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STF mantém decisão que suspendeu execução de emendas do “orçamento secreto”

Por André Luis

A maioria dos ministros referendou integralmente decisão da ministra Rosa Weber que determinou, ainda, a publicidade dos documentos que embasaram a liberação de recursos do orçamento.

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a suspensão da execução dos recursos oriundos das chamadas “emendas do relator”, também chamado de “orçamento secreto”, relativas ao orçamento deste ano, até que seja julgado o mérito de três ações que questionam essa prática do Congresso Nacional.

Em decisão majoritária (8×2), o colegiado referendou integralmente a liminar deferida pela ministra Rosa Weber, em 5/11, em Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental ajuizadas pelo Cidadania (ADPF 850), pelo Partido Socialista Brasileiro/PSB (ADPF 851) e pelo Partido Socialismo e Liberdade/PSOL (ADPF 854). 

A liminar foi submetida a referendo em sessão virtual extraordinária que teve início à 0h da terça-feira (9) e finalizou às 23h59 desta quarta (10). A sessão foi marcada pelo presidente do STF, ministro Luiz Fux, a pedido da relatora.

Segundo a decisão, o Congresso Nacional, a Presidência da República, a Casa Civil da Presidência da República e o Ministério da Economia devem tornar públicos, no prazo de 30 dias, os documentos encaminhados aos órgãos e às entidades federais que embasaram as demandas ou resultaram na distribuição de recursos provenientes das emendas do relator-geral (identificadas pela rubrica RP 9) nos orçamentos de 2020 e 2021. A informação deve ficar disponível em plataforma centralizada e de acesso público.

O colegiado também determinou que esses órgãos, no mesmo prazo, adotem medidas para que todas as demandas de parlamentares voltadas à distribuição de emendas do relator-geral do orçamento, independentemente da modalidade de aplicação, sejam registradas em plataforma eletrônica centralizada, mantida pelo órgão central do Sistema de Planejamento e Orçamento Federal, em conformidade com os princípios constitucionais da publicidade e da transparência.

Seguiram o entendimento da relatora a ministra Cármen Lúcia e os ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Ricardo Lewandowski, Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Dias Toffoli.

Ausência de transparência

Em seu voto, a ministra Rosa Weber reiterou os termos da liminar, ressaltando que o modelo de execução financeira e orçamentária das despesas decorrentes de emendas do relator viola o princípio republicano e transgride o regime de transparência no uso dos recursos financeiros do Estado.

Ela explicou que as emendas individuais e de bancada são inseridas nos sistemas de execução, para fins de identificação dos parlamentares e das bancadas e dos respectivos beneficiários, possibilitando o acompanhamento individualizado da execução de cada uma. 

Por outro lado, nas emendas do relator, a definição sobre a destinação dos recursos ocorre internamente, sem possibilidade de controle por meio das plataformas e dos sistemas de transparência da União disponíveis na internet. 

Dessa forma, após aprovadas, elas passam a integrar o orçamento como uma dotação conglobada, em que todas as despesas previstas estão atribuídas ao próprio relator-geral, embora a alocação de despesas resulte, na realidade, de acordos celebrados entre membros do Congresso Nacional.

Descaso

Outro ponto observado pela ministra foi o aumento expressivo na quantidade de emendas apresentadas pelo relator do orçamento (523%) e no valor das dotações consignadas (379%), apontado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no julgamento das contas do presidente da República referentes a 2020. Segundo Rosa Weber, os dados revelam o descaso do Congresso Nacional e dos órgãos do Sistema de Orçamento e Administração Financeira do Governo Federal com os princípios orientadores da atuação da administração pública.

Segredo injustificado

A relatora considera que a falta de divulgação dos critérios objetivos e de instrumento centralizado de monitoramento das demandas voltadas para a distribuição das emendas do relator-geral (RP-9) compromete a transparência da alocação de montante expressivo do orçamento da União. 

A seu ver, o segredo injustificado sobre atos relativos a receitas, despesas e destinação de recursos públicos são incompatíveis com a forma republicana e o regime democrático.

Divergências

O ministro Gilmar Mendes divergiu parcialmente da relatora. Em seu voto, ele propôs a implementação de medidas para possibilitar a transparência da destinação dos recursos, mas não referendou a suspensão da execução orçamentária das emendas do relator. 

“O congelamento das fases de execução dessas despesas é dramático principalmente em setores essenciais à população, como saúde e educação”, apontou.

