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Temer já avisa a aliados que vai disputar reeleição

Por André Luis

Do Estadão Conteúdo

O presidente Michel Temer já começou a avisar seus principais interlocutores que está disposto a disputar a reeleição presidencial, conforme antecipou o BR18. Apesar dos baixos índices de aprovação do seu governo – 6% segundo o último levantamento do Instituto Ibope -, o presidente acha que ninguém melhor do que ele será capaz de defender seu legado e sua própria honra. Mesmo sabendo que esse patamar de popularidade é um obstáculo pesado para sua candidatura, Temer acha que poderá melhorar de situação com a confirmação da recuperação da economia e com outras medidas que pretende adotar até o final de seu mandato.

Temer não tem a pressão do calendário eleitoral, já que pela legislação ele não precisa deixar o cargo até abril para concorrer – como acontece, por exemplo, com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Este precisa, obrigatoriamente, deixar a pasta nos próximos dias se quiser concorrer ao Planalto. Por isso, Temer não tem pressa – pode decidir até julho – e vai esticar ao máximo o anúncio oficial de sua candidatura. Com isso, evita também a politização de todas as futuras ações de seu governo.

Quando assumiu o governo, Temer se comprometeu com os partidos aliados a não tentar uma eventual reeleição em troca da sustentação política. O problema é que o quadro que havia em 2016 mudou radicalmente, na sua avaliação. O senador tucano Aécio Neves (MG), que poderia ser um candidato em potencial em 2018, saiu do páreo depois das investigações abertas a partir do escândalo da J&F. Além disso, depois de ser central na formação do primeiro escalão de Temer, o PSDB passou a adotar tom crítico e se afastou do governo federal.

Alckmin

Temer também se considerou liberado de qualquer compromisso formal com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, depois de avaliar que o pré-candidato tucano não fez força para impedir que a bancada paulista do PSDB votasse a favor dos pedidos de seu afastamento.

A relação também mudou com o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, que também já se lançou pré-candidato ao Planalto, com o discurso de afastamento do governo e afirmando que não defenderia o legado de Temer. É esta a mensagem que Maia tem apresentado na maratona de viagens pelo País iniciada na sexta-feira passada. Com a relação mudada, Temer se sente liberado para não manter a promessa e tentar se viabilizar para buscar um novo mandato.

O grande desafio, porém, é que Temer sabe que sua baixa popularidade faz com que vários de seus aliados, dentro do MDB, preferissem que ele cumprisse apenas seu mandato até o fim e liberasse o partido para tomar outros rumos.

Em vários Estados, como Ceará, Alagoas e Goiás, inclusive, o MDB deve fechar alianças regionais com o PT, que hoje representa o principal opositor ao Planalto. Além disso, uma recuperação da economia mais lenta do que o esperado pode frustrar de vez os planos do presidente e convencê-lo a desistir da empreitada.

Alternativa

Se ficar convencido de sua inviabilidade, Temer fará o movimento na direção de outro nome, como o do ministro Henrique Meirelles. Mesmo que não se filie ao MDB, mas sim a outra legenda, Meirelles seria uma boa alternativa na visão do presidente.

Alguns fatores fizeram com que o presidente se motivasse a tentar um novo mandato. Quer defender sua biografia pessoal e profissional. Acha que na campanha poderá mostrar que conduziu o País para a recuperação econômica num dos momentos mais graves de nossa história.

Também quer rebater os ataques pessoais que vêm sofrendo – e que considera injustos. Fora da corrida pelo Planalto, Temer sabe que perderá protagonismo político, já que não representará mais perspectiva de poder. Como candidato, esse prazo de validade se amplia.

Segurança. Para se fortalecer, Temer já tem tomado medidas de apelo popular. Assumiu o discurso da segurança pública, com a decisão de autorizar a intervenção nessa área no Rio, anunciada em fevereiro. Sem conseguir apoio no Congresso, também deixou de lado a desgastante proposta de reforma previdenciária. E, agora, já sinaliza com a possibilidade de aumentar o valor do Bolsa Família, mirando diretamente na camada mais pobre da população.

