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Waldemar Borges faz balanço da Comissão de Justiça na 19ª Legislatura da Alepe

Por André Luis

O presidente da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça, deputado Waldemar Borges, fez um balanço, nesta terça-feira (20), durante a Reunião Plenária da Alepe, do trabalho do colegiado nesta 19ª Legislatura.  

Nos últimos quatro anos, durante as 180 reuniões realizadas da CCLJ, foram distribuídos 3.492 projetos e 2.307 foram votados, sendo 2.275 aprovados e 32 rejeitados. O parlamentar frisou, porém, que não queria só se ater aos números. 

“O que mais interessa é constatar que na Comissão foram votados projetos que hoje interferem na vida dos cidadãos e cidadãs pernambucanas de maneira a melhorar a qualidade de vida de todos”, disse Borges.

“Talvez ainda mais importante do que a quantidade dos projetos que passaram na Comissão é a qualidade dos debates ali realizados. A CCLJ tem sido um exemplo de espaço democrático de debate.  Todos os deputados que apresentaram suas propostas, todas as iniciativas que chegaram do Executivo e de outros Poderes foram objeto do bom debate, da boa discussão, onde todas as opiniões puderam ser agasalhadas, recebidas, debatidas, discutidas e, no fim, normalmente, o consenso era construído”, enfatizou. 

O parlamentar afirmou ainda que nada disso poderia ter sido feito sem equipe e agradeceu e dividiu o êxito da Comissão com todos os deputados e deputadas efetivos e suplentes e também com a equipe de profissionais que os apoiou o tempo todo. “Foi o esforço de todos que fez com que a gente pudesse apresentar esse número e essa qualidade no trabalho da Comissão”, concluiu.

Outras Notícias

Eficiência da rede pública em Brejo Santo é elogiada por sobreviventes de tragédia

Outra constatação foi a de que reação de passageiros após acidente potencializou situação de feridos Duas questões ficaram evidentes pelos sobreviventes da tragédia que envolveu um ônibus de romeiros que saiu de Afogados da Ingazeira rumo a Juazeiro e foi atingido por um micro-ônibus de Sergipe com comerciantes, onde quatro pessoas morreram: uma, a busca […]

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Da esquerda pra direita José Gomes, o “Deca”, Antonia Ceflausiva (de costas), Heleno Andrade e Renon de Ninô

Outra constatação foi a de que reação de passageiros após acidente potencializou situação de feridos

Duas questões ficaram evidentes pelos sobreviventes da tragédia que envolveu um ônibus de romeiros que saiu de Afogados da Ingazeira rumo a Juazeiro e foi atingido por um micro-ônibus de Sergipe com comerciantes, onde quatro pessoas morreram: uma, a busca desenfreada e desorganizada por cada um de deixar o ônibus potencializou o número de feridos. Outra, a qualidade do atendimento de saúde pública, com suporte de bombeiros, SAMU e PM na área de Brejo Santo-CE. Eles estiveram no Debate das Dez do programa Manhã Total.

O programa ouviu relatos de sobreviventes do acidente a partir da senhora Antonia Ceflausina, de Santo Antonio 3, que organizou a romaria. Ela perdeu a neta Rayanne, de apenas sete anos, que faleceu após ficar presa às ferragens. Tanto ela, como José Gomes da Silva, o Deca,  e Heleno Antonio Andrade, sobreviventes, afirmaram que foi tudo muito rápido.

Também são unânimes em dizer que a correria das pessoas tentando deixar o ônibus piorou a situação dos feridos, Pedro Victor, de 15 anos. “Ele foi muito pisoteado e consegui puxá-lo” disse Heleno. Segundo o cunhado Jadilson Nunes, o quadro de Pedro é considerado estável, monitorado pelos médicos.

Outro relato que foi compartilhado por todos foi a qualidade do atendimento da rede pública em Brejo Santo, cidade de 47 mil habitantes, não tão grande em relação aos municípios do Pajeú.

“Foi ambulância de todo lado, SAMU, policiais. Todos muito educados. Falavam com a gente com respeito. Acompanharam os feridos. Foram muito bons conosco”, relatou Andrade. O Hospital Geral de Brejo Santos conta inclusive com UTI. “São cem médicos contratados. No dia do acidente, vinte estavam de plantão. É muita diferença do que a gente vê aqui”, diz o vereador Renon de Ninô. A unidade em que foram atendidos foi o Hospital Geral de Brejo Santo.

Aliás, Renon falou do estado de saúde do seu pai, o Seu Ninô, 82 anos, muitos nas estradas como caminhoneiro e agora como articulador de romarias como essa. Seu Ninô está em observação na UTI da unidade por conta da idade. Teve retirada do baço e fratura no fêmur, mas está consciente e tem recuperação considerada boa pelos médicos. “Ele já fala direto em voltar pra casa”, diz.

Morreram no acidente Cícero Caboclo, João de Luis Pedro, a menina  Rayane, de sete anos e Antônio Gomes de Queiroz, conhecido como Sitônio, de 58 anos. Quatro feridos estão internados em hospitais de Brejo Santo, Carnaíba e Afogados. Só Pedro Victor e Ninô inspiram cuidados mais especiais.

