Petronila de Siqueira Campos Góes aos sábados. Aí, certamente por influência genética de pai, falava pelos cotovelos falando da realidade do bairro. Padre Luizinho percebeu e algum tempo depois me convidou para apresentar um programa que teria início na Rádio Pajeú ligado à Pastoral da Juventude.

Lembro da primeira vez na Casa Paroquial preparando com Luizinho e Rogério Jesuíno o Conversando com a Juventude. A música tema era Amanhã, de Guilherme Arantes. Em 25 de maio de 1991, bem nervoso, dava o primeiro passo para a comunicação. “Este programa é um oferecimento da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios, na pessoa do Padre João Carlos. Tem na coordenação esse amigo que vos fala, padre Luizinho e também na produção e apresentação Nivaldo Galindo e Rogério Jesuíno”. Minha primeira fala era sobre os objetivos do programa: “Muito bom dia caros ouvintes que estão em sintonia com a Rádio Pajeú de Afogados da Ingazeira. Meu bom dia especial a todo jovem desse imenso sertão, a você desempregado, desempregada, a você estudante como eu, enfim; a todos vocês que nos escutam”. O programa tratou dos objetivos, como que os jovens tomassem consciência de seus direitos.

A cada programa, o nervosismo inicial dava lugar a uma segurança maior. Tanto que alguns sábados depois, Anchieta Santos me convidava para fazer um teste para a equipe esportiva da emissora. “Gosta de esportes, Nivaldo?” – perguntou. Até hoje brinco dizendo que mesmo que não gostasse, diria que sim. Mas de fato sempre gostei. Fomos a um teste com um gravador do tamanho de um tijolo na casa de Anchieta a frente de onde hoje é a UPA-E. Tremi, mas fiz. “Você tem jeito, se tiver vontade”, disse ao fim.

No meu primeiro noticiário, do Náutico, na Resenha Bola em Jogo, pela manhã, troquei o programa e falei para a Resenha Esportes no Ar. Passou. Anchieta foi como um pai firme. Pegava no pé como quem sabia em quem estava apostando. Hoje costumo cobrar mais de quem mais acredito, uma das lições que guardei dele. Lembro da experiência com aquela equipe esportiva, com Anchieta, Elias Mariano, Vanderley Galdino. Naldinho Rodrigues e Adelmo Santos.

Não esqueço do primeiro plantão esportivo, de um jogo que era feito do Vianão. Com um bom e velho rádio, sintonizava a Rádio Clube (nem se falava em internet) para informar cada gol que saía nos campeonatos de Pernambuco e nacionais. De cara, recebi um elogio ao fim da transmissão de Anchieta, então narrador. Não esqueci. Lembro do primeiro pagamento por uma transmissão das mãos dele, dentro do seu fusca branco.

Com o tempo, surgiram testes para uma nova rádio que surgiria em Afogados, do Grupo Inocêncio Oliveira. Pagava um salário, e fui a Serra Talhada encarar a oportunidade. O teste foi com Zé Honório, na Líder do Vale. Lembro dele elogiando ao final e dizendo que eu tinha tudo pra ficar entre os selecionados. Voltei contando pra todo mundo. Uns acreditavam, outros não, mas segui. Liso e sem ter como ficar em Serra aos fins de semana para praticar, já que no FM você atuava nos controles e ao microfone, apelei pra quem podia ajudar.

Nas primeiras vezes, Heleno Mariano, ligado a Inocêncio e que fora amigo de meu pai, já sabendo da notícia de que eu iria para a emissora que também serviria de plataforma política de Antonio Mariano e seu grupo, me ajudou com o dinheiro da hospedagem, um quartinho ao lado da estação rodoviária de Serra Talhada. Lembro após praticar rodar aquela Praça Agamenon Magalhães sem conhecer ninguém. Da rádio Líder, lembro de Marquinhos Dantas e Edcarlos Máximo, que viria a ser diretor da emissora em Afogados.

Nesse período, fui apresentado por Padre Luizinho, ainda seminarista, ao Padre João. “Faça o que puder para ajudar esse menino que ele tem futuro”, disse. Padre João foi, como até hoje um pai na plenitude da palavra. De pronto, conseguiu um quarto mais aconchegante no Colégio da Imaculada Conceição, gerido pelas freiras. Os ventos sopravam a meu favor: a madre superiora era “Irmã Galindo”. Ganhei um ponto de apoio para minhas idas a Serra. E uma referência paterna que me ensinou muito, desde os valores até qualidades de como administrar, por exemplo.

