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Sertânia: Primeiro Traço encena a Paixão do Sertão nos dias 28 e 29 de março

Por André Luis

A cia. teatral Primeiro Traço, que atua desde 1999, vai encenar o espetáculo da Paixão do Sertão – Uma Odisseia no Moxotó, nos próximos dias 28 e 29 de março, às 20h. A peça é encenada anualmente em Sertânia, atraindo centenas de expectadores. Será apresentado na quadra da Escola Olavo Bilac, após ajustes e adequações para receber o espetáculo.

Esse é o maior espetáculo ao ar livre da região, que está no 23º ano de apresentação. A Paixão do Sertão utiliza recursos tecnológicos, tais como sonorização, iluminação, um telão com uma abertura cinematográfica e um show pirotécnico no final na ressurreição. São 12 cenários e uma equipe de 120 pessoas entre diretores, técnica e atores, autodidatas, semi-profissionais, jovens de programas sociais e pessoas da comunidade de risco e estudantes.

A encenação é definida como um momento de religiosidade e fé cristã, que conta a história de Jesus Cristo, da Gênese à Ressurreição, com direção geral de Flávio Magalhães. A peça conta com textos baseados nos Evangelhos de Lucas e Mateus, escritos por Josessandro Andrade e também recebe uma dosagem regional com adaptações do texto “Jesus e Judas” do teatrólogo pernambucano Adriano Marcena e a cena do batismo baseado no livro “Jesus de Nazaré” do autor paraibano José Maria Rodrigues, entre outros. Além disso, é possível desfrutar de uma trilha sonora que vai de Bach, Mozart, Haendel até Beatles. O figurino fica por conta de Adriana Magalhães.

Outras Notícias

Primeiro caso de Ômicron é registrado em Petrolina

A paciente tem 63 anos, comorbidades e esquema vacinal completo.  A Secretaria de Saúde em Petrolina registrou nesta sexta-feira (07), o primeiro caso da nova variante Ômicron. A paciente que foi diagnosticada com a doença é do sexo feminino, de 63 anos, com comorbidades, e possui esquema vacinal completo. Ela já cumpriu o período de […]

A paciente tem 63 anos, comorbidades e esquema vacinal completo. 

A Secretaria de Saúde em Petrolina registrou nesta sexta-feira (07), o primeiro caso da nova variante Ômicron.

A paciente que foi diagnosticada com a doença é do sexo feminino, de 63 anos, com comorbidades, e possui esquema vacinal completo. Ela já cumpriu o período de isolamento domiciliar.

A paciente apresentou os primeiros sintomas em 22 de dezembro de 2021, de forma leve. Atualmente está bem, sem sintomas e com bom estado geral.

Não tem histórico de viagens, mas teve contato com familiares do estado de São Paulo e da Paraíba. Familiares do convívio familiar não apresentaram sintomas.

Atuação será protocolar, diz analista sobre 1º debate

do Estadão Conteúdo O debate da noite desta terça-feira (26) entre os presidenciáveis na TV Bandeirantes terá candidatos em momentos diferentes na campanha. Dilma Rousseff e Aécio Neves, que participará de seu primeiro debate, tentarão encontrar a melhor maneira de lidar com o crescimento de Marina Silva, que substituiu Eduardo Campos e mais que dobrou […]

imagesdo Estadão Conteúdo

O debate da noite desta terça-feira (26) entre os presidenciáveis na TV Bandeirantes terá candidatos em momentos diferentes na campanha. Dilma Rousseff e Aécio Neves, que participará de seu primeiro debate, tentarão encontrar a melhor maneira de lidar com o crescimento de Marina Silva, que substituiu Eduardo Campos e mais que dobrou as intenções de voto da chapa do PSB. “Vai entrar todo mundo olhando para a pesquisa Ibope. Eles já têm prévia, já traçaram estratégia. A minha expectativa é de atuações muito protocolares”, prevê o professor da Universidade Federal do ABC Vitor Marchetti.