A tragédia trouxe ainda situações curiosas e não menos fatídicas. Sentado ao lado da esposa de Cícero Caboclo, José Gomes, o Deca, pediu para trocar de lugar com ele, minutos antes do acidente. “Eu brinquei dizendo que o marido tem que ficar do lado da esposa, que é minha prima”. Sem saber deixou o lugar onde houve o maior impacto, determinando a morte do amigo. “Não me sinto culpado. Foi Deus que quis”.

Caso que gerou fake news em Afogados é tratado como caso suspeito, diz boletim

Afogados da Ingazeira agora conta com mais um caso em investigação. A paciente tem 23 anos, reside em Afogados, gestante de 36 semanas. Ela deu entrada no Hospital Regional Emília Câmara e após piora do quadro respiratório foi transferida pra o Hospital Barão de Lucena, no Recife. Seu quadro clínico apresentou saturação de Oxigênio abaixo […]

Paciente está internada no Hospital Barão de Lucena

Afogados da Ingazeira agora conta com mais um caso em investigação. A paciente tem 23 anos, reside em Afogados, gestante de 36 semanas.

Ela deu entrada no Hospital Regional Emília Câmara e após piora do quadro respiratório foi transferida pra o Hospital Barão de Lucena, no Recife. Seu quadro clínico apresentou saturação de Oxigênio abaixo de 95% e dispnéia.

Foi notificada como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e coletada amostra para a testagem de covid-19. O parto foi realizado com sucesso. Segundo informações do Hospital, o quadro clínico é estável, tanto da paciente quanto do bebê. Ambos encontram-se internados na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Barão de Lucena.

Mais cedo, o caso geou grande repercussão. Mensagens a colocaram como caso confirmado, o que a Secretaria de saúde negou. Uma irmã disse que a família tem histórico de asma, mas ela ainda não havia manifestado até então sintomatologia para a doença. Ela pediu que não espalhem  Fake News sobre o caso.

Paciente não volta pra casa porque prefeitura de Gravatá não disponibiliza maca

O paciente Marcelo Soares da Costa, com uma lesão no fêmur, está de alta porque pode dar sequência ao tratamento em casa. Marcelo está no Hospital Regional do Agreste. Mas ainda não pôde ir mesmo de alta do setor de ortopedia. O motivo: a Secretaria de Saúde de Gravatá  tem ambulância, mas não tem maca disponível para […]

O paciente Marcelo Soares da Costa, com uma lesão no fêmur, está de alta porque pode dar sequência ao tratamento em casa.

Marcelo está no Hospital Regional do Agreste. Mas ainda não pôde ir mesmo de alta do setor de ortopedia. O motivo: a Secretaria de Saúde de Gravatá  tem ambulância, mas não tem maca disponível para levar o paciente.

Detalhe: a distância entre Caruaru e Gravatá é de apenas 54 quilômetros, em trajeto feito em menos de uma hora.

Como a lesão em consolidação exige que ele fique deitado, é impossível vir sentado no veículo. E Marcelo continua a esperar… Um retrato da saúde em Gravatá…

Tapa buraco na 275 não resolve

Trabalhadores da Esse Engenharia foram vistos realizando uma operação tapa buracos na PE 275, no trecho entre o entroncamento para PE 292 e a PE que vai a Sertânia. Mas não resolve: a situação da via é tão precária que a única solução é a celeridade no recapeamento completo, como acontece com a PE entre […]

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Trabalhadores da Esse Engenharia foram vistos realizando uma operação tapa buracos na PE 275, no trecho entre o entroncamento para PE 292 e a PE que vai a Sertânia.

Mas não resolve: a situação da via é tão precária que a única solução é a celeridade no recapeamento completo, como acontece com a PE entre o trevo e Afogados da Ingazeira.

Nas atuais condições da via, só tapa buracos do DER vai ter o mesmo efeito prático de enxugar gelo: nenhum.

Afogados: quase 80 casos em dois dias e muitos no modo “e daí?”

Na noite do anúncio, vídeos mostrando aglomerações continuaram circulando e até ironizando a pandemia Enquanto são contemporizadas medidas, interpretando leis para favorecer aglomerações e não o contrário, eventos com jovens amontoados, autorizados ou não, os casos de Covid-19 só tem aumentado. Em dois dias, Afogados da Ingazeira registrou quase 80 casos, um novo recorde. Foram […]

Na noite do anúncio, vídeos mostrando aglomerações continuaram circulando e até ironizando a pandemia

Enquanto são contemporizadas medidas, interpretando leis para favorecer aglomerações e não o contrário, eventos com jovens amontoados, autorizados ou não, os casos de Covid-19 só tem aumentado.

Em dois dias, Afogados da Ingazeira registrou quase 80 casos, um novo recorde. Foram 39 casos no sábado e 39 neste domingo.

Hoje mesmo, vídeos de jovens em um evento clandestino, com direito a DJ e a música “A Pandemia Acabou” circulavam em redes sociais.

E não é só lá. Bares continuam lotados. Jogos de futebol na sede e zona rural, eventos de toda natureza. Há algum esforço em fiscalizar mas a impressão é de enxugar gelo. Perdemos pra nós mesmos.

O pior é a falta de perspectiva.  Não haverá imunização a curto prazo.  Os casos tem aumentado com contribuição determinante do interior. As unidades do Sertão estão lotadas os quase lotadas. Pacientes do Pajeú logo já não ficarão na região . Salve-se quem puder…