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A emergência de discutir o papel do Bioma Caatinga na COP30

Por Nill Júnior

Às vésperas da COP30, marcada para ocorrer em Belém (PA), é urgente que o bioma Caatinga, exclusivo do Brasil, ganhe protagonismo nas discussões sobre clima, biodiversidade e uso sustentável do solo. Historicamente menos visado que a Amazônia ou o Cerrado, o bioma merece atenção especial por sua vulnerabilidade, seu papel socioambiental e os desafios que enfrenta.

A Caatinga abrange aproximadamente 10 % do território nacional e abriga cerca de 32 milhões de pessoas. Trata-se de um ecossistema único, exclusivamente brasileiro, com espécies adaptadas ao semiárido, relevância para a convivência com a seca, para a cultura local e para os serviços ambientais (como regulação de solo e água).

Apesar de ter havido uma retração nas taxas ao longo de algumas décadas, o bioma ainda acumula perdas expressivas e está em novo alerta de aceleração.

Entre 2001 e 2019, o desmatamento anual caiu de cerca de 12.186,41 km² para 1.868,16 km².

Contudo, dados mais recentes mostram que em 2023 foram registrados cerca de 3.189,61 km² de supressão de vegetação nativa na Caatinga.

Em termos de cobertura vegetal desde 1985, o bioma perdeu 8,6 milhões de hectares ou cerca de 14,4% da vegetação nativa entre 1985 e 2023. Restam aproximadamente 59,6% de vegetação nativa.

Em 2023, por exemplo, no estado do Rio Grande do Norte, o desmatamento aumentou 161% em relação a 2022 — quase 9.114 hectares na Caatinga potiguar. Esses dados mostram que o ritmo de regeneração foi insuficiente, e que novos vetores de pressão, como empreendimentos de energia renovável, expansão agrícola, imobiliária  e pecuária estão registrando impacto relevante.

A perda de vegetação, combinada com a retração hídrica, torna partes da Caatinga vulneráveis à desertificação, processo lento porém destrutivo para os ecossistemas, para as comunidades locais e para a produção rural.

Estima-se que cerca de 13% do território da Caatinga esteja sob risco ou já em processo de desertificação grave.

Em termos hidrológicos, o bioma perdeu cerca de 40% da superfície de água natural mapeada nos últimos 35 anos.

Entre 1985 e 2020, 112 municípios (equivalente a 9% dos municípios do bioma) classificados como “Áreas Suscetíveis à Desertificação – ASD” nas categorias Grave ou Muito Grave perderam cerca de 0,3 milhões de hectares de vegetação nativa.

Por que esse tema exige destaque na COP30

Integração entre clima, uso da terra e adaptação ao semi-árido
A Caatinga opera em condições de semiárido onde a convivência com a seca já é uma realidade. Inserir esse bioma no debate climático fortalece a agenda de adaptação e resilência, não apenas mitigação;

Biodiversidade e serviços ambientais exclusivos
A singularidade ecológica da Caatinga, com espécies endêmicas, paisagens únicas e populações tradicionais, exige políticas específicas que vão além dos moldes aplicados à Amazônia;

Desmatamento e desertificação como entradas para mecanismos de financiamento climático
A COP30 é uma oportunidade para o Brasil apresentar compromissos e ações concretas para o bioma: metas de desmatamento zero, restauração de áreas degradadas, pagamento por serviços ambientais, uso sustentável da vegetação nativa, políticas de convivência com o semiárido.

Milhões de pessoas vivem no entorno da Caatinga e dependem dela para água, lenha, pastagem, agricultura de subsistência. A negociação global deve reconhecer as interseções entre clima, pobreza, desigualdade e conservação, algo que o bioma traz de forma explícita.

É fundamental estabelecer na COP30 um compromisso específico para a Caatinga: por exemplo, meta de redução de desmatamento até 2030 alinhada ao Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas na Caatinga (PPCaatinga).

Fortalecer mecanismos de monitoramento via satélite e alertas precoces, levando em conta que a maioria das supressões no bioma são de pequeno porte (< 10 ha), o que exige alta resolução.

Vincular restauração florestal, uso sustentável da vegetação nativa e incentivo à agroecologia e economia local como parte da política de recuperação.

Incentivar instrumentos financeiros climáticos (como mercado de créditos de carbono, PSA ­– pagamento por serviços ambientais) que incluam o semiárido e reconheçam a restituição dos serviços ecossistêmicos.

Inserir a temática da desertificação como componente de risco climático para o Nordeste e Norte de Minas Gerais, e não apenas tratar a Caatinga como área de preservação florestal genérica.

Promover a participação das comunidades tradicionais, agricultores familiares e populações rurais no desenho das políticas, reforçando o valor da convivência com o semiárido, inclusive como modelo de resiliência climática. O tempo para agir é agora.

