Tabira: mediadora diz que houve mal entendido e nega bullying
Por Nill Júnior
Prezado Nill Júnior,
Como toda história tem dois lados e duas versões, venho apresentar a minha, já que até o momento não fui ouvida, apenas julgada, e a situação tomou proporções inesperadas.
Tudo se iniciou na segunda-feira, dia 28/04, quando estávamos aguardando o transporte escolar utilizado pelos alunos para ida e volta da escola. Eu conversava com a mediadora de Enzo e com outras colegas da instituição, enquanto Enzo, naquele momento, brincava no corrimão da rampa de saída. Ele olhou para mim e sorriu. Então, cutuquei a mediadora e comentei: “olha, Elô, como ele é bonitinho. O rosto, a fisionomia, as orelhas, o sorriso, o olhar dele… como é engraçadinho, é tão bonitinho.”
Em seguida, saímos para acompanhar as crianças até o carro. Ele se despediu normalmente da mediadora, disse “até amanhã” e foi embora.
Gostaria de esclarecer que, em nenhum momento, tive a intenção de praticar bullying contra a criança. Fiz apenas um elogio, que infelizmente foi interpretado de forma equivocada. Ainda assim, peço desculpas à mãe se, de alguma forma, ela entendeu que ofendi seu filho — essa nunca foi, e jamais será, a minha intenção. Quem me conhece sabe da minha índole e respeito com todos, especialmente com as crianças.
Desde o início, estive e continuo totalmente à disposição para esclarecer qualquer mal-entendido e resolver a situação da melhor forma possível. As responsáveis pela instituição tomaram as providências que consideraram necessárias, e, no momento, estou afastada.
O comunicador Anchieta Santos enviou, nesta quinta-feira (01.07), mensagem por WhatsApp aos amigos, atualizando o seu quadro de saúde e informando sobre a confirmação da data de sua cirurgia. Na mensagem, Anchieta informou que a cirurgia está marcada para a próxima segunda-feira, dia 5 de julho, e que estará se internando no domingo, dia 4, […]
O comunicador Anchieta Santos enviou, nesta quinta-feira (01.07), mensagem por WhatsApp aos amigos, atualizando o seu quadro de saúde e informando sobre a confirmação da data de sua cirurgia.
Na mensagem, Anchieta informou que a cirurgia está marcada para a próxima segunda-feira, dia 5 de julho, e que estará se internando no domingo, dia 4, às 8 horas.
Anchieta, com a fé que tem em Deus, tem demonstrado muita confiança no seu restabelecimento pós-cirúrgico diante da respeitável equipe médica que irá atendê-lo no Hospital da Restauração, onde se dará a sua cirurgia.
“Boa noite. Cirurgia programada para segunda-feira, 5 de julho. Internamento no domingo, 8h da manhã. Confiança total em Deus e na equipe de excelência Neurológica do HR. A bomba relógio será desarmada e venceremos com as suas orações. A confiança em Deus é o princípio de toda a cura. Acredito nos milagres do Senhor! Obrigado a todos”, informou Anchieta.
Além de um dos mais competentes radialistas do interior de Pernambuco, Anchieta foi responsável pela migração do rádio mais romântico, da chamada era de ouro, para o rádio serviço e rádio notícia. Comandou o primeiro jornalístico de sucesso na emissora nos anos 80, o Rádio Repórter Pajeú. Fundou a Seleção do Povo, equipe esportiva da rádio e ajudou a descobrir muitos nomes da atual geração, como Aldo Vidal, Celso Brandão, Augusto Martins e tantos outros. Quando perguntado sobre minha referência no rádio, brinco que sou da escola “Anchietiana”. Apresenta os programas Rádio Vivo na Pajeú e Cidade Alerta na Cidade FM.
Heitor Scalambrini Costa* Em recente “comunicado” na página do Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Elétrico – Ilumina, o profundo conhecedor do setor, Roberto Pereira D´Araújo, compara a atual crise hidrológica 2015-2020, com a ocorrida no país entre 1951-1956. Mostra claramente que os dados históricos de afluências registradas em ambos períodos, as vazões foram baixas […]
Em recente “comunicado” na página do Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Elétrico – Ilumina, o profundo conhecedor do setor, Roberto Pereira D´Araújo, compara a atual crise hidrológica 2015-2020, com a ocorrida no país entre 1951-1956.
Mostra claramente que os dados históricos de afluências registradas em ambos períodos, as vazões foram baixas e semelhantes. Logo a atual crise hídrica não é a pior dos últimos 100 anos como está sendo alardeada para justificar as medidas impopulares que estão por vir.
