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Um Gênio da Arte

Por Nill Júnior

JoaoParaibano

Por Adelmo Santos*

Um simples gesto e o “sopro do Criador numa atitude repleta de amor”, como disse o poeta Luiz Gonzaga Jr. nos deu de presente na cidade de Princesa Isabel do Coronel Zé Pereira um filho muito ilustre João Pereira da Luz.

Quis Deus que João trouxesse no nome a luz que precisava para cantar e encantar, e por muito tempo fomos agraciados com a sua arte de fazer poesia de repente. Como é possível de uma mente humana em tão poucos segundos se juntar palavras e se formar um belo diagrama completo de cores e rimas.

E João Pereira da Luz se chamou João Paraibano, mas porque não João Pernambucano, ou João do Pajeú. Nada melhor que João Paraibano do Povo. Esse mesmo povo se despede daquele que representou por meio da poesia a alma e o sentimento do homem e da mulher sertaneja.

Os gênios são muitas vezes incompreensíveis, e João por ser gênio , trazia versos com traços de filosofia,foi na fonte da natureza onde bebeu e alimentou a alma de tanta gente simples do nosso esturricado Sertão.

Quem se atreve cantar com tanta maestria o roçado de milho verde, a riqueza do inverno, as trovoadas, a figura do vaqueiro na caatinga, os banhos na correnteza do riacho, o flagelo das secas, o canto do sabia, da acauã, a asa branca nosso símbolo maior, o mandacaru, o juazeiro. Com tantas fontes de inspiração, a alma de João transbordou poesia.

E a Rádio Pajeú? Suas ondas médias que levou por tanto tempo o show de João para os grotões mais longínquos, o sentimento e a alma sertaneja em forma de poesia. Um prazer incomum ouvir João cantar o que o povo mais queria ouvir: a alegria, a tristeza, a fartura, o sofrimento de um povo.

Como João partiu para a eternidade, teve um começo e muitos recomeços. Muitos tiveram o privilégio de compartilhar com João ao som da viola o embalo de tantas cantorias, foram parceiros, e mais do que isso, companheiros, amigos e irmãos.

Chega Raimundo Borges e descobre João na cidade de Flores, João precisava brilhar e com seus vinte anos de idade, sua candeia se acende, começa nos primórdios dos anos 70 uma esplendida trajetória no Programa “Quando as Violas se Encontram” na Rádio Pajeú, era João Paraibano e Raimundo Borges às 11 da manhã, um encontro marcado.

No caminho de João, outro parceiro da viola que dividiu durante 36 anos muitas alegrias, dificuldades também e pé na estrada, dois predestinados a viajar e levar sua arte ao povo simples, a gente humilde, não importava aonde. Foi Sebastião Dias tão presente na sua caminhada, que parece não entender o que está acontecendo. Mas é isso mesmo, João e Sebastião dois amigos para sempre.

Nessa caminhada de tanto brilho, não poderia faltar Valdir Teles e Diomedes Mariano que em mais de uma década foram honrados por poder fazer dupla e compartilhar da inspiração de João.

O atual “Encontro com a Poesia” das 11 e meia na Rádio Pajeú, deixa Heleno da Silveira sem seu parceiro maior. Os horários matutinos, sempre às 11 horas na Rádio Pajeú nos acostumou com a genialidade poética de João, foram mais de quatro décadas. Agora João, descansa em paz!!!

João Paraibano, a identidade

João Pereira da Luz, a genialidade,

João simples e sereno

João espiritual e terreno,

João tesouro da poesia

João que nos trouxe alegria,

João que deixa saudade

João que enaltece o campo e a cidade,

João por Afogados adotado,

De arte e versos geniais

Estarão para sempre nos anais

Da cultura e da história de Afogados.

* Adelmo Santos é Historiador

Outras Notícias

CREA-PE: inspetores de Afogados da Ingazeira tomam posse na reunião de integração

O engenheiro civil Manoelito Wagner Pereira Saturnino, o técnico em Saneamento Elias da Silva e o engenheiro civil Hógenes Alves de Oliveira Sobrinho tomaram posse, na tarde desta quarta-feira (13), como Inspetores coordenador, secretário e tesoureiro, respectivamente, da Regional de Afogados da Ingazeira. A posse aconteceu durante a 5ª reunião de Integração entre Inspetores e […]

crea-peO engenheiro civil Manoelito Wagner Pereira Saturnino, o técnico em Saneamento Elias da Silva e o engenheiro civil Hógenes Alves de Oliveira Sobrinho tomaram posse, na tarde desta quarta-feira (13), como Inspetores coordenador, secretário e tesoureiro, respectivamente, da Regional de Afogados da Ingazeira. A posse aconteceu durante a 5ª reunião de Integração entre Inspetores e Presidência do Crea-PE.

O presidente do Crea-PE, Evandro Alencar,  falou da satisfação de receber os novos Inspetores. “Inauguramos a Regional no último dia 30 e agora damos posse aos novos Inspetores, profissionais que serão os nossos representantes na região. É mais uma ação de valorização profissional e interiorização do nosso Sistema”, pontuou Alencar.