Outras Notícias

Em bela solenidade, Faculdade Vale do Pajeú conclui primeiras turmas

Fotos: Marcelo Patriota A convite da Faculdade Vale do Pajeú, como jornalista e presidente da ASSERPE, estive em São José do Egito, em uma noite chuvosa de sexta-feira para acompanhar a colação de grau das primeiras turmas dos cursos de Pedagogia, Ciências Contábeis e Administração da instituição. O evento aconteceu no moderno Auditório Deputado José […]

Fotos: Marcelo Patriota

A convite da Faculdade Vale do Pajeú, como jornalista e presidente da ASSERPE, estive em São José do Egito, em uma noite chuvosa de sexta-feira para acompanhar a colação de grau das primeiras turmas dos cursos de Pedagogia, Ciências Contábeis e Administração da instituição.

O evento aconteceu no moderno Auditório Deputado José Marcos de Lima, na própria instituição, que foi reformado e recebeu móveis e equipamentos, oferecendo mais conforto ao público de 200 pessoas, capacidade máxima que o equipamento comporta.

Nesta noite, 64 alunos colaram grau. Claro, houve muita emoção na solenidade, marcada por lembranças e relatos dos desafios que marcaram esse ciclo, que inclusive teve uma pandemia no meio, gerando uma transição para parte do período no modelo de ensino remoto.

Também formaram a mesa o jornalista João Carlos Rocha, a Diretora Administrativa e Acadêmica da Instituição, Isa Carla da Silva, a Diretora Acadêmica,  professora Raquel de Melo,  o coordenador e professor homenageado dos cursos de Administração e Ciências Contábeis, professor Inaldo Patrício de Freitas Severino,  a coordenadora e professora homenageada do curso de Pedagogia,  mestra Claudineide Cristian de Lima, mais os paraninfos Ricardo Ribeiro Rocha Marques (Administração), Aline Robéria Costa Araújo (Ciências Contábeis) e Silvânia Maria da Silva Amorim Cruz (Pedagogia).

Todos os oradores das turmas fizeram emocionados relatos da luta para chegar até a conclusão dos cursos,  como Hayrthon Douglas Alves, de Administração e Luciana Gomes da Silva,  de Ciências Contábeis.  Chamou atenção a fala de Carlos Eduardo da Silva Ferreira,  de Pedagogia,  sobre o nobre papel da sua atividade,  invocando Paulo Freite,  o respeito às diferenças e a necessidade de valorização dos pedagogas e pedagogas.

O blog conversou com a Diretora Administrativa e Acadêmica da Instituição, Isa Carla da Silva. “O sentimento é de gratidão e da alegria de transformar vidas através da educação.  Queremos crescer em quantidade e qualidade, fazendo diferença na vida deles”, disse.

Perguntada sobre novos cursos,  a Diretora disse que eles vão depender de um estudo de viabilidade para saber o que o mercado deseja.  “As pós graduações foram autorizadas junto ao MEC. Queremos ser um Centro Universitário com autonomia”. Daqui a nove meses será formada a primeira turma de direito da instituição.

Dia das Crianças é celebrado com muita alegria e diversão em Carnaíba

No último domingo (12), o Pátio de Eventos Milton Pierre, em Carnaíba, recebeu uma multidão para celebrar o Dia das Crianças, reunindo famílias em uma tarde repleta de encanto, diversão e emoção. A programação começou com a 1ª Corrida Kids, que contou com a participação de 220 pequenos atletas, enchendo o espaço de energia e […]

No último domingo (12), o Pátio de Eventos Milton Pierre, em Carnaíba, recebeu uma multidão para celebrar o Dia das Crianças, reunindo famílias em uma tarde repleta de encanto, diversão e emoção.

A programação começou com a 1ª Corrida Kids, que contou com a participação de 220 pequenos atletas, enchendo o espaço de energia e animação. Os participantes receberam camisa, medalha e troféus para os primeiros lugares.

Em seguida, foi a vez da Equipe Albatroz, de Recife, subir ao palco e emocionar o público com o espetáculo “Os Saltimbancos”. Meninos e meninas brincaram e dançaram muito com a equipe.

Além das atrações culturais e esportivas, a festa contou com diversos brinquedos liberados, algodão doce, pipoca, sorvete e muitas brincadeiras, garantindo momentos inesquecíveis para as crianças e suas famílias.

Iguaraci: prefeito diz que povo aprovou novo local da feira

O Prefeito de Iguaraci, Zeinha Torres, visitou os comerciantes da feira livre do município. A feira passou por mudanças que começaram ano passado. Um dos problemas é que interditava dois acessos ao centro da cidade, prejudicando o fluxo de veículos e pessoas. A solução foi fazê-la voltar à rua Né Santana, com acesso pela rua […]

Foto: Bruno Silva/Iguaracy News

O Prefeito de Iguaraci, Zeinha Torres, visitou os comerciantes da feira livre do município. A feira passou por mudanças que começaram ano passado.

Um dos problemas é que interditava dois acessos ao centro da cidade, prejudicando o fluxo de veículos e pessoas. A solução foi fazê-la voltar à rua Né Santana, com acesso pela rua Benedito Perazzo.

