Notícias

A Caatinga precisa estar no centro da COP 30

Por André Luis

Começa oficialmente hoje a COP 30, conferência mundial sobre mudanças climáticas que reúne países em torno de metas e compromissos para enfrentar o aquecimento global. E, enquanto o mundo volta seus olhos para a Amazônia e o Pantanal, eu quero chamar atenção para outro bioma essencial e que está sendo devastado de forma silenciosa: a Caatinga.

O planeta está em alerta. Vivemos um calor insuportável, baixa umidade no semiárido, tornados no Sul, algo que até pouco tempo parecia impensável. Tudo resultado das ações humanas. Mas o que me preocupa de forma especial é que o desmatamento na Caatinga continua desenfreado, provocando a perda das nascentes, afetando o clima e comprometendo o futuro da nossa região.

Estudos, como os do professor Genivaldo Barros, da Universidade Federal Rural de Pernambuco, mostram que já estamos caminhando para um cenário quase irreversível de perda hídrica e desertificação. Em várias áreas do Nordeste, a Caatinga está virando deserto. A retirada ilegal de madeira, a especulação imobiliária e a degradação dos rios, como o Pajeú, hoje tomado por esgotos, são exemplos claros dessa destruição.

 

Outras Notícias

Serra Talhada está entre as 10 cidades mais competitivas do Nordeste

O município de Serra Talhada foi classificado como uma das 10 cidades mais competitivas do Nordeste, segundo avaliação do Centro de Liderança Pública (CLP), divulgada esta semana.  Entre as 10 primeiras cidades nordestinas, quatro são de Pernambuco, incluindo Serra Talhada, de acordo com o Ranking de Competitividade dos Municípios em 2023. É também a única […]

O município de Serra Talhada foi classificado como uma das 10 cidades mais competitivas do Nordeste, segundo avaliação do Centro de Liderança Pública (CLP), divulgada esta semana. 

Entre as 10 primeiras cidades nordestinas, quatro são de Pernambuco, incluindo Serra Talhada, de acordo com o Ranking de Competitividade dos Municípios em 2023. É também a única cidade do sertão pernambucano entre os 10 primeiros colocados. O indicador analisou 410 cidades com população acima de 80 mil habitantes.

Para estabelecer o nível de competitividade municipal, o CLP considera informações compostas por 65 indicadores, organizados em 13 pilares temáticos e 3 dimensões. Os pliares temáticos se classificam como: Sustentabilidade Fiscal, Funcionamento da Máquina Pública, Acesso à Saúde, Qualidade da Saúde, Acesso à Educação, Qualidade da Educação, Segurança, Saneamento, Meio Ambiente, Inserção Econômica, Inovação e Dinamismo Econômico, Capital Humano e Telecomunicações.

Por posição, as áreas com melhor avaliação em Serra Talhada foram: meio ambiente, capital humano e acesso à saúde. De modo geral, o município subiu 31 colocações em relação a 2021. A cidade também teve melhorias nas três dimensões analisadas: instituições, sociedade e economia.  

“Recebemos essa notícia com muita satisfação, sabendo que é fruto de um esforço feito diariamente por tantas pessoas que integram nossa gestão e o município de Serra Talhada como um todo. Além disso, saber que somos os únicos do sertão pernambucano entre os 10 primeiros colocados nos dá uma responsabilidade ainda maior, que é de continuar avançando e em busca de uma gestão qualificada, que faça entregas e olhe para o povo. Do ranking geral, subimos 31 colocações em relação a 2021, o que mostra que o conjunto de medidas do nosso governo tem surtido efeito. Vamos continuar nesse caminho, fazendo de Serra Talhada um lugar melhor para se viver”, afirmou a prefeita Márcia Conrado.

O Ranking de Competitividade dos Municípios é realizado pela quarta vez pelo CLP (Centro de Liderança Pública), em parceria com a Gove Digital e a Seall e tem como objetivo avaliar a administração pública, diagnosticar e eleger metas. A intenção é que os governos estejam mais alinhados e conscientes em relação aos seus desafios e possam utilizar essa ferramenta para eleger quais são suas prioridades.

