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STF rejeita pedido de habeas corpus e mantém Palocci preso

Por André Luis
Foto: Agência Brasil

Do Congresso em Foco

Por sete votos a quatro, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou há pouco o pedido de habeas corpus feito pelo ex-ministro Antonio Palocci, já condenado a 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro em decorrência da Operação Lava Jato. A sentença foi formalizada em junho do ano passado pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em Curitiba (PR). Ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff, Palocci foi preso durante a 35ª fase da operação deflagrada em 26 de setembro de 2016.

A decisão havia sido suspensa ontem (quarta, 11), quando a maioria do plenário resolveu não acatar, por provocação da defesa, o habeas corpus protocolado pela defesa de Palocci. Ato contínuo, o ministro Edson Fachin, relator do caso, pôs em pauta uma questão preliminar sobre a pertinência do pedido de liberdade por meio de decisão de ofício (de iniciativa própria da Corte). Retomado o julgamento, que levou pouco menos de três horas, o ex-ministro teve derrotada sua demanda e continuará preso.

Fachin votou ontem (quarta, 12) e rebateu o argumento da defesa sobre a legalidade da prisão, que é preventiva e já dura mais de um ano. O ministro não concedeu a ordem e afirmou que o trâmite processual é compatível com a duração do processo, das características do caso e das nuances probatórias. A defesa alega que o tempo em que Palocci está preso, em prisão preventiva, é ilegal.

Ainda na sessão de ontem (quarta-feira, 11), além de Fachin, Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Luiz Fux votaram com o relator. No mesmo sentido votou Rosa Weber, na retomada da sessão plenária. Na análise, uma questão central se impôs, e os ministros se debruçaram sobre eventual excesso de prazo para o transcurso das investigações, com alongada fase de instrução processual, enquanto o “paciente” (investigado) é mantido na cadeia.

Nesta quinta-feira, votaram a favor da soltura de Palocci os ministros Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Eles acompanharam a divergência aberta nesta quarta-feira por Dias Toffoli, para quem “por mais graves e reprováveis que sejam as condutas perpetradas, não justificam a decretação da prisão cautelar”.

Para Lewandowski, não há indícios de reiteração criminosa a justificar a manutenção da prisão. “A preventiva já exauriu todos os seus efeitos [na fase de instrução processual]. Assim, não se justifica a prisão preventiva com base na possibilidade de prática de novos delitos”, pontuou o magistrado, para quem a morosidade do procedimento investigatório é evidente. “Isso [acusação] foi há mais de 6 anos! Não há risco de reiteração criminosa.”

Gilmar x Lava Jato

Em explanação com novas críticas à Operação Lava Jato, Gilmar Mendes reforçou o coro de Lewandowski e reclamou dos atuais procedimentos de investigação das forças-tarefas. “O abuso da prisão preventiva é enorme, é notório e isso precisa ser olhado”, reclamou o ministro, que levantou a voz no final de sua fala. “Não se pode fazer prisão provisória para obter delação premiada! Isso é tortura em qualquer país do mundo!”

“De bem intencionados o Brasil está cheio”, ironizou Marco Aurélio Mello, no início de seu voto, sinalizando que votaria pela concessão do habeas corpus. Para o magistrado, o longo transcurso da instrução penal no caso de Palocci configura um excesso que coloca o Judiciário sob ameaça de um “tempo de treva”, com “retrocesso” a ameaçar as garantias individuais e a ordem jurídica.

“[O excesso no instrumento da prisão preventiva] fragiliza até não mais poder a pessoa até que ela entregue cidadãos outros. Para mim isso tem uma nomenclatura, é inquisição em pleno século 21″, reclamou Marco Aurélio, segundo mais antigo ministro do STF.

Decano da corte, onde dá expediente desde agosto de 1989, o ministro Celso de Mello votou logo em seguida a Marco Aurélio. Para o magistrado, a prisão preventiva não pode ser usada para efeitos de punição, mas como recurso para impedir conduta delituosa continuada e ameaça de fuga, por exemplo.

