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STF adia julgamento e dá liminar para Lula não ser preso até 4 de abril

Por André Luis

Do UOL

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira (22) suspender o julgamento de recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra a possibilidade de prisão do petista.

Os ministros do Supremo também determinaram que Lula não poderá ser preso até que seja concluído o julgamento no STF, que será retomado no dia 4 de abril.

Votaram por suspender a prisão até a conclusão do julgamento Rosa Weber, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Marco Aurélio Mello.

Foram contrários Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

O julgamento será retomado no dia 4 de abril — na Semana Santa não há expediente no Supremo. A decisão do Supremo de adiar o julgamento não significa que a Corte aceitará o habeas corpus de Lula. Isso só será decidido no dia 4.

Nesta quinta-feira, o julgamento começou analisando se seria possível ou não julgar o recurso do petista.

O relator, Edson Fachin, afirmava que não seria possível apresentar o tipo de recurso utilizado pela defesa, um habeas corpus. A maioria dos ministros foi contrária ao argumento de Fachin, que ficou derrotado por 7 votos a 4.

Como já passava das 18h30 quando a Corte decidiu que o habeas corpus poderia ser analisado, os ministros passaram a discutir se a sessão de hoje continuaria ou seria suspensa.

Diante do impasse, o advogado José Roberto Batochio, da defesa do ex-presidente, pediu a suspensão da possibilidade de prisão de Lula até que o STF conclua o julgamento.

Para o ministro Ricardo Lewandowski, a jurisprudência absolutamente pacífica da Corte e de outros tribunais é de que “se o atraso na prestação jurisdicional, como é o caso hoje, se deve exclusivamente ao Estado juiz, não pode a parte [Lula] suportar esse ônus”.

“Infelizmente não temos uma sessão possível amanhã [sexta-feira] e nem na semana que vem”, declarou Gilmar Mendes, que se manifestou a favor da concessão de liminar.

Primeira a defender o pedido da defesa do petista, a ministra Rosa Weber disse que ficaria “constrangida” caso a suspensão do julgamento implicasse em prejuízo ao recurso.

“Isso não significa nenhuma antecipação a respeito do tema jurídico colocado. E nem é uma superação de alguma decisão liminar já tomada pelo relator”, argumentou Dias Toffoli. “O resultado ninguém sabe qual será”, completou.

Em seu voto, Gilmar Mendes defendeu o direito de Lula ao recurso. “Não deve ser ele privilegiado, mas também não deve ser ele perseguido pela condição de ex-presidente”, declarou. “Ele não é mais cidadão e também não é menos cidadão. Não deve ficar desprotegido”, completou o ministro.

Convidada pela ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, a se manifestar sobre o pedido de Batochio, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, repetiu seus argumentos iniciais e pediu que a corte negasse a liminar.

Na saída do STF, Dodge, afirmou estar confiante de que a Corte vai manter a decisão de validar a prisão após decisão final do tribunal de segunda instância.

“Essa decisão da Corte é importante para o futuro da percepção penal do Brasil, sobretudo em face de crimes de corrupção, de colarinho branco e crimes praticados pelo crime organizado”, disse.

Decisão gera protestos

A decisão do Supremo foi seguida de protestos na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Ao fim do julgamento, manifestantes gritavam em uma caixa de som contra os ministros, chamados de “aves de rapina”, e a Corte, de “venezuelana”.

Entre os gritos de protesto, havia “Supremo, vergonha nacional” e “vocês são juizecos, se ajoelharam diante do crime organizado”.

Na próxima segunda-feira (26) o TRF-4 (Tribunal Federal Regional da 4ª Região) julga o último recurso da defesa de Lula contra a condenação do petista no caso do tríplex no Guarujá.

Os desembargadores do TRF-4 determinaram que, se o recurso da defesa for negado, o ex-presidente deve começar a cumprir a pena de prisão a que foi condenado. (*Colaborou Luciana Amaral, de Brasília)

Outras Notícias

Maia não vai postergar análise da denúncia contra Temer

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, descartou neste sábado (15) ao blog de Andreia Sadi postergar a votação da denúncia contra Michel Temer no plenário da Câmara, se a Casa não atingir o quórum de 342 deputados no dia 2 de agosto. Maia diz que aplicará efeito administrativo, ou seja, dará falta para o deputado que […]

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, descartou neste sábado (15) ao blog de Andreia Sadi postergar a votação da denúncia contra Michel Temer no plenário da Câmara, se a Casa não atingir o quórum de 342 deputados no dia 2 de agosto.

Maia diz que aplicará efeito administrativo, ou seja, dará falta para o deputado que se ausentar. E, se não houver quórum no dia marcado para a votação, vai pautar novamente em agosto até que o quórum seja atingido.

