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Tragédia em Milagres segue sem julgamento após quatro anos

Por Nill Júnior

Quatro anos depois de 14 pessoas serem mortas em uma ação criminosa no município de Milagres, na Região do Cariri cearense, o processo criminal que trata do episódio que ficou conhecido como Tragédia em Milagres segue sem julgamento.

No total, 2o pessoas foram denunciadas pelos crimes ocorridos em 7 de dezembro de 2018, sendo 15 acusados por homicídios. Dentre os acusados, 19 réus são policiais militares.

Na última decisão proferida no processo, a Vara Única da Comarca de Milagres declinou da competência de julgar as acusações por fraude processual contra três policiais da ativa, no dia 3 de novembro deste ano. Com isto, a ação penal foi desmembrada para um novo processo tramitar na Vara da Auditoria Militar.

Outras duas pessoas respondem por fraude processual (relacionada à ocultação de provas da ação policial), na Vara de Milagres: o policial militar da Reserva Remunerada e então secretário de Segurança de Milagres, Georges Aubert dos Santos Ferreira; e o então vice-prefeito de Milagres, Abraão Sampaio de Lacerda.

Quinze policiais militares respondem pelos homicídios ocorridos em Milagres: 3 deles são réus pela morte de 5 reféns; outros 8 PMs são réus pelo assassinato de 2 assaltantes; e mais 4 militares, pela morte de um assaltante. A primeira audiência de instrução do caso, na Justiça, está marcada para o dia 9 de março de 2023.

As 14 mortes (de 8 suspeitos e 6 reféns) aconteceram em um ataque a agências bancárias na madrugada de 7 de dezembro de 2018. Equipes da Polícia Militar do Ceará (PMCE) interviram e houve uma troca de tiros com a quadrilha interestadual. Famílias foram utilizadas como reféns. A investigação policial apontou que parte das vítimas foi morta por disparos de fuzis – armas que apenas os policiais tinham.

Questionado, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) informou, por nota que “o processo está em constante movimentação, inclusive, com audiência de instrução agendada para 9 de março próximo, onde serão ouvidas as testemunhas de acusação. O processo possui 18 testemunhas de acusação, 72 de defesa e 17 réus para serem interrogados. Os autos possuem 3.435 páginas e, durante a tramitação, 10 decisões interlocutórias e 15 despachos já foram proferidos, além dos procedimentos e atos necessários para o regular trâmite da ação penal de competência do júri”.

Além do processo criminal, os militares respondem a processos administrativos-disciplinares na Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Ceará (CGD), que seguem em andamento.

Em junho deste ano, a Justiça Estadual autorizou os policiais militares acusados de cometerem crimes na Tragédia em Milagres a retornarem ao policiamento ostensivo em todo o Estado – com exceção do Município onde aconteceu o episódio.

Além de proibir os militares de atuarem em Milagres, o magistrado proibiu os mesmos de manterem qualquer contato com as testemunhas, seja presencialmente, por meios de comunicação ou por pessoa interposta, “cujo descumprimento poderá ensejar a adoção de medidas enérgicas”, e determinou que eles mantenham seus endereços atualizados. Com informações do Diário do Nordeste.

Outras Notícias

Afogados: chuvas Intensas voltam a causar transtornos em pontos da cidade

As chuvas intensas que atingiram Afogados da Ingazeira na noite deste domingo (21), deixaram um rastro de transtornos e problemas em vários pontos da cidade. Segundo os dados pluviométricos divulgados pela Defesa Civil Municipal, a sede do município registrou um índice de 40 mm, enquanto outros bairros e sítios também foram afetados. No Bairro São […]

As chuvas intensas que atingiram Afogados da Ingazeira na noite deste domingo (21), deixaram um rastro de transtornos e problemas em vários pontos da cidade. Segundo os dados pluviométricos divulgados pela Defesa Civil Municipal, a sede do município registrou um índice de 40 mm, enquanto outros bairros e sítios também foram afetados.

No Bairro São Brás, por exemplo, a precipitação alcançou 50 mm, enquanto no Sítio Escada foi de 32 mm. Já no Sítio Vaca Morta, o volume foi de 19 mm. Outras áreas também tiveram suas medidas registradas, como o Bairro Borges com 38 mm, o Sítio Monte Alegre com 15 mm e o Sítio Oitis com 19 mm.

Entretanto, as chuvas não trouxeram apenas benefícios, mas também desencadearam uma série de problemas. Ruas ficaram alagadas, sendo a Rua Diomedes Gomes uma das mais afetadas, assim como diversos pontos da cidade.

Em meio aos transtornos, uma tragédia foi registrada no Bairro São Cristóvão, onde um alpendre desabou, causando a morte de um cachorro que buscava abrigo da chuva. Além disso, em frente à Escola Ana Melo, um ponto de alagamento se transformou em uma espécie de piscina improvisada, onde uma criança foi vista brincando.