Dizendo não ver ilegalidade na decretação de prisão de Palocci pelo juiz Sérgio Moro, o decano fez uma ressalva às garantias do réu inscritas no Pacto de San José da Costa Rica, no que concerne ao direito a julgamento em prazo “razoável”. Mas, por fim, Celso de Mello alegou que não há ilegalidade na prisão preventiva prolongada quando há fundamentação jurídica para justificar a providência.

Presidente do STF, Cármen Lúcia também votou contra a concessão de habeas corpus e deu números finais ao placar da sessão.

Preso preventivamente

Home forte da equipe econômica de Lula, Palocci está preso preventivamente (sem prazo de soltura) desde setembro de 2016, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Ele foi condenado em primeira instância na Lava Jato a 12 anos e dois meses, por corrupção e lavagem de dinheiro.

Como a lei só prevê a prisão após condenação em segunda instância, a defesa do ex-ministro tentou recorrer ao STF. Em maio do ano passado, o ministro Edson Fachin rejeitou o pedido de habeas corpus em decisão monocrática e enviou o processo ao plenário da Corte.

Palocci foi acusado de ter movimentado e ocultado US$ 10,2 milhões, por meio de off-shores no exterior, de uma conta corrente que chegou a movimentar R$ 100 milhões em propinas para cobrir custos de campanhas eleitorais do PT. O dinheiro se refere à propinas por contratos firmados pelo Estaleiro Enseada do Paraguaçu – de propriedade da Odebrecht — com a Petrobras. O dinheiro, segundo a Justiça, foi pago ao marqueteiro de campanhas do PT João Santana.

De acordo com a denúncia, a empreiteira Odebrecht tinha uma “verdadeira conta-corrente de propina” com o PT, partido do ex-ministro. Para os investigadores, a conta era gerida por Palocci, e os pagamentos a ele eram feitos por meio do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht – responsável pelo pagamento de propina a políticos – em troca de benefícios indevidos no governo federal. Os acertos das propinas teria se dado com Palocci, inclusive no período em que ele detinha o mandato de parlamentar federal e depois como Ministro Chefe da Casa Civil no governo Dilma.

Outras Notícias

Dilma manda suspender cerimônia de descida de rampa

A presidente Dilma Rousseff pediu para auxiliares suspenderem a cerimônia de descida da rampa do Palácio do Planalto depois que o plenário do Senado aprovar o impeachment contra ela, em votação prevista para esta quarta-feira (11). O governo dá como certo o afastamento de Dilma por até 180 dias. A avaliação é que a imagem […]

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Uol

A presidente Dilma Rousseff pediu para auxiliares suspenderem a cerimônia de descida da rampa do Palácio do Planalto depois que o plenário do Senado aprovar o impeachment contra ela, em votação prevista para esta quarta-feira (11). O governo dá como certo o afastamento de Dilma por até 180 dias.

A avaliação é que a imagem de descer a rampa é muito forte e pode ser interpretada como “capitulação” e “entrega” do governo para o vice-presidente Michel Temer. Dilma, ao contrário, quer passar a ideia de que a gestão Temer é ilegítima.

Representantes de movimentos sociais ainda pretendem fazer uma caminhada do Planalto até o Palácio da Alvorada, sede da residência oficial, em protesto contra o impeachment. Se não houver nenhuma mudança no roteiro da votação, a caminhada deverá ocorrer na quinta-feira. Dilma, porém, não participará do ato.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva almoçou hoje com os ministros Jaques Wagner (Casa Civil), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) e José Eduardo Cardozo (Advocacia-Geral da União) no hotel Royal Tulip, em Brasília. Um dos assuntos discutidos foi a demissão coletiva dos ministros. Agora, Dilma estuda só dispensar os auxiliares que quiserem sair, e não mais toda a equipe, como estava combinado.