Durante seu mandato, ele foi denunciado duas vezes pela Procuradoria Geral da República, com base nas delações de executivos da JBS, mas as denúncias foram derrubadas em votação no plenário da Câmara.

Outras Notícias

SEBRAE e CDL apresentam seminário de Crédito em Afogados

O SEBRAE em parceria com a CDL de Afogados da Ingazeira, apresentam o seminário de Crédito: Conexões Financeiras. O evento será instruído por consultores do SEBRAE especializados e abordará orientações de acessibilidade ao serviço de liberação de créditos para as empresas e esclarecimento de dúvidas aos casos em comum do dia a dia dos negócios, […]

O SEBRAE em parceria com a CDL de Afogados da Ingazeira, apresentam o seminário de Crédito: Conexões Financeiras.

O evento será instruído por consultores do SEBRAE especializados e abordará orientações de acessibilidade ao serviço de liberação de créditos para as empresas e esclarecimento de dúvidas aos casos em comum do dia a dia dos negócios, tendências do mercado moderno e serviços aos consumidores.

Local de realização: Auditório da Ceralpa (15 de novembro, 36, 1º andar).

Horário: 19h às 21h.

Entrada gratuita

Fogo amigo: Ernesto Araújo diz que governo Bolsonaro é “sem alma e sem ideal”

Congresso em Foco Há um mês fora do governo de Jair Bolsonaro, o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo fez um desabafo no Twitter neste sábado (1°) com críticas ao que, segundo ele, se tornou o governo de Jair Bolsonaro. “Um governo popular, audaz e visionário foi-se transformando numa administração tecnocrática sem alma nem ideal. Penhoraram o […]

Congresso em Foco

Há um mês fora do governo de Jair Bolsonaro, o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo fez um desabafo no Twitter neste sábado (1°) com críticas ao que, segundo ele, se tornou o governo de Jair Bolsonaro.

“Um governo popular, audaz e visionário foi-se transformando numa administração tecnocrática sem alma nem ideal. Penhoraram o coração do povo ao sistema. O projeto de construir uma grande nação minguou no projeto de construir uma base parlamentar”, afirma.

Ernesto deixou o comando do Itamaraty em 29 de março, após semanas de pressão pela sua demissão e de críticas à forma como conduzia o ministério em meio ao agravamento da pandemia de covid-19. “Já vai tarde”, comemoraram parlamentares quando a demissão foi confirmada.

Na rede social, Ernesto afirma que assistiu angustiado e inconformado ao processo de transformação do governo Bolsonaro em uma administração “sem alma nem ideal”, também em alusão às alianças com o Centrão no Congresso Nacional.

Prestigiada por Henry e Costa, Lúcia Moura ingressou no PMDB

Partido é presidido por Daniel Valadares. Já Totonho estará no debate das Dez dizendo para onde vai Continua intenso o processo de filiação do PMDB em Pernambuco, com desdobramentos no Pajeú. Na presença presidente estadual do partido e vice-governador  Raul Henry do líder da sigla na Alepe, Ricardo Costa e do presidente da legenda em Afogados […]

Lúcia Moura assina ficha de filiação no PMDB
Lúcia Moura assina ficha de filiação no PMDB
Raul Henry, Lúcia Moura, Daniel Valadares e Ricardo Costa
Raul Henry, Lúcia Moura, Daniel Valadares e Ricardo Costa

Partido é presidido por Daniel Valadares. Já Totonho estará no debate das Dez dizendo para onde vai

Continua intenso o processo de filiação do PMDB em Pernambuco, com desdobramentos no Pajeú.

