Solidão: prefeita garante que paga dezembro e 13º de professores até 10 de janeiro
Por Nill Júnior
Cida Oliveira nos estúdios da Rádio Pajeú: prometendo pagar décimo e dezembro até 10 de janeiro
Cida Oliveira nos estúdios da Rádio Pajeú: prometendo pagar décimo e dezembro até 10 de janeiro
A prefeita de Solidão, Cida Oliveira, disse hoje em entrevista ao programa Manhã Total (Rádio Pajeú) que não há calote contra professores da rede municipal do município. Cida falou em dificuldades para justificar a reclamação de atrasos de pagamentos dos meses de dezembro e do abono natalino para professores.
Quanto aos servidores, afirmou que desde o dia 10 vem pagando o 13º por etapas. “Pagamos Administração, Saúde, 40% do Fundeb às merendeiras e zeladoras e professores da educação infantil”. Ela afirmou que só pode pagar de acordo com o que vai entrando no município.”Não aguento mais pegar dinheiro do FPM e injetar no Fundeb. Solidão não vive só de professores. A folha de professores é de R$ 232 mil, é muito dinheiro para um município que vive só de FPM. Nunca dissemos que não iríamos pagar”, garantiu.
Cida afirmou que não digeriu a utilização da palavra “calote” na reportagem do blog (que dentre as definições significa dívida que não foi quitada ou paga ou circunstância ou situação em que uma dívida não foi paga). Afirmou que no caso dos contratados, receberam dezembro este mês entre dia 10 e 15.
A Prefeita afirmou que está sacrificada pelo parcelamento do Fundo de Previdência. “Aposentados acham que o governo manda dinheiro para o pagamento deles. O pagamento se dá pelo recolhimento do desconto. Há um déficit de R$ 1 milhão e 500 mil”.
Cida afirmou que sua gestão só cumpre folha de pagamento. “Tem contratos atrasados, nunca deixamos de admitir”. Ainda sobre professores, a gestora afirmou que são cerca de cem professores ativos concursados, com salários que chegam até R$ 4 mil e pouco. “Pagamos melhor do que da rede estadual. Jamais dissemos que não pagaríamos. Temos também administração, saúde, contratos”.
A Prefeita firmou o compromisso de pagar o décimo terceiro dos professores até o dia 30 e o mês de dezembro até 10 de janeiro. Cida diz que se o FPM continuar se comportando como está em 2015, vai viver administrando folha e será obrigada a fazer cortes.
Nas primeiras horas dos dias 22 e 23, foi desencadeada na cidade de São José do Egito, a operação força no Foco, coordenada pelo Delegado Especial de Polícia Dr. Edson Augusto, com apoio da 20ª DESEC, e do 23 BPM. A operação visa a elucidação de homicídios, bem como o combate ao tráfico de drogas […]
Nas primeiras horas dos dias 22 e 23, foi desencadeada na cidade de São José do Egito, a operação força no Foco, coordenada pelo Delegado Especial de Polícia Dr. Edson Augusto, com apoio da 20ª DESEC, e do 23 BPM.
A operação visa a elucidação de homicídios, bem como o combate ao tráfico de drogas ilícitas na cidade.
Foram cumpridos até o momento 10 mandados de busca e apreensão domiciliar, e 2 mandados de prisão, bem como foram feitas várias oitivas na Delegacia de Policia, objetivando a elucidação de crimes de homicídio outrora ocorridos na cidade.
A operação Força no Foco também contou com a participação do Corpo de Bombeiros, que fiscalizou bares na cidade, tendo sido feita a interdição de seis estabelecimentos.
Prefeitos e Estado vão tentar administrar caos até a vacina A média diária de casos de Covid-19 tem aumentado em todo o estado. No Pajeú não é diferente. A cada boletim, números que reforçam o aumento de 20% em média nos últimos 30 dias em Pernambuco. Em Afogados, à exceção dos dias de natal, quando […]
Prefeitos e Estado vão tentar administrar caos até a vacina
A média diária de casos de Covid-19 tem aumentado em todo o estado. No Pajeú não é diferente. A cada boletim, números que reforçam o aumento de 20% em média nos últimos 30 dias em Pernambuco.