“A mudança agradou  não só o feirante, mas sim a todos os comerciantes do município e toda a população que se desloca para a feira. Conversei com vários comerciantes e eles aprovaram e agradeceram pela mudança”, disse o prefeito Zeinha.

Pagamento: o Governo Municipal anunciou o pagamento do salário referente ao mês de março, do funcionalismo público ontem, dia 29.

Arcoverde e uma boa saudade

Recebi do querido Vitor Lima, radialista e responsável pelo do canal Memórias do Rádio Arcoverde, um material com fragmentos em áudio de minha passagem pela Rádio Cardeal Arcoverde, primeira emissora da importante cidade sertaneja. Tenho esse tempo vivo na memória e no coração. Tudo começou com uma visita do Ronald Falabella, hoje diretor do Múltipla, […]

Recebi do querido Vitor Lima, radialista e responsável pelo do canal Memórias do Rádio Arcoverde, um material com fragmentos em áudio de minha passagem pela Rádio Cardeal Arcoverde, primeira emissora da importante cidade sertaneja.

Tenho esse tempo vivo na memória e no coração. Tudo começou com uma visita do Ronald Falabella, hoje diretor do Múltipla, à Rádio Pajeú. Me ouviu entrevistando Quinteto Violado e disse que me levaria para Cardeal de todo jeito. A emissora, ainda no AM,  estava lançando um novo projeto, tendo como principal nome o querido Anchieta Santos.

Esses fragmentos tem inclusive uma conversa minha com o saudoso e respeitado advogado criminalista Gilberto Marques, com quem conversei algumas vezes sobre os mais variados temas.

Contratado, fui morar no Max Hotel e no segundo semestre de 1998 já estava estreando o Cardeal Total, uma revista do rádio com música, prestação de serviço e informação. Pela manhã, Anchieta deitava e rolava com o seu programa. O time tinha ainda Geneci Manguaça, Castro Martins, Givanildo Silva, Givanildo Maciel e sua equipe esportiva, Lourinho, Val Bezerra, Jaqueline, Muriê Morais, Paulo Edson e muita gente boa.

Lembro que as primeiras pesquisas indicavam um salto de audiência, animando todos nós. À época, o trabalho me rendeu Voto de Aplauso da Câmara de Arcoverde. O guardo até hoje como reconhecimento daquele tempo bom. Recordo saudoso do prefixo na voz de Castro, uma marca, assinada com o jingle “nós estamos sintonizados com você”, antes de cada abertura de programa.

Infelizmente, o projeto durou menos que gostaria. Passei raspando de morar em Arcoverde até hoje. A experiência me fez voltar à Pajeú pra não sair mais. Mesmo com alguns convites, decidi que ficaria no Pajeú. Daqui ganhei o mundo com o rádio, graças a muita gente generosa.

Ficaram as amizades com os parceiros do rádio e ouvintes. Com alguns tenho um carinhoso contato até hoje. No São Miguel, Neuza e Genildo me tratam como filho. São raízes que a vida finca.

Dia 30 reencontro todos esses amigos, inclusive os que fiz depois daquele final dos anos 90, para o Encontro Setorial da ASSERPE. Feliz em ver que há quem se preocupe em documentar a história. Inclusive convidei o Vitor para visitar e se inspirar no Museu do Rádio, único do gênero do estado, mantido pela Rádio Pajeú.

O rádio é assim: gera conexões e relações firmes, que o tempo não desgasta nem apaga. Viva o rádio! Para assistir e ouvir a publicação no Instagram Memórias do Rádio Arcoverde, clique aqui.

   
Prefeito Djalma Alves anuncia ações para os primeiros 100 dias em Solidão

Com R$ 600 mil do próprio tesouro, o Prefeito de Solidão Djalma Alves pretende executar ações consideradas importantes nos primeiros 100 dias da 2ª gestão. Dentre elas, calçamentos, praça em Pelo Sinal, murada da quadra da cidade, Cobertura da área de transportes do Hospital, pista de cooper e manutenção de serviços. A revelação foi feita […]

Com R$ 600 mil do próprio tesouro, o Prefeito de Solidão Djalma Alves pretende executar ações consideradas importantes nos primeiros 100 dias da 2ª gestão.

Dentre elas, calçamentos, praça em Pelo Sinal, murada da quadra da cidade, Cobertura da área de transportes do Hospital, pista de cooper e manutenção de serviços.

A revelação foi feita pelo próprio prefeito falando ontem a Anchieta Santos na  Rádio Cidade FM.

Questionado sobre a possibilidade de o município bancar a vacina contra o Coronavírus, o prefeito de Solidão considerou difícil, pois os valores poderiam superar R$ 200 mil para vacinar toda população.

A respeito da Lei Aldir Blanc, o Prefeito Djalma Alves disse que foi orientado pelo jurídico da Prefeitura a não pagar a quem já havia recebido o auxílio emergencial.