O que geralmente ocorre nestas situações de baixa pluviosidade é a culpabilização que as autoridades atribuem a São Pedro. Como Pedro não pode ser defender, fica por isso mesmo. E se estamos agora na eminência de um possível racionamento, com certeza foi pelo fato de não ter feito bem o “dever de casa”. Em 2001 passamos por situação semelhante, que provocou o apagão/desabastecimento. Hoje, 20 anos depois, não foram suficientes para aprender com os erros cometidos, e assim a história está prestes a se repetir.
Bem, inicialmente creio que devemos sim acusar os governos anteriores de sempre “enxergarem” o Ministério de Minas e Energia, como moeda de troca, nos (des)arranjos políticos (https://www.ecodebate.com.br/2012/08/21/questao-energetica-quem-decide-artigo-de-heitor-scalambrini-costa/). Um ministério de tal importância, para o destino de um país, não deveria ficar na mão de pessoas despreparadas, muitas vezes nem sabendo “trocar uma lâmpada”. Sendo assim, mais facilmente alvo de “lobbies”, que estão muito mais interessados em ganhos econômicos, do que atender realmente as demandas da população; e de ter preocupações ambientais no que concerne as tomadas de decisão. Infelizmente os ex-ministros desta pasta foram uma lástima, causando enormes prejuízos a nação.
Por outro lado, a escolha do atual ministro, com certeza não se deu também pelos seus conhecimentos e méritos técnicos. Foi indicado basicamente por dois motivos: a de não contrariar o chefe (é um militar que obedece a ordens), e de reativar o programa nuclear brasileiro, com a construção de novas usinas nucleares, um lobista desta tecnologia nota A. Na verdade estas são suas “qualidades” para o cargo.
Infelizmente não se discute o principal, o que importa, a mudança do atual modelo energético e da Política Energética Brasileira-PEB. As medidas paliativas que estão sendo anunciadas pelo governo para mitigar os impactos de um provável racionamento, que pode não acontecer este ano, mas que poderá vir mais forte em 2022, vão afetar profundamente nas tarifas pagas pelo consumidor final.
Dentre as medidas anunciadas está o acionamento de termoelétricas a combustíveis fósseis, aumentando assim o custo da geração elétrica, resultando no aumento das tarifas, de pelo menos 5%, conforme anunciado pelo diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica- ANEEL Além de contribuir para adicionar mais e mais gases de efeito estufa na atmosfera terrestre, aumentando o aquecimento global e suas consequências, inclusive hídricas. A criação de gabinetes de crise, outra medida anunciada, aposta no monitoramento da situação dos reservatórios, por meio da criação de salas de situação e gabinetes para a coordenação de ações. A experiência recente na formação de tais estruturas no enfrentamento da epidemia do coronavírus deu no que deu. É importante tal monitoramento se houver transparência e participação da sociedade civil. Isto não ocorrerá. Alguém dúvida?
Dentre as informações “vazadas” se fala que o governo está preparando uma medida provisória para enfrentar a crise hídrica. O objetivo principal seria aumentar a autoridade do Ministério de Minas e Energia, enfraquecendo a Agencia Nacional de Água-ANA, e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis-IBAMA, na gestão de barragens e sobre concessionárias de combustíveis e energia e, com isso, agilizar decisões (?). Tal medida colocará em risco os outros usos da água que não seja para geração nas hidrelétricas, por ex.: o transporte fluvial, a pesca, o abastecimento de água para as populações que vivem ao longo dos rios, o turismo, a irrigação.
Outras medidas apresentadas neste cenário ainda duvidoso sobre a real possibilidade ou não do racionamento de energia este ano, consiste no deslocamento do pico do consumo (projeto existente a nível de piloto, todavia sem efeito prático e irrisório quanto a participação das empresas eletrointensivas). Neste caso a proposta seria de estimular grandes consumidores a administrar seu gasto de energia. Esta lógica já ocorre com as bandeiras tarifárias, com a falácia de que assim o consumidor reduz seu consumo. O que aconteceu no consumo residencial foi que esta medida somente contribuiu para enriquecer os cofres das distribuidoras, instrumento ineficaz, verdadeiro atentado ao bolso do consumidor (https://www.ecodebate.com.br/2015/01/06/bandeiras-tarifarias-ataque-ao-bolso-do-consumidor-artigo-de-heitor-scalambrini-costa/).
Para tal enfrentamento da atual crise hídrica e de outras que virão, em primeiro lugar deveríamos democratizar as decisões tomadas pelo “monocrático” Conselho Nacional de Política Energética-CNPE. Não se pode aceitar que uma dúzia de ministros (empregados do executivo) tomem sozinhos decisões que afetam a vida dos brasileir@s, e que não levem em conta os impactos de tais decisões no meio ambiente. Nas decisões do CNPE não há representação da sociedade civil, como é previsto.
