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Votos brancos e nulos contrariam previsões de especialistas

Por André Luis

No primeiro turno da votação presidencial, Pernambuco foi o estado com o maior percentual de nulos, chegando a 9,5%. Em todo o Brasil, os percentuais de brancos e nulos não alcançaram os patamares que os analistas políticos previam.

Da Folha PE

Os percentuais de votos brancos e nulos confrontaram as previsões de analistas políticos e não alcançaram patamares elevados no primeiro turno das eleições.
A porcentagem de brancos nas votação presidencial foi de 2,7%, o menor índice do século -em 2014, foi de 3,8%. Os votos nulos, por sua vez, cresceram de 5,8% para 6,1%.

Enquanto as regiões Sul e Sudeste concentraram os votos brancos, o Nordeste e o Tocantins tiveram as maiores porcentagens de votos nulos. Pernambuco foi o estado com o maior percentual de nulos, chegando a 9,5%, seguido por Sergipe e Bahia, ambos com 8,4%. O Rio Grande do Sul teve o maior índice de brancos, com 3,4%, seguido por Minas Gerais, com 3,1%.

“Havia uma expectativa de que brancos e nulos batessem recorde este ano. Os percentuais gerais estão dentro das médias históricas, mostrando que o eleitor, no meio do processo, aderiu à campanha e foi votar em um candidato”, diz Fabio Vasconcellos, cientista político e professor da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

Os municípios com menor percentual de votos brancos ficam na região Norte, têm IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) médio ou baixo e escolheram Fernando Haddad (PT) para presidente. A menor porcentagem de brancos foi de 0,27%, em Monte do Carmo (TO), cidade de IDHM 0,622.

Vasconcellos pondera que a relação entre baixo IDHM e baixo índice de brancos possa ser explicada pela posição socioeconômica do eleitor. “Quanto mais o eleitor percebe que tem algo a perder, mais ele se interessa em participar”, afirma.

Já os municípios com menor percentual de votos nulos ficam, a maioria, no Rio Grande do Sul e têm IDHM médio ou alto. A maior parte elegeu Jair Bolsonaro (PSL). O menor índice de nulos, 1,2%, foi em Coronel Barros (RS), cidade com IDHM de 0,744.

Para o especialista, a campanha presidencial teve forte componente de plebiscito, opondo petistas a antipetistas e mobilizando os eleitores. Por isso, os votos nulos teriam sido menores nas cidades com maior IDHM, onde o consumo de informação também tende a ser maior.

“Há protesto, há descrença, mas há, também, a percepção reativa à possível volta do PT ao Executivo. Isso, acredito, talvez seja o principal fator explicativo da queda dos nulos em lugares com alto IDHM que, como sabemos, envolve melhores níveis de educação e renda”, afirma.

Os altos percentuais de votos nulos em cidades com baixo IDHM, diz o professor, podem estar associados não só à descrença, mas, em menor escala,a erros na hora do voto. É o que também afirma Mauro Paulino, diretor do Datafolha, relembrando as eleições de 2010. Na ocasião, gráfico do instituto indicava que quanto mais desenvolvido o município, menor era o percentual de votos nulos.

“É um indício muito forte de que, quando a pessoa quer protestar, mais fácil digitar branco e que, quando há erro, a maior parte se concretiza em votos nulos.” Segundo ele, os erros são mais comuns quando o eleitor precisa escolher dois senadores, como ocorreu em 2018 e 2010.

Paulino relata que a intenção de votar branco ou nulo atingiu taxa recorde um mês antes das eleições. Quando começou a cair, os votos foram majoritariamente transferidos para o candidato do PSL.

“Essa revolta e insatisfação com os políticos em geral acabou se revertendo também em votos para o Bolsonaro.” Os municípios com maiores índices de votos brancos, por sua vez, dividem-se entre Rio Grande do Sul e Minas Gerais e têm IDHM médio. O cientista político José Álvaro Moisés, professor da USP (Universidade de São Paulo), avalia que o voto branco tem caráter de protesto mais acentuado.

“É provável que o voto nulo, principalmente em região de baixo desenvolvimento, represente uma dificuldade das pessoas. Se há mais votos brancos no Sudeste, diria é um indicador de um voto mais de protesto, mais claro.

