Num tempo de tantas dores, a música é bálsamo. Nesta Sexta Musical, no programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, além do parceiro Gustavo Pinheiro, teremos a participação da cearense Lídia Maria, da nova safra de cantores da terra que já nos deu Fagner, Belchior, Ednardo e tantos outros. Acima ela interpreta Bloco da Solidão.
Recentemente, para comemorar o aniversário de um ano do lançamento do álbum VIVA, a cantora fez sua primeira live show no Youtube.
O álbum lançado no ano passado traz temática de músicas poéticas que mesclam o sofrimento com o recomeço. Dentre as faixas, “Me Deixe Ficar Só”, “Segura aí que eu quero ver”, “Saiam das suas casas”, “Ouve essa canção”, “No Balanço”, “Pela última vez” e “Quem disse que eu preciso de alguém”. A artista também oferece reflexões sobre o feminino, política, internet e feminismo, com misturas de ritmos como samba rock e bossa nova.
Deputado estadual pelo PT, João Paulo aposta na ida de Danilo Cabral (PSB) ao segundo turno da disputa pelo Governo de Pernambuco. Aliado dos peessebistas este ano, o ex-prefeito do Recife aponta que, mesmo com o apoio de Lula e a força da máquina pública, o partido deverá sofrer as consequências da incoerência política. “Você […]
Deputado estadual pelo PT, João Paulo aposta na ida de Danilo Cabral (PSB) ao segundo turno da disputa pelo Governo de Pernambuco. Aliado dos peessebistas este ano, o ex-prefeito do Recife aponta que, mesmo com o apoio de Lula e a força da máquina pública, o partido deverá sofrer as consequências da incoerência política.
“Você tem visto que em toda minha movimentação em disputa política, mesmo com o PSB, eu nunca os ataquei, porque eu digo: no dia que eu fizer certas afirmações de um político, uma pessoa, um partido, não tem condições de eu me juntar mais. E o processo que nós vivemos aqui, principalmente na última eleição no Recife, foi de ataques muito duros, e depois o eleitor fica sem entender. ‘Que miséria é essa que o cara esculhamba o outro, o atual prefeito diz que na mão dele não cabe a quantidade de ladrões do PT presos, esculhamba Lula, diz que não vai participar nenhum petista do governo dele e depois se junta de novo?’ E aí, a meu ver, sem fazer uma autocrítica devida”, apontou, em entrevista à Rádio Clube nesta quarta-feira (13).
Apesar disso, o deputado avalia que o momento é crítico e requer unidade contra o bolsonarismo. João Paulo argumenta que, como na Segunda Guerra Mundial, forças políticas de campos opostos às vezes precisam se unir em prol de um objetivo maior. Nesse sentido, ele elogia a postura do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, histórico opositor do PT, que agora ocupa o posto de vice na chapa de Lula.
Em relação à corrida ao Palácio do Campo das Princesas, a análise do petista é que a disputa será muito complicada para Danilo, mas que o resultado não está posto. “Você vive um momento que você tem 4 contra 1, que é Marília, Raquel, Anderson e Miguel contra o palanque do PSB. Então, quais são os elementos, ao meu ver, que podem modificar esse quadro? A máquina do estado, que é uma máquina organizada em todo estado – saúde, educação, cultura; o apoio do presidente Lula; e as possíveis denúncias que possam ser feitas e a gente vê em quase toda campanha.”
O apoio de Lula a Danilo é tido como fundamental para alavancar a candidatura do PSB. Por sua vez, João lembra que a presença do ex-presidente no palanque não é garantia de vitória.
“Lula está com aprovação muito boa aqui em Pernambuco, que pode modificar esse quadro, mas é importante lembrar também que houve cenários que Humberto foi candidato com apoio de Lula e perdeu, eu fui candidato a prefeito com apoio de Lula e perdi, fui candidato ao Senado com apoio de Lula e perdi. Então, eu acho que a gente tem que levar em consideração que o apoio de Lula não é tudo para resolver tudo. E também a partir das nossas contradições; hoje mesmo o jornal coloca as contradições de algumas lideranças do PT aqui em relação ao PSB. O cenário é muito difícil”, pontua.
