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TRE-PE mantém condenação de ex-secretária de Saúde de Pedra por coação eleitoral via WhatsApp

Por André Luis

Mensagens comprovaram ameaça de reter salário de servidora que não votasse em candidatos apoiados pelo grupo político do prefeito

PRIMEIRA MÃO

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) manteve a condenação de uma ex-secretária municipal de Saúde de Pedra (Agreste) por coação eleitoral, em razão do envio de mensagens de áudio e imagem pelo WhatsApp a uma servidora contratada do município.

O caso foi julgado no Recurso Criminal Eleitoral nº 0600012-36.2022.6.17.0058, interposto contra sentença da 58ª Zona Eleitoral de Pedra, que aplicou pena de detenção e multa com base no artigo 300 do Código Eleitoral.

A decisão colegiada manteve a condenação, mas ajustou a pena para 15 dias de detenção e 60 dias-multa.

Ameaça de corte de salário

De acordo com os autos, no dia 30 de setembro de 2022, a então secretária, valendo-se de sua posição hierárquica, enviou áudios e imagens a uma contratada da Secretaria de Saúde ameaçando-a de não receber seus vencimentos caso não votasse nos candidatos apoiados pelo grupo político do prefeito.

O conjunto de provas incluiu mensagens de voz enviadas pelo número da acusada, cujos conteúdos foram reconhecidos pela vítima e por testemunhas, bem como periciados pela Polícia Federal, que confirmou a autenticidade e a ausência de edições nos arquivos.

A Corte entendeu que o material apresentado demonstra de forma inequívoca a vinculação entre a ameaça e o voto exigido, configurando o crime de coação eleitoral cometido por agente público.

Prova considerada lícita

A defesa havia alegado ilicitude das gravações, argumentando violação ao sigilo das comunicações. O Tribunal rejeitou a tese, enfatizando que não houve gravação ambiental clandestina, mas sim áudios voluntariamente transmitidos pela própria acusada, sem expectativa legítima de privacidade.

O acórdão ressaltou que, segundo a jurisprudência eleitoral, áudios trocados entre interlocutores por aplicativos de mensagem podem ser usados como prova, observando que o risco de divulgação é inerente ao meio digital utilizado.

Fundamentação do voto

No voto condutor, o relator destacou que o laudo pericial da Polícia Federal comprovou a integridade e autenticidade das mídias e que a ameaça feita pela secretária visava coagir uma servidora a apoiar determinado grupo político.

“Ficou demonstrado que a recorrente se valeu da autoridade do cargo para constranger a eleitora, ameaçando reter pagamento de seus vencimentos — conduta que se enquadra no tipo previsto no art. 300 do Código Eleitoral”, descreve o acórdão.

Decisão unânime

Por unanimidade, os membros do TRE-PE conheceram e rejeitaram os embargos de declaração, mantendo o reconhecimento da prática do crime de coação eleitoral e a condenação da ex-secretária, reformando apenas a dosimetria da pena para 15 dias de detenção e 60 dias-multa.

A decisão reforça, segundo a Corte, o entendimento de que o uso de meios tecnológicos, como o WhatsApp, não afasta a responsabilidade penal por práticas de assédio ou coerção no contexto eleitoral, especialmente quando vinculadas à condição funcional do agente público.

Outras Notícias

João se esquiva de pergunta de jornalista sobre livros

Na Pajeú, João disse que jurídico foi acionado sobre acusações. “Não admitimos informação falsa” Presente em Afogados da Ingazeira neste domingo (30), o prefeito João Campos não respondeu a uma pergunta da jornalista Juliana Lima sobre uma reportagem do Metrópoles indicando superfaturamento na compra de livros no Recife, conforme levantamento do TCE-PE. A notícia inicial […]

Na Pajeú, João disse que jurídico foi acionado sobre acusações. “Não admitimos informação falsa”

Presente em Afogados da Ingazeira neste domingo (30), o prefeito João Campos não respondeu a uma pergunta da jornalista Juliana Lima sobre uma reportagem do Metrópoles indicando superfaturamento na compra de livros no Recife, conforme levantamento do TCE-PE.

