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TRE-PE nega liminar ao MDB em ação que aponta gastos publicitários acima do limite pelo Governo Raquel Lyra

Por Nill Júnior

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) negou o pedido de liminar feito pelo Diretório Estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) para suspender gastos com publicidade institucional do Governo de Pernambuco. O partido acusa a gestão da governadora Raquel Lyra de extrapolar os limites previstos pela legislação para o primeiro semestre do ano eleitoral de 2026.

A decisão, publicada no Diário da Justiça Eletrônico do TRE-PE nesta terça-feira (9), foi assinada pelo desembargador relator José Ronemberg Travassos da Silva.

A denúncia de extrapolação orçamentária

De acordo com a Representação Especial nº 0600280-31.2026.6.17.0000, o MDB aponta a prática de conduta vedada aos agentes públicos com base no artigo 73, inciso VII, da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). A sigla alega que o teto legal permitido para gastos com publicidade institucional do Estado no primeiro semestre de 2026 seria de R$ 62.201.956,35.

No entanto, com base em dados do sistema de controle orçamentário público, o partido afirma que o montante empenhado pela gestão estadual já teria atingido R$ 67.478.313,23. A diferença representa um excesso de R$ 5.276.356,88 (cerca de 8,5% acima do teto).

A ação atinge diretamente as seguintes autoridades e órgãos públicos:

Raquel Teixeira Lyra Lucena (Governadora e pré-candidata à reeleição);

Estado de Pernambuco e Secretaria de Comunicação (SECOM/PE), na figura do secretário Rodolfo Vieira de Melo da Costa Pinto;

Empresa de Turismo de Pernambuco S/A (EMPETUR), representada por seu presidente, Eduardo José Carneiro da Cunha Loyo.

O MDB requeria, em caráter de urgência, o congelamento e a suspensão imediata dos efeitos dos empenhos financeiros que superassem a cota e o veto a novas propagandas ou empenhos institucionais.

Os fundamentos da decisão do TRE-PE

Ao avaliar o pedido de tutela de urgência, o desembargador José Ronemberg Travassos da Silva sustentou que a matéria apresenta uma complexidade técnica que impede uma punição em fase de cognição sumária (análise inicial rápida), sem antes ouvir as partes acusadas.

Para o magistrado, o cálculo de gastos com comunicação no setor público “não se limita a uma simples comparação aritmética”, exigindo auditorias e esclarecimentos em cinco frentes principais:

A efetiva natureza das despesas carimbadas na dotação;

Se há correspondência exata entre os empenhos efetuados e os objetos contratuais;

A existência de possíveis cancelamentos, glosas (bloqueios) ou reajustes contábeis automáticos;

A verificação das datas, finalidades e vinculações de valores a campanhas públicas específicas;

O real conteúdo e a extensão territorial da publicidade institucional que foi veiculada.

O relator enfatizou que uma despesa registrada sob a rubrica genérica de comunicação pode abrigar atividades de teor puramente administrativo, técnico, informativo ou de fomento ao turismo (como no caso da EMPETUR), o que desconfiguraria a infração eleitoral. Além disso, destacou que um bloqueio liminar imediato traria riscos de causar efeitos desproporcionais e prejuízos às rotinas da administração pública estadual.

“A prudência recomenda evitar provimentos que possam produzir efeitos desproporcionais antes das manifestações das partes. INDEFIRO, por ora, o pedido de tutela de urgência por ausência de elementos de convicção suficientes”, determinou o relator.

Os citados (Governadora, SECOM, EMPETUR e os respectivos gestores) serão notificados para apresentarem suas defesas formais dentro do prazo legal determinado pela Justiça Eleitoral. Concluído o período de contestação, os autos do processo receberão o parecer técnico da Procuradoria Regional Eleitoral (MPE) para que o caso retorne ao gabinete e siga para o julgamento definitivo de mérito.

Outras Notícias

Flávio Marques promove carreata em Tabira neste sábado

Acontece neste sábado (31) no Centro de Tabira, a Carreata Bora Mudar Tabira – Flávio Marques Prefeito 13. Segundo a organização, o evento vai contar com a participação de carros, motos, bicicletas e até carroças. “O objetivo é animar a militância e mobilizar o povo tabirense para expressar nas ruas seu desejo de mudança”, informa […]

Acontece neste sábado (31) no Centro de Tabira, a Carreata Bora Mudar Tabira – Flávio Marques Prefeito 13. Segundo a organização, o evento vai contar com a participação de carros, motos, bicicletas e até carroças.

“O objetivo é animar a militância e mobilizar o povo tabirense para expressar nas ruas seu desejo de mudança”, informa a organização. 

O ponto principal da concentração será no bairro de Riacho do Gado, às 15h, onde se encontrarão os moradores de mais 12 bairros urbanos e rurais, somando 13 polos do esquenta.

A organização diz acreditar que o evento irá conseguir mobilizar muita gente, visto a Coligação a Mudança se Faz com Todas as Forças congrega 14 partidos e 26 candidatos a vereadores.

