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Tabira instala primeira balança eletrônica na Feira de Gado e amplia serviços aos criadores

Por André Luis

A Prefeitura de Tabira, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, entregou na tarde desta terça-feira (28) uma balança eletrônica para pesagem de caprinos e suínos no Curral do Gado. O equipamento é uma das duas balanças digitais adquiridas com recursos próprios do município, oriundos da arrecadação da própria feira.

A entrega foi realizada na véspera da feira livre, quando a cidade já recebe criadores e comerciantes de diversas regiões. A medida integra o processo de modernização da Feira de Gado de Tabira, considerada uma das maiores do Nordeste.

Segundo a Secretaria de Agricultura, a segunda balança, voltada à pesagem de bovinos, deve ser entregue nos próximos 15 dias, ampliando os serviços oferecidos no espaço.

Estiveram presentes na entrega o prefeito Flávio Marques, o vice-prefeito e secretário de Agricultura Marcos Crente, os vereadores Kleber Paulino, Didi de Heleno, Bebé de Aldo e Dicinha do Calçamento, além de secretários municipais e representantes do setor agropecuário.

Com a instalação do novo equipamento, os criadores passam a contar com um serviço gratuito de pesagem, que deve garantir mais precisão e transparência nas negociações.

O criador e feirante Valdo Chalega destacou a importância da iniciativa. “Trabalho há mais de oito anos aqui nessa feira. Na antiga gestão solicitamos por diversas vezes melhorias aqui dentro e até a instalação de uma balança. Está de parabéns o governo que agora está olhando para o Curral do Gado, fonte de renda e que gira a economia, porque é a maior feira de gado”, afirmou.

O prefeito Flávio Marques afirmou que a ação reforça o compromisso da gestão com os produtores rurais. “A Feira de Gado é um patrimônio de Tabira e um motor importante da nossa economia. Estamos investindo em estrutura, tecnologia e melhores condições de trabalho para quem movimenta essa tradição. Essas balanças representam mais precisão, segurança e respeito ao produtor”, declarou.

Outras Notícias

Juninho Pernambucano presta queixa por ameaças nas redes sociais

O ex-jogador Juninho Pernambucano prestou queixa das ameaças que vem recebendo nas redes sociais nos últimos dias. Em foto publicada no perfil do Twitter, Juninho registrou que foi para a delegacia de crimes de informática. O ex-comentarista da Globo ainda elogiou o tratamento recebido. “Dever cumprido. Delegacia de crimes de informática com o atendimento alto […]

O ex-jogador Juninho Pernambucano prestou queixa das ameaças que vem recebendo nas redes sociais nos últimos dias. Em foto publicada no perfil do Twitter, Juninho registrou que foi para a delegacia de crimes de informática. O ex-comentarista da Globo ainda elogiou o tratamento recebido.

“Dever cumprido. Delegacia de crimes de informática com o atendimento alto nível dos Delegados Pablo Sartori e Marcos Motta e o inspetor Carlos Lopes. Chega de ameaça e opressão. Todos citados inclusive quem participa indiretamente. Chega de pilha e ódio irresponsável”, disse o ex-jogador.

Juninho Pernambucano relatou as ameaças que vem recebendo através do seu perfil do Facebook. Segundo ele, as ofensas não passarão em branco.

Revelado no Sport, o ex-jogador virou comentarista de televisão. Contudo, se desligou da empresa em que trabalhava após críticas abertas aos jornalistas.

Anvisa decide nesta sexta sobre aval a pedidos de importação das vacinas Covaxin e Sputnik V

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decide nesta sexta-feira (4) sobre novos pedidos de aval à importação e distribuição excepcional das vacinas contra Covid Covaxin, fabricada pela empresa indiana Bharat Biotech, e Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, da Rússia. Essa será a segunda vez que a agência se reúne para analisar a situação […]

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decide nesta sexta-feira (4) sobre novos pedidos de aval à importação e distribuição excepcional das vacinas contra Covid Covaxin, fabricada pela empresa indiana Bharat Biotech, e Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, da Rússia.