O ministro Nunes Marques, por sua vez, reconhece que o formato atual de execução das emendas ofende os princípios da transparência e da publicidade, mas votou pelo deferimento da liminar unicamente para exortar o Congresso Nacional a fazer, no exercício 2022, o aperfeiçoamento legislativo de tramitação das normas orçamentárias.

Outras Notícias

Álvaro Porto assume comissão interventora no PSDB e gera debandada

Bloco ligado a Raquel emite nota e anuncia saída  A Executiva Nacional do PSDB, resolveu intervir no Diretório Regional de Pernambuco. Segundo nota, “constatou tanto ingerência externa e desvio da política nacional do partido, como aspectos que violaram a integridade partidária”. “Fruto dessa decisão, houve por bem nomear uma comissão interventora presidida pelo deputado Álvaro […]

Bloco ligado a Raquel emite nota e anuncia saída 

A Executiva Nacional do PSDB, resolveu intervir no Diretório Regional de Pernambuco.

Segundo nota, “constatou tanto ingerência externa e desvio da política nacional do partido, como aspectos que violaram a integridade partidária”.

“Fruto dessa decisão, houve por bem nomear uma comissão interventora presidida pelo deputado Álvaro Porto, presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, para que, juntamente com os outros membros designados, num prazo de 180 dias – podendo este prazo ser prorrogado – tenham a atribuição de organizar e dirigir o partido no âmbito estadual”, diz em nota.

A Executiva Nacional determinou a alteração da composição do Diretório estadual junto à Justiça Eleitoral, inclusive no sistema de gerenciamento de informações partidárias, e designou também o secretário geral da Executiva Nacional, deputado Paulo Abi Ackel, como relator e responsável pelo acompanhamento do processo de forma permanente.

Fred Loyo e aliados de Raquel emitem nota:

Diante do anúncio da Executiva Nacional do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) de intervenção em Pernambuco, a presidência da legenda em nosso estado, que tem seu mandato constituído até novembro de 2025, ressalta que essa decisão é injustificável.

Representa um episódio de violência política e desrespeito na contramão de tudo o que sempre defendeu o PSDB: o respeito às regras, a decisões colegiadas e, acima de tudo, ao diálogo. 

Por discordarem fortemente desta decisão sem legitimidade política, a partir deste momento, o então presidente Fred Loyo, a vice-governadora Priscila Krause, prefeitos e prefeitas anunciam a saída do partido.

A escolha da presidência do Diretório Estadual foi unânime e, a partir dela, o PSDB emergiu da posição de 5 prefeitos para a maior legenda política de nosso Estado, tendo até hoje em seu quadro 32 prefeitos, 33 vice-prefeitos, mais de 220 vereadores, além de diretórios e comissões provisórias em 90 municípios.

É importante destacar que essa caminhada se deu através de diálogo, compromissos e convergências, fortalecendo o partido em todas as regiões do Estado.

Seguimos juntos e certos de que construímos um projeto vitorioso que continuará servindo a Pernambuco com coragem, integridade e compromisso com as pessoas.

Frederico Loyo Filho 

Vice- Governadora Priscila Krause 

André Raimundo – prefeito de Cachoeirinha

Aninha da Ferbom – prefeita de Nazaré da Mata

Berg de Hacker – prefeito de Rio Formoso

Beto do Sargento – prefeito de Belém de Maria

Biu Abreu – prefeito de Orobó

Dió Filho – prefeito de Riacho das Almas

Diógenes Patriota – prefeito de Tuparetama

Diogo – prefeito de Barra de Guabiraba

Dona Graça – prefeita de Catende

Dr. Pedro Alves – prefeito de Iguaracy

Duguinha – prefeito de São Joaquim do Monte

Eder – prefeito de Vicência

Elizinho – prefeito de Carnaubeira da Penha

Fátima Borba – prefeita de Cortês

Izalta – prefeita de Ibirajuba

Joelda Pereira – prefeita de Tacaimbó

Joia – prefeito de Salgadinho

Júnior de Rivaldo – prefeito de Saloá

Júnior Pinto – prefeito de Exu

Luciano Bonfim – prefeito de Triunfo

Márcia Barreto- prefeita de Joaquim Nabuco 

Marlos Henrique – prefeito de Maraial

Paulo Galvão – prefeito de Itamaracá

Pollyanna Abreu – prefeita de Sertânia

Professora Elcione – prefeita de Igarassu

Rael- prefeito de Vertentes 

Ramos – prefeito de Paulista

Rodrigo Pinheiro – prefeito de Caruaru

Simãozinho – prefeito de Alagoinha

Teto Teixeira – prefeito de Moreilândia

Wellington – prefeito de Ibimirim

Xicão Tavares – prefeito de Verdejante

SUS se mostrou fundamental para a saúde durante a pandemia

Foto: Heudes Régis/SEI/Divulgação Diário de Perambuco Com 45 anos de carreira na medicina, o doutor Mário Fernando Lins, presidente do Cremepe, destaca a importância do Sistema Único de Saúde.  “O SUS brasileiro foi uma ferramenta muito importante para que os médicos pudessem atender a população como um todo. A grande capilaridade do sistema permitiu que […]