Não se pode admitir que diante da mais grave emergência climática que estamos atravessando, que a PEB continue, no que concerne a geração de energia, a focar na construção de novas hidrelétricas na região Amazônica, a incentivar a instalação de termoelétricas a combustíveis fósseis (emissoras de CO2 e outros gases que prejudicam a saúde das pessoas e do meio ambiente), e na reativação do programa nuclear brasileiro, com a construção de Angra 3 e de 6 outras usinas na beira do Rio São Francisco.
Inadmissível que uma matriz energética/elétrica se baseia na premissa que a oferta de energia seja algo quase “sagrado”, não dando a atenção devida para a outra ponta, o consumo. Não temos um planejamento eficiente, e recursos financeiros alocados que leve em conta a racionalização, o uso eficiente/inteligente de energia. Sem deixar de falar no absurdo da proposta de privatização da Eletrobras e suas subsidiárias, para atender aos interesses do mercado, e não da população brasileira.
Que tenhamos metas e diretrizes setoriais, a serem atingidas, monitoradas para os distintos setores da economia (industrial, comercial, residencial, rural/agronegócio, público). Obviamente com participação social. Que não se faça o contumaz jogo do “faz de conta”, para “inglês ver”. Hoje, com o descrédito e isolamento internacional deste (des)governo, nem “inglês” mais acredita no que o governo diz, e se compromete em fóruns mundiais.
Logo, o que o país necessita é de uma nova política energética sustentável, inclusiva, democrática e popular, baseada em fontes renováveis de energia como a energia solar, eólica, biomassa, hidrelétricas, energia dos mares; com transparência e participação social, atendendo os requisitos socioambientais.
Além disso, a atual política energética é responsável por violações de direitos. São verificados constantes problemas de ausência da consulta consentida, prévia e informada, prevista na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), as comunidades afetadas pelos projetos energéticos.
Portanto, o buraco é mais embaixo, e com certeza verificamos que este (des)governo negacionista, cada vez mais se afasta da ciência. Então como ter esperança nas suas propostas e ações?
Se vamos discutir o que fazer diante da crise hídrica/energética, precisamos aceitar que esta é resultado da emergência climática e da extinção da biodiversidade, provocadas pela ação humana, que a olhos vistos tem se agravado ano a ano. E somente olhando sob este prisma estaremos no caminho correto para tentar resolver esta crise. Obviamente mudando o modelo mercantil e democratizando as decisões na política energética.
*Professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco
A Prefeitura de Afogados da Ingazeira entregou na noite deste domingo (7) a decoração e iluminação natalinas. O evento iniciou logo após a missa dominical, com a apresentação dos músicos da escola de música Bernardo Delvanir Ferreira, interpretando clássicos do Natal. A noite foi abrilhantada por uma performance dos artistas Marilia e Everton Leão, encenando […]
A Prefeitura de Afogados da Ingazeira entregou na noite deste domingo (7) a decoração e iluminação natalinas. O evento iniciou logo após a missa dominical, com a apresentação dos músicos da escola de música Bernardo Delvanir Ferreira, interpretando clássicos do Natal.
A noite foi abrilhantada por uma performance dos artistas Marilia e Everton Leão, encenando a aparição do anjo Gabriel a Maria, anunciando a chegada de Jesus.
Presenças registradas do Prefeito Sandrinho Palmeira, do vice-prefeito Daniel Valadares, dos vereadores César Tenório e Mário Martins, Padre Renato, do secretário de cultura, Augusto Martins, e de Mateus Abel, responsável pela decoração e iluminação desse ano.
“Gratidão a toda equipe que me ajudou a deixar pronta a decoração e iluminação, para que pudéssemos entregar à população logo no começo de dezembro,” destacou Mateus Abel.
“Estamos vivenciando um momento de contenção de despesas e buscamos fazer essa decoração e iluminação com muito zelo e economia. Toda a nossa ornamentação foi comprada aqui no comércio de afogados, gerando emprego e movimentando a nossa economia,” afirmou Sandrinho Palmeira.
Ele informou ainda que para o próximo ano, a prefeitura vai contratar uma empresa para realizar a decoração, e que os bairros também irão receber decoração natalina. No dia 22 de dezembro a prefeitura irá inaugurar a iluminação cênica da catedral, no mesmo dia em que ocorrerá a Cantata Natalina.