A possível cautela dos presidenciáveis, segundo Marchetti, se dá pela situação momentânea de equilíbrio, com Dilma e Aécio estagnados e somente Marina crescendo. Na visão dele, o quadro seria diferente caso fosse Eduardo Campos o candidato do PSB. “O Campos era um candidato que estava com um porcentual muito baixo precisaria arriscar mais no debate para mostrar que representava mudança. A situação da Marina é diferente”, afirma, lembrando que Eduardo tinha cerca de 10% das intenções de voto e Marina alcançou 21% no último levantamento do Datafolha.

Na opinião do cientista político, mesmo que a pesquisa desta terça aponte um novo crescimento de Marina, Dilma e Aécio devem esperar mais um pouco para ver a consistência da candidatura do PSB antes de fazerem ataques mais diretos. “Mesmo com a eleição se aproximando, ainda é muito cedo. Talvez mais uns 15, 20 dias de campanha isso comece a acontecer. Eleitor não gosta de candidato que bate”, comenta.

Empatado tecnicamente com a candidata do PSB na última pesquisa Datafolha, Aécio Neves fará sua estreia em debates. Nas duas vezes em que disputou e venceu as eleições para o governo de Minas Gerais, faltou aos embates com concorrentes. “A tendência é haver uma polarização entre Aécio e Marina num primeiro momento. Mas não acho que ele vai partir para esse jogo ainda. As candidatura ainda estão esperando para ver o que é a Marina de fato”, aposta Marchetti.

Depois de muitas dúvidas sobre sua performance em 2010, Dilma Rousseff chega para este debate depois de governar o País por quatro anos. “Por mais que não se destaque pela oratória, a Dilma tem uma bagagem de conhecimento de Brasil”, pondera o especialista em marketing político Sidney Kuntz. Para ele, em um debate não é importante somente o que um candidato diz, mas também a maneira como se porta. “A Dilma está com a aparência pesada, não parece mais aquela mãezona de início de governo”, alerta, dizendo que as redes sociais serão uma maneira de medir o desempenho de cada um no debate.

Reportagem da edição desta segunda-feira do jornal O Estado de S. Paulo revela que Marina Silva apostará em um tom conciliador ao enfrentar seus principais adversários. O discurso de que governará com os melhores de cada partido não é novo e era usado por Eduardo Campos. Esta semana, pessoas ligadas à campanha de Marina, como o presidente do PSB Roberto Amaral e o economista Eduardo Gianetti repetiram o tom. Gianetti disse inclusive que a ex-senadora pretendia negociar com Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

Depois do primeiro crescimento da candidata do PSB, tanto tucanos como petistas, inclusive a presidente Dilma Rousseff, já deram declarações insinuando que Marina Silva não tem experiência gerencial. A ex-senadora não foi prefeita ou governadora. “O argumento da inexperiência pode ser facilmente desconstruído. O Lula nunca tinha sido nem ministro quando ganhou a eleição”, lembra Kuntz, que cita ainda os casos de Dilma e FHC, que estrearam como chefes do Executivo na Presidência da República.

Governo do Estado decreta ponto facultativo na sexta-feira

Por André Luis O Governo do Estado de Pernambuco decretou ponto facultativo nas repartições públicas e entidades da administração direta e indireta do Estado na próxima sexta-feira (13). A decisão se dá em razão do feriado nacional de 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil. Os serviços essenciais estão mantidos […]

Por André Luis

O Governo do Estado de Pernambuco decretou ponto facultativo nas repartições públicas e entidades da administração direta e indireta do Estado na próxima sexta-feira (13). A decisão se dá em razão do feriado nacional de 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil.

Os serviços essenciais estão mantidos e terão funcionamento normal, sobretudo os de saúde, segurança e defesa civil.

O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (10).

Serviços essenciais

Os serviços essenciais que funcionarão normalmente na sexta-feira (13) são:

Unidades de saúde; Hospitais; Policlínicas; Unidades de pronto-atendimento; Polícia Militar; Corpo de Bombeiros; Defesa Civil; Serviços de limpeza urbana; Serviço de abastecimento de água; Serviço de energia elétrica; Serviço de coleta de lixo.