Essa será a segunda vez que a agência se reúne para analisar a situação das duas vacinas e um possível aval para oferta dessas doses.

Em março, a Anvisa negou um pedido de importação da Covaxin feito pelo Ministério da Saúde. Entre os motivos, estava a falta de dados mínimos exigidos para análise e de certificado de boas práticas de fabricação.

Parecer negativo também foi dado no fim de abril a pedidos feitos por dez estados para importar a Sputnik V. Na ocasião, porém, além da falta de dados, a agência apontou falhas técnicas em estudos e na produção da vacina que podem trazer riscos à segurança e qualidade do imunizante.

Agora, um novo parecer, o segundo para ambas, deve ser feito na mesma reunião. O encontro está marcado para as 14h e deve se concentrar em novos pedidos de autorização feitos pelo ministério e diferentes estados.

“Atitude” é reconhecido como modelo de política sobre as drogas

O governador Paulo Câmara e o secretário de Políticas de Prevenção à Violência e às Drogas, Cloves Benevides, receberam uma notícia na manhã desta sexta-feira (12), no Palácio do Campo das Princesas. A representante da Open Society Foundations (OSF), Sarah Evans, trouxe o reconhecimento internacional daquela organização americana ao Programa Atitude, que oferece atenção integral […]

Foto: Hélia Scheppa/SEI

O governador Paulo Câmara e o secretário de Políticas de Prevenção à Violência e às Drogas, Cloves Benevides, receberam uma notícia na manhã desta sexta-feira (12), no Palácio do Campo das Princesas. A representante da Open Society Foundations (OSF), Sarah Evans, trouxe o reconhecimento internacional daquela organização americana ao Programa Atitude, que oferece atenção integral aos usuários de drogas e aos seus familiares, desenvolvido pelo Governo de Pernambuco.

“Recebemos a visita de um organismo internacional, que avaliou os resultados do Atitude e trouxe informações muito positivas. O Atitude foi apresentado como um programa exitoso. A organização visitou as unidades e, a partir de agora, estabelecerá com o Estado uma parceria técnica, para cada vez mais melhorar os indicadores”, comemorou o secretário.

Segundo Benevides, foram feitas duas pesquisas e a apresentação do resultado da segunda está prevista para o próximo mês de junho. Nela, o programa pernambucano é colocado entre experiências de seis regiões do mundo. O “Atitude” foi escolhido como representante da América do Sul e reconhecido como um dos melhores programas do mundo.

Autora do livro Lições Brasileiras de Saúde, Segurança e Cidadania – Crack: Reduzir Danos, lançado em 2016, Sarah Evans cita na obra o Atitude como uma das três experiências exitosas do Brasil. Além disso, é o único programa do país presente no relatório Limites de Velocidade: Redução de Danos para pessoas que usam estimulantes, lançado na Holanda pela Stichting Mainline, instituição sediada em Amsterdã, que está realizando, desde 2018, essa pesquisa mundial.

Além do Atitude, outras sete iniciativas estão no relatório: Cape Town (África do Sul), Sidney (Austrália), Toronto (Canadá), Rotterdam (Holanda), Jakarta (Indonésia), Espanha e Uruguai.

O Atitude atua no Recife, Caruaru, Cabo de Santo Agostinho e Jaboatão dos Guararapes, oferecendo acolhimento de apoio, acolhimento intensivo, aluguel social e o Atitude nas Ruas, agindo diretamente na proteção às vítimas de violência e atendimento espontâneo aos usuários de crack, álcool e outras drogas, com atenção também direcionada aos familiares. Oferece ainda cuidados de higiene, alimentação, descanso, atendimento psicossocial e faz encaminhamentos direcionados às redes SUS e SUAS e demais políticas setoriais.