Vereador diz que compartilhou notícia, mas não comemorou furtos de celulares em Iguaracy

Apesar de admitir  o compartilhamento de postagem no Facebook  tratando de roubos de celulares durante a festa da cidade de Iguaracy, o suplente de vereador Amaury Torres negou responsabilidade com o episódio em nota ao blog. “Eu, Amaury Torres, ex-vereador e atual suplente, filiado ao Podemos, jamais comentei sobre o assunto nas redes sociais, tendo apenas […]

Apesar de admitir  o compartilhamento de postagem no Facebook  tratando de roubos de celulares durante a festa da cidade de Iguaracy, o suplente de vereador Amaury Torres negou responsabilidade com o episódio em nota ao blog.

“Eu, Amaury Torres, ex-vereador e atual suplente, filiado ao Podemos, jamais comentei sobre o assunto nas redes sociais, tendo apenas compartilhado o link da postagem, feita por um blog, com alguns perfis e grupos de WhatsApp. Não há sequer algum registro em formato de texto, áudio ou vídeo, que me apresente aclamando os furtos ocorridos durante a noite de 16 de janeiro, em Iguaracy”.

Ele, apesar de admitir ter compartilhado, diz que é uma notícia falsa. “Ao contrário de inimigo da população, em 2017, enquanto eu ocupava o cargo interino de vereador, apresentei como uma de minhas primeiras medidas, um segundo requerimento à empresa Vivo (o primeiro foi em 2014), solicitando o sinal da operadora no município, quando visitei a Anatel em Brasília por três vezes. Obtive êxito, e atualmente, Iguaracy dispõe do sinal da Vivo”.

Seguiu: “em 2018, como demonstração do apoio popular, os candidatos Augusto César (estadual) e Marília Arraes (federal), apoiados por mim, obtiveram votação expressiva no município, mesmo com pouco tempo de campanha”.

Ele segue: “ eu amo Iguaracy e sempre irei querer que o de melhor aconteça com todos os iguaracienses. Jamais irei comemorar algo negativo para os meus conterrâneos, mas buscarei contribuir para o progresso, independente de ocupar ou não um cargo público. Sou também muito grato pelas votações que consegui nas duas últimas eleições. Além disso, agradeço a muitas pessoas que não fizeram repercutir a notícia falsa, pois conhecem minha real conduta”.

Ao fim, diz que “a divulgação de informações falsas e sem fundamento, põe em cheque a confiança dos meios de imprensa locais, e me obriga a desmentir com a verdade esses tipos de mensagens divulgadas sem nenhuma responsabilidade ou preocupação em realizar um trabalho jornalístico sério. Assim, lamento a distorção de realidade e me solidarizo com as pessoas que tiveram o celular ou qualquer outro bem furtado durante a Festa de Janeiro”.

MP realiza reunião para criar Observatório das Licitações em Afogados da Ingazeira

A 1ª Promotoria de Justiça de Afogados da Ingazeira realiza nesta terça, dia 25, a partir das 8h da manhã uma reunião em sua sede com a finalidade de articular a sociedade civil para um projeto que se vingar, poderá virar piloto para várias outras cidades: o de criação de um observatório social das licitações […]

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A 1ª Promotoria de Justiça de Afogados da Ingazeira realiza nesta terça, dia 25, a partir das 8h da manhã uma reunião em sua sede com a finalidade de articular a sociedade civil para um projeto que se vingar, poderá virar piloto para várias outras cidades: o de criação de um observatório social das licitações na cidade.

A proposta é acompanhar as licitações públicas realizadas no município e dar a elas a devida publicidade. A ideia do MP se baseia no fato de que esses procedimentos geralmente não chegam à comunidade, apesar do avanço da legislação sobre o tema. Ainda há em via de regra nas cidades procedimentos que não são cercados de toda a divulgação necessária, alguns até com vícios flagrantes em sua realização.

A reunião terá status de Seminário de Capacitação em Licitações e Transparência Pública. Haverá a presença de técnicos da CGU – Controladoria Geral da União, que confirmou presença. Semana passada, uma reunião preparatória aconteceu com representantes de organizações populares do município. A reunião será coordenada pelo promotor Lúcio Luiz de Almeida Neto.