G1 O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) manteve, nesta terça-feira (2), a cassação do registro das candidaturas do Partido da Causa Operária (PCO). Por unanimidade, os desembargadores rejeitaram o recurso impetrado pela legenda, que foi punida no dia 17 de setembro por não apresentar o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). A sigla ainda […]
O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) manteve, nesta terça-feira (2), a cassação do registro das candidaturas do Partido da Causa Operária (PCO).
Por unanimidade, os desembargadores rejeitaram o recurso impetrado pela legenda, que foi punida no dia 17 de setembro por não apresentar o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). A sigla ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo o TRE-PE, depois da punição, o PCO entrou com um pedido de embargo da decisão de primeira instância. Esse foi o recurso analisado pelos desembargadores, que seguiram o voto da relatora Erika de Barros Ferraz. O julgamento do caso abriu a pauta da sessão no tribunal, na manhã desta terça.
Com a decisão, ficam indeferidas as candidaturas em Pernambuco. O PCO apresentou como candidata ao governo Ana Patrícia Alves.
Foi registrado para a corrida ao Senado Alex Lima Rola. Segundo o tribunal, também foram indeferidas as candidaturas de Victor de Assis para deputado federal e Manassés André para deputado estadual, além de três suplentes.
Em setembro, o TRE-PE informou que o partido constituiu uma comissão provisória e tinha 30 dias para apresentar o CNPJ do diretório estadual, o que não foi feito. O PCO realiza, nesta terça, uma entrevista coletiva no Recife. A candidata Ana Patrícia Alves convocou a imprensa para fazer um pronunciamento.
A Prefeitura de Afogados inaugurou a Farmácia Viva, projeto que agrega três pilares fundamentais no cultivo de plantas medicinais: a sementeira, onde são cultivadas as plantas; o laboratório farmacêutico, para a manipulação e consequente transformação desses princípios ativos em medicamentos; e a Farmácia Viva propriamente dita, que é o espaço para distribuição gratuita dos medicamentos […]
A Prefeitura de Afogados inaugurou a Farmácia Viva, projeto que agrega três pilares fundamentais no cultivo de plantas medicinais: a sementeira, onde são cultivadas as plantas; o laboratório farmacêutico, para a manipulação e consequente transformação desses princípios ativos em medicamentos; e a Farmácia Viva propriamente dita, que é o espaço para distribuição gratuita dos medicamentos à população. O espaço fica na Rua Barão de Lucena, em frente à Praça Carlos Cottart.
O projeto contou com a coordenação do renomado médico e estudioso das propriedades medicinais das plantas, Celerino Carreconde, do Centro Nordestino de Medicina Popular. A farmácia viva foi inaugurada neste final de semana pelo Prefeito José Patriota e pelo Secretário Municipal de Saúde, Artur Amorim. A coordenação da produção dos medicamentos está sob a responsabilidade do farmacêutico Fabrício Menezes, que também esteve presente à inauguração.
“Esse é um projeto pioneiro que agrega o saber popular ao conhecimento científico, trazendo para as prateleiras da nossa farmácia, o que nossos avós já faziam há muito tempo. Além de mais baratos, os medicamentos produzidos com os princípios ativos das plantas, também são mais saudáveis pois privilegiam o que a natureza nos oferece ao invés da química industrial,” avaliou o Prefeito José Patriota.
São produzidos xaropes, lambedores, sabonetes, pomadas e tinturas das mais diversas plantas, como aroeira, confrei, espinho de cigano, mastruz, melão de são caetano, hortelã miúda, alecrim, dentre outras.
Além da inauguração, o Prefeito Patriota também entregou um veículo exclusivo para fazer o transporte de medicamentos e de plantas, entre a sementeira (que fica no Bairro São Francisco) e a unidade-sede da Farmácia Viva. Também participaram do evento, o Presidente da Câmara de Vereadores, Igor Mariano, o professor Adelmo Santos, entusiasta do projeto, e Ernani Miranda, um dos consultores do projeto.