O Conselho Federal de Medicina precisa respeitar a ciência

Foto: United Nations / Unsplash Por Leandro Tessler e Luís Fernando Tófoli O Conselho Federal de Medicina (CFM) tem como função fiscalizar e normatizar a prática médica no Brasil. Em outras palavras, proteger a população de más práticas e de charlatanismo. Foi por isso uma surpresa ler as opiniões de seu presidente, Dr. Mauro Luiz de Britto Ribeiro, […]

Foto: United Nations / Unsplash

Por Leandro Tessler e Luís Fernando Tófoli

O Conselho Federal de Medicina (CFM) tem como função fiscalizar e normatizar a prática médica no Brasil. Em outras palavras, proteger a população de más práticas e de charlatanismo. Foi por isso uma surpresa ler as opiniões de seu presidente, Dr. Mauro Luiz de Britto Ribeiro, no Tendências/Debates da Folha de S. Paulo da segunda (25/1). Em lugar de defender a medicina baseada em evidências em favor dos pacientes, o texto ataca cientistas para defender a autonomia médica.

Tal autonomia, desde que embasada no consenso científico, nunca foi contestada. Por outro lado, parece óbvio que o CFM tomaria medidas enérgicas se os médicos, dentro de sua autonomia, prescrevessem chá de boldo, sanguessugas ou cannabis para tratar Covid-19. A autonomia tem limites, e o CFM deveria determinar esses limites para proteger a sociedade.

O texto demonstra pouco contato com a prática científica. Ele desqualifica cientistas não-médicos como se só os médicos fossem capazes de entender evidência científica. Médicos não são cientistas. Como afirmou em entrevista recente na Folha de S. Paulo o presidente da Associação Médica Brasileira, Dr. César Fernandes, médicos que prescrevem tratamento precoce agem movidos por suas convicções pessoais, ignorando os melhores estudos e o consenso da área. Em respeito aos pacientes, a formação do médico deveria sempre ser norteada pela ciência.

Ao apontar uma suposta controvérsia científica sobre o tratamento precoce, o artigo usa a mesma tática dos negacionistas da mudança climática ou da evolução. Isso pode causar dúvida no público leigo, mas entre os pesquisadores não existe controvérsia alguma.

A melhor evidência científica disponível não indica que tratamentos precoces baseados em cloroquina, ivermectina ou nitazoxanida sejam eficazes para o tratamento da Covid-19. Por isso eles não estão aprovados ou indicados por agências reguladoras e sociedades médicas de vários países, inclusive o Brasil.

Isso não significa que tratamentos experimentais não possam ser usados em condições especiais, mas, uma vez estabelecida a ausência de efeito, eles precisam ser abandonados. Por outro lado, se evidências convincentes de efetividade vierem a surgir, os consensos podem mudar. Assim é a ciência, sempre pronta para absorver conhecimento novo.

O próprio proponente da cloroquina contra Covid-19, Prof. Didier Raoult, recentemente admitiu falhas metodológicas graves em seu estudo. Mas ele só o fez porque foi contestado pelo conselho médico local.

O artigo do presidente do CFM ainda acusa os opositores de serem ‘ideológicos’. Este argumento é também falacioso e negacionista. Ao se calar diante dos desatinos do governo federal na gestão de uma pandemia sem precedentes, o conselho assume um silêncio ideologicamente gritante. Um CFM interessado em proteger a população já teria se manifestado em relação ao presidente Bolsonaro e o ministro Pazuello (que não são médicos) recomendarem tratamento precoce e gastar recursos públicos para promovê-lo.

A boa medicina deve sempre estar baseada no melhor conhecimento científico. Um órgão regulador da classe médica primariamente interessado em cumprir suas funções já teria revogado – ou, ao menos, atualizado – o parecer de abril de 2020 que dá autonomia ao tratamento precoce. Insistir em tratamento sem evidência científica poderá custar ainda mais vidas de muitos brasileiros.

Leandro Tessler é professor do Instituto de Física Gleb Wataghin da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Luís Fernando Tófoli é professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Fonte: Agência Bori

Arquiteta informa que interdição em cruzamento na Avenida Rio Branco é temporária

Por André Luis Nesta segunda-feira (02), condutores de veículos em Afogados da Ingazeira foram surpreendidos com a interdição do cruzamento usado como retorno na Avenida Rio Branco, próximo ao bar de Naldinho. Quem é acostumado a usar o local para cruzar a avenida, ficou assustado ao ver uma intervenção da Prefeitura que dava a entender […]

Por André Luis

Nesta segunda-feira (02), condutores de veículos em Afogados da Ingazeira foram surpreendidos com a interdição do cruzamento usado como retorno na Avenida Rio Branco, próximo ao bar de Naldinho.