Compesa investe R$ 25 milhões em tecnologia para monitorar o abastecimento na RMR e interior

A Compesa vai investir R$ 25 milhões no monitoramento da distribuição de água em Pernambuco. Trata-se do projeto que prevê a instalação de 3,5 mil dataloggers, que são dispositivos eletrônicos que monitoram em tempo real o abastecimento.  A iniciativa foca em melhorar a confiabilidade do calendário de abastecimento das áreas. O projeto contempla municípios da […]

A Compesa vai investir R$ 25 milhões no monitoramento da distribuição de água em Pernambuco. Trata-se do projeto que prevê a instalação de 3,5 mil dataloggers, que são dispositivos eletrônicos que monitoram em tempo real o abastecimento. 

A iniciativa foca em melhorar a confiabilidade do calendário de abastecimento das áreas. O projeto contempla municípios da Região Metropolitana do Recife e interior do estado, com investimentos pelos próximos cinco anos. Será o maior aporte já feito pela Companhia para monitorar o fornecimento de água para os pernambucanos. 

A instalação dos equipamentos já começou. Somente no Grande Recife foram implantados 800 dataloggers na rede de distribuição de água. No interior, a instalação segue nos municípios de Caruaru, Petrolina, Salgueiro, Gravatá, Carpina, São Bento do Una e Ouricuri. A implantação é objeto de dois contratos da Compesa no formato desempenho, modalidade cuja empresa contratada recebe pela entrega dos dados.

Na Região Metropolitana, foram contempladas 800 áreas de abastecimento em todos os municípios da região. Mais de 80% dos 1 mil equipamentos previstos já foram instalados. A implantação começou em fevereiro do ano passado e tem previsão de conclusão no fim deste ano. No interior, a instalação dos dataloggers começou pelo município de Caruaru, em fevereiro, e até agora foram instalados 250 aparelhos de monitoramento em sete municípios da região. No total, serão 2,5 mil pontos de monitoramento instalados no interior até dezembro de 2024.

Os dataloggers são dispositivos capazes de informar, remotamente, situações de baixa pressão nas redes, tempo de abastecimento e subsidiar a localização de vazamentos ocultos. O gerente de Automação da Compesa, Antônio Lucena, destaca a importância desse monitoramento para a tomada de decisão. 

“A instalação dos equipamentos em pontos estratégicos das redes permite o acompanhamento do trajeto da água, desde a produção até a chegada nas torneiras. Além do controle em tempo real, a tecnologia permite a integração dos dispositivos com os demais sistemas operacionais da Compesa. Dessa forma, conseguimos antecipar situações que podem comprometer o abastecimento de uma determinada área, antes que cheguem ao cliente”, pontua.

De acordo com o gerente, a ideia do projeto é que pelo menos um datalogger seja instalado por área de abastecimento, fornecendo subsídios para diagnósticos e elaboração de projetos para melhorar o abastecimento, garantindo que a água chegue sempre de forma adequada à população. 

“São dois grandes contratos que estão ajudando a ampliar de forma significativa a cobertura da Companhia, pois os setores responsáveis já estão utilizando esses dados de forma objetiva, resolvendo situações de forma mais eficiente e efetiva”, afirma Lucena.

Confiança no abastecimento

Um dos benefícios para a população com a implantação dos dataloggers é o monitoramento em tempo real das redes é o cumprimento do calendário de abastecimento das áreas. Para se ter uma ideia, na zona norte do Recife foram instalados 70 dataloggers em localidades como o Córrego do Jenipapo, Alto Santa Isabel, Nova Descoberta e Alto José Bonifácio, e o benefício para essas áreas está sendo percebido pelos moradores.

Uma recifense que já conta com a água em casa no dia certo do abastecimento é Elinete Marques, moradora da Rua Teolândia, em Nova Descoberta. “Não dá pra reclamar da água agora. Ela está vindo boa e forte, a cada dois dias, desde que fizeram as mudanças aqui na área. Antes a gente nem considerava que tinha água, de tanto problema que tinha, mas agora está uma beleza”, comemorou Elinete, que mora há 30 anos no local e convivia com situações de descumprimento do calendário antes da implantação dos dispositivos na comunidade.