Em maio de 1993, a Transertaneja ia ao ar em festa na cidade. Fui a primeira voz a ir ao ar oficialmente, numa equipe que ainda tinha Edcarlos, Élio Fernandez e Ney Gomes, outro amigo que a vida me deu.

Não fiquei muito tempo. Em 1 de agosto de 1994 assinava minha carteira no Sindicato dos Trabalhadores Rurais como Auxiliar de Contabilidade. Na verdade, atuei também assessorando o Polo Pajeú da FETAPE, ao lado de um tal José Patriota, na época com 35 anos, responsável pelo polo, tão  sabido e preparado como hoje, outra experiência enriquecedora. Chegamos a apresentar juntos o programa da entidade. Mas eu sabia que ali, poderia voltar pra Pajeú, o que se materializou aos poucos.

Primeiro participando do programa Anchieta Santos, depois sendo convidado a voltar para a Seleção do Povo. Lembro da chamada de Anchieta detalhando toda a cobertura – os Jogos Escolares eram um grande acontecimento para a cobertura esportiva – e anunciando ao final; “E a volta de Nill Júnior, o Repórter Revelação da Seleção do Povo”, tocando em seguida “Eu voltei, agora é pra ficar”, com Roberto Carlos.

E fiquei. Em 1 de abril de 1995, numa articulação que envolveu Padre João, Anchieta e o Diretor Rogério Oliveira, finalmente assinei a carteira, em 1 de agosto de 1995. Só saí uma vez, em um projeto de reestruturação da Rádio Cardeal Arcoverde, onde também fiz muitos amigos. Cumprida a missão naqueles idos de 1998, pedi pra voltar. A Pajeú aceitou e voltei pra não sair mais. Finquei os pés de volta ao Sertão com o compromisso de não sair mais.

Fiz de tudo na rádio, mas sempre com um pé com no radiojornalismo. Sempre apegado à informação e prestação de serviço. “Entrevista na Manhã”, “Radar das Treze”, “Nova Manhã” foram alguns programas que tive oportunidade de fazer na Pioneira do Sertão Pernambucano.

O tempo passou e vieram os anos 2000. Já em fevereiro de 2001, fui convidado por Dom Luis Pepeu para assumir a Gerência de Programação da Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios. Iniciamos em abril daquele ano a nova grade de programação. Em 2004 nasceu o blog, fruto da produção diária de conteúdo na Rádio Pajeú. Em 2007, a oportunidade de ser Gerente Administrativo. O resto da história você conhece… São 30 anos de muito obrigado!

Outras Notícias

Governo de Pernambuco nomeia 2.907 professores concursados

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Educação e Esportes (SEE), realizou nesta segunda-feira (22), o maior ato de nomeação de candidatos aprovados em concurso público para professores da rede estadual dos últimos dez anos.  A publicação do ato nº 4222, da governadora Raquel Lyra, foi feita em edição extra do Diário Oficial […]

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Educação e Esportes (SEE), realizou nesta segunda-feira (22), o maior ato de nomeação de candidatos aprovados em concurso público para professores da rede estadual dos últimos dez anos. 

A publicação do ato nº 4222, da governadora Raquel Lyra, foi feita em edição extra do Diário Oficial do Estado, onde estão divulgados os nomes de 2.907 docentes. A posse dos candidatos aprovados poderá ocorrer até o dia 21 de junho e eles estarão em sala de aula até 20 de julho.

“É com grande alegria que a gente anuncia, hoje, a nomeação de 2.907 professores e professoras que vão ocupar todas as regiões de Pernambuco na nossa rede estadual de ensino. Não foi fácil chegar até aqui. A gente pegou um Estado desorganizado, o orçamento sequer dava pra cobrir as despesas com o custeio da Educação. Pagamos mais de R$ 1 bilhão em débitos, mas conseguimos fazer agora esse importante anúncio para os pernambucanos”, comemorou Raquel Lyra.

Com essas contratações, o reflexo na folha de pessoal do Estado de Pernambuco, já constando o reajuste do piso salarial de 2023, é de aproximadamente R$ 210 milhões por ano. O reforço de pessoal confirma que a educação é prioridade da nova gestão, ainda que dificuldades de caixa tenham sido encontradas pela governadora Raquel Lyra ao assumir a chefia do Executivo estadual.