Em 2018, o programa bateu recorde em número de atendimentos, chegando à marca de 128.856 – 83,3% do total realizado no ano anterior. O destaque segue também para o número de pessoas acolhidas: 3.842, somente no período de janeiro a outubro, crescendo 27% em comparação a 2017.

São João virou um festival de música onde o forró, dono da festa, é o menos prestigiado

O forró, mais do que um gênero musical, é a alma de um povo e a expressão cultural do Nordeste que atravessa gerações. Nascido da combinação de influências africanas, indígenas e portuguesas, o forró tornou-se um patrimônio cultural de valor inestimável. Contudo, como toda cultura viva, enfrenta diversos desafios. Com o São João já entre […]

O forró, mais do que um gênero musical, é a alma de um povo e a expressão cultural do Nordeste que atravessa gerações.

Nascido da combinação de influências africanas, indígenas e portuguesas, o forró tornou-se um patrimônio cultural de valor inestimável.

Contudo, como toda cultura viva, enfrenta diversos desafios. Com o São João já entre nós, três forrozeiros abriram o coração e tocaram na ferida. Kelvin Diniz, Chambinho do Acordeon e Marquinhos Café são uma espécie de “guardiões do forró tradicional” – que, apesar de rico, precisa se reinventar para conquistar a relevância entre as novas gerações e superar o risco de cair no esquecimento.

Mas, como o forró pode se manter relevante sem perder suas raízes? E mais importante, como preservar a sua essência em um cenário musical que constantemente pede por novidades? Para esses artistas, a resposta está no equilíbrio delicado entre a tradição e a adaptação. Eles defendem que, para o forró seguir vivo, é necessário olhar para o futuro sem abrir mão da memória cultural que moldou sua identidade, deixando este gênero vivo não apenas no ciclo junino, mas em qualquer época do ano.

Até no São João?

Embora o forró seja um pilar da cultura nordestina, seu espaço nas grandes festividades, inclusive no São João, tem diminuído com o passar dos anos. Para Marquinhos Café, nascido em Caruaru, considerada a “Capital do Forró”, e morando atualmente em Salvador, essa diminuição não é uma questão de falta de qualidade, mas de visibilidade.

“Nossa maior festa nordestina, que é o São João, está tomada pelo capitalismo, descaracterizando nossa tradição e a cada dia minimizando o espaço de quem faz a festa ter sentido — que é o verdadeiro forró e o forrozeiro. Virou um festival de música onde o forró, dono da festa, é o menos tocado e menos prestigiado”, diz.

Mas a luta pela preservação do forró não é simples. Piauiense que mora em Fortaleza, Chambinho do Acordeon conquistou fama nacional por sua interpretação emocionante de Luiz Gonzaga no filme “Gonzaga: De Pai pra Filho” (2012).

Ele vê o forró perdido em uma encruzilhada entre a comercialização e a preservação. “Hoje existe a dificuldade inclusive no período junino. Aqui não falo por mim que tenho meu mês junino bem desenvolvido, mas, com todo respeito do mundo aos demais gêneros, acho muito violento um sanfoneiro sem tocar no dia de São João. Acho triste as festas de São João pelo brasil e pelo Nordeste que têm na sua grade 10 a 20% de forró”, lamenta.

Kelvin Diniz, natural de Capim Grosso/BA e musicalmente formado em Serra Talhada/PE, também vê com preocupação o risco de o gênero se perder – ao mesmo tempo em que é crítico com relação a alguns pontos, dentro do próprio nicho.

“O forró está perdendo espaço devido à falta de valorização cultural regional; à escassez de investimentos e qualificação nos grupos existentes; e à ausência de apoio entre artistas (grandes aos pequenos), como ocorre no sertanejo. A linguagem do gênero está estagnada, sem adaptação às novas demandas sociais, o que afasta o público. Além disso, taxam o forró a uma ‘música de São João’. Esse ciclo vicioso dificulta a renovação do forró”, comenta.