Feriado nacional

O feriado de 12 de outubro é uma data comemorativa da descoberta da imagem de Nossa Senhora Aparecida, no Rio Paraíba do Sul, em 1717. A padroeira do Brasil é um dos símbolos religiosos mais importantes do país.

Aos vereadores a favor da morte nas estradas: jovem se foi por combinação que Lei Seca quer evitar

Parlamentar contra Lei Seca ou é burro demais ou inteligente para o mal, fazendo populismo com coisa séria Os legisladores populistas de plantão que criticam operações como a Lei Seca no Pajeú, ajudam a produzir  mortes na região. Hoje uma família enlutada sofre com a morte de  Mayrthon Gomes da Silva,  conhecido por “Perereca”, de 22 […]

Mais uma morte evitável. Nessas horas, vereador que critica a operação costuma silenciar. Imagem da moto é ilustrativa

Parlamentar contra Lei Seca ou é burro demais ou inteligente para o mal, fazendo populismo com coisa séria

Os legisladores populistas de plantão que criticam operações como a Lei Seca no Pajeú, ajudam a produzir  mortes na região. Hoje uma família enlutada sofre com a morte de  Mayrthon Gomes da Silva,  conhecido por “Perereca”, de 22 anos. Segundo uma irmã à Rádio Pajeú, ele estava em Iguaracy, ingeriu bebida alcoólica, deixou a comunidade onde estava sem capacete e morreu ao tombar em uma curva na PE 292.

Policiais  localizaram o veículo que estava em uma ribanceira com várias avarias. O veículo foi passado à disposição dos parentes. A mãe está vindo de São Paulo desesperada com a perda de um dos três filhos.

O que se defende é a presença mais constante de operações como a Lei Seca. Estivesse essa semana na região, talvez a vida do jovem de 22 anos fosse poupada. Falta argumento a quem diz que a operação “é uma fábrica de multas para Paulo Câmara”. Há outros motivos para criticar o governador que podem e  devem ser explorados. E esse não é um deles. O governador, inclusive, não toma as decisões de onde PM, Geres e parceiros devem estar. Ela é balizada pelo número de acidentes marcados pela combinação de álcool e duas rodas ou pela falta de equipamentos de segurança.

Participando do programa Manhã Total, o médico Roberto Vicente, cansado de ver  tantos jovens perdendo a vida, chamou de hipocrisia o ato de um parlamentar que critica operações que previnem acidentes como o que tirou a vida de Mayrthon. “Muitas vezes só cumprimos o papel de colocar esses jovens em  ambulâncias já sabendo que perderão as suas vidas antes de chegar em Recife”, lamentou.

Em Recife, ao contrário dos parlamentares burros demais ou inteligentes para o mal, fazendo populismo com coisa séria, as multas caíram. Ou seja, o Estado arrecada menos com multas porque com receio da Operação Lei Seca, as pessoas deixam de misturar álcool com direção e saem de Uber, Taxi ou com o motorista da rodada. São os imprudentes que devem se adequar à lei e não a lei que dever se adequar à imprudência.

Em tempo, o velório de Mayrthon acontece a partir da chegada  do corpo do IML de Caruaru, na Rua Henrique Dias, Afogados da Ingazeira. O sepultamento deve ocorrer ainda hoje a tarde ou amanhã pela manhã. Vereadores que defendem a morte nas estradas estão convidados. Quem sabe, absorvem a informação, mudam a linha de argumentação e passem a defender a vida…

Qual o lugar das mulheres na política?

Por César Acioly* Ao fechar as urnas no último domingo, surgiram surpresas, que são próprias do jogo político e democrático, candidatos que ganharam apertado, mudanças em candidatura de última hora, renovação nas câmaras municipais. Porém, mesmo com toda as surpresas que as urnas reservam, uma delas nos chamou a atenção, inicialmente, na cidade Afogados da […]

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Por César Acioly*

Ao fechar as urnas no último domingo, surgiram surpresas, que são próprias do jogo político e democrático, candidatos que ganharam apertado, mudanças em candidatura de última hora, renovação nas câmaras municipais. Porém, mesmo com toda as surpresas que as urnas reservam, uma delas nos chamou a atenção, inicialmente, na cidade Afogados da Ingazeira, mas que pode ser percebida em outros municípios do Pajeú, a da falta de representantes femininas no legislativo municipal.