Tabira: em áudio, irmã diz que Dicinha traiu família. “Não tem vergonha nem palavra”

Um áudio que circulou hoje nas redes sociais mostra a indignação de Edilene Oliveira, irmã do vereador Dicinha do Calçamento, símbolo da falta de ética que tomou parte do debate pela Mesa Diretora da Câmara de Tabira. Dicinha apoiava inicialmente a chapa de Nely Sampaio. Teria sido cooptado para votar em Aldo Santana. Não consumou […]

Um áudio que circulou hoje nas redes sociais mostra a indignação de Edilene Oliveira, irmã do vereador Dicinha do Calçamento, símbolo da falta de ética que tomou parte do debate pela Mesa Diretora da Câmara de Tabira.

Dicinha apoiava inicialmente a chapa de Nely Sampaio. Teria sido cooptado para votar em Aldo Santana. Não consumou o voto pela polêmica da sessão encerrada por Nely, antes que fosse derrotada.

A presidente da Câmara disse na Rádio Cidade FM que o valor recebido pela mudança teria passado dos R$ 30 mil e estava com as provas.

Depois Dicinha voltou o apoio para a chapa de Nely e o vereador Aristóteles Monteiro alegou que o valor da “recompra” atingiria R$ 120 mil, desde que ele trouxesse Didi de Heleno de volta, o que acabou acontecendo.

O áudio é de Edilene falando a Dicinha, compartilhado por ela em seguida com outro contato. Nele, ela inicialmente diz que o cargo que ocupa na prefeitura, não seria da “cota” de Dicinha, mas que mesmo assim havia colocado a disposição de Alan Dias, filho do prefeito Sebastião Dias, que estava a frente da articulação pró Aldo Santana.

“Não se preocupe que eu liguei pra Alan me botar pra fora hoje. Se você me dissesse que é por você eu não quero”.

“Quando você for conversar com seus irmãos sobre o circo que você armou com eles diga a eles que não estava por conta de emprego não. Eu me garanto. Quem anda com a palavra e com a verdade não tem medo de enfrentar ninguém não”.

Ela diz em seguida que é mulher honesta e de palavra. “Com que cara eu vou te defender? Eu vou dizer o que agora? Foi sua tacada final. Se você não vai entrar mais na política foi ótimo, parabéns. Apoio seu pra nada você vai conseguir mais”.

E seguiu: “você se perdeu, não tem mais palavra , não tem mais honestidade, você acabou-se. Você traiu sua própria família. Quem vai acreditar num homem que traiu sua própria irmã no momento de sair pra votação? Eu não vou esquecer nunca quando você disse eu vou aí lhe pegar pra gente ir. Porque você não disse a mim saia fora, não vá!? Eu vou votar contra.”

Ela disse que chegou a adoecer mas que para Dicinha isso pouco importava porque agora ele está com dinheiro no bolso. “Espero que esse dinheiro compre alguma coisa para tua vida porque dignidade e vergonha tú não tem. Isso aí vai se acabar”.

“Não vou te largar porque tú votou em Nely não. Vou te largar porque tu não tem vergonha e não tem palavra. Não queria que tú votasse em Aldo, queria que tú limpasse teu nome, de tu ter dignidade. Quando você está com a razão e a dignidade, você consegue reverter”.

Ela ainda perguntou quantas pessoas ele iria comprar com o dinheiro que recebeu. “Se tú chegasse aqui com meio milhão a gente não te apoia”.

Ao final disse se sentir livre do irmão. “E vou lhe dizer e digo ao resto dos meus irmãos. Eu não tava nessa por Aldo não, eu tava por você, querendo lhe limpar, querendo provar pra sociedade que você era um homem. A vergonha que eu tô de sair na rua é grande. Agora quando todo mundo entender que eu sou diferente de você vou conseguir sair de cabeça erguida”.

Ao final avisou: “saia fora de política que se depender de mim eu não dou um passo e nem lhe dou um voto”.

Câmara decide nesta semana se autoriza STF a analisar denúncia contra Temer

G1 A Câmara dos Deputados decidirá nesta quarta-feira (25) se autoriza o Supremo Tribunal Federal (STF) a analisar a denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral) oferecida pela Procuradoria Geral da República (PGR). Temer foi denunciado pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. Os […]

Foto: Sérgio Lima/Poder360

G1

A Câmara dos Deputados decidirá nesta quarta-feira (25) se autoriza o Supremo Tribunal Federal (STF) a analisar a denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral) oferecida pela Procuradoria Geral da República (PGR).

Temer foi denunciado pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. Os ministros, por organização criminosa.

No Senado, o presidente do Conselho de Ética, João Alberto (PMDB-MA), pode definir ainda nesta semana se abre, a pedido do PT, processo disciplinar contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que reassumiu o mandato após o plenário da Casa derrubar a decisão da Primeira Turma do STF que havia afastado Aécio.

