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SJE: Prefeito e equipe de governo visitam obras da Escola Graça Valadares

Por André Luis

O prefeito Evandro Valadares juntou secretários e boa parte da equipe do Governo Municipal e levou para conhecer mais uma escola que está sendo construída em São José do Egito.

A visita ao canteiro de obras, que fica ao lado do Ginásio de Esportes Wandelson Barbosa, aconteceu na manhã desta sexta (12). O prefeito conheceu um pouco mais o projeto e conversou com os trabalhadores que atuam na obra.

A unidade terá o nome da ex-primeira dama Graça Valadares e quando pronta terá 12 salas de aula, auditório, refeitório, laboratórios, setor administrativo e quadra coberta com vestiários e arquibancadas.

A obra está orçada em cerca de R$ 4 milhões, os recursos são federais, mas ela está dentro do Programa Minha Cidade de Cara Nova, que tem por objetivo melhorar os serviços ofertados e os espaços públicos municipais.

Quando estiver pronta, serrá a quinta escola construída e entregue à população pelo prefeito Evandro Valadares, ao longo de suas 4 gestões a frente do município.

Outras Notícias

TCE julga regular com ressalvas gestão financeira de 2018 do Cimpajeú

Prefeito de Flores recebeu multa e recomendações, mas teve parecer aprovado. O TCE apreciou a Prestação de Contas do Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú – CIMPAJEÚ,  relativa ao exercício financeiro de 2018, que teve como titular o prefeito de Flores, Marconi Santana. Da análise dos autos foi emitido Relatório de Auditoria que aponta […]

Prefeito de Flores recebeu multa e recomendações, mas teve parecer aprovado.

O TCE apreciou a Prestação de Contas do Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú – CIMPAJEÚ,  relativa ao exercício financeiro de 2018, que teve como titular o prefeito de Flores, Marconi Santana.

Da análise dos autos foi emitido Relatório de Auditoria que aponta algumas irregularidades. Na lista do TCE, realização de despesa não autorizada, pagamento de despesa sem liquidação de fato, despesas com aquisição de combustíveis sem o devido controle.

Ainda despesas com pagamentos indevidos de encargos financeiros decorrentes de atraso no recolhimento de contribuições previdenciárias ao RGPS/INSS, despesas com locação de veículos cujas prestações de contas não estão instruídas em consonância com a Resolução nº 05/2016 do CIMPAJEÚ.

A Segunda Câmara da Corte de Contas julgou regular com ressalvas a prestação de contas. Ainda multou o prefeito de Flores em R$ 11.755,10. Cabe recurso da multa.

Juiz condena quatro ex-executivos da OAS investigados na Lava Jato

O juiz federal Sérgio Moro condenou hoje (5) executivos da empreiteira OAS investigados na Operação Lava Jato. Foram condenados pelo crime de lavagem de dinheiro José Adelmário Filho, Agenor Franklin Medeiros, Mateus Coutinho e José Ricardo Breguirolli. Adelmário e Agenor foram condenados a 16 anos e quatro meses de prisão. Mateus e Breghirolli receberam pena de […]

2O juiz federal Sérgio Moro condenou hoje (5) executivos da empreiteira OAS investigados na Operação Lava Jato. Foram condenados pelo crime de lavagem de dinheiro José Adelmário Filho, Agenor Franklin Medeiros, Mateus Coutinho e José Ricardo Breguirolli. Adelmário e Agenor foram condenados a 16 anos e quatro meses de prisão. Mateus e Breghirolli receberam pena de 11 anos de prisão.

A sentença de Moro atinge também o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, condenados por corrupção passiva. Como ambos assinaram acordos de delação, as penas foram abrandadas.

O doleiro deveria cumprir pena de 16 anos de prisão, mas continuará preso até completar três anos no regime fechado. Costa cumpre prisão domiciliar em função das informações dadas aos investigadores da Lava Jato.

Na sentença, Moro disse diz que os atos de lavagem de dinheiro tiveram origem nos crimes de cartel e no ajuste de licitações em, pelo menos, três contratos da OAS com a Petrobras para a construção das refinarias Getúlio Vargas, no Paraná, e a Abreu e Lima, em Pernambuco.