Foto: Heudes Régis/SEI/Divulgação

Diário de Perambuco

Com 45 anos de carreira na medicina, o doutor Mário Fernando Lins, presidente do Cremepe, destaca a importância do Sistema Único de Saúde. 

“O SUS brasileiro foi uma ferramenta muito importante para que os médicos pudessem atender a população como um todo. A grande capilaridade do sistema permitiu que as ações fossem tomadas de imediato. E se nós não tivéssemos esse instrumento, a situação seria bem pior. Então a valorização do SUS é fundamental ao que diz respeito ao que tivemos de resposta à pandemia”.

Na rede pública, Michele Godoy, chefe da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital das Clinicas da UFPE fala das dificuldades no enfrentamento da situação. 

“Uma das maiores dificuldades, que eu acredito, é por ser uma doença nova e com uma presença clínica muito variada. Não ter o tratamento eficaz do tratamento ao vírus e também por não termos certeza como vamos evoluir no caso de contrairmos o vírus. Então são muitas incertezas e isso nos deixa refém da doença”.

Ainda no Hospital das Clínicas, a intensivista diarista da UTI Mara Lísia Simeão, 41 anos, conta que com as mudanças da rotina e as dificuldades impostas na nova realidade, o olhar foi o único meio de comunicação entre o médico e o paciente. 

“Nos comunicávamos muito pelo olhar, pois ficávamos paramentados e basicamente o paciente só conseguia ver os nossos olhos. Aprendemos a nos comunicar e ver o sorriso dos olhos ou ver angustia nos olhos ou ver o medo nos olhos. A gente via tudo pelos olhos no tratamento aos pacientes com Covid”, explica.

A médica relembra, emocionada, um paciente jovem que tinha quase a mesma idade que ela e era pai de duas filhas, assim como a médica é mãe de duas meninas. “Ele já tinha sido admitido e o pulmão dele estava comprometido e ele estava muito cansado. Cheguei para conversar. Ele se referia à falta de ar, mas estava consciente e orientado. Ficou olhando para mim e eu para ele. Tive que explicar que seria necessário o tubo na garganta para colocá-lo no ventilador mecânico, pois estava entrando em fadiga respiratória. E prontamente ele disse ‘sim doutora eu estou pronto, pode me entubar’. Aquele olhar para mim foi de esperança”, relata.

“Uns dez dias depois ele estava melhor. Ficamos muito felizes quando demos alta a ele. Comemoramos muito. Ele fez um vídeo agradecendo e saiu superfeliz. Mas no dia seguinte em que eu acordei, peguei o celular e foi a primeira mensagem que eu vi”.

A mensagem que a doutora Lísia recebeu é que o seu paciente havia morrido. A médica conta que passou semanas chorando pela perda que a marcou drasticamente. “Quando eu me lembro dessa história e desse paciente tendo alta, andando, ele sem suporte nenhum… E no dia seguinte eu ter essa notícia foi como se eu tivesse recebido um recado para não subestimar. Não é tão fácil. Eu fiquei muito entristecida, eu chorei semanas por causa desse paciente. A Covid é uma doença traiçoeira”, finaliza.

Números: 22.113 profissionais de saúde pegaram coronavírus no estado; 1.896 médicos foram acometidos pela Covid-19; 21 médicos morreram da doença em Pernambuco; 155.520 pernambucanos já contraíram o coronavírus; 8.469 habitantes do estado morreram e 138.012 já se curaram.