Outras Notícias

Homem é assassinado a tiros em São José do Egito

Fato ocorreu após vias de fato em bar da zona rural do município. Segundo o Blog do Marcello Patriota, na madrugada desta sexta-feira (8), Natan dos Santos Júnior, 28 anos, foi assassinado a tiros, num bar as margens da rodovia PE-275, sentido São José do Egito/Riacho do Meio. Informações de populares indicam que local, dois […]

Fato ocorreu após vias de fato em bar da zona rural do município.

Segundo o Blog do Marcello Patriota, na madrugada desta sexta-feira (8), Natan dos Santos Júnior, 28 anos, foi assassinado a tiros, num bar as margens da rodovia PE-275, sentido São José do Egito/Riacho do Meio.

Informações de populares indicam que local, dois homens discutiram e chegaram as vias de fato. Após a briga, um dos envolvidos sacou um  revólver e efetuou vários disparos de arma de fogo atingindo Natan, que veio a óbito no local.

Ainda segundo relatos de populares, Natan tinha passagens pela polícia, e tinha saído do Sistema Prisional, onde cumpriu pena. O IC-Instituto de Criminalística esteve averiguando o corpo que foi levado ao IML-Instituto Médico Legal de Caruaru.  

A polícia Militar e Policia Civil foram chamadas ao local e estão em diligência para prender o suspeito.

A Delegacia de Polícia Civil de São José do Egito ficará responsável pelas investigações.

Em 2020, foram 10 assassinatos registrados. Nas Redes Sociais a população pede uma Companhia Independente para São José do Egito e região.

TCE-PE mantém programa Bolsa Cidadania em Sertânia, mas determina auditoria especial

PRIMEIRA MÃO O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) decidiu não conceder medida cautelar que pedia a suspensão do programa “Bolsa Cidadania e Comunidade Sertaniense (BCCS)” no município de Sertânia. A decisão consta em extrato publicado no Diário Oficial de 26 de janeiro de 2026 e é assinada pelo conselheiro relator Rodrigo Novaes, […]

PRIMEIRA MÃO

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) decidiu não conceder medida cautelar que pedia a suspensão do programa “Bolsa Cidadania e Comunidade Sertaniense (BCCS)” no município de Sertânia. A decisão consta em extrato publicado no Diário Oficial de 26 de janeiro de 2026 e é assinada pelo conselheiro relator Rodrigo Novaes, no âmbito do processo nº 25101852-0.

O pedido de cautelar foi apresentado por vereadores, que apontaram supostas ilegalidades na Lei Municipal nº 1.907/2025, originada do Projeto de Lei nº 022/2025. A norma instituiu o programa de renda mínima com previsão de retroatividade a janeiro de 2025, vinculando o pagamento de auxílio financeiro mensal à participação dos beneficiários em atividades de capacitação profissional e trabalhos voluntários ou comunitários, com carga de até seis horas diárias.

Ao analisar o caso, o relator destacou que o programa não é uma iniciativa inédita da atual gestão municipal, existindo há mais de duas décadas, desde a criação pela Lei Municipal nº 1.159/2001. Apesar disso, o parecer do Ministério Público de Contas apontou indícios de irregularidades, especialmente quanto à natureza das atividades exercidas e à forma de pagamento do benefício.

Segundo o MPC, há sinais de que as tarefas atribuídas aos beneficiários podem não se enquadrar no conceito legal de serviço voluntário, uma vez que envolvem o pagamento de valores mensais fixos com possível caráter remuneratório, além da hipótese de desempenho de funções típicas de cargos efetivos, o que poderia configurar burla à exigência de concurso público.

Mesmo diante dessas ressalvas, o TCE-PE entendeu que a suspensão imediata do programa poderia gerar “dano reverso desproporcional”, em razão do impacto social causado pela interrupção abrupta de um benefício direcionado a pessoas em situação de vulnerabilidade. Com esse fundamento, o relator decidiu pelo indeferimento da medida cautelar, decisão que ainda será submetida à Primeira Câmara da Corte.