Em Afogados, à exceção dos dias de natal, quando a notificação é menor, média beirando os 45 casos diários. Em Serra Talhada, novo aumento médio. Isso se reproduz também nas outras cidades. Mas poucas, São José do Egito, Carnaíba, Flores, Triunfo e Sertânia tomaram medidas isoladas para tentar segurar o virus e a irresponsabilidade.
Nas demais, inclusive as duas maiores, nenhum sinal de fumaça. Ao contrário, os municípios seguem rigorosamente o plano estadual, muito criticado pelo Conselho Regional de Medicina pela ineficácia. Pior que enxugar gelo, a falta de decisão tem aumentado o número de casos.
Há várias explicações para a inércia, uma moral. Os políticos sabem do desgaste que terão após novas medidas pelo que deixaram de fazer no período eleitoral, só interrompidos pela justiça.
Outra explicação reside no sonho da chegada da vacina, única que pode restaurar vida normal e economia num futuro próximo. Mas a ignorância genocida de Bolsonaro e a necessidade de agradar sua ala ideológica não nos faz enxergar uma luz no fim do túnel. E assim seguimos.
Lembra muito o debate sobre o cumprimento às leis de trânsito. Gestores evitavam ações para coibir motos irregulares e motociclistas sem carteira porque poderiam perder votos, mesmo que o efeito colateral fosse de mais mortes no trânsito.
Enquanto nas nossas cidades e no Estado, mantivermos essa falta de enfrentamento, mais vidas serão ceifadas, mais UTIs lotadas, mais dor acumulada em um ano tão difícil. Some-se à atitude egoísta e irresponsável da população mais jovem, vetora dessa tragédia sem precedentes. Perdemos pra nós mesmos. E muitos perguntam: “e daí”?
Quase lotadas
As duas principais UTIs das unidades hospitalares do Pajeú continuam com lotação altíssima, a pouco de não poder receber pacientes nativos que muitas vezes são transferidos para outras regiões. As UTIs do Hospital Regional Emília Câmara e de Campanha Eduardo Campos contam com ocupação de 70% a 80%.
Os sem anúncio
Justamente as maiores cidades do Pajeú, Serra Talhada e Afogados da Ingazeira ainda não tiveram pelos prefeitos eleitos, Márcia Conrado e Sandrinho Palmeira, o anúncio do Secretariado. Eleitos com ampla frente de apoio, uma vasta chapa proporcional e de partidos, estão terminando a montagem do quebra-cabeças. Nos dois casos, já estão com 80% das dúvidas equacionadas, segundo aliados.
Eu decido
Em Afogados não está muito clara qual será a participação do clã Valadares, leia-se Totonho e Daniel, ou do prefeito José Patriota na composição do governo Sandrinho Palmeira. Pelos sinais, o prefeito eleito tem ouvido, mas deixado claro que a decisão é dele. Assim, aceita sugestões, não imposições. O estilo de governo também seria mais descolado do modo Patriota de governar, à exceção do processo de monitoramento.
Última
O Cimpajeú, sob o comando de Manuca, prefeito de Custódia, realizou neste sábado a última reunião de 2020 e do ciclo de alguns gestores. Dentre os que se despediram José Patriota (Afogados), João Batista (Triunfo), Luciano Duque (Serra Talhada) e Lino Morais (Ingazeira). Dos eleitos, receberam bastão Márcia Conrado (Serra Talhada), Sandrinho Palmeira (Afogados da Ingazeira), Luciano Bonfim (Triunfo) e Luciano Torres (Ingazeira).
Primeiras
O novo ciclo do Consórcio a partir de janeiro tem dois desafios morais: o primeiro, colocar o SAMU pra funcionar. O ato de assinatura aconteceu em dezembro de 2019 e doze meses depois, nenhuma ambulância cortou a região prestando o serviço. O outro é do tratamento de resíduos sólidos com o fim dos lixões e do saneamento global na região. Andemos!
Herdeiros
Da série “prefeitos que reclamam da herança antes de assumir” estão Delson Lustosa, de Santa Terezinha e Gilson Bento, de Brejinho. Disparadamente, a primeira situação é pior, com o prefeito Adarivan Santos reconhecendo que o caso é de colapso nas contas. Em Brejinho, a guerra maior aparentemente é de repasse de informações. Gilson reclama que Tânia Maria não estaria passando todos os dados. Já Tânia garante que entregará um município aprumado. Em Calumbi, Joelson não pode reclamar da herança de Sandra. Entregou bem pior pra ela.
