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TCE dá prazo de 90 dias para prefeito de Iguaracy acabar com os lixões

Por André Luis

Auditoria Especial realizada na Prefeitura Municipal de Iguaracy no exercício financeiro de 2018, objetivando analisar possíveis irregularidades no destino final dos resíduos sólidos urbanos do município, tendo como interessado o prefeito, José Torres Lopes Filho (Zeinha Torres).

A Primeira Câmara, no julgamento que ocorreu na manhã desta quinta (11), à unanimidade, determinou que o atual gestor da Prefeitura Municipal de Iguaracy, ou quem vier a sucedê-lo, adote no prazo de 90 (noventa) dias, sob pena da aplicação de todas as sanções previstas na Lei Orgânica do TCE, elaborar e apresentar plano de ação visando à adequação da destinação dos resíduos sólidos urbanos e eliminação da deposição dos resíduos nos chamados “lixões”.

Outras Notícias

Senado: FBC cresce, mas João Paulo mantém liderança

A nova pesquisa do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN) para o Senado revela um crescimento expressivo do candidato Fernando Bezerra Coelho (PSB), de 19% para 25% das intenções de voto. Em relação à última pesquisa, publicada dia 30 de agosto, o principal adversário João Paulo (PT), mantém o quadro de estabilidade e liderança, […]

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A nova pesquisa do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN) para o Senado revela um crescimento expressivo do candidato Fernando Bezerra Coelho (PSB), de 19% para 25% das intenções de voto. Em relação à última pesquisa, publicada dia 30 de agosto, o principal adversário João Paulo (PT), mantém o quadro de estabilidade e liderança, ficando nos mesmos 29%. Ainda é grande a quantidade de entrevistados que optaram pelo branco/nulo/nenhum somado ao não sabe/não respondeu: 44% dos eleitores consultados. A consulta foi encomendada pelo Portal Leia Já e publicada em parceria com o Jornal do Commercio.

Se acordo com o cientista político e professor da Universidade Federal de Pernambuco, Adriano Oliveira, a vantagem momentânea do postulante ao Senado de João Paulo, ex-prefeito do Recife, é ameaçada pela onda de crescimento da Frente Popular após a morte do ex-governador Eduardo Campos (PSB), no dia 13 de agosto. “O eduardismo puxou Paulo Câmara. E agora Fernando Bezerra Coelho é beneficiado por esse crescimento”, avalia.

Para ele, o quadro sugere um empate técnico, se considerada a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Na oscilação, cada um dos dois adversários poderia aparecer com 27% da preferência do eleitorado consultado. “É uma disputa acirrada. Fernando está subindo para empatar tecnicamente. O dado sugere, então, um empate técnico, apontando para um favoritismo de Fernando Bezerra Coelho”, diz o cientista político.

A vantagem que o petista e ex-prefeito do Recife tinha sobre o socialista caiu bruscamente. Na capital, João Paulo aparece com 29% das intenções de voto; FBC com 26%. Para se ter uma ideia, o candidato ao Senado começou com 9%, em pesquisa divulgada final de julho, e saltou para 17% em outra publicada dia 30 de agosto. Na última consulta, o petista tinha larga vantagem, ficando com 41% no Recife. “A diferença diminuiu estimulada por Paulo e pela força eleitoral e Eduardo Campos e Geraldo Julio”, pontua Adriano Oliveira.

No reduto eleitoral de Bezerra Coelho, que foi ex-prefeito de Petrolina, no Sertão e região do São Francisco, o postulante socialista mantém a vantagem. Aparece com 29% e 55%, respectivamente. João Paulo, por sua vez, tem 32% e 14% nas referidas regiões. A candidata do PSTU, Simone Fontana, e a do PSOL, Albanise Pires, aparecem, cada uma, com 1% da preferência do eleitorado entrevistado. Os demais não pontuaram.

Sertão do Pajeú chega a 140 óbitos provocados pela Covid-19

Afogados da Ingazeira registrou dois novos óbitos; Flores, mais um. Taxa de recuperados continua alta e chega 89,42%. Por André Luis De acordo com os boletins epidemiológicos divulgados nesta sexta-feira (18.09), pelas secretarias de saúde dos municípios do Pajeú, a região totaliza 7.282 casos confirmados de Covid-19. Foram mais 85 novos casos nas últimas 24 […]

Afogados da Ingazeira registrou dois novos óbitos; Flores, mais um.

Taxa de recuperados continua alta e chega 89,42%.