“No caso específico da OAS, há prova cabal de que o vínculo associativo com Alberto Youssef perdurou até a efetivação da prisão deste, considerando as aludidas operações da OAS de dezembro de 2013, fevereiro e março de 2014, com Youssef, cuja origem dos recursos não foi esclarecida nos autos ou pelos acusados, mas que seguem o mesmo modus-operandi anterior, entregas sub-reptícias de valores vultosos em espécie a terceiros, inclusive agentes políticos, mediante utilização do escritório de lavagem de dinheiro de Alberto Youssef.”, argumentou o juiz.

Procurada pela Agência Brasil, a OAS declarou que não foi comunicada sobre a sentença e que vai se manifestar após “inteiro conhecimento do teor” da decisão.

O vazio existencial dos obstinados

Era tão rico que só tinha dinheiro. Por Inácio Feitosa* No Cariri paraibano, em Monteiro, o tempo ensina mais do que corre. Foi ali, numa noite de lua alta sobre a caatinga, sentado à porta da casa grande da Fazenda Jatobá, dos Santa Cruz — terra de meus antepassados — que ouvi esse caso pela […]

Era tão rico que só tinha dinheiro.

Por Inácio Feitosa*

No Cariri paraibano, em Monteiro, o tempo ensina mais do que corre. Foi ali, numa noite de lua alta sobre a caatinga, sentado à porta da casa grande da Fazenda Jatobá, dos Santa Cruz — terra de meus antepassados — que ouvi esse caso pela primeira vez. Quem contava era Zé Preto, caseiro antigo, homem de poucas palavras e muita memória. Contava para mim e para meu pai, João Feitosa Santa Cruz, ainda na década de 1980, nós três deitados em redes armadas na varanda, cada qual na sua, enquanto ele enrolava o fumo com calma, cuspia de lado e deixava a história correr como quem puxa conversa para espantar o silêncio da noite. Contava como quem não prega, apenas lembra.

Dizia ele que, certa manhã, o açude estava parado. Água quieta, espessa de silêncio. Três homens pescavam. Pouca fala, nenhum aperreio. O peixe não vinha em fartura, mas vinha. O suficiente para o dia e para a dignidade.

Chegou um homem de fora. Sudestino. Roupa limpa demais para aquele chão rachado. Olhar inquieto, desses que medem tudo como se a vida fosse planilha.

— Por que vocês estão pescando aí? — perguntou.

O matuto respondeu simples, sem tirar os olhos da água:

— Pra comer. Pra levar pra casa.

O homem achou pouco. Pensou alto:

— Você podia botar esses homens pra trabalharem pra você. Comprar mais barcos. Pescar mais.

O matuto esperou um tempo, como quem escuta o vento antes da chuva:

— Pra quê?

— Pra vender mais.

— Pra quê?

— Pra ganhar dinheiro.

— Pra quê?

O sudestino respirou fundo:

— Pra um dia você não precisar mais trabalhar. Ficar tranquilo. Fazer só o que gosta. Pescar com seus amigos.

O matuto sorriu curto, quase piedoso:

— Oxente… é isso que eu já faço.

E voltou ao anzol.

Zé Preto dizia que o homem foi embora calado. A conta estava certa. O sentido, não. E talvez por isso a história tenha ficado.

Pensei nisso muitas vezes depois. Porque o obstinado moderno raramente se reconhece nesse espelho. Ninguém o chama de fracassado. Pelo contrário. Seu nome costuma ser sinônimo de sucesso, disciplina e vitória. Constrói biografias impecáveis, dessas que impressionam em discursos e causam silêncio em reuniões. Trabalha como quem cumpre um chamado — mas esquece de perguntar quem o chamou.

A obstinação começa como virtude. Acordar cedo, insistir, não desistir. Com o tempo, deixa de ser método e vira altar. Tudo passa a girar em torno do desempenho. Deus fica para depois, como se a eternidade pudesse aguardar o fechamento do próximo negócio.