Para a secretária de Educação e Esportes, Ivaneide Dantas, a nomeação dos novos professores vai possibilitar uma melhora significativa na qualidade do ensino nas escolas da rede estadual. “Os novos professores chegam para agregar e não temos dúvidas de que irão incrementar o brilhante trabalho que já é realizado por todos os profissionais que atuam na Educação do Estado de Pernambuco”, declarou. 

Em menos de seis meses da nova administração estadual, além da nomeação dos 2.907 docentes, o Governo do Estado já homologou o resultado do concurso para analistas de gestão da Educação, apontando para a nomeação de mais 596 profissionais para a Secretaria de Educação, sendo 500 analistas em Gestão Educacional e 96 Assistentes Administrativos Educacionais. 

Além disso, um aumento de 43% do teto da gratificação das funções técnico-pedagógicas das escolas foi implementado, passando de R$ 2,1 mil para R$ 3 mil para os diretores. A mudança beneficia 3.681 servidores efetivos da educação estadual.

Os avanços estão sendo implementados devido à capacidade da gestão estadual de fazer mais com menos. Isso porque a Lei de Responsabilidade Fiscal determina um limite de gastos com pessoal em relação à Receita Corrente Líquida de até 44,10% (alerta), mas em 2022, mesmo com os recursos dos precatórios do Fundef, o Estado encerrou o ano comprometendo 43,03% da RCL com essa despesa.

Quantitativo – Dos 2.907 professores nomeados, 608 são para Língua Portuguesa. É a disciplina com maior número de docentes. Em seguida, aparece Matemática, com 478 profissionais. Estão sendo nomeados ainda 344 profissionais para Biologia, 316 para História, 220 para Geografia, 218 para Educação Física, 210 para Química, 122 para Língua Inglesa, 177 para Física, 77 para Filosofia, 59 para Artes, 41 para Língua Espanhola e 38 para Sociologia.

Reunião discute situação do Hospital Regional de Arcoverde

A Prefeita de Arcoverde, Madalena Britto participou de audiência no gabinete do secretário de Saúde do Estado, José Iran, segundo nota. O objetivo foi buscar alternativas e melhorias, quanto a situação do Hospital Regional Ruy de Barros Correia. De acordo com o Secretário de Saúde, Jose Iran, providências estão sendo tomadas no concerne ao reforço médico […]

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A Prefeita de Arcoverde, Madalena Britto participou de audiência no gabinete do secretário de Saúde do Estado, José Iran, segundo nota. O objetivo foi buscar alternativas e melhorias, quanto a situação do Hospital Regional Ruy de Barros Correia.

De acordo com o Secretário de Saúde, Jose Iran, providências estão sendo tomadas no concerne ao reforço médico e dos demais profissionais de saúde, assim como, para não faltar insumos medicamentosos.

Para fortalecer ainda mais o encaminhamento das providências, a secretária Executiva de Atenção à Saúde, Cristina Mota, visitará Arcoverde na próxima semana, garantiu o Secretário.

 “Viemos pedir apoio, assim como, nos colocar à disposição para o que for preciso”, falou a prefeita.

Ato contra Bolsonaro reunirá Ciro, Haddad e PSDB na Paulista

Foto: Manifestação na Paulista contra Bolsonaro no dia 29 de maio/ Reprodução Por Herculano Barreto Filho/UOL O ato contra Jair Bolsonaro (sem partido) marcado para este sábado (2) reunirá lideranças de 21 partidos em São Paulo. A expectativa dos organizadores é de que representantes de todas as correntes políticas subam ao palanque na avenida Paulista. Os […]

Foto: Manifestação na Paulista contra Bolsonaro no dia 29 de maio/ Reprodução

Por Herculano Barreto Filho/UOL

O ato contra Jair Bolsonaro (sem partido) marcado para este sábado (2) reunirá lideranças de 21 partidos em São Paulo. A expectativa dos organizadores é de que representantes de todas as correntes políticas subam ao palanque na avenida Paulista.

Os organizadores da Campanha Nacional Fora Bolsonaro dizem acreditar que será a maior manifestação contra o presidente neste ano. O protesto de caráter nacional está confirmado em 251 cidades brasileiras e em 16 países, segundo informaram fontes ligadas à organização do evento.

Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (PSOL), que disputaram as eleições presidenciais de 2018, devem discursar no ato na avenida Paulista, região central de São Paulo. Deles, apenas Ciro deverá disputar a Presidência novamente em 2022.