Apesar da manutenção do programa, o Tribunal determinou a instauração de uma Auditoria Especial, a ser conduzida pela Diretoria de Controle Externo (DEX). A auditoria deverá verificar se as atividades desempenhadas pelos beneficiários caracterizam serviço voluntário ou se correspondem a funções próprias de cargos efetivos ou técnicos; analisar se os pagamentos configuram remuneração e se devem ser contabilizados como despesa de pessoal para fins da Lei de Responsabilidade Fiscal; avaliar a legalidade da retroatividade prevista na lei; e examinar os mecanismos de transparência e controle, com a devida comprovação documental das despesas.

Além disso, o TCE-PE emitiu um alerta à Prefeitura de Sertânia para que observe rigorosamente o ordenamento constitucional, sobretudo no que se refere à vedação de pagamentos com caráter remuneratório sob o regime de trabalho voluntário.

Romonilson Mariano comemora maior votação proporcional de Pernambuco

O prefeito reeleito de São José do Belmonte, cidade do sertão do estado, foi proporcionalmente, o mais votado de Pernambuco com um percentual de 80,89%. Romonilson é empresário e foi eleito em 2016 com 61,68% do votos do município. Tendo a saúde como principal pilar de sua gestão, Romonilson aposta na destinação correta dos recursos […]

O prefeito reeleito de São José do Belmonte, cidade do sertão do estado, foi proporcionalmente, o mais votado de Pernambuco com um percentual de 80,89%. Romonilson é empresário e foi eleito em 2016 com 61,68% do votos do município.

Tendo a saúde como principal pilar de sua gestão, Romonilson aposta na destinação correta dos recursos públicos e na redução dos custos operacionais como base para alcançar esses resultados.

“Não podemos pensar em uma prefeitura como um cabide de empregos para assegurar a economia do município. Se aplicamos de forma correta os recursos públicos, o dinheiro gira dentro do município e os resultados aparecem. Desde que assumi a gestão, prometi que nenhum belmontense iria precisar vender um objeto ou animal para gastar com tratamento de saúde e conseguimos manter isso”, disse.

“Temos uma saúde eficiente e sem politicagem, aberta a todos que votam em mim ou não. Se a população não precisa gastar com saúde, seu dinheiro rende para outras prioridades. Sou muito grato pelo reconhecimento do meu povo e afirmo que esse próximo mandato será ainda mais eficiente que o outro. Perdemos muito tempo aprendendo no início agora já sei o caminho das pedras.”, acrescentou.

Mariano não vem de família de tradição política e se projetou fazendo oposição ao grupo político que estava à 16 anos no poder, liderado pelo Deputado Estadual, Rogério Leão. Na eleição anterior, obteve 61% dos votos e no pleito de 2020, alcançou um total de 14.070 votos vencendo o seu opositor Zeca que obteve 3.323 votos.

Desfile da Mangueira homenageia Marielle Franco e repercute

G1 A viúva da vereadora Marielle Franco, Mônica Benício, saiu emocionada da Sapucaí na manhã desta terça-feira (5). Ela desfilou na última ala da Mangueira, que homenageou a parlamentar no enredo que reverenciou heróis da resistência negros e índios da história do Brasil. Para ela, a homenagem ressignificou o assassinato da ex-mulher. Mônica enfatizou ter ficado emocionado […]

G1

A viúva da vereadora Marielle Franco, Mônica Benício, saiu emocionada da Sapucaí na manhã desta terça-feira (5). Ela desfilou na última ala da Mangueira, que homenageou a parlamentar no enredo que reverenciou heróis da resistência negros e índios da história do Brasil. Para ela, a homenagem ressignificou o assassinato da ex-mulher.

Mônica enfatizou ter ficado emocionado com o desfile da verde e rosa, avaliando como “urgente”. “É uma emoção muito grande, por reconhecer que esse enredo é urgente. E ter a Marielle homenageada ali, saber que ela se tornou uma representação para as meninas negras”, avaliou Mônica. Para ela, o desfile foi uma ressignificação e a certeza da continuidade da luta pelas respostas sobre a morte da ex-vereadora.

Na entrevista ao final do desfile, Mônica Benício disse não ter se incomodado com as declarações do vereador Rodrigo Amorim, que criticou a homenagem da Mangueira, classificando o enredo como “lacrador”.