Um viva pra Flávio e Maciel, os maiores da Festa de Janeiro

Iguaracy vive sua tradicional Festa de Janeiro, em meio à programação religiosa em honra a São Sebastião. A Secretaria de Cultura montou a programação com um mix de atrações da moda, como Eric Land e Vitor Fernandez, o Rei do Piseiro. A ponto de, visando a exposição midiática entre os jovens, destacar essas atrações.  A […]

Iguaracy vive sua tradicional Festa de Janeiro, em meio à programação religiosa em honra a São Sebastião. A Secretaria de Cultura montou a programação com um mix de atrações da moda, como Eric Land e Vitor Fernandez, o Rei do Piseiro. A ponto de, visando a exposição midiática entre os jovens, destacar essas atrações.  A chamada oficial, por exemplo, não tinha um trecho de música sequer de Flávio Leandro ou mesmo do filho ilustre, Maciel Melo. Veja a chamada aqui.

E aqui não há crítica, mas a constatação de que houve uma escolha na hora de chamar pra festa. Mas pra mim não tem jeito. As atrações que me convidam, assim como de uma parcela que pensa a região como eu, são mesmo Flávio e Maciel.

O primeiro fez um show encantador. De todas as falas do prefeito Zeinha ao comentar a festa até agora, ele fez questão de enobrecer o talento de Flávio Leandro, referindo-se a ele como responsável por um dos melhores shows de forró autêntico da atualidade. E é mesmo. Um poeta contemporâneo comparado a poucos, hoje em um pedestal da nova safra de grandes talentos.  Jorge de Altinho, por exemplo, o trata como realidade, pois não promete, entrega o melhor de nossas raízes e cultura.

E Maciel Melo, que estará neste domingo, é sem dúvidas o embaixador cultural do município.  De tanto falar em Iguaracy país afora e retratar suas imagens em canções, ganhou na entrada da cidade uma placa identificando o município como “Terra de Maciel Melo”, iniciativa do então prefeito Sílvio Alves, talvez uma das poucas marcas que tenha deixado, apesar das boas intenções,  do bom caráter e da fixação pelas propriedades da Algaroba, que acabaram por lhe tomar algum tempo de gestão.

Maciel é autor do “Hino Popular”, e não oficial de Iguaracy, Um Veio D’água. “Tudo isso retrata Iguaraci/Numa cura fiel dos meus anseios/Matuto sem estilo eu sou um veio/D’água do Rio Pajeú”.

Maciel é a representação cultural da identidade iguaraciense. Essa semana, por ocasião do quadro “Memória”, que produzo para o programa Palco Pajeú, me deparei com uma entrevista de agosto de 1997 para a Rádio Pajeú feita com o autor de Cablôco Sonhador.  Eu com 23 e Maciel com 35 anos, se preparando para lançar o CD Retinas. “Um dia se eu mergulhasse e num mergulho penetrasse através dessas retinas”. Maciel estava começando a se aventurar como intérprete.  Já gravava participações ao lado de Dominguinhos, que além dele, “só chamou” Chico Buarque, Fagner, Alceu Valença…

Justamente por conta de sua identidade com Iguaracy, com a Rádio Pajeú, que ajudou à sua formação cultural tocando de Luiz Gonzaga a Trio Nordestino, e à região, me identifiquei com sua obra e talento.

Em tempo: o Palco Pajeú com a entrevista de 1997 com Maciel Melo é uma das atrações do programa Palco Pajeú, às 4 da tarde, com Alexandre Morais e Ney Gomes.

Quando me perguntam o que acho de Maciel, respondo: alguém que, escorado numa parede, olha pra uma chinela de couro no fim da vida, se acabando  num canto e escreve:

O solado dessa chinela
Já pisou muita calçada
Fez caminho, fez estrada
Por esse mundão de Deus
Procurando os passos teus
Abriu mais de mil cancelas
Abriu portas e janelas
Seguindo os carinhos seus
Morro de amor por ela
E por isso, graças a Deus

Já andou por tantas feiras
Calçou o sol mais ardente
Fez rastro na terra quente
Fez calo em meu caminhar
Pernambuco, Ceará
Maranhão, S.Paulo e Rio
Andou no meu desafio
E ficou pra lá e pra cá

Viu tanta gente descalça
Tanto sorriso sem dente
E a dor que dói nessa gente
É nunca poder sonhar
Volto pro meu lugar
Que lá é meu mundo inteiro
Debaixo de um juazeiro
Onde eu aprendi amar

…ou é gênio ou divino. Assim, são Flávio e Maciel, com respeito ao resto, e não o contrário, as atrações principais da minha Festa de Janeiro. Um viva pra eles!