O primeiro item da pauta da reunião foi a escolha do local onde possivelmente será realizada a próxima Plenária Itinerante, que deverá ocorrer em 15 de outubro. Na ocasião, a cidade escolhida foi Petrolina. A aprovação do local depende do Plenário do Conselho. A decisão sairá após a reunião plenária desta quarta-feira (13).

Após a decisão, os Inspetores conversaram sobre o procedimento correto para registro de empresas no Sistema Confea/Crea e Mútua e a Central de Denúncias Online. De acordo com o gerente de Fiscalização, Marcílio Leão, o Crea-PE recebe, em média, 10 denúncias por dia. “Um número grande de denúncias, mas que estão sendo atendidas. Primeiro, fazemos a verificação do material, até para saber se, de fato, a denúncia compete ao Conselho e damos início ao processo”, explicou Leão.

Temas de ordem administrativa ainda foram tratados como o Sitac, Fiscalizações Dirigidas e ampliação da representação do Crea-PE em eventos regionais.

Depoimento de Barros expõe entranhas da briga entre Centrão e militares

Congresso em Foco O depoimento do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) à CPI da Covid nesta semana levará para o centro do palco da investigação a grande disputa de poder que há hoje dentro do governo do presidente Jair Bolsonaro. A disputa entre os militares e o Centrão. A posse na semana passada do senador Ciro […]

Congresso em Foco

O depoimento do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) à CPI da Covid nesta semana levará para o centro do palco da investigação a grande disputa de poder que há hoje dentro do governo do presidente Jair Bolsonaro. A disputa entre os militares e o Centrão.

A posse na semana passada do senador Ciro Nogueira (PP-PI) na Casa Civil da Presidência é o ápice dessa disputa, com ampla vitória para o Centrão. Mas há um ponto paralelo onde essa disputa se deu e se dá de forma intensa: o Ministério da Saúde.

Para o relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), foi especialmente dentro do ministério que mais se intensificou a briga entre os dois grupos. E Ricardo Barros é o grande pivô dessa disputa.

O atual líder do governo na Câmara foi ministro da Saúde no governo Michel Temer. Em diversos momentos, diante da frenética troca de comando na pasta durante a pandemia de covid-19, seu nome foi cogitado para retornar ao cargo. Na avaliação de Renan Calheiros, Ricardo Barros deixou implantado, porém, ali um grupo sobre o qual tem influência.

Já o grupo militar foi se implantando no ministério a partir do general Eduardo Pazuello. O general entrou no ministério na gestão de Nelson Teich, substituindo João Gabbardo como secretário-executivo.

Na saída de Teich, ficou um tempo como ministro interino até ser efetivado para se tornar o mais subserviente dos ministros da Saúde na gestão Bolsonaro. Aquele que disse: “É simples assim: um manda e o outro obedece”.

A partir de Pazuello, entram na trama militares hoje investigados na CPI, como o ex-número dois de Pazuello no ministério coronel Élcio Franco e o ex-secretário substituto de Logística coronel Marcelo Blanco.

Embora reservadamente os senadores da CPI admitam que Ricardo Barros, por sua experiência como parlamentar, não vá se deixar enredar pelo interrogatório na comissão, seu depoimento é cercado de expectativa pela possibilidade de ajudar a desvendar como se dava essa briga intestina entre os grupos no ministério da Saúde.

O nome de Ricardo Barros veio à tona na CPI no depoimento do deputado Luís Miranda (DEM-DF) e de seu irmão, Luís Ricardo, funcionário do Ministério da Saúde.

Os irmãos Miranda denunciaram que havia uma “pressão anormal” para que se apressasse o processo de aquisição da vacina indiana Covaxin, do laboratório Barath Biotech. Se adquirida, essa vacina seria a primeira a ser comprada não diretamente do laboratório produtor, mas com a ação de um atravessador, a Precisa Medicamentos.

Os irmãos Miranda denunciaram que levaram a situação ao presidente Jair Bolsonaro, falando da pressão e de irregularidades que superfaturavam o preço da vacina. E Bolsonaro nada teria feito de concreto para apurar o caso.

Já no final da sessão na CPI, pressionado pela senadora Simone Tebet (MDB-MS), Luís Miranda acabou, aos prantos, admitindo que, na conversa com o presidente, o próprio Bolsonaro mencionara um nome por trás dessa pressão para que o contrato fosse fechado. O nome era Ricardo Barros.

Sinézio diz que errou e votará contra projeto que proíbe capacete fechado em ST

O vereador Sinézio Rodrigues (PT) entrou em contato com o blog para esclarecer sua posição na polêmica envolvendo a aprovação em primeiro turno do projeto do vereador André Maio, que proíbe uso de capacetes fechados e viseiras escuras, tema de atribuição da esfera federal, já regulamentando pelo CONTRAN. Sinézio diz ter sido a favor do […]

O vereador Sinézio Rodrigues (PT) entrou em contato com o blog para esclarecer sua posição na polêmica envolvendo a aprovação em primeiro turno do projeto do vereador André Maio, que proíbe uso de capacetes fechados e viseiras escuras, tema de atribuição da esfera federal, já regulamentando pelo CONTRAN.