Quem é acostumado a usar o local para cruzar a avenida, ficou assustado ao ver uma intervenção da Prefeitura que dava a entender que o cruzamento seria extinto, o que causou muito burburinho e reclamações por parte dos condutores.

Falando ao programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú FM, a arquiteta da Prefeitura, Marília Acioly, esclareceu que a obra faz parte do projeto de requalificação da Avenida Rio Branco e que estava no planejamento.

Segundo Marília, no local está sedo construída uma passagem elevada, que vai ligar os dois lados das calçadas, dando mais segurança aos pedestres que precisam atravessar o cruzamento.

Ainda segundo a arquiteta, a passarela será construída com piso intertravado de 10cm de espessura, o que permite o tráfego de veículos, inclusive de caminhões, o que não acontece nas outras passagens ao longo da avenida, que são inclusive interditadas com correntes. O prazo para o fim da obra segundo ela é para a próxima quarta-feira (4).

Acidentes em eventos políticos marcam início da campanha em Solidão

Em Solidão, acidentes marcaram eventos políticos nos últimos dias, fruto da imprudência e euforia que geralmente contaminam os seguidores de um lado e de outro. Ontem, uma carreata com motocada para comício da Coligação governista, do candidato Djalma da Padaria teve três feridos em dois episódios. A carreata ocorria entre a sede  e Pelo Sinal, […]

hqdefaultEm Solidão, acidentes marcaram eventos políticos nos últimos dias, fruto da imprudência e euforia que geralmente contaminam os seguidores de um lado e de outro.

Ontem, uma carreata com motocada para comício da Coligação governista, do candidato Djalma da Padaria teve três feridos em dois episódios. A carreata ocorria entre a sede  e Pelo Sinal, perto da PE 309, quando uma jovem em uma moto colidiu em um Fiat Uno guiado por Hildo Souza.

Ela foi levada ao Hospital de Solidão, foi encaminhada para o Recife com fortes dores e fratura de um dos braços. No outro episódio, um homem identificado como Petrônio Cruz colidiu com sua moto em um pedestre que também estava perto da PE 309, cujo nome ainda não havia sido identificado.

Ele, gravemente ferido e Petrônio, também foram levados ao Recife. O clima do evento político, claro, foi prejudicado. Pouco antes, um evento d oposicionista Genivaldo Soares também com carreata teve abalroamento de motos, por conta da proximidade entre elas.

Recife e Região Metropolitana castigadas pelas chuvas: doze mortes confirmadas

G1 PE – Atualizado às 14h41 Doze pessoas morreram em razão das chuvas que atingem a Região Metropolitana do Recife (RMR) desde a madrugada desta quarta-feira (24), segundo o Corpo de Bombeiros. O temporal também derrubou barreiras e árvores e causa diversos pontos de alagamento, que dificultam a circulação dos ônibus. Em algumas cidades da RMR, aulas […]

G1 PE – Atualizado às 14h41

Doze pessoas morreram em razão das chuvas que atingem a Região Metropolitana do Recife (RMR) desde a madrugada desta quarta-feira (24), segundo o Corpo de Bombeiros. O temporal também derrubou barreiras e árvores e causa diversos pontos de alagamento, que dificultam a circulação dos ônibus. Em algumas cidades da RMR, aulas da rede municipal foram canceladas.

Duas mortes registradas pelos Bombeiros ocorreram na Estrada do Passarinho, no trecho do Recife, e no bairro de Dois Unidos, também na capital pernambucana. Outras duas mortes foram confirmadas em Águas Compridas, em Olinda.

Na Estrada do Passarinho, as vítimas de um deslizamento de barreira são um homem de 69 anos e uma mulher de 63. As idades das outras vítimas não foram divulgadas. Em Dois Unidos, há cinco vítimas soterradas e equipes trabalham para tentar resgatá-las.

Em Jaboatão dos Guararapes, sete barreiras deslizaram. Segundo a prefeitura, ninguém ficou ferido, mas as famílias precisaram deixar suas casas. A Defesa Civil pode ser acionada, no município, pelos telefones 0800 281 20 99 ou (81) 9 9195 6655.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que foi acionado para socorrer feridos, também registrou os deslizamentos de barreiras no Córrego do Abacaxi, Estrada do Passarinho e no Alto Nova Olinda, em Olinda; na Rua do Bosque, em Paulista, e em Caetés, em Abreu e Lima.