Por André Luis

De acordo com os boletins epidemiológicos divulgados nesta sexta-feira (18.09), pelas secretarias de saúde dos municípios do Pajeú, a região totaliza 7.282 casos confirmados de Covid-19. Foram mais 85 novos casos nas últimas 24 horas. 

Portanto, os números de casos confirmados no Pajeú ficam assim: Serra Talhada continua liderando o número de casos na região e conta com 3.861 confirmações. Logo em seguida, com 722 casos confirmados está Afogados da Ingazeira,  São José do Egito está com 561, Tabira conta com 517, Triunfo tem 298, Carnaíba está com 214 e  Calumbi está com 164 casos.

Itapetim está com 135, Flores está com 131, Quixaba está com 106, Solidão tem 97, Iguaracy está com 95, Santa Terezinha tem 93, Brejinho tem 90,  Santa Cruz da Baixa Verde está com 85, Tuparetama tem 79 casos cada,  e Ingazeira está com 34 casos confirmados.

Mortes – Com mais duas mortes registras em Afogados da Ingazeira e mais uma em Flores, a região tem agora no total, 140 óbitos por Covid-19. 

Até o momento, catorze cidades registraram mortes. São elas: Serra Talhada 56, Afogados da Ingazeira tem 13, Triunfo tem 11, Tabira tem 10 óbitos, Carnaíba tem 9, Flores tem 7, Itapetim, São José do Egito, Tuparetama e Iguaracy tem 6 óbitos cada, Quixaba tem 4 óbitos, Santa Terezinha tem 3, Calumbi e Brejinho tem 1 óbito cada.

Recuperados – A região conta agora com 6.512 recuperados. O que corresponde a 89,42% dos casos confirmados. 

O levantamento foi fechado às 8h50 deste sábado (19), com os dados Fornecidos pelas secretarias de saúde dos municípios.

Saneamento em Afogados da Ingazeira: uma novela que se arrasta há mais de uma década

A promessa de saneamento básico em Afogados da Ingazeira, que há mais de 10 anos percorre discursos e investimentos, continua sendo um tema de esperança e frustração para os moradores da cidade. O início dessa saga remonta a 2012, quando o então prefeito Totonho Valadares anunciou com entusiasmo um contrato de R$ 36 milhões com […]

A promessa de saneamento básico em Afogados da Ingazeira, que há mais de 10 anos percorre discursos e investimentos, continua sendo um tema de esperança e frustração para os moradores da cidade. O início dessa saga remonta a 2012, quando o então prefeito Totonho Valadares anunciou com entusiasmo um contrato de R$ 36 milhões com a empresa MAF Projetos e Obras LTDA, sob a supervisão da Compesa. 

O plano previa um sistema robusto de esgotamento sanitário, com estações de tratamento, elevatórias e quase 200 km de tubulação, uma promessa de transformar a infraestrutura urbana e, sobretudo, a qualidade de vida local.

No entanto, o que se viu nos anos seguintes foi uma obra paralisada e um cenário de ruas esburacadas, calçadas destruídas e moradores indignados. Em 2017, a situação foi alvo de uma audiência pública na Câmara de Vereadores, coordenada pelo então presidente Augusto Martins, que reuniu representantes da MAF, da Compesa e da comunidade. As críticas foram severas: tampas de concreto de baixa qualidade, calçamentos mal repostos e falhas no projeto foram apenas algumas das reclamações apresentadas. Na ocasião, foi revelado que apenas 26% da obra havia sido executada.

Apesar das promessas de retomada, a novela do saneamento ganhou novos capítulos. Em novembro de 2017, o governador Paulo Câmara anunciou a entrega simbólica da 1ª etapa do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES), com um investimento de R$ 14,7 milhões, beneficiando cerca de quatro mil moradores. Na mesma ocasião, autorizou-se a 2ª etapa do projeto, com previsão de R$ 9,4 milhões e um prazo de 18 meses para conclusão. O investimento total, então, somava R$ 24,1 milhões. Contudo, os transtornos aos moradores persistiam, e o fim da obra parecia cada vez mais distante.

Agora, em 2025, o prefeito Sandrinho Palmeira reacende as esperanças ao anunciar novos investimentos de R$ 25 milhões, provenientes do comitê da bacia hidrográfica do Rio São Francisco, para a retomada das obras de saneamento. Assim como em 2012, a execução continua sob a responsabilidade da Compesa. A promessa é a mesma: transformar o sistema de esgotamento sanitário da cidade e garantir mais qualidade de vida para os afogadenses.