“A expectativa deste assunto precisa ter fim ainda em agosto. O quórum precisa ser elevado. Se não tiver quórum no dia 2, vou repautar ainda em agosto. Mais para o meio de agosto do que para o fim, até porque ninguém quer esta situação. Não podemos deixar o governo nessa situação, pendurado”, disse Maia

Bolsonaro foi alertado sobre suspeitas na compra da Covaxin, diz deputado

Por Mateus Vargas/Folhapress O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) afirma ter alertado o presidente Jair Bolsonaro sobre indícios de irregularidade na negociação do Ministério da Saúde para a compra da vacina indiana Covaxin. “No dia 20 de março, fui pessoalmente, com o servidor da Saúde que é meu irmão, e levamos toda a documentação para […]

Por Mateus Vargas/Folhapress

O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) afirma ter alertado o presidente Jair Bolsonaro sobre indícios de irregularidade na negociação do Ministério da Saúde para a compra da vacina indiana Covaxin.

“No dia 20 de março, fui pessoalmente, com o servidor da Saúde que é meu irmão, e levamos toda a documentação para ele”, disse o parlamentar à reportagem nesta quarta-feira (23).

O deputado é irmão de Luís Ricardo Fernandes Miranda, chefe da divisão de importação do Ministério da Saúde, que relatou ao MPF (Ministério Público Federal), em depoimento em 31 de março revelado pela Folha, ter sofrido pressão incomum para assinar o contrato.

Segundo o parlamentar, naquele encontro, Bolsonaro prometeu acionar a Polícia Federal para investigar o caso. “Para poder agir imediatamente, porque ele compreendeu que era grave, gravíssimo”, disse Miranda.

O parlamentar afirmou que não recebeu retorno do presidente ou da PF. “Não era só uma pressão que meu irmão recebia. Tinha indícios claros de corrupção.”

Miranda é da base do presidente e não quis responder se Bolsonaro prevaricou. “Levei [o caso] para ele porque confio nele. Espero que ele tenha feito alguma coisa”, disse o deputado.

Miranda e seu irmão serão ouvidos pela CPI da Covid no Senado nesta sexta-feira (25).

O encontro em que o deputado teria alertado Bolsonaro sobre supostas irregularidades na compra ocorreu em um sábado e não está registrado na agenda oficial do presidente. Naquele dia, Miranda publicou nas redes sociais uma foto ao lado de Bolsonaro.

Nesta terça-feira (22), o deputado disse à Folha que havia encaminhado os relatos de seu irmão a autoridades, mas não quis confirmar para quais. “Se eu responder para você, cai a República”, disse. Leia aqui a íntegra da reportagem.

Empresa italiana vai investir em Tacaratu, no Sertão

O governador Paulo Câmara participou, nesta quinta-feira (03.06), de uma reunião por videoconferência com representantes da Enel Green Power. A empresa, de origem italiana, apresentou seu plano de investimentos no Brasil e em Pernambuco, no município de Tacaratu – localizado no Sertão do São Francisco – no segmento de geração de energia renovável. Os empresários […]

O governador Paulo Câmara participou, nesta quinta-feira (03.06), de uma reunião por videoconferência com representantes da Enel Green Power.

A empresa, de origem italiana, apresentou seu plano de investimentos no Brasil e em Pernambuco, no município de Tacaratu – localizado no Sertão do São Francisco – no segmento de geração de energia renovável. Os empresários também comentaram sobre o que têm sido feito na área de hidrogênio verde, nos territórios onde a Enel atua.

“Debatemos sobre os investimentos que já estão ocorrendo no município de Tacaratu, uma expansão do parque já existente naquela região, tanto de energia solar quanto eólica. Espero que parcerias como essa, que dialogam com o futuro, continuem acontecendo. Um futuro com energia limpa, que possa proteger cada vez mais o meio ambiente e garantir o desenvolvimento sustentável”, afirmou Paulo Câmara.

A empresa prevê inaugurar, ainda este ano, o seu parque fotovoltaico com 59,4 hectares de expansão. O investimento no projeto é de R$ 550 milhões, gerando, durante o pico da obra, aproximadamente 600 empregos diretos.

“Além do pioneirismo na realização do primeiro leilão de energia limpa no País, que possibilitou a implantação de duas usinas com capacidade instalada de 10MW em Tacaratu, a Enel é uma das maiores empresas de energia do mundo. Isso só comprova que Pernambuco é um Estado estratégico geograficamente, e que possui todas as condições para atrair empresas desse nível”, enfatizou o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Júlio.