Está prevista para terça-feira (24), no plenário da Câmara, a leitura do parecer do deputado Bonifácio Andrada (PSDB-MG), aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que recomenda a rejeição da denúncia contra o presidente. Essa etapa é uma formalidade exigida pelo regimento da Câmara para a denúncia poder ser votada na quarta.

A Constituição define que a acusação contra o presidente só poderá ser enviada ao Supremo se pelo menos 342 dos 513 deputados votarem a favor do prosseguimento do processo. Se a Câmara autorizar o STF a analisar a denúncia, e a maioria dos ministros aceitar a acusação da PGR, Temer será afastado do mandato por até 180 dias.

Mas, se a Câmara não autorizar o Supremo a analisar a denúncia, a peça do Ministério Público Federal será suspensa até o fim do mandato de Temer, em 31 de dezembro de 2018.

Aula espetáculo de Assisão e Cabras de Lampião chega a Custódia

Representantes do projeto, Assisão e Karl Max estarão no Debate das Dez desta quarta O projeto Forró dos Cangaceiros – aula espetáculo de Assisão e do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião desembarca em Custódia, no Sertão do Estado, nesta terça (6), na Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) José Pereira Burgos. O projeto é […]

Representantes do projeto, Assisão e Karl Max estarão no Debate das Dez desta quarta

O projeto Forró dos Cangaceiros aula espetáculo de Assisão e do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião desembarca em Custódia, no Sertão do Estado, nesta terça (6), na Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) José Pereira Burgos. O projeto é voltado aos professores e alunos das escolas estaduais pernambucanas. 

Nesta edição, o cantor Assisão convidou o Grupo Cabras de Lampião para reforçar o projeto, que consiste em apresentações musicais e aulas sobre a cultura nordestina, como os ritmos xaxado, forró pé de serra, forró dos cangaceiros e forró autêntico.

“O evento tem como objetivo reafirmar nossos valores fundamentados na identidade cultural sertaneja, sobretudo ao ciclo junino, tendo como ponto de partida a musicalidade e o ritmo da obra de Assisão, numa interação estética e inovadora com a poesia e a dança do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião, resultando num espetáculo emocionante e de beleza singular”, revela Cleonice Maria, coreógrafa e diretora da aula espetáculo, além de presidente da Fundação Cultural Cabras de Lampião.

O projeto conta na produção com 25 pessoas e é patrocinado pelo Governo e Secretaria de Cultura de PE, Fundarpe e Funcultura.

Debate das Dez: na próxima quarta-feira, Assisão e Karl Max falam sobre o projeto, música, história e cultura no Debate das Dez do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú. O Debate pode ser ouvido sintonizando AM1500, pelo www.radiopajeu.com.br ou em aplicativos próprios para iPhone ou PlayStore, buscando por Pajeú. Também no Tunein Rádio e radios. com além de outros do gênero.

Serviço:

Projeto Forró dos Cangaceiros – aula espetáculo de Assisão e do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião

Local: EREM José Pereira Burgos, às 10h, em Custódia  

Dia: Terça (6)

Informações: Cleonice Maria (87) 99938-6035

MP convoca dono da Eletropetromotos para reunião dia 11

O promotor Lúcio Luiz de Almeida Neto disse em entrevista ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, que uma reunião com o dono da Eletropetromotos, José Ildo da Silva, foi marcada para o dia 11 de setembro, às 15 horas, na sede do órgão. A convocação foi uma provocação feita pelo MP diante dos inúmeros […]

O promotor Lúcio Luiz de Almeida Neto disse em entrevista ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, que uma reunião com o dono da Eletropetromotos, José Ildo da Silva, foi marcada para o dia 11 de setembro, às 15 horas, na sede do órgão.

A convocação foi uma provocação feita pelo MP diante dos inúmeros casos de clientes que se sentiram lesados pela empresa e procuraram o órgão, que , além dos prejudicados, ouviu os representantes comercias da empresa que atuam em cidades da região.

Perguntado  o que aconteceria se o representante não comparecer, o promotor disse que outras medidas seriam tomadas. Entretanto, disse que, conversando com o advogado da empresa, percebeu preocupação preliminar em resolver as pendências.

Em 25 de agosto, a empresa surpreendeu com uma nota publicada a paralisação das atividades sob alegação “do modelo de negócio para ajusta-lo às novas exigências da legislação”.

“Em razão dos enquadramentos legais a que estamos sujeitos, vimo-nos obrigados a suspender, temporariamente, alguns de nossos eventos previstos para os próximos dias, até que possamos cumprir as determinações legais”, diz o texto.

A nota pegou funcionários, representantes e principalmente clientes de surpresa. Alegando quebra de contrato, alguns já ameaçam ações judiciais. Em Petrolina, a empresa atua na rua Dom Vital, 467, no Centro. É tida como uma empresa estável, com suporte econômico para honrar compromissos. Lá é chamada de Eletropetro.