Era tão obstinado que passou a criar mentiras — e acreditar fielmente nelas. Mentiras para justificar ausências, para suavizar durezas, para explicar por que não voltava cedo, por que não ouvia mais, por que não sentia culpa. Repetidas tantas vezes que já não distinguia estratégia de verdade. O autoengano virou abrigo.

A riqueza veio. Veio farta, visível, incontestável. Mas o coração continuava inquieto. Descobriu, tarde demais, que dinheiro compra quase tudo, exceto o silêncio interior. Quando cessava o barulho das metas, surgia um incômodo profundo — um vazio que não aparecia no balanço.

As pessoas foram virando meios. Relações, compromissos adiáveis. Afetos, custos operacionais. Ganhou influência, perdeu intimidade. Estava sempre cercado, raramente acompanhado. A solidão dos obstinados não é falta de gente; é falta de encontro.

Nunca aprendeu a parar. Ignorou o descanso como princípio, acreditando que pausar era sinal de fraqueza. Esqueceu que até Deus descansou — não por cansaço, mas para ensinar limite. O sábado simbólico da vida lhe parecia desperdício, quando era lembrança de humanidade.

Mediu o sucesso por números, não por frutos. Avaliou a vida por resultados, não por virtudes. Confundiu prosperidade com bênção, como se toda abundância fosse sinal de aprovação divina. Esqueceu que a Bíblia nunca prometeu cofres cheios, mas corações inteiros.

Evitava o silêncio. Sabia, no fundo, que é nele que Deus costuma falar. Preferia o ruído constante das ocupações, pois o recolhimento poderia revelar a distância entre tudo o que conquistou e tudo o que negligenciou.

Ajuntou tesouros onde o tempo alcança. Patrimônio, propriedades, poder. Mas esqueceu de construir o que não se perde: memórias, vínculos, fé, sentido. Quando percebeu, havia garantias para o futuro, mas nenhuma paz para o presente.

O matuto do açude da Fazenda Jatobá, em Monteiro, nunca fez conta grande. Não explorava ninguém. Dividia o pouco. Pescava com os amigos. Voltava para casa inteiro. Já vivia aquilo que o outro planejava viver um dia — quando tudo estivesse pronto.

No fim, o paradoxo se impõe sem barulho: há quem ganhe o mundo inteiro e perca a si mesmo. Era rico, sim. Tão rico… que só tinha dinheiro.

*Inácio Feitosa é advogado, escritor e pescador.

Covid-19: com mais dois óbitos, Sertão do Pajeú totaliza 221

Serra Talhada e Flores confirmaram óbitos nas últimas 24 horas. Por André Luis De acordo com os boletins epidemiológicos divulgados pelas secretarias de saúde dos municípios da região nesta terça-feira (15.12), o Pajeú totaliza 13.386 casos confirmados de Covid-19. Portanto, os números de casos confirmados no Pajeú ficam assim: Serra Talhada continua liderando o número de […]

Serra Talhada e Flores confirmaram óbitos nas últimas 24 horas.

Por André Luis

De acordo com os boletins epidemiológicos divulgados pelas secretarias de saúde dos municípios da região nesta terça-feira (15.12), o Pajeú totaliza 13.386 casos confirmados de Covid-19.

Portanto, os números de casos confirmados no Pajeú ficam assim: Serra Talhada continua liderando o número de casos na região e conta com 5.294 confirmações, foram mais 28 casos nas últimas 24h. Logo em seguida, com 1.734 casos confirmados está Afogados da Ingazeira, foram mais 35 nas últimas 24h, Tabira confirmou mais 15 e conta com 1.493, São José do Egito confirmou mais 5 e está com 1.055, Santa Terezinha não divulgou boletim e continua com 536, Carnaíba está com 498, o município registrou 2 novos casos e Triunfo confirmou mais 4 e está com 427.