Amorim é o mesmo vereador que, durante a campanha eleitoral, quebrou uma placa de rua em homenagem à Marielle Franco. O ato foi feito com a ajuda de Daniel Silveira, hoje deputado federal, quando ambos estavam no palanque junto ao hoje governador, Wilson Witzel.

O parlamentar do PSL é mangueirense e, em sua crítica ao enredo da escola, chegou a afirmar que não cantaria o samba da escola por “não ter decorado a letra”.

“Eu não me dou nem ao trabalho de sentir alguma coisa porque hoje ele pôde ver, depois do episódio das placas, mais uma vez, o tamanho que a Marielle tem, coisa que ele jamais terá”, disse Mônica Benício, viúva de Marielle, sobre as falas de Rodrigo.

Começam as campanhas e candidatos expõe estratégias

do JC Online Apesar do clima eleitoral ainda “frio” em razão da Copa do Mundo no Brasil, o primeiro dia oficial de campanha, ontem(6), já expôs as linha estratégicas dos principais candidatos à Presidência da República. Eduardo Campos (PSB) foi para a rua, pois tenta se tornar mais conhecido. Aécio Neves (PSDB) priorizou São Paulo, […]

dilma eduardo aécio eleições 2014

do JC Online

Apesar do clima eleitoral ainda “frio” em razão da Copa do Mundo no Brasil, o primeiro dia oficial de campanha, ontem(6), já expôs as linha estratégicas dos principais candidatos à Presidência da República. Eduardo Campos (PSB) foi para a rua, pois tenta se tornar mais conhecido. Aécio Neves (PSDB) priorizou São Paulo, maior colégio eleitoral do País, que, segundo seu comitê, pode garanti-lo no 2º turno.

A presidente Dilma Rousseff (PT) divulgou um vídeo na estreia de seu site de campanha no qual diz que esta será a disputa “mais politizada da história”. Pelo menos no discurso, houve promessa pública de que a eleição terá um tom civilizado. Aécio disse que para ele, “campanha não é guerra”. Dilma prometeu um debate de “alto nível”.

Com 9% das intenções de voto, segundo o mais recente Datafolha, e nem dois minutos completos por bloco de propaganda de TV, Campos estreou sua agenda de campanha em uma favela populosa na maior cidade do entorno de Brasília. Com a vice Marina Silva – ela muito mais reconhecida na rua do que ele -, o candidato do PSB tentou responsabilizar a gestão Dilma por problemas enfrentados pela população carente. Em meio ao lixo espalhado pelas ruas, esgoto correndo a céu aberto e asfalto esburacado na comunidade Sol Nascente, em Ceilândia, a dupla abordou moradores em casas e vielas da favela de 100 mil habitantes.

“Não se pode admitir que a 35 quilômetros do Palácio do Planalto num Estado governado pelo mesmo partido (da presidente Dilma), você ande em uma comunidade e sequer o lixo é retirado das ruas” discursou o ex-governador de Pernambuco a um punhado de curiosos.

O local foi escolhido pela síntese dos problemas estruturais e, principalmente, pela proximidade com a sede do governo federal. Além disso, Marina obteve, no Distrito Federal, o primeiro lugar na eleição presidencial de 2010, com 42% dos votos – no Brasil, ficou em terceiro lugar. Hoje, o grupo repete a tática em Águas Lindas de Goiás, a 55 km de Brasília, famosa pela explosão demográfica e pela violência.

Já Aécio tentou reafirmar seus compromissos com São Paulo ao visitar o 17º Festival do Japão, na zona sul da capital. A estratégia foi liderada pelo vereador Andrea Matarazzo, coordenador político da campanha presidencial tucana na maior cidade do País.

Ele acabou colocando lado a lado, já no primeiro evento de campanha, Aécio, o governador Geraldo Alckmin e o ex-governador José Serra, candidato ao Senado. Os três foram protagonistas das últimas crises internas do PSDB. Além deles, estiveram também no evento Aloysio Nunes, candidato a vice, e o deputado José Aníbal candidato a suplente de senador na chapa com Serra.