Na presença presidente estadual do partido e vice-governador  Raul Henry do líder da sigla na Alepe, Ricardo Costa e do presidente da legenda em Afogados Daniel Valadares, , a vice- prefeita do município, médica Lúcia Moura, que estava sem partido, ingressou oficialmente na legenda esta manhã. Lúcia é um dos trunfos do PMDB no debate sucessório no município.

Já o ex-prefeito Totonho Valadares é o convidado do Debate das Dez do Programa Manhã Total, da Rádio Pajeú. Tido como fiel da balança no cenário municipal, Totonho, hoje no PSB, já teve sua migração cotada para PMDB, PCdoB e PSDB, este último no fim de semana. A pergunta que todo mundo quer ver Totonho responder é em que partido vai amarrar sua filiação.

TRE manda PF investigar material de Paulo com Lula candidato

A desembargadora eleitoral Karina Albuquerque Aragão de Amorim determinou nesta sexta-feira (28) que a Polícia Federal abra um inquérito para investigar a distribuição de material de campanha do governador Paulo Câmara (PSB) com o ex-presidente Lula (PT) como candidato, o que foi proibido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foram feitas diligências nas sedes dos diretórios […]

A desembargadora eleitoral Karina Albuquerque Aragão de Amorim determinou nesta sexta-feira (28) que a Polícia Federal abra um inquérito para investigar a distribuição de material de campanha do governador Paulo Câmara (PSB) com o ex-presidente Lula (PT) como candidato, o que foi proibido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Foram feitas diligências nas sedes dos diretórios do PT e do PSB em Pernambuco, além de comitês e locais de entregas de materiais, mas nada foi encontrado.

Foram apresentadas essa semana duas denúncias ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) – uma do PSL, partido de Jair Bolsonaro (PSL) e outro da coligação do senador Armando Monteiro Neto (PTB), candidato ao governo – pedindo a apuração do caso.

A distribuição do material veio à tona após a publicação de um vídeo nas redes sociais em que um morador de Nova Descoberta, bairro da Zona Norte do Recife, mostra adesivos em que Lula aparece como candidato do PT colados em muros. Na gravação, ele, que é eleitor de Bolsonaro, aborda a militância de Paulo Câmara, que afirma que estaria dentro do prazo. O morador foi ouvido pela PF.

‘Governo atual é retrocesso’, rebate Marina

do Diário de Pernambuco Antes de participar de um ato político em Florianópolis, a candidata do PSB ao Palácio do Planalto, Marina Silva, rebateu ontem as críticas da presidente Dilma Rousseff à sua gestão no Ministério do Meio Ambiente. Sem precisar ser questionada pelos jornalistas que participavam da entrevista coletiva, a ex-titular da pasta no […]

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do Diário de Pernambuco

Antes de participar de um ato político em Florianópolis, a candidata do PSB ao Palácio do Planalto, Marina Silva, rebateu ontem as críticas da presidente Dilma Rousseff à sua gestão no Ministério do Meio Ambiente. Sem precisar ser questionada pelos jornalistas que participavam da entrevista coletiva, a ex-titular da pasta no governo Luiz Inácio Lula da Silva lamentou os ataques da adversária e o fato de a petista não ter assinado um dos protocolos em discussão no evento promovido pela Organização das Nações Unidas em Nova York.

“A presidente Dilma fez uma fala se reportando tão somente ao passado. Não sinalizou nenhum compromisso para o futuro e ainda não assinou o acordo sobre proteção das florestas”, criticou Marina. “Dos países relevantes que têm florestas o Brasil é um dos maiores e foi um dos únicos que não assinou a carta. O que é lamentável. O Brasil não precisa dar uma sinalização trocada como essa.”

Para Marina, o governo adota “políticas erráticas” na proteção ao meio ambiente. “Quando o governo retrocede em relação a processos que vêm sendo encaminhados de muito tempo para que se tenha uma agenda de desmatamento zero, isso é um grande retrocesso”, disse. “São retrocessos sobre retrocessos.”