“Além disso, o grupo da oposição em Tabira conta com o apoio de nove vereadores com mandato, dos deputados da terra, José Patriota (estadual) e Carlos Veras (federal), dos três senadores por Pernambuco, Teresa Leitão, Humberto Costa e Fernado Dueire e do maior líder do Brasil, o presidente Lula”, destaca.

“Nossa ampla frente para mudar Tabira tem como maior força o povo que quer mudança porque não suporta mais viver no atraso imposto por essa turma que tá aí por mais de uma década travando o desenvolvimento do nosso município. Por isso, a gente segue firme com a população tabirense ao nosso lado e Deus na frene para trazer dignidade, felicidade e cidadania para nossa gente. Bora Mudar Tabira!”, convoca Flávio Marques.

Estudo da CNM mostra desperdício de dinheiro com obras da educação básica

Desperdício de dinheiro público, carência na prestação de serviço à população e riscos à saúde e ao meio ambiente são alguns dos muitos problemas causados pelas obras públicas abandonadas ou paralisadas no Brasil. Há décadas, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) mapeia o cenário, e novo estudo Situação das Obras Públicas da Educação: Impacto na […]

Desperdício de dinheiro público, carência na prestação de serviço à população e riscos à saúde e ao meio ambiente são alguns dos muitos problemas causados pelas obras públicas abandonadas ou paralisadas no Brasil. Há décadas, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) mapeia o cenário, e novo estudo Situação das Obras Públicas da Educação: Impacto na Gestão Municipal mostra a realidade de 3.119 obras paralisadas ou inacabadas, mais de R$ 3 bilhões de impacto.

De responsabilidade dos governos municipais e financiadas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), 28.722 obras (2007-2022) estão classificadas como canceladas, paralisadas e inacabadas, como as concluídas ou em fase de planejamento, licitação, execução e contratação. São creches, escolas, quadras esportivas e outros projetos que podem beneficiar diretamente a população.

No total, 22.548 (78,5%) são de responsabilidade do poder público municipal, localizadas em 4.971 Municípios. Delas, quase 13 mil foram concluídas; 2,4 mil estão em execução; 3.470 já estão canceladas; 2.449 estão inacabadas; 670 paralisadas; 278 em licitação; 238 em planejamento; 107 em contratação; 47 em reformulação. Isso representa R$ 52,8 bilhões pactuado com o FNDE, e foram repassados aos entre, R$ 10,0 bilhões.

Um dos grandes problemas com as obras paradas, além de não serem entregues à população, é o desperdício de dinheiro público. A soma do repasse federal de obras canceladas e paradas (inacabadas e canceladas) é de R$ 1,7 bilhão. E a maioria das obras paralisadas e inacabadas está em Municípios de pequeno porte – 2.368 empreendimentos ou 75,9% do total. Essas somam R$ 2,2 bilhões pactuado com o FNDE, dos quais foram repassados R$ 879 milhões (39,9%), faltando repassar R$ 1,3 bilhão (60,1%).

As obras classificadas como pa ralisadas ou inacabadas podem ser retomadas. São 3.119 projetos da educação básica em 1.512 Municípios. Delas, 2.449 são obras inacabadas; e 2.202 estão no Norte (609) e no Nordeste (1.393). O custo disso é de R$ 1,8 bilhão, mas o FNDE repassou R$ 745,7 milhões (41,6%).

Problema

As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste somam apenas 447 (18,3%) do total, com valor de R$ 407,8 milhões pactuados e R$ 150,2 milhões (36,8%) repassados pelo fundo. De acordo com o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, a troca de governo e a não continuidade das políticas, a burocracia e a dificuldade de pactuação com o FNDE e com as construtoras são alguns dos problemas que causam a situação.

Além disso, existem 12.903 obras educacionais concluídas em 4.245 Municípios, que somam R$ 44,6 bilhões pactuados com o FNDE. Desse total, foram repassados somente R$ 7,3 bilhões (16,3%), faltando repassar R$ 37,3 bilhões, 83,7% do pactuado. Das obras concluídas, 4.842 (37,5%) são de educação infantil, com R$ 5,8 bilhões pactuados, e repassados R$ 3,2 bilhões (56,2%).

Medidas

O estudo aponta a necessidade de mais esforço dos Entes federados, especialmente do governo federal, no sentido de avaliar as razões principais que levam à não continuidade de empreendimentos públicos. Isso com o objetivo de identificar e empreender medidas para mitigar essas causas, monitorar o desempenho geral da execução de obras com recursos federais, de forma a prevenir a não conclusão de importantes empreendimentos para a educação municipal e o desperdício de recursos públicos.

Ziulkoski destaca ainda que o governo federal, por meio do FNDE, deve apresentar solução para os recursos pactuados que não foram integralmente repassados, transferidos aos Municípios a título de ressarcimento.

Panorama

Em 2018, por meio do estudo Proinfância: Situação das creches nos Municípios brasileiros, a CNM denunciou a existência de 10.204 obras da educação paralisadas, e a maioria delas no Nordeste, seguida das regiões Sudeste e Sul. Essas localidades concentravam 84% do total de obras paralisadas no país. “Em termos monetários, dos R$ 6,54 bilhões de valor inicial das obras, o governo federal precisava repassar R$ 2,6 bilhões aos Municípios, 40% do total. O Nordeste acumulava o maior valor, com R$ 1,04 bilhão, seguida do Sudeste, com R$ 648 milhões pendentes de pagamento.