A manifestação contra Bolsonaro prevê até mesmo representantes do PSL, partido pelo qual o presidente foi eleito em 2018. Partidos de centro, como PSDB, MDB, DEM, Podemos e Novo, também estarão no protesto.

Nem mesmo a briga com militantes do PCO (Partido da Causa Operária) no ato do começo de julho na primeira vez em que o PSDB se juntou aos partidos de esquerda intimidou a adesão dos tucanos no ato.

“Fomos em todos os outros atos. A nossa posição foi participar de todos os atos a favor da vida e da democracia, contra esse governo genocida do Bolsonaro”, disse Fernando Alfredo, presidente do diretório municipal do PSDB em São Paulo.

Os organizadores reforçam a necessidade de adoção de medidas de segurança contra a pandemia causada pelo coronavírus, com uso de máscara, álcool em gel e distanciamento social. Informações sobre o ato podem ser obtidas no site da organização.

Mobilização no MASP

A mobilização ocorrerá às 13h de amanhã em frente ao MASP (Museu de Arte de São Paulo), na avenida Paulista. A programação ainda prevê um ato ecumênico.

Na sequência, haverá uma intervenção da comunidade indígena, apresentações de artistas e discursos de lideranças da oposição ao governo federal, como parlamentares e governadores.

O ato ainda contará com a participação de lideranças religiosas —incluindo evangélicos, antiga base de apoio bolsonarista. O encerramento será ao som do Hino Nacional.

A programação deixa evidente como a mobilização cresceu e ganhou uma proporção nacional. Ou tiramos o presidente do cargo ou continuaremos vendo aumentarem o desemprego, a fome e a miséria. A crise só piora com os desmandos de Bolsonaro e sua família”Raimundo Bonfim, um dos líderes do ato.

“Todo o descaso que vemos na saúde com as revelações diárias da CPI da Covid só demonstram que o impeachment é fundamental para que o Brasil não entre em um caos absoluto”, completa.

Representantes de centrais sindicais e movimentos, como o Direitos Já, Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, Acredito, UNE e Coalização Negra por Direitos, também confirmaram presença no ato.

Barroso assume Presidência do STF com defesa da conciliação nacional

“A democracia venceu e precisamos trabalhar pela pacificação do país”, afirmou o novo presidente da Corte. O ministro Luís Roberto Barroso tomou posse, nesta quinta-feira (28), na Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com uma defesa da criação de consensos visando ao desenvolvimento e à consolidação da democracia […]

“A democracia venceu e precisamos trabalhar pela pacificação do país”, afirmou o novo presidente da Corte.

O ministro Luís Roberto Barroso tomou posse, nesta quinta-feira (28), na Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com uma defesa da criação de consensos visando ao desenvolvimento e à consolidação da democracia brasileira. “A democracia venceu e precisamos trabalhar pela pacificação do país. Acabar com os antagonismos artificialmente criados para nos dividir”, afirmou.

Para o novo presidente da Corte, é preciso que o país se aglutine em torno de denominadores comuns, “de uma agenda para o Brasil”. Entre os temas que devem ser objeto de consenso estão o combate à pobreza, o desenvolvimento econômico e social sustentável, a prioridade para a educação básica, a valorização da livre-iniciativa e do trabalho formal e a liderança global em matéria ambiental.

Nesse sentido, três elementos são essenciais: integridade, civilidade e confiança. “Todos eles vêm antes da ideologia, antes das escolhas políticas pessoais”, ressaltou. 

Leia a íntegra do discurso de posse do ministro Luís Roberto Barroso.

23ª ExpoSerra terá entrada solidária de 1kg de alimento

A ExpoSerra – Feira da Indústria, Comércio e Serviços de Serra Talhada, terá sua 23ª edição realizada na próxima semana, com abertura na quarta-feira, dia 19, se estendendo até o sábado, 22 de julho.  Em meio às novidades da 23ª ExpoSerra está a entrada, que este ano não terá o valor simbólico das outras edições. […]

A ExpoSerra – Feira da Indústria, Comércio e Serviços de Serra Talhada, terá sua 23ª edição realizada na próxima semana, com abertura na quarta-feira, dia 19, se estendendo até o sábado, 22 de julho. 

Em meio às novidades da 23ª ExpoSerra está a entrada, que este ano não terá o valor simbólico das outras edições. Para ter acesso à feira, os visitantes precisarão levar apenas 1kg de alimento não perecível. 

Convém destacar que as doações serão direcionadas para o banco de alimentos do Sesc Serra Talhada e encaminhadas para outras instituições filantrópicas.