O grupo italiano anunciou, no dia 14 de dezembro de 2020, que sua subsidiária Enel Green Power Brasil havia iniciado a construção de novos projetos de geração renovável no Nordeste, que somarão 1,3 gigawatts em capacidade e demandarão cerca de R$ 5,6 bilhões. Os empreendimentos – que compreendem quatro parques eólicos e um parque solar – serão apoiados principalmente em contratos de venda da produção futura, negociados com clientes corporativos no chamado mercado livre de energia, onde grandes consumidores, como indústrias, podem fechar contratos de fornecimento de eletricidade diretamente com geradores.

Participaram da reunião a secretária executiva de Desenvolvimento Econômico, Ana Paula Vilaça; o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), Roberto Abreu e Lima; o coordenador de Planejamento da SDEC, Antônio Alexandre; e a CEO da Geração Brasil-Enel, Roberta Bonomi,  além de outros representantes da empresa.

Rogaciano Jorge é eleito presidente da Câmara de São José do Egito

Do blog do Marcello Patriota Nesse sábado (15) foi realizado a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de São José do Egito. Após a formalização das candidaturas, que no Legislativo egipciense aconteceu de forma individual e não propriamente em chapas (os parlamentares votam cargo a cargo), os grupos mudaram, David de Deus retirou […]

Alberto de Zé Loló (2º secretário), Albérico Thiago (1º Secretario), Aldo da Clipsi (Vice-presidente) e Rogaciano Jorge (Presidente). Foto: Marcello Patriota

Do blog do Marcello Patriota

Nesse sábado (15) foi realizado a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de São José do Egito. Após a formalização das candidaturas, que no Legislativo egipciense aconteceu de forma individual e não propriamente em chapas (os parlamentares votam cargo a cargo), os grupos mudaram, David de Deus retirou sua candidatura e foi para o embate Rogaciano e Rona Leite, Rogaciano obteve 7 dos 13 votos da Casa.

No discurso de vitória Rogaciano Jorge (PSB) disse que o grupo ficou unido em torno da vitória do socialista. Votaram em Rogaciano: Albérico Tiago (PR), Alberto de Zé Loló (PT), Aldo da Clipsi (PT), Antônio Andrade (PSB), Doido de Zé Vicente (PSC) e Jota Ferreira (PSB).

Nesta disputa pela Mesa da Câmara ainda o candidato Rona Leite (PT) à presidência. Beto de Marreco (PSB) a vice. Ana Maria de Romerinho (PSB) e Tadeu do Hospital (PTB) registraram-se, respectivamente, a 1ª e 2º secretários, obtiveram 6 votos.

A Mesa Diretora da Câmara de São José do Egito ficou com a seguinte formação: Rogaciano Jorge (presidente), Aldo da Clipsi (vice-presidente), Albérico Tiago (1º secretário) e Alberto de Zé Loló (2º Secretário).

Márcia Conrado passa o bastão da AMUPE a Marcelo Gouveia em março

Em fevereiro do ano passado,  a diretoria da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) chegou a um entendimento para o lançamento de uma pauta de consenso. Foi definida uma chapa unitária, sendo uma gestão compartilhada encabeçada pela prefeita de Serra Talhada,  Márcia Conrado (PT); ladeada pelo prefeito de Paudalho, Marcelo Gouveia (hoje no PODEMOS), após anos comandada pelo hoje Deputado […]

Em fevereiro do ano passado,  a diretoria da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) chegou a um entendimento para o lançamento de uma pauta de consenso.

Foi definida uma chapa unitária, sendo uma gestão compartilhada encabeçada pela prefeita de Serra Talhada,  Márcia Conrado (PT); ladeada pelo prefeito de Paudalho, Marcelo Gouveia (hoje no PODEMOS), após anos comandada pelo hoje Deputado Estadual José Patriota.

A gestão foi definida  com alternância na presidência. Iniciou-se com Márcia Conrado em 2023 e, em seguida, ficou definido que Marcelo assumiria o comando da Associação em 2024. O presidente da Amupe, José Patriota conduziu as negociações, inclusive com a saída do páreo do prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro.

Mas, quando o prefeito de Paudalho assume? Pelo que o blog apurou, está sendo fechada a data da Assembleia de transmissão de cargo. A maior probabilidade é de que a transmissão se dê no começo de março, pouco após o carnaval.

A mudança de comando na Amupe deve ser positiva para Márcia Conrado, já que ela estará com agenda atribulada disputando a reeleição. Gouveia já é reeleito e deve apoiar Paula Marinho (União Brasil), conhecida como Paula da Educação, contra seu atual vice, André Viana, que rompeu com o atual prefeito ano passado.

Detalhe é que Marcelo foi fundamental na montagem de chapa para estadual quando estava no Solidariedade, ajudando com a engrenagem que ajudou a eleger seu irmão, Gustavo Gouveia, e também o Estadual Luciano Duque, com quem tem ótima relação. É considerado uma figura em ascensão na política estadual.