Itapetim registrou mais 9 e conta com 411, Flores confirmou mais 15 e chegou aos 400 casos, Brejinho registrou mais 19 e está com 273, Calumbi não registou novos casos e permanece com 248, Iguaracy registrou mais 3 e está com 233, Tuparetama não divulgou boletim e conta com 217, Solidão informou mais 2 e conta com 179, Quixaba registrou mais 1 e conta com 164, Santa Cruz da Baixa Verde não divulgou boletim e está com 124 e Ingazeira também não divulgou boletim e permanece com 100 confirmados.

Mortes – Com mais um óbito confirmado em Serra Talhada e outro em Flores, a região tem no total, 221 óbitos por Covid-19. Todas as dezessete cidades da região registraram mortes. São elas: Serra Talhada tem 69, Afogados da Ingazeira tem 20, Flores tem 17, São José do Egito tem 16, Carnaíba tem 15,  Santa Terezinha e Tabira tem 14 óbitos cada, Triunfo tem 13 óbitos, Tuparetama tem 11, Iguaracy tem 10, Itapetim tem 8, Quixaba tem 4, Brejinho tem 3, Calumbi, Santa Cruz da Baixa Verde e Solidão tem 2 cada e Ingazeira tem 1 óbito.

Detalhe do óbito

Serra Talhada – O paciente tinha 96 anos, era morador do bairro Bom Jesus e estava internado no Hospam, onde faleceu no último domingo (13).

Flores não deu detalhes sobre o óbito ocorrido no município.

Recuperados – A região conta agora com 12.394 recuperados. O que corresponde a 92,58% dos casos confirmados.

Sertânia comemora aniversário de 148 anos do município com live de artistas locais

Live acontece agora, na página oficial da Prefeitura no Facebook. Na próxima segunda-feira (24) Sertânia irá completar 148 anos de emancipação política. Em comemoração ao aniversário do município, a Prefeitura preparou uma live show com artistas locais para celebrar a data.  As apresentações ocorreram em janeiro e fevereiro com os talentos classificados nos editais da […]

Live acontece agora, na página oficial da Prefeitura no Facebook.

Na próxima segunda-feira (24) Sertânia irá completar 148 anos de emancipação política. Em comemoração ao aniversário do município, a Prefeitura preparou uma live show com artistas locais para celebrar a data. 

As apresentações ocorreram em janeiro e fevereiro com os talentos classificados nos editais da Lei Aldir Blanc e a Secretaria de Juventude, Esporte, Cultura e Turismo reuniu os melhores momentos para exibir aos sertanienses. 

O evento está sendo transmitido no Facebook oficial da Prefeitura desde às 12h, deste domingo (23). 

A live teve início com uma interpretação do Hino de Sertânia na voz do cantor César Amaral acompanhado pelo sanfoneiro Lucão Cordeiro, que é neto do autor da letra do hino da cidade, o poeta Waldemar Cordeiro, in memoriam. 

Estarão participando, ainda, poetas, escritores, músicos e atores como Cristina Amaral, Ésio Rafael, Adilson Medeiros, André Pinheiro, Ziro Jr., Flávio Magalhães, Josessandro Andrade, Júnior Cordeleza, Glauber Amaral, Luiz Wilson e Marcelino Freire.

Depois os sertanienses poderão acompanhar as apresentações de Nico Batista, Mário e Júnior, Coração de Poeta, Super Riffes, Adriana Neves, Forró Casa de Taipa, Orquestra Marajoara, Edy e Nathan, Chapéu de Palha, Lucão Quinteto, Terreiro do Bilina, Chico Arruda, Pedro Santana, Erick lima, Deybson Balla, Junior Barão, Bruno Luiz, Lula Sanfoneiro, Jeisiane Almeida, Patchoullí, Heures Tavares, Wallison Vaqueiro, Cordeleza, Maldonado, Kebby Penna Amplificado, Sapecas e Maria Helena. 

“Pelo segundo ano consecutivo não poderemos comemorar o aniversário do nosso município como gostaríamos, com o povo na rua, celebrando o desenvolvimento de Sertânia. Mas faremos esse momento festivo e cultural online, com apresentações dos nossos brilhantes artistas locais. Uma live especial com música de qualidade e cultura da nossa cidade”, destacou o prefeito Ângelo Ferreira.