Dados da CNM sobre obras paradas nos Municípios relacionadas ao Ministério da Educação, entre 2012 e 2022, também com base no Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (Simec) consolidou 2.613 as obras paralisadas e as inacabadas, em 1.278 Municípios (23% do total). Esses projetos, pactuado com o FNDE para o período, totalizou R$ 2.626.102.081.

Acesse o estudo completo sobre AQUI. As informações são da Agência CNM Notícias.

Conselho de Meio Ambiente discute programação da Semana da Árvore

Membros do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente – CONDEMA se  reuniram em mais uma reunião ordinária na sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Serra Talhada na última quinta-feira (17). Na oportunidade, o presidente do conselho, Gustavo Melo, apresentou algumas das ações socioambientais que a Prefeitura de Serra Talhada, através da Secretaria […]

Membros do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente – CONDEMA se  reuniram em mais uma reunião ordinária na sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Serra Talhada na última quinta-feira (17).

Na oportunidade, o presidente do conselho, Gustavo Melo, apresentou algumas das ações socioambientais que a Prefeitura de Serra Talhada, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, vem realizando no município, como as palestras e apresentações de vídeos em educação ambiental nas escolas, apoio à Coleta Seletiva e campanha de conscientização ambiental nos bairros com foco no tema Resíduos Sólidos.

Ainda na pauta, conselho discutiu a programação da Semana da Árvore 2017, que acontecerá no mês de setembro, com participação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Secretaria de Agricultura Familiar, UAST/UFRPE, entre outras instituições integrantes do conselho municipal.

Luto na arte e na cultura: morre xilogravurista pernambucano J. Borges

Foi confirmada na manhã desta sexta-feira (26), a morte do xilogravurista pernambucano J. Borges. A informação foi confirmada pelo filho Pablo, ao G1 Caruaru e região. O artista morreu na residência onde morava na cidade de Bezerros, Agreste de Pernambuco. Segundo familiares, o pernambucano morreu de “causas naturais” por volta das 6h da manhã desta […]

Foi confirmada na manhã desta sexta-feira (26), a morte do xilogravurista pernambucano J. Borges.

A informação foi confirmada pelo filho Pablo, ao G1 Caruaru e região.

O artista morreu na residência onde morava na cidade de Bezerros, Agreste de Pernambuco.

Segundo familiares, o pernambucano morreu de “causas naturais” por volta das 6h da manhã desta sexta-feira. Até a última atualização desta matéria, não foram divulgadas as informações do velório e enterro do artista.

Uma parte importante do imaginário nordestino sempre esteve presente na obra deste pernambucano que morreu aos 88 anos. J. Borges só frequentou a escola por um ano. Aprendeu a ler, escrever e fazer contas. Na juventude, foi carpinteiro e pedreiro, até descobrir a literatura de cordel. Há 60 anos, o leitor apaixonado virou escritor.

O último encontro

Em março, matei a vontade de visitar e levar pra casa peças assinadas pelo mestre J. Borges, no seu memorial, em Bezerros.

Quando falei no Pajeú, na Rádio Pajeú e em Afogados da Ingazeira, lembrou que teve seus cordéis comercializados por aqui, tenho quase certeza, por Poeta Alexandre Morais. Também que já esteve na cidade. Bem lúcido com seus 88 anos, contou algumas histórias de vida. Viva os mestres da nossa arte. J. Borges é um deles! Pernambuco perde um de seus ícones culturais, o Pelé da Xilogravura e do Cordel!

Itapetim: Adelmo Moura assina ordem de serviço para construção de calçamento

Na manhã deste domingo (31), o prefeito de Itapetim, Adelmo Moura, marcou um momento histórico ao assinar a ordem de serviço para a construção do tão aguardado calçamento que ligará o povoado de Pimenteira ao Distrito de Piedade. Com a presença do vice-prefeito Chico de Laura, vereadores, secretários e diretores municipais, presidentes de associações, outras […]

Na manhã deste domingo (31), o prefeito de Itapetim, Adelmo Moura, marcou um momento histórico ao assinar a ordem de serviço para a construção do tão aguardado calçamento que ligará o povoado de Pimenteira ao Distrito de Piedade.

Com a presença do vice-prefeito Chico de Laura, vereadores, secretários e diretores municipais, presidentes de associações, outras lideranças locais e a população em geral, o evento foi realizado em Pimenteira, celebrando não apenas o início das obras, mas também a realização de um grande sonho para os moradores da região.

O projeto também inclui a construção de calçadas, linha d’água e sistema de iluminação, trazendo não apenas melhorias na infraestrutura, mas também segurança, conforto e desenvolvimento para todos os habitantes de Pimenteira e arredores.

A assinatura da ordem de serviço representa um importante passo na busca por uma maior qualidade de vida para a comunidade, demonstrando o compromisso da gestão municipal em atender às necessidades e anseios da população de todo o município.