Famílias Novaes e Ferraz unidas em Floresta

O município de Floresta, no Sertão de Itaparica, vive um momento histórico. Depois de mais de um século em guerra, representantes das famílias Ferraz e Novaes estarão no mesmo palanque nas eleições deste ano. Segundo reportagem da Folha de Pernambuco,  a chapa encabeçada pelo médico Severino Ferraz (Podemos), conhecido como Dr. Severininho, e tendo Rinaldo […]

O município de Floresta, no Sertão de Itaparica, vive um momento histórico. Depois de mais de um século em guerra, representantes das famílias Ferraz e Novaes estarão no mesmo palanque nas eleições deste ano.

Segundo reportagem da Folha de Pernambuco,  a chapa encabeçada pelo médico Severino Ferraz (Podemos), conhecido como Dr. Severininho, e tendo Rinaldo Novaes (PSB) na condição de vice, será apresentada neste sábado (15), às 16h, no Centro de Convenções da cidade.

A articulação foi definida pelo deputado estadual Fabrizio Ferraz (Solidariedade) e pelo ex-deputado Rodrigo Novaes, hoje conselheiro do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE). Mas o conflito não acaba aí, e um novo já se formou. A estratégia agora é impedir a reeleição da prefeita Rorró Maniçoba (PP).

A última vez em que os dois grupos estiveram juntos foi em 1913, com Antônio Serafim de Souza Ferraz, o Antônio Boiadeiro, como prefeito, e o Major João Novaes sendo o vice. De lá até o início do século XXI a disputa pelo poder na região é ferrenha e há registro de dezenas de mortes em ambos os lados.

“Vimos a necessidade e a importância de acabarmos com os problemas que no passado aconteceram entre as nossas famílias, porque os motivos que nos unem são infinitamente maiores do que os que nos separaram no passado”, justificou Fabrizio Ferraz.

Fabrizio Ferraz admite que alguns ainda não absorveram a união do grupo, mas a maioria vai acompanhar a decisão. “Por amor a Floresta é nosso lema e vai virar o slogan da campanha”, sustenta o deputado, ganhando reforço do adversário de antes.

Segundo dia de live movimenta véspera do aniversário de Afogados da Ingazeira

Por Rodrigo Lima – Ascom No segundo dia de programação de lives para celebrar virtualmente os 111 anos de emancipação política de Afogados da Ingazeira, uma noite perfeita, irretocável, sem falhas técnicas ou atrasos na programação. No palco, Nill Júnior esteve mais uma vez acompanhado pelo Corujão do Pepeu, trazendo as diversas mensagens postadas pelos […]

Por Rodrigo Lima – Ascom

No segundo dia de programação de lives para celebrar virtualmente os 111 anos de emancipação política de Afogados da Ingazeira, uma noite perfeita, irretocável, sem falhas técnicas ou atrasos na programação.

No palco, Nill Júnior esteve mais uma vez acompanhado pelo Corujão do Pepeu, trazendo as diversas mensagens postadas pelos internautas nas redes sociais. Além de Afogadenses, um bom público de filhos ausentes, pessoas na Bahia, Goiás, Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo,

Recife, além de outras cidades de Pernambuco, puderam parabenizar a qualidade técnica da exibição e o talento dos artistas que animaram a noite.

O poeta do dia foi o grande Diomedes Mariano, memória viva da poesia nordestina, que declamou seus versos, e homenageou, com sua memória prodigiosa, diversos outros cantadores que já se foram. Em um momento particularmente emocionante, Dió recitou um verso que fez citando lugares de Afogados, que já não existem, mas que fazem parte da memória afetiva do povo afogadense, sobretudo dos mais antigos. Diomedes também recebeu no palco outro repentista, Edezel Pereira, para juntos cantarem as belezas de Afogados.

Antes do início do evento todos os envolvidos, entre equipe técnica, músicos e apresentadores fizeram testagem para Covid-19, o que se repetirá em todos os dias. Veja fotos de Bruna Verlene:

O primeiro número musical da noite ficou por conta do grupo quarteto do samba, que desfilou pérolas de compositores como Adoniran Barbosa, Benito de Paula, Toquinho, Vinícius de Moraes e Sérgio Bittencourt.

Em seguida, foi a vez do forró das antigas tomar conta da live com a apresentação da dupla Luciano Lima e Waguinho dos teclados. A última apresentação ficou a encargo do jovem e talentoso sanfoneiro Leandro Cavalcanti, que tocou muito forró pé de serra mas também mesclou seu repertório com canções de compositores como Gonzaguinha e Vanderli, tudo em ritmo de forró.

Uma noite mágica, perfeita, para reavivar nosso orgulho por ter nascido em Afogados ou por ter escolhido essa cidade maravilhosa para viver.