Forró tradicional x forró modernizado

O debate sobre a modernização do forró é complexo. Por um lado, há a necessidade de evolução para se manter vivo em um cenário musical em constante mudança. Por outro, existe o temor de que essa adaptação implique a perda de identidade. Marquinhos, que já compartilhou palco com grandes nomes da música nordestina, acredita que modernizar é possível, mas a essência deve ser mantida.

“A modernização do forró é importante, mas deve manter a essência do gênero. O problema é que muitos artistas se apropriam do nome “forró” para misturar com pop, lambada, axé, pagode e sertanejo, e chamam isso de “forró modernizado”. O jovem de hoje, sem conhecimento da verdadeira história do forró, acaba confundindo essa mistura com o gênero original. Isso prejudica o forró, pois a falta de informação impede que a verdadeira essência seja preservada. Modernizar é válido, mas a essência deve ser mantida”

Chambinho alerta: “tem espaço para todos, a mistura pode acontecer. O que não podemos esquecer são das matrizes do forró. Quando preservamos as matrizes, podemos modernizar! Veja, modernizar não significa esculhambar, existe uma confusão sobre isso”, pondera.

Enquanto isso, Kelvin, dá um olhar mais moderno para novas possibilidades, reforçando a proximidade que o gênero precisa ter com as novas gerações. “Tecnicamente existem limites de até onde você pode ir sem deixar de ser forró. Modernizar não é remover o som da sanfona, zabumba e triângulo como os puristas temem. No meu ver cabe um teclado “eletrônico” no forró (Luiz Gonzaga tocando com Gonzaguinha usou!), cabe viola caipira (Quinteto violado já usou!), cabe bateria eletrônica (Assisão usou!), enfim… Há espaço pra criatividade e novas sonoridades sem deixar de ser forró. E eu acho isso de extrema relevância comercial, afinal é através do contexto sonoro do produto que o ouvinte se apega ou se distancia do artista. E convenhamos, o forró precisa dialogar melhor com as novas gerações, não é?!”, enfatiza o sanfoneiro.

Forró sem prazo de validade

Estamos chegando em mais um ciclo junino e, apesar dos pontos já abordados pelos artistas, o forró ainda tem certo protagonismo nessa época. No entanto, o que acontece com o gênero fora desse período, nos demais meses do ano? Será que é possível “respirar” longe do São João? Os forrozeiros buscam por esse espaço e esperam deixar o forró sem “prazo de validade”, fazendo com que a sanfona não se cale e possa ser inserida em outras festividades.

“A ideia de que o forró é exclusivamente para o São João é uma ilusão, pois, quando tocado fora dessa época, a festa ainda anima. Isso mostra que o gênero pode ser valorizado durante o ano todo. Para os forrozeiros iniciantes, é crucial investir em equipamentos, qualificar o show e estudar o mercado. Eu apoio a evolução do forró, mas sem perder sua essência. A modernização deve manter o gênero autêntico, sem se transformar em algo que já não é forró”, reforça Kelvin Diniz.

Para Chambinho, é preciso inserir o forró em outros eventos e refletir sobre a valorização dos artistas do gênero. “O forró enfrenta dificuldades para encontrar espaço fora do São João, principalmente por causa da priorização de outros estilos em festivais e grandes eventos como o carnaval e o réveillon. No entanto, todos os estilos deveriam ser contemplados em todas as festas, pois isso é essencial para preservar a diversidade cultural brasileira. Além disso, os cachês dos artistas precisam ser justos e proporcionais. Como um artista que ganha 30 mil por show, tendo que arcar com todos os custos de produção, pode entregar a mesma qualidade de performance de um que recebe 500 mil? Essa disparidade precisa ser refletida, pois impacta diretamente na continuidade e valorização do forró fora do período junino”, complementa.