A notícia inicial chegou a indicar sobrepreço de R$ 3 milhões, mas depois, após análise técnica realizada pelo Tribunal de Contas, foi apontado um suposto superfaturamento de R$ 646 mil na compra de livros destinados a professores por parte da prefeitura do Recife. O estudo é preliminar e ainda não foi julgado pelo órgão fiscalizador.

A gestão municipal diz que não há superfaturamento, e que o cálculo demonstrado no relatório foi feito de maneira equivocada. Mas o tema domina os questionamentos da oposição a João, incluindo setores do bolsonarismo.

“Indagado pelo nosso blog, o gestor optou pelo silêncio e deu as costas”, diz Juliana.

A negativa em responder a pergunta foi utilizada por nomes da direita e que fazem oposição ao socialista, também elogiando a postura da jornalista. Nomes tidos como mais independentes também disseram que não havia porque se esquivar do tema e seria melhor responder.

O tema foi abordado mais cedo, na entrevista de João Campos à Rádio Pajeú. João foi perguntado por este jornalista sobre o estilo mais questionador da atual oposição no Recife, com nomes como o vereador Eduardo Moura e citou o episódio da auditoria do TCE e os questionamentos da oposição.

“Eu sempre disse que oposição existe e tem que existir. Se não tiver oposição, não tem democracia. De nossa parte sempre vai haver respeito e compromisso, inclusive com a verdade. O que nós não podemos admitir nunca é a informação falsa, o dado errado, a informação mentirosa. Isso não é política, isso é inclusive crime e a gente não vai admitir”.

João disse que seu jurídico vai tomar medidas relativas ao episódio.

Sobre a maior exposição da oposição, disse: “a gente vai seguir trabalhando, e o Recife mostra isso. O Recife não está atrás de estridência, não esta atrás de querer causar. A turma quer que a vida melhore e que alguém cuide disso. Eu vou seguir trabalhando e fazer a minha parte. A minha vida não mudou um segundo de tempo ou de trabalho por conta do mandato de A, B, C ou D”.

Veja abaixo a pergunta sem resposta de Juliana Lima e o que ele falou na Pajeú:

Após renúncia, Jane Souza assume em Petrolância

O prefeito de Petrolândia, Ricardo Rodolfo (PR), renunciou na manhã desta terça-feira (1º) ao mandato. Por meio de uma carta destinada aos moradores da cidade, ele explicou os motivos da desistência de seguir no comando da gestão. O republicano estava afastado desde o dia 10 de junho por motivos de saúde. No começo da tarde […]

G1 Caruaru

O prefeito de Petrolândia, Ricardo Rodolfo (PR), renunciou na manhã desta terça-feira (1º) ao mandato. Por meio de uma carta destinada aos moradores da cidade, ele explicou os motivos da desistência de seguir no comando da gestão. O republicano estava afastado desde o dia 10 de junho por motivos de saúde.

No começo da tarde desta terça-feira, logo após o prefeito confirmar a renúncia, a vice-prefeita, Janielma de Souza, foi empossada na Câmara Municipal. Ela entra para a história como a primeira mulher a assumir a gestão em 108 anos do município.

No texto, o ex-gestor agradeceu aos eleitores da cidade e justficou a decisão. “Preciso me afastar do digno trabalho de ser prefeito do nosso município, por problemas de saúde. O tempo necessário para meu completo restabelecimento será de meses e percebo que a cidade precisa avançar e ter o seu gestor em plena capacidade para dar conta do trabalho árduo e contínuo”, disse.

Ainda no texto, Ricardo Rodolfo, que é pastor evangélico, disse que confia na vice-prefeita, Janielma de Souza, para seguir no comando da cidade. “Por isso oficializando através dessa carta o meu pedido de renúncia ao mandato de prefeito por 4 anos. Deixo minha vice-prefeita, Janielma de Souza, com esta missão. Sim, pois vejo esse trabalho como uma missão na vida, nem eu, nem ela, entramos nisso para ganhar nome, dinheiro, poder, por nenhuma dessas coisas”, disse.