Na iluminação foram utilizados 600 metros de fita led, 400 caixas de 15 metros de luzes-pisca, e instalados mais de 10 cenários (presépio, casa do papai noel, urso gigante e espaço lúdico com Trenzinho natalino). Além da praça Arruda Câmara, também foram instalados pontos de ornamentação ao longo da Avenida Rio Branco e na Prefeitura de Afogados.
O quarto suplente de vereador serra-talhadense Marcos Oliveira disse hoje participando do Debate das Dez do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, com este blogueiro, que o prefeito Luciano Duque (PT) deve convocar parte dos vereadores eleitos para Secretarias fazendo com que suplentes assumam vagas na Casa Legislativa da Capital do Xaxado. A estratégia teria sido […]
O quarto suplente de vereador serra-talhadense Marcos Oliveira disse hoje participando do Debate das Dez do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, com este blogueiro, que o prefeito Luciano Duque (PT) deve convocar parte dos vereadores eleitos para Secretarias fazendo com que suplentes assumam vagas na Casa Legislativa da Capital do Xaxado.
A estratégia teria sido parte da promessa de Duque ao “Chapão da Morte”, quando nomes competitivos acabaram morrendo na praia mesmo com boa votação. Nomes como Zé Raimundo já teriam se colocado a disposição para ocupar uma Secretaria no segundo mandato de Duque.
Para se ter uma ideia da força dos suplentes que aguardam conversa com Duque, estão pela ordem, os suplentes Zé Pereira, Edmundo Gaya, Pessival Gomes e Marcos Oliveira.
Uma outra possibilidade é aproveitar suplentes para Secretarias, como o próprio Zé Pereira, com perfil para Agricultura. Assim, a possibilidade não é estática, com outras variações possíveis no tabuleiro político da Capital do Xaxado.
Certo é que Duque terá que acelerar o passo para promover as alterações necessárias e o desafio quase impossível de acomodar o grande palanque que corroborou com sua reeleição sem fissuras.
No ano em que a Justiça Eleitoral completa 90 anos, conquista ao voto feminino também é celebrada Uma cantora e uma escritora unidas em um único propósito: o direito ao voto. Em um país de raízes patriarcais e cultura predominantemente machista, pouco se fala de duas feministas que foram fundamentais no processo da participação das […]
No ano em que a Justiça Eleitoral completa 90 anos, conquista ao voto feminino também é celebrada
Uma cantora e uma escritora unidas em um único propósito: o direito ao voto. Em um país de raízes patriarcais e cultura predominantemente machista, pouco se fala de duas feministas que foram fundamentais no processo da participação das mulheres nas eleições e fizeram história na política pernambucana.
A cantora soprano Celina Nigro foi a primeira eleitora de Pernambuco, recebendo o direito de votar e ser votada em 28 de dezembro de 1932, fato registrado pelo jornal Diário de Pernambuco.
Graças a sua projeção na carreira de cantora, até mesmo em âmbito nacional, Nigro, que integrava a Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino (FPPF), contribuía para o avanço e disseminação dos ideais e objetivos da luta feminista nos veículos de comunicação.
Nascida em Vitória de Santo Antão, em 1903, a escritora Martha de Hollanda é a outra pernambucana, importante militante feminista, considerada pioneira na luta pelo sufrágio feminino no estado. Martha solicitou o direito ao voto na comarca de Vitória de Santo Antão no ano de 1928, defendendo que a constituição vigente de 1891, a primeira do período republicano, não negava explicitamente à mulher seu direito de exercer a cidadania na política.
Porém, apesar de o juiz da comarca de Vitória ter dado causa ganha ao requerimento de Martha de Hollanda, o Tribunal vitoriense derrubou a sentença, por meio de recurso. Mas ela não desistiu. Pelo contrário, a luta pelo direito ao voto tornou-se cada vez mais radical.
Em 1931, a escritora fundou a Cruzada Feminista Brasileira, organização que se tornou fundamental na luta pelo acesso da mulher à política. Dedicando-se ao jornalismo e à poesia, Martha adotava uma posição radical com relação aos preceitos do feminismo, afrontando ostensivamente a sociedade do seu tempo, desbravando aqueles espaços majoritariamente masculinos, questionando tabus em torno de seu sexo, corpo e inteligência, por meio de sua escrita e voz, através dos veículos de imprensa, publicação de artigos, e, atuando, inclusive, na seara da justiça, abrindo precedentes para que as mulheres pudessem lutar pelos seus direitos como cidadãs.
Somente em 15 de março de 1933, Martha de Hollanda conseguiu o direito ao voto, um marco decisivo para a história do empoderamento feminino, especialmente para as mulheres pernambucanas.
Você precisa fazer login para comentar.