Fechou
Dentre as cidades que já tem a eleição da Câmara encaminhada, Serra Talhada (Ronaldo de Dja), Afogados da Ingazeira (Rubinho do São João), Iguaracy (Chico Torres), Carnaíba (Cícero Batista), Edmundo Barros (Tabira) e Jordânia Siqueira (Itapetim).
Parece que fechou
Na série “palavra voltou da porta” São José do Egito, onde era Beto de Marreco e virou para João de Maria (PSB) e Santa Terezinha, que teve duas alterações e agora, parece que bateu martelo com Doutor Júnior no primeiro biênio e Neguinho de Danda no segundo.
É preciso evoluir
Melhor decisão a de Wellington LW e sua assessoria de promover uma coletiva para anúncio da nova equipe de governo em Arcoverde. Antes o eleito falava pra um ou dois veículos preferidos. Uma cidade desenvolvida como a Terra do Cardeal ainda tem a rádio onde só fala A, o blog que só traz notícias de B, a porta que só se abre pra C. Muito provinciano para uma cidade tão desenvolvida.
Obrigado
A todos, a gratidão pelos gestos de solidariedade e apoio por ocasião da morte de minha irmã, Nívea Cléa Ramos Galindo, Diretora da Escola Ana Melo, na última segunda. A missa de sétimo dia por sua alma será nesta terça, dia 29, 19h na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, Afogados da Ingazeira. Por seu amor e memória, com saudade que o tempo não apaga, vamos seguir…
Frase da semana: “Ninguém me pressiona para nada, não dou bola para isso”… Do presidente Jair Bolsonaro sobre as críticas de que o Brasil ficou pra trás de vários países que começaram a aplicar a vacina.
Foto: Apib Por André Luis Nesta quinta-feira (15), o Congresso Nacional deu um passo preocupante ao derrubar o veto presidencial referente ao projeto de lei do marco temporal das terras indígenas (PL 490/07). Esta decisão, apoiada por 321 deputados e 53 senadores, levanta sérias preocupações sobre o respeito aos direitos fundamentais dos povos originários do […]
Nesta quinta-feira (15), o Congresso Nacional deu um passo preocupante ao derrubar o veto presidencial referente ao projeto de lei do marco temporal das terras indígenas (PL 490/07). Esta decisão, apoiada por 321 deputados e 53 senadores, levanta sérias preocupações sobre o respeito aos direitos fundamentais dos povos originários do Brasil.
O projeto, que já havia sido julgado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), agora permite a restrição da demarcação de terras indígenas àquelas tradicionalmente ocupadas até 5 de outubro de 1988. Este é um retrocesso que desconsidera as históricas reivindicações dos povos indígenas, que há muito lutam pela demarcação de suas terras conforme seus critérios culturais e históricos.
Entre os itens mantidos, destaca-se a limitação da União em direcionar terras indígenas para outras destinações, uma medida que coloca em risco a preservação ambiental e cultural dessas áreas. Além disso, a permissão para instalação de bases militares sem consulta às comunidades indígenas ou à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) é uma afronta à soberania desses povos.
A dispensa da consulta às comunidades indígenas em questões estratégicas, como expansão de rodovias, exploração de energia elétrica e resguardo de riquezas estratégicas, demonstra uma postura desrespeitosa em relação aos direitos desses povos. As operações das Forças Armadas e da Polícia Federal em áreas indígenas sem consulta prévia são medidas que podem levar a conflitos e violações dos direitos humanos.
O projeto também abre espaço para a intervenção do poder público em terras indígenas, permitindo a instalação de infraestrutura sem considerar os impactos sociais e ambientais. A permissão para atividades econômicas, embora apresentada como um benefício, levanta questões sobre a proteção das terras indígenas e a preservação de suas culturas.