Veja como cada Deputado votou na PL do piso

O Projeto de Lei Complementar Nº 712/2023 que concede a readequação de 14,95% do piso salarial para uma parte dos professores estaduais, foi aprovado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), nesta terça-feira (28). A proposta recebeu 30 votos favoráveis e 15 votos contrários, sendo validada em primeira e segunda discussão. Com o resultado do Legislativo, o Sindicato dos Profissionais em Educação […]

O Projeto de Lei Complementar Nº 712/2023 que concede a readequação de 14,95% do piso salarial para uma parte dos professores estaduais, foi aprovado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), nesta terça-feira (28).

A proposta recebeu 30 votos favoráveis e 15 votos contrários, sendo validada em primeira e segunda discussão.

Com o resultado do Legislativo, o Sindicato dos Profissionais em Educação de Pernambuco (Sintepe) aprovou a realização de uma assembleia, no dia 5 de julho, para votar o indicativo de greve da rede estadual de ensino.

De acordo com o governo do Estado, com a aprovação da readequação do piso, 28,6 mil profissionais serão beneficiados, passando a receber R$ 4.420,55 por 200 horas-aula.

Entretanto, o Sintepe afirma que o projeto encaminhado pela governadora Raquel Lyra (PSDB) provoca o achatamento do Plano de Cargos e Carreiras, por deixar de fora 52 mil profissionais que reivindicam o piso com repercussão na carreira.

O Projeto de Lei Complementar foi enviado pela governadora Raquel Lyra no dia 17 de maio, em regime de urgência. Apesar de ter sido aprovado na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCJ), ele foi rejeitado no mérito pelas comissões de Finanças e Educação.

O vice-líder do Governo, Joãozinho Tenório, saiu em defesa da governadora Raquel Lyra, afirmando que no momento oportuno deverá ser apresentada uma proposta que possa contemplar o restante dos profissionais da educação.

Parlamentares que votaram pela aprovação do projeto

  1. Abimael Santos (PL)
  2. Adalto Santos (PP)
  3. Antônio Moraes (PP)
  4. Claudiano Martins (PP)
  5. Cléber Chaparral (União)
  6. Dannilo Godoy (PSB)
  7. Débora Almeida (PSDB)
  8. Eriberto Filho (PSB)
  9. Fabrizio Ferraz (PP)
  10. France Hacker (PSB)
  11. Francismar Pontes (PSB)
  12. Gustavo Gouveia (SD)
  13. Henrique Queiroz Filho (PP)
  14. Izaias Regis (PSDB)
  15. Jarbas Filho (PSB)
  16. Jefferson Timóteo (PP)
  17. Joãozinho Tenório (Patriota)
  18. Joaquim Lira (PV)
  19. João de Nadegi (PV)
  20. Joel da Harpa (PL)
  21. Kaio Maniçoba (PP)*
  22. Mário Ricardo (Republicanos)
  23. Nino de Enoque (PL)
  24. Pastor Cleiton Collins (PP)
  25. Pastor Junior Tércio (PP)
  26. Renato Antunes (PL)
  27. Romero Sales Filho (União)
  28. Simone Santana (PSB)
  29. Socorro Pimentel (União)
  30. William Brígido (Republicanos)

Parlamentares que votaram contra o projeto:

  1. Aglailson Victor (PSB)
  2. Antônio Coelho (União)
  3. Coronel Alberto Feitosa (PL)
  4. Dani Portela (PSOL)
  5. Delegada Gleide Angelo (PSB)
  6. Diogo Moraes (PSB)
  7. Doriel Barros (PT)
  8. Gilmar Junior (PV)
  9. João Paulo (PT)
  10. João Paulo Costa (PCdoB)
  11. José Patriota (PSB)
  12. Rodrigo Farias (PSB)
  13. Rosa Amorim (PT)
  14. Sileno Guedes (PSB)
  15. Waldemar Borges (PSB)

Ausências registradas:

  1. Luciano Duque (Solidariedade)
  2. Lula Cabral (Solidariedade)
  3. Romero Albuquerque (União Brasil)
Simplex: Marília e Humberto estão tecnicamente empatados na disputa pelo Senado

A pesquisa Simplex para o Senado mostra a ex-deputada federal Marília Arraes (SD) e o senador Humberto Costa (PT) à frente na disputa, há menos de um ano das eleições de 2026. No entanto, os dois estão tecnicamente empatados, dentro da margem de erro de quatro pontos percentuais. Respectivamente, Marília e Humberto têm 23,7% e […]

A pesquisa Simplex para o Senado mostra a ex-deputada federal Marília Arraes (SD) e o senador Humberto Costa (PT) à frente na disputa, há menos de um ano das eleições de 2026.

No entanto, os dois estão tecnicamente empatados, dentro da margem de erro de quatro pontos percentuais.

Respectivamente, Marília e Humberto têm 23,7% e 20,3% das intenções de voto. Em seguida aparecem o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (UB), com 12,5%; o ex-ministro Gilson Machado (PL), com 9,5%; o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes Anderson Ferreira (PL), com 6,5%; o ex-senador Armando Monteiro (Podemos), com 4,9%; o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), com 4,7%; o senador Fernando Dueire (MDB), com 2,8%; e o ministro Silvio Costa Filho (Republicanos), com 2,4%.

Brancos e nulos somaram 10,1%, enquanto 2,6% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Considerando apenas os votos válidos — modelo usado pela Justiça Eleitoral para definir o resultado das urnas —, Marília Arraes (SD) aparece na liderança com 27,1%, seguida de Humberto Costa (PT), com 23,3%; Miguel Coelho (UB), com 14,3%; Gilson Machado (PL), com 10,9%; Anderson Ferreira (PL), com 7,4%; Armando Monteiro (Podemos), com 5,6%; Eduardo da Fonte (PP), com 5,4%; Fernando Dueire (MDB), com 3,2%; e Silvio Costa Filho (Republicanos), com 2,8%.

A Simplex ouviu 600 pessoas em 121 municípios pernambucanos, por telefone, no último sábado (4 de outubro). O levantamento tem margem de erro de quatro pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

TCE-PE realiza primeira Reunião de Análise de Estratégia de 2024

O presidente Valdecir Pascoal comandou, na terça-feira (28), a primeira Reunião de Análise de Estratégia (RAE) de 2024, com a participação de membros do Comitê de Gestão Estratégica e os gerentes de projetos estratégicos. A reunião teve o objetivo de apresentar o desempenho estratégico do órgão, bem como o status das metas mobilizadoras e dos […]

O presidente Valdecir Pascoal comandou, na terça-feira (28), a primeira Reunião de Análise de Estratégia (RAE) de 2024, com a participação de membros do Comitê de Gestão Estratégica e os gerentes de projetos estratégicos.

A reunião teve o objetivo de apresentar o desempenho estratégico do órgão, bem como o status das metas mobilizadoras e dos projetos estratégicos no primeiro quadrimestre do ano.

O desempenho institucional, calculado a partir da performance dos indicadores estratégicos, ficou em 106,7% de janeiro a abril. Entre as metas mobilizadoras, destacou-se a redução de 11,8% do estoque de processos formalizados até 2020 – acima da meta fixada em 11,4%. Para o ano, a meta é reduzir o estoque em 42%.

O presidente Valdecir Pascoal elogiou os esforços das equipes envolvidas. “Sabemos que há sempre muito o que melhorar, mas os resultados mostram que estamos no caminho certo, sempre com foco em melhorar o desempenho do TCE-PE e, por conseguinte, a vida do cidadão pernambucano”.

De acordo com o diretor de Gestão de Governança, Edgard Távora, “a RAE faz parte do nosso modelo de gestão estratégica e tem como principal objetivo avaliar os resultados dos indicadores de desempenho dos objetivos estratégicos e de seus respectivos projetos, com o propósito de, eventualmente, permitir o redirecionamento e encaminhamentos de ações corretivas”.

A próxima RAE está prevista para 27 de agosto.