No caso de Afogados, mesmo com mais de 20 candidaturas femininas registradas, nós tivemos na câmara municipal, uma triste realidade a da sua composição, exclusivamente, masculina. Algumas questões poderiam ser aventadas, para tentarmos responder os motivos deste desfecho eleitoral.

Mas uma com certeza, deve ser observada, a de que mesmo com instituições e coletivos que discutem a presença e ação feminina na sociedade afogadense e no Pajeú, infelizmente ainda, permanecemos com uma mentalidade patriarcal e machista arraigada na região, que pode ser traduzida numa máxima que ainda na nossa Cultura Política seja regional ou nacional, persiste a de que a “política não é lugar de mulher”.

Tal realidade a nosso ver contrasta, com uma mentalidade difusa na sociedade afogadense que coloca esta cidade como sendo um lugar de homens e mulheres politicamente críticas, será que esta criticidade foi até o momento, em que as mulheres não estivessem exercendo uma posição direta no processo político?

A configuração da nossa recém-eleita câmara de vereadores, reflete, infelizmente, ainda a baixíssima participação das mulheres no cenário político-eleitoral.

O Brasil, segundo dados da união interparlamentar, através de uma pesquisa divulgada no ano passado, colocando o Brasil dentro de um ranking de 190 países, na posição 116º ao que diz respeito à presença feminina no espaço da política, perdendo inclusive na média para o Oriente médio, local representado de maneira generalizante, pela nossa mídia como espaço de submissão das mulheres.

Nesta região, de maneira geral, a participação das mulheres na política, com cargos eletivos chega à 16%, enquanto, no Brasil os dados giram em torno de 9,9 a 13%.

Como acima questionei, podemos aventar algumas possibilidades da permanência desta pouca presença feminina na política tanto na cidade, quanto na região ou mesmo no país.

Aspectos que iriam desde a candidatura laranja feminina, incentivada pelas legendas para atingir a margem da presença feminina prescrita pela lei eleitoral até a desilusão e resistência por parte de muitas militantes, ligadas aos coletivos femininos, que percebem a política profissional, como um espaço “sujo”, argumento defendido pelo motivo de que na maioria das vezes o pragmatismo e maneira pouco ética como a política se apresenta e institucionaliza-se, afasta as possibilidades de uma relação entre o exercício de demandas mais progressistas, que represente as mulheres mais que ao mesmo tempo, abra espaço para a efetivação de posições mais diversificadas.

Mesmo tendo, como orientação tal compreensão, acreditamos que ela não pode tornar-se um impeditivo para melhorar a política profissional, pois caso as mulheres, através dos seus coletivos, não comecem a perceber a necessidade de abertamente se inserirem nesta discussão e ação, com o apoio as candidaturas e uma formação política permanente, este último aspecto com certeza vivenciada por muitas instituições que defendem as demandas femininas, não conseguiremos qualificar o debate político, e mais importante, termos vozes femininas atuando nos nossos legislativos municipais com maior força e presença.

A única saída que vislumbramos é construída através da própria ação direta na política e como pontuamos tal questão demanda, a presença das mulheres e militantes no processo, com candidaturas próprias.

Só desta forma e com muita discussão e ação é que poderemos vislumbrar dias melhores para a presença e atuação feminina no espaço da política, e que não tenhamos nas próximas eleições uma conformação no nosso legislativo e executivo, exclusivamente, masculino. Diante de todo este conjunto de questões e respondendo à pergunta provocadora do título, o lugar das mulheres é efetivamente na política.

*Prof. Dr. Augusto César Acioly (Doutor em História e professor universitário)