Ainda mais preocupante é a disposição sobre benfeitorias, que coloca em risco a integridade territorial indígena. Ao considerar de boa-fé e sujeitar a indenização qualquer benfeitoria realizada pelo ocupante da terra até a conclusão do procedimento de demarcação, o projeto desconsidera a histórica injustiça sofrida pelos povos indígenas em relação à posse de suas terras.
Em suma, a aprovação do marco temporal das terras indígenas é um passo atrás na garantia dos direitos fundamentais e na preservação das culturas originárias do Brasil. A sociedade brasileira e a comunidade internacional devem se posicionar contra essa medida, que coloca em risco a dignidade e a autonomia dos povos indígenas é uma volta ao tempo da colonização, quando o Brasil foi invadido, os indígenas escravizados e suas riquezas, cultura e tradições roubadas.
Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Nill Júnior (@nill_jr) O que fazia o Ônibus do TFD – Tratamento Fora do Domicilio da Prefeitura de Tabira estacionado na comunidade de Pocinhos nas imediações de duas chácaras que promoviam festas e aglomerações? Nas imagens divulgadas em redes sociais fica claro que não […]
O que fazia o Ônibus do TFD – Tratamento Fora do Domicilio da Prefeitura de Tabira estacionado na comunidade de Pocinhos nas imediações de duas chácaras que promoviam festas e aglomerações?
Nas imagens divulgadas em redes sociais fica claro que não havia doentes na comunidade para serem transportados em um ônibus. Sandro Ferreira questiona: “que eu saiba não tem nenhum doente pra ser transportado aqui, nem posto de gasolina próximo para abastecer”.
Ônibus do Tratamento Fora de Domicílio não devem ter alterada sua finalidade, muito menos se comprovado que levou pessoas para evento em tempo de pandemia. Com a palavra a prefeita Nicinha Brandino e Secretária de Saúde Genedy Brito.
Blog de Jamildo A exemplo do que fez com o presidente Bolsonaro, a pesquisa da Plural perguntou aos eleitores se, considerando os erros e acertos do governo do ex-presidente Lula, o entrevistado votaria em um candidato a governador de Pernambuco apoiado pelo ex-presidente Lula. O resultado é surpreendente. De acordo com as planilhas, 61% dos […]
A exemplo do que fez com o presidente Bolsonaro, a pesquisa da Plural perguntou aos eleitores se, considerando os erros e acertos do governo do ex-presidente Lula, o entrevistado votaria em um candidato a governador de Pernambuco apoiado pelo ex-presidente Lula.
O resultado é surpreendente. De acordo com as planilhas, 61% dos entrevistados pernambucanos, maioria esmagadora, afirmou que sim.
Para um contingente de 12%, dependeria do candidato a ser indicado.
Outros 25% disseram que não votariam neste candidato indicado pelo petista. 3% não soube informar ou não opinou.
Comparação com Bolsonaro
No mesmo levantamento, os entrevistadores perguntam aos eleitores se, pensando nos erros e acertos do governo do presidente Bolsonaro, eles votariam em um candidato a governador apoiado pelo atual presidente.
A grande maioria, com 65%, respondeu que não votaria. 3% disse não saber ou nâo opinou.
15% afirmou que sim, que votaria em alguém indicado por Bolsonaro, enquanto outros 17% afirmaram que dependeria do candidato a ser apresentado.
Partidos – Ironicamente, a pesquisa mostra que o PT é o partido mais admirado e o mais odiado, pelos pernambucanos.
Quando a questão é a simpatia, o PT tem a liderança com 29%, seguido pelo PSB, com 2%, apenas.
Quando a questão é a rejeição, o PT também lidera com 12%, tendo logo atras, com 8%, o “partido de Bolsonaro”, conforme as respostas, embora o atual presidente esteja sem partido.
A pesquisa – A pesquisa de opinião da Plural foi realizada entre os dias 07 e 11 de agosto, tendo sido realizada em mais de 80 cidades do Estado, de forma presencial.
Realizada para consumo interno, a pesquisa não precisa de registro no TRE nem a empresa declinou o contratante.
De acordo com a Plural, foram realizadas mil entrevistas, nas cinco mesorregiões do Estado, com margem de erro de 3% e grau de confiança de 95%.
Com sede em Olinda e escritório no Recife, a Plural foi fundada em 2006 e tem como diretor técnico o sociólogo Fernando Guerra.
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