Sinézio diz ter sido a favor do parecer da Comissão de Constituição e Justiça pela inconstitucionalidade da matéria, pela ilegalidade do projeto. “O parecer foi claro, citando o Código de Trânsito, resolução do CONTRAN e Constituição Federal. Sou relator da comissão”, afirmou.

E segue: “Fui único a favor da comissão declarando inconstitucional o projeto do vereador André Maio”. Ele diz que o vereador  Gilson Pereira, contrário em plenário,  deveria ter votado por entender a questão jurídica a favor do parecer da comissão, o que não fez.

Sinézio admite ter errado ao votar em plenário pela aprovação do projeto. “Como todos votaram contra o parecer da Comissão o projeto foi a voto. Admito que errei na minha avaliação na primeira votação. Mas já tomei atitude. Na segunda votação vou corrigir o erro e manterei o voto contrário. Foi um erro meu e preciso corrigir”.

Almir Reis é a renovação que a OAB Pernambuco precisa, afirma Renato Saraiva

Em um artigo recente, o advogado Renato Saraiva (foto) defendeu enfaticamente a candidatura de Almir Reis à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Pernambuco (OAB-PE), destacando a importância de uma “verdadeira renovação” na entidade. Para Renato, a atual gestão, que ocupa a liderança há quase 20 anos, tem se afastado das necessidades […]

Em um artigo recente, o advogado Renato Saraiva (foto) defendeu enfaticamente a candidatura de Almir Reis à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Pernambuco (OAB-PE), destacando a importância de uma “verdadeira renovação” na entidade.

Para Renato, a atual gestão, que ocupa a liderança há quase 20 anos, tem se afastado das necessidades reais dos advogados e advogadas do estado. “Ao longo dessas duas décadas, a OAB-PE se distanciou dos profissionais que enfrentam os desafios diários da advocacia”, pontua Renato em seu texto.

A candidatura de Almir Reis, segundo Renato, surge como uma resposta a essa desconexão. “Almir representa uma renovação genuína, não apenas uma troca de nomes”, destaca o advogado, ressaltando que a proposta de Almir vai além de mudanças superficiais. “Renovar é repensar, questionar e construir algo novo, algo que realmente atenda às necessidades dos advogados pernambucanos.”

Renato também elogia a experiência prática de Almir Reis, que, aos 38 anos, já acumula uma carreira sólida como advogado militante. “Ele conhece os desafios do dia a dia da advocacia porque vive essa realidade. Almir lida com as dificuldades dos fóruns, atrasos processuais e toda a burocracia que sufoca a nossa profissão”, escreve Renato. Para ele, essa experiência torna Almir o candidato mais preparado para conduzir a OAB-PE em uma nova direção.

Outro ponto destacado por Renato Saraiva é o compromisso de Almir Reis em aproximar a OAB dos advogados de todo o estado, especialmente das regiões mais afastadas. “Almir tem visitado todas as regiões de Pernambuco, ouvindo os advogados e advogadas sobre os desafios que enfrentam”, afirma Renato. Ele destaca a promessa de descentralização das ações da OAB-PE, levando sua estrutura e serviços para mais perto dos advogados do interior. “A advocacia no litoral e no sertão enfrenta realidades muito diferentes, e Almir está comprometido em fazer da OAB uma parceira presente para todos, especialmente aqueles que se sentem esquecidos”, completa.

Renato encerra seu artigo defendendo que Almir Reis representa “a oportunidade de romper com o passado e construir uma nova OAB-PE”, com uma gestão mais inclusiva, transparente e conectada às reais necessidades dos advogados pernambucanos. “Votar em Almir é votar por uma mudança verdadeira, uma transformação que coloca os advogados e advogadas em primeiro lugar”, finaliza.

Operação Força no Foco combate crimes em São José do Belmonte

Operação integra as Polícias Civil e Militar, além do Corpo de Bombeiros A Operação Força no Foco iniciou nesta quarta-feira (13/09) uma ação concentrada de segurança no município de São José do Belmonte, no Sertão de Pernambuco. Durante a ação, as Polícias Civil, Militar e o Corpo de Bombeiros realizarão uma ação integrada para solucionar […]

Operação integra as Polícias Civil e Militar, além do Corpo de Bombeiros

A Operação Força no Foco iniciou nesta quarta-feira (13/09) uma ação concentrada de segurança no município de São José do Belmonte, no Sertão de Pernambuco. Durante a ação, as Polícias Civil, Militar e o Corpo de Bombeiros realizarão uma ação integrada para solucionar inquéritos relacionados a homicídios, realizar abordagens e fiscalizações em bares.

Serão cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão referentes a inquéritos de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) ocorridos este ano em São José do Belmonte. Os policiais ainda realizarão oitivas, abordagens a transeuntes, bloqueios de trânsito e blitz da Lei Seca por toda a cidade.

O Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco soma-se à Força no Foco com a Operação Bar Seguro. Com apoio de policiais militares, o efetivo irá fiscalizar estabelecimentos que funcionem de maneira irregular, podendo determinar interdições.