Outra iniciativa importante foi o lançamento de uma cartilha educativa trazendo a importância da utilização das plantas, com exemplos diversos de suas características e utilização. A cartilha será trabalhada nas escolas da rede municipal junto aos alunos, como forma de disseminar o conhecimento a respeito das plantas medicinais. Revista “Plantas Medicinais”.
O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, assegurou nesta sexta-feira (07) ao governador Paulo Câmara que a instituição financeira federal encontrará soluções para os empréstimos ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS), essenciais para o planejamento de curto e médio prazo do polo naval instalado no Complexo Portuário de Suape. “Viemos defender os empregos de mais […]
O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, assegurou nesta sexta-feira (07) ao governador Paulo Câmara que a instituição financeira federal encontrará soluções para os empréstimos ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS), essenciais para o planejamento de curto e médio prazo do polo naval instalado no Complexo Portuário de Suape.
“Viemos defender os empregos de mais de 6 mil pernambucanos e também o investimento que foi feito para receber o polo naval. Temos hoje uma mão de obra altamente qualificada, de nível mundial e que tem respondido a todos os desafios que são colocados. Por tudo isso o Atlântico Sul é uma âncora do pólo metalomecânico, essencial para o desenvolvimento de nosso Estado”, afirmou Paulo.
O governador esteve na sede do BNDES com o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, Raul Henry, o secretário de Planejamento e Gastão, Márcio Stefanni, e o deputado federal Fernando Monteiro. O polo naval de Pernambuco tem como principais empresas o EAS e o Estaleiro Vard Promar. Juntos, eles geram mais de 6 mil empregos diretos.
De acordo com Paulo Câmara, as equipes técnicas do BNDES e do EAS também se reuniram nesta sexta-feira para construir um acordo que possibilite à instituição financeira efetuar os repasses de recursos do empréstimo obtido em 2009.
Texto altera mecanismo de ingresso de cotistas ao ensino superior, ajusta critério de renda para reserva de vagas e inclui estudantes quilombolas como beneficiários O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado dos ministros Camilo Santana (Educação), Anielle Franco (Igualdade Racial), Silvio Almeida (Direitos Humanos e da Cidadania), Sonia Guajajara (Povos Indígenas) […]
Texto altera mecanismo de ingresso de cotistas ao ensino superior, ajusta critério de renda para reserva de vagas e inclui estudantes quilombolas como beneficiários
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado dos ministros Camilo Santana (Educação), Anielle Franco (Igualdade Racial), Silvio Almeida (Direitos Humanos e da Cidadania), Sonia Guajajara (Povos Indígenas) e Márcio Macêdo (Secretaria Geral da Presidência), sancionará o Projeto de Lei n. 5.384/2020, que atualiza a Lei n. 12.711/12 – Lei de Cotas. A cerimônia de sanção ocorrerá nesta segunda-feira, 13 de novembro, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF).
O programa tem como pré-requisito a reserva de vagas para estudantes egressos de escolas públicas. Entre as alterações que a nova legislação prevê estão: a mudança do mecanismo de ingresso de cotistas ao ensino superior federal, a redução da renda familiar para reservas de vagas e a inclusão de estudantes quilombolas como beneficiários das cotas. O texto sancionado também determina que a lei seja monitorada anualmente e avaliada a cada dez anos.
NOVIDADES — No mecanismo de ingresso anterior, o cotista concorria apenas às vagas destinadas às cotas, mesmo que ele tivesse pontuação suficiente na ampla concorrência. Com a nova legislação, primeiramente serão observadas as notas pela ampla concorrência e, posteriormente, as reservas de vagas para cotas. Os aprimoramentos da Lei de Cotas serão aplicados já a partir da próxima edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que ocorrerá em janeiro de 2024.
Também foi reduzido o valor definido para o teto da renda familiar dos estudantes que buscam cota para ingresso no ensino superior por meio do perfil socioeconômico. Antes, o valor exigido era de um salário mínimo e meio, em média, por pessoa da família. Com a nova legislação, esse valor passa a ser de um salário mínimo.