Vale lembar que o dinheiro vai da Codevasf para a conta da Compesa, que é a responsável por executar as obras. O papel do município é acompanhar e fiscalizar as obras para que a Compesa execute e conclua as obras. Como vai entrar no Caixa da Companhia R$ 25 milhões, acredita-se que possa também direcionar recursos para melhorar o abastecimento de água no município.

A repetição do cenário e os novos protagonistas levantam uma pergunta inevitável entre os moradores: será que desta vez a promessa será cumprida? A memória de obras inacabadas, transtornos e falta de respostas concretas deixa a população cética. Mas o sonho de uma cidade com infraestrutura de saneamento eficiente ainda vive, agora sob a expectativa de que, finalmente, “agora vai”.

Sepultamento de Zé Carlos da FETAPE ocorre esta tarde

O corpo do ex-vereador José Carlos da Silva Santos, o Zé Carlos da FETAPE,  chegou essa madrugada a Afogados. Está sendo velado na residência dos pais na rua Cazuzinha Lopes em Afogados da Ingazeira. O sepultamento será neste domingo, no Cemitério São Judas Tadeu, às 16h. Zé Carlos morreu ontem. Ele vinha lutando contra um […]

O corpo do ex-vereador José Carlos da Silva Santos, o Zé Carlos da FETAPE,  chegou essa madrugada a Afogados.

Está sendo velado na residência dos pais na rua Cazuzinha Lopes em Afogados da Ingazeira. O sepultamento será neste domingo, no Cemitério São Judas Tadeu, às 16h.

Zé Carlos morreu ontem. Ele vinha lutando contra um câncer. Há alguns dias, Zé Carlos apelou ao estado para ter direito à medicação para o tratamento que enfrentava, sem sucesso.

Zé Carlos chegou a entrar na justiça e chegou a ganhar a causa. Mas o pior viria. Ele simplesmente não teve o pedido ganho na justiça atendido pelo Estado. A ponto de a família ter marcado participação no programa Manhã Total desta segunda para apelar a uma solução.

Foi novamente internado em Recife e, levado à uma UTI, não resistiu e faleceu ontem.

A luta dele durava cerca de três anos. Em setembro de 2021 foi noticiado seu primeiro internamento mais grave.

José Carlos Silva Santos, o Zé Carlos, tinha 56 anos. Além de assessor da FETAPE foi vereador em Afogados da Ingazeira pelo PEN de 2013 a 2016. Tentou retornar em 2016, mas com 503 votos ficou na suplência. Voltou a tentar em 2020, pelo Partido Verde (PV), mas não logrou exito ficando com 149 votos.

Políticos e entidades lamentam sua morte

Recebi com grande tristeza a notícia do falecimento do nosso amigo Zé Carlos. Zé foi um vereador atuante que nunca baixou a cabeça para dificuldades. Nunca se afastou da luta por justiça social, por igualdade de direitos. Nunca deixou de lutar pelo homem e a mulher do campo. Dentre tantas outras batalhas travadas, também enfrentou um câncer, sempre de forma altiva e perseverante. Hoje a política de Afogados fica mais pobre. Perdemos um grande amigo e um político de respeito. Fica a lembrança e os ensinamentos de um homem de elevado espírito público e grande companheiro de lutas.

Nossas mais sinceras condolências à sua esposa Adriana e familiares.

Sandrinho Palmeira 

Hoje o dia está mais triste com a notícia do falecimento do amigo e companheiro de lutas, Zé Carlos da Fetape. Tivemos a honra de caminhar juntos na defesa dos homens e mulheres do campo, sempre com o objetivo de construir uma vida melhor para todos.

Afogados da Ingazeira perde um grande homem, uma liderança que dedicou sua vida à luta por justiça e igualdade. Que seu legado de militância e compromisso com o povo continue a nos inspirar.

Meus sentimentos à família e a todos que tiveram o privilégio de conviver com Zé Carlos.

Deputado Estadual José Patriota 

Foi através de sua dedicação e paixão pelo Movimento Sindical que ensinou, transformou e inspirou e transformou vidas de muitos homens e mulheres do campo. Somos eternamente gratos e gratas por todo conhecimento e sabedoria que você compartilhou conosco. Que Deus o receba na eternidade.

Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Afogados da Ingazeira 

PF e PM cumprem ação de desocupação na reitoria da UFPE

Do DP O Batalhão de Choque retirou à força os cerca de 40 estudantes que estavam acampados no prédio da reitoria da Universidade Federal de Pernambuco. A ação aconteceu por volta das 7h40 desta quinta-feira. Houve confronto, os PMs usaram spray de pimenta em direção aos manifestantes e o clima ficou tenso no local. Além […]

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Do DP

O Batalhão de Choque retirou à força os cerca de 40 estudantes que estavam acampados no prédio da reitoria da Universidade Federal de Pernambuco. A ação aconteceu por volta das 7h40 desta quinta-feira. Houve confronto, os PMs usaram spray de pimenta em direção aos manifestantes e o clima ficou tenso no local. Além dos estudantes retirados da reitoria, dezenas de universitários se aglomeraram do lado de fora, no campus da UFPE, gritando palavras de ordem, protestando contra a ação policial e prometendo reocupar o prédio. A polícia bloqueou a entrada da reitoria e também a BR-101, no sentido Caxangá.

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Dois estudantes foram encaminhados à sede da Polícia Federal, no Cais do Apolo, para serem ouvidos. De acordo com a assessoria de comunicação da PF, será averiguado se houve resistência ou desacato à autoridade policial. Enquanto isso, peritos entraram no prédio para verificar se houve registro de dano ao patrimônio público federal. Até o momento, foram encontrados no local apenas roupas e alimentos.

Por volta das 6h30, a Polícia Federal e a Polícia Militar iniciaram as negociações para a retirada dos estudantes que, há seis dias, ocupavam a reitoria da UFPE. A ação de desocupação aconteceu em cumprimento à ordem de reintegração de posse, expedida na sexta-feira passada, primeiro dia da ocupação. No início da manhã, os estudantes pediram um prazo de 30 minutos e depois de 10 minutos para a retirada pacífica. A assessoria da PF entrou em contato com a reitoria para que os manifestantes entregassem suas reivindicações, encerrando o protesto, o que não aconteceu.

No final da tarde dessa quarta-feira, foram realizadas novas tentativas de negociação para a desocupação pacífica da reitoria. O deputado estadual Edilson Silva, que é presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Pernambuco, e membros da Comissão de Ética da UFPE tentaram acordo com os estudantes, mas não tiveram êxito.

Prestes a completar uma semana da ocupação, o reitor Anísio Brasileiro e o vice-reitor Silvio Romero divulgaram uma carta aberta à população para esclarecer as causas do movimento nesta quarta-feira. O acampamento na sede da gestão da unidade de ensino foi motivado pela não aprovação do novo Estatuto da Universidade por parte do Conselho Universitário. O documento começou a ser elaborado em 2013 seguindo critérios democráticos com a participação de mais de mil pessoas distribuídas de forma equivalente entre docentes, técnicos e estudantes. Durante dois anos, foram feitas audiências e debates para estabelecer as normas que regem todas as atividades da instituição, desde a criação de currículo até o material de logística.

A polêmica gira em torno da paridade das decisões de gestão. Os estudantes pedem a participação de docentes, estudantes e técnicos de forma igualitária. Atualmente, a comissão é composta em 70% por docentes, 15% por técnicos e 15% por alunos. O Conselho Universitário rejeitou o texto correspondente à paridade porque, segundo a UFPE, ela não encontra amparo, do ponto de vista legal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que determina que o corpo docente responda por 70% dos órgãos colegiados. O Estatuto da Universidade em vigor na UFPE, atualmente, foi homologado em 1979 e, desde então, já sofreu mais de 300 modificações.

Ainda nesta quarta-feira, a UFPE emitiu nota informando que a ocupação compromete a realização de atividades administrativas, como a implantação de benefícios, incentivo à qualificação, progressão docente e auxílios na folha de pagamento de outubro dos servidores técnicos administrativos e docentes, ativos e inativos, bem como dos pensionistas. No documento, a gestão adianta que, caso estas informações não sejam lançadas em tempo hábil, as vantagens não serão implantadas no contracheque de outubro. Até o momento, já teriam sido afetados os pagamentos dos contratos de terceirização, obras, fornecimento de bens e serviços, repasse de recursos para financiamento de pesquisas, bem como parte das bolsas estudantis.

A assessoria da Polícia Federal informou que os dois detidos durante a confusão na desocupação são Robério Siqueira Pinto, 25 anos, natural de Paulista, professor; e Thaís Cavalcanti Bezerra, 20 anos, estudante do Cabo de Santo Agostinho. Ambos foram autuados através de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelo crime contido no artigo 329 do Código Penal, “por terem se oposto a execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a funcionário competente para executá-lo”.