“O artista de forró já enfrenta dificuldades até no São João, sua principal vitrine — fora desse período, o desafio é ainda maior. Isso vem da ideia, ainda muito presente, de que forró é só música junina, quando na verdade é um ritmo que cabe em qualquer época do ano. Além disso, gestores têm excluído o forró até do São João, o que agrava a situação. Ainda assim, há quem mantenha viva a tradição. O forró resiste, porque é identidade cultural e tem força para estar presente o ano inteiro”, conclui Café.

Para sempre!

O forró, com sua sanfona vibrante, suas letras apaixonadas e sua dança envolvente, é mais que uma música – é um patrimônio vivo. A preservação desse legado passa pela aceitação das mudanças, mas sem jamais perder o fio condutor que o liga à tradição nordestina. O futuro do forró depende de um equilíbrio delicado entre o respeito ao passado e a capacidade de se transformar, sempre com a alma do Nordeste pulsando em cada música. Assim, o forró, mais do que nunca, precisa ser abraçado por todos – não apenas pelos que nasceram sob a sua influência, mas também pelas novas gerações que têm o poder de renovar essa chama, sem apagar o que a torna eterna.

Justiça manda abrir contas de empresas de Youssef

Do Diário de Pernambuco Após colocar na prisão os executivos das maiores empreiteiras do país, o juiz da Lava Jato autorizou a extensão da quebra do sigilo bancário das empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef para o ano de 2014. Com a medida, pela primeira vez a operação vai conseguir identificar o que foi […]

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Do Diário de Pernambuco

Após colocar na prisão os executivos das maiores empreiteiras do país, o juiz da Lava Jato autorizou a extensão da quebra do sigilo bancário das empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef para o ano de 2014. Com a medida, pela primeira vez a operação vai conseguir identificar o que foi movimentado nas empresas utilizadas pelo doleiro para lavar dinheiro do esquema criminoso que envolvia pagamento de propinas a agentes públicos, políticos e executivos durante o período eleitoral.

Foi autorizada a extensão das quebras dos sigilos da GFD Investimentos, RCI software, Empreiteira Rigidez e MO Consultoria. A medida atende à solicitação do Ministério Público Federal que, junto com a Polícia Federal, suspeita que as doações das grandes empreiteiras para campanhas eleitorais deste ano sejam, em parte, lavagem de dinheiro desviado dos contratos da Petrobrás.

Além dos valores movimentados pelas empresas de fachada do doleiro, que receberam dinheiro de empreiteiras envolvidas em ao menos 9 obras da Petrobrás, segundo as investigações, a extensão da quebra do sigilo, que abarca de 1 de janeiro até 14 de novembro deste ano, vai alcançar o período eleitoral no qual as campanhas da situação e da oposição receberam vultosos repasses das mesmas empresas investigadas pela Lava Jato.

Além da Petrobras, Youssef tinha negócios envolvendo concessões públicas e obras em todo o país. Em sua residência, a Polícia Federal apreendeu uma lista com 750 contratos públicos que o doleiro teria intermediado junto a grandes empreiteiras, de 2009 a 2012.

Até o momento, as investigações destrincharam as movimentações bancárias das empresas de fachada de Youssef entre 2009 e 2013, período no qual, por exemplo, elas receberam ao menos R$ 37 milhões somente das empresas do Grupo Sanko, que fornecem material para as obras de Abreu e Lima tocadas pelo Consórcio CNCC, liderado pela Camargo Corrêa.

Além disso, em outubro a PF já havia intimado as empreiteiras citadas na Lava Jato a explicar repasses que somavam R$ 31,5 milhões, a duas empresas do doleiro

Para o juiz, os dados até agora comprovam o articulado esquema montado na estatal. %u201CEm síntese, e em cognição sumária, há prova de que as empreiteiras, em cartel, frustraram licitações da Petrobras, manipularam o preço dos contratos, lavaram o produto do crime por intermédio de Alberto Youssef, e pagaram vantagem indevida a agentes públicos, como Paulo Roberto Costa, ex-Diretor de Abastecimento da Petrobrás%u201D, assinala Moro na decisão.