Outras mudanças são: a inclusão dos estudantes quilombolas como beneficiários das cotas, nos moldes do que atualmente já ocorre para pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência (PcDs); o estabelecimento de prioridade para os cotistas no recebimento do auxílio estudantil; e a extensão das políticas afirmativas para a pós-graduação.
O novo texto também inclui, além do MEC, outros ministérios como responsáveis pelo acompanhamento da política de cotas: Igualdade Racial; Direitos Humanos e da Cidadania; Povos Indígenas e Secretaria Geral da Presidência da República.
CENÁRIO — Ações afirmativas são mecanismos desenvolvidos com a finalidade de combater as desigualdades e dar oportunidades a grupos sociais historicamente excluídos. Uma das faces mais evidentes dessa exclusão era o ensino superior brasileiro, que teve o seu contexto modificado por meio da Lei de Cotas, conforme dados abaixo:
De acordo com dados do Censo da Educação Superior, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 2012, o número de ingressantes no ensino superior da rede federal por ações afirmativas foi de 40.661 estudantes. Em 2022, esse número passou para 108.616 estudantes.
Entre 2012 e 2022 , 1.148.521 discentes ingressaram no ensino superior público por meio da Lei de Cotas, conforme a pesquisa estatística.
A partir dos microdados do Sistema de Seleção Unificado (Sisu) do primeiro semestre de 2019 , o Inep também realizou estudo com objetivo de apresentar o impacto da Lei de Cotas na inclusão dos públicos por ela abrangidos. Dados projetados pelos pesquisadores e publicados na Nota Técnica CCGE/Dired, de 22 de março de 2023, revelam que:
Em 2019, o número de estudantes pretos, pardos ou indígenas que ingressou foi de 55.122. Sem as subcotas étnico-raciais, esse número seria de 19.744, ou seja, menos da metade.
Estudantes de baixa renda que realizaram matrículas em 2019 foram 45.640. Sem o programa de reservas de vagas, o número seria 19.430.
Por meio das cotas, 6.801 pessoas com deficiência (PcD) ingressaram nas instituições de ensino federais. Se não fossem as cotas, seriam apenas 66 pessoas. Assim, para PcDs, sem as cotas, entraria apenas 1% do quantitativo que ingressa hoje.
Discentes que ingressam pelas cotas possuem o desempenho acadêmico igual ou superior ao dos discentes que ingressaram pelo sistema de ampla concorrência.
O Censo Superior 2022 revela que a taxa de permanência e de conclusão do curso entre cotistas chega a ser 10% superior à taxa de estudantes da ampla concorrência.
REVISÃO — Conforme previsto na Lei n. 12.711/2012, dez anos após a sanção da Lei de Cotas, em 2022, iniciou-se o processo de revisão da legislação em questão. Dessa forma, os movimentos sociais, pesquisadores, parlamentares e órgãos de controle articularam-se para que a revisão se efetivasse no sentido de aprimorar a Lei de Cotas.
Em grande medida, os pontos destacados por esses agentes em reuniões, seminários e documentos foram assimilados pelo Projeto de Lei n. 5.384/2020, de autoria da deputada Maria do Rosário (RS), que tramitou no Congresso Nacional entre dezembro de 2020 e outubro de 2023. Na Câmara dos Deputados, a relatora do PL foi a Deputada Dandara (MG), enquanto, no Senado Federal, foi o Senador Paulo Paim (RS).
O PL n. 5.384/2020 foi aprovado na Câmara dos Deputados no dia 9 de agosto e, no Senado Federal, em 24 de outubro, quando foi encaminhado para a sanção do Presidente da República.
LEI DE COTAS — A Lei n. 12.711/2012, conhecida como Lei de Cotas, foi sancionada, em agosto de 2012, pela então Presidenta Dilma Rousseff. A legislação instituiu o programa de reserva de vagas para estudantes egressos de escolas públicas; estudantes pretos, pardos, indígenas, oriundos de famílias com renda inferior a um salário mínimo e meio per capita; e estudantes com deficiência. A partir disso, esses grupos passaram a ter mais oportunidades de acesso às instituições federais de ensino. Em 2016, pessoas com deficiência foram incluídas como público beneficiário da política de cotas.
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