Central de monitoramento

As informações geradas pelos dataloggers implantados nas redes de distribuição de água são utilizadas por toda a operação da Compesa, especialmente as unidades de controle das gerências e o Centro de Operação Integrado (COI), que funciona 24 horas por dia, na sede da Companhia. São 18 controladores dedicados ao monitoramento do caminho da água até a chegada nas torneiras. Os indicadores apresentados pelos dataloggers são consolidados no Portal Cooperação, um ecossistema inovador de soluções para a operação da Companhia baseado na indústria 4.0, que permite a integração dos dispositivos com os demais sistemas operacionais da Compesa.

FHC diz que seria bom Lula disputar eleições

Estadão O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que seria melhor, para o País, se Lula concorresse às eleições de outubro, mas que a “lei é a lei”. Em entrevista à rádio Jovem Pan, transmitida na manhã de hoje, ele afirmou que há “bastante elementos” na condenação do ex-presidente petistas, mas avalia que vai ficar uma […]

Estadão

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que seria melhor, para o País, se Lula concorresse às eleições de outubro, mas que a “lei é a lei”. Em entrevista à rádio Jovem Pan, transmitida na manhã de hoje, ele afirmou que há “bastante elementos” na condenação do ex-presidente petistas, mas avalia que vai ficar uma “marca ruim” deste processo na história.

Para o ex-presidente, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, é candidato “competitivo” que traz uma estabilidade para o momento político do País. Sobre o apresentador Luciano Huck, FHC diz que seria “bom” ver ele participando das eleições.

“Idealmente, era melhor que (Lula) fosse candidato, perdesse ou ganhasse, e (o País) não tivesse passado por esse processo”, disse. “Não é bom para o País, mas vai fazer o quê? A lei é a lei”. Em entrevista, antes da confirmação da condenação do petista pelo Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4), Fernando Henrique já havia dito que o “País não vai tremer se Lula for condenado”.

Mesmo depois do julgamento do TRF-4, Lula continua liderando as pesquisas, com 37% de intenção de voto no Datafolha divulgado na última semana.

Sendo candidato ou não teria sido melhor que pudesse concorrer, mas tem a lei. Ele foi condenado em segunda instância, pela lei da Ficha Limpa não pode. Ou você obedece a lei ou você quebra a Constituição”, completou.

Questionado sobre a condenação do petista na primeira e segunda instância, Fernando Henrique disse que não o processo, mas disse que, pelo que ouviu dos desembargadores do TRF-4, tem “bastante elementos”.

O ex-presidente reconheceu ainda que é possível um juiz errar, mas lembra que Lula foi condenado por quatro – três desembargadores e o juiz federal da primeira instância, Sérgio Moro. “Não há segmento da sociedade política brasileira que queira condenar. É rebelião de juízes? É pouco provável”, questionou.

Sobre as eleições ainda, o ex-presidente elogiou o apresentador de TV Luciano Huck. “Gosto dele, sou amigo dele e da família dele. Acho que para o Brasil seria bom, mas não sei o que ele vai fazer”, afirmou. O novo, disse, não sabe ser se Huck quem o representa, mas avaliou que “seria bom ter mais opções”.

Em um cenário sem Lula, o apresentador de TV aparece empatado nas pesquisas eleitorais, ao lado de Alckmin, com cerca de 6%, disputando com os ex-ministros Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) o segundo lugar na disputa – o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) lidera a corrida.

Alckmin, por sua vez, Fernando Henrique enumerou quatro pontos principais do pré-candidato: experimentado politicamente, é um homem simples, fala pausadamente na televisão e tem controle das contas públicas.

“Eu apoiei Geraldo para ser presidente do partido, porque acho que nesse momento o PSDB vai tê-lo como candidato e acho que é um candidato competitivo. Vai ser? Vamos ver”, avaliou o tucano.