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Sertanejos condenados a penas de 83 e 22 anos por desvio de dinheiro com alvarás

Por Nill Júnior

Por Raphael Guerra – JC

Servidores do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) foram condenados à prisão pela acusação de desvio de dinheiro a partir da confecção de alvarás falsos.

O esquema, investigado pela Polícia Civil no ano passado, aponta para um desvio de aproximadamente R$ 6,4 milhões. A sentença da Vara dos Crimes Contra a Administração Pública e a Ordem Tributária da Comarca de Recife, obtida com exclusividade pelo Jornal do Commercio, foi publicada nesta quinta-feira (5).

O servidor Esdras David Veras Ferreira, que atuava em cargo de chefe de secretaria na 23ª Vara Cível da Capital, foi apontado como o líder da organização criminosa. Por isso, recebeu a maior pena: 141 anos de prisão, além de 3.248 dias-multa pelos crimes de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Além Esdras, três réus (incluindo outra servidora e ex-companheira dele) foram condenados. Todos estão presos preventivamente desde abril do ano passado, quando foram alvos de operação da Polícia Civil de Pernambuco. Os quatro também terão que pagar indenização por danos materiais e danos morais coletivos de pouco mais de R$ 6,2 milhões e de R$ 12,4 milhões, respectivamente. As quantias serão destinadas ao TJPE para ressarcimento dos verdadeiros beneficiários dos alvarás.

A investigação apontou que Esdras se valia do cargo e da estrutura institucional do Judiciário estadual para confeccionar alvarás judiciais com uso indevido do nome e da assinatura de uma juíza, inserindo como beneficiários integrantes do grupo criminoso, que não possuíam qualquer vínculo processual com as ações judiciais referidas nos documentos. O esquema teria sido iniciado em 2018.

“Como chefe de secretaria, era ele o servidor responsável pela confecção dos alvarás judiciais, pela tramitação interna dos documentos para assinatura do magistrado e, também, pelo posterior envio desses instrumentos às instituições financeiras para liberação dos valores, em nome dos beneficiários”, destacou a juíza Roberta Vasconcelos Nogueira, na sentença.

O grupo foi descrito como articulado, com divisão funcional de tarefas, com o objetivo exclusivo de obter vantagens indevidas mediante o desvio de recursos judiciais.

Segundo denúncia do Ministério Público, os réus desenvolveram um esquema de lavagem de capitais, com apoio de “laranjas” e movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos envolvidos, visando ocultar ou dissimular a origem ilícita de valores.

“A conduta era de pleno conhecimento de todos os acusados, que atuavam de forma coordenada, demonstrando elevada reprovabilidade e intensa lesividade à moralidade administrativa e ao erário público”, descreveu o MPPE.

A investigação descobriu que Esdras declarou, no período de 2018 a 2021, rendimentos brutos que somam R$ 548.850,83. Mas a movimentação em contas bancárias, a crédito, foi de quase R$ 11 milhões.

“Esdras detinha uma posição de especial confiança no Poder Judiciário, com expectativa social de atuação comprometida com os princípios da legalidade e moralidade administrativa. Esse contexto torna a sua conduta ainda mais grave, pois, ao invés de zelar pelo correto funcionamento da máquina pública, utilizou-se de sua posição para arquitetar um esquema fraudulento”, citou a magistrada.

Na sentença, consta que a defesa de Esdras confirmou o desvio. “Ao perceber a existência de processos judiciais paralisados na 23ª Vara Cível da Capital, visualizou uma oportunidade para desviar valores ‘esquecidos’ pelas partes, passando a emitir alvarás falsos em benefício próprio.”

OUTROS CONDENADOS PELA JUSTIÇA

Taciana Lima dos Santos, servidora do TJPE e ex-companheira de Esdras também foi condenada pelos mesmos crimes. Mas a pena foi menor: 13 anos e dois meses de prisão, além de 190 dias-multa.

A investigação indicou que ela recebeu dinheiro no esquema e atuou na aquisição de bens móveis e imóveis “em evidente tentativa de dar aparência lícita aos valores desviados. Mesmo ciente da origem ilícita dos recursos e da função pública exercida por Esdras, participou ativamente da estrutura de branqueamento de capitais, sendo-lhe atribuída a prática dos mesmos três crimes”. A defesa da ré negou as acusações e disse que ela foi enganada por Esdras.

Outro réu condenado foi Gilson Nogueira da Silva. A investigação apontou que ele movimentou somas expressivas em nome próprio e em favor de Esdras, funcionando como “testa de ferro” do servidor, que tinha acesso a todas as contas e cartões dele.

“Suas contas bancárias foram utilizadas como meio de passagem dos valores desviados, evidenciando não apenas o seu proveito direto dos recursos públicos, mas também sua contribuição para a dissimulação da origem ilícita dos valores”, apontou a juíza.

A defesa confirmou, à Justiça, que ele participou” da execução de práticas ilícitas consistentes no recebimento e saque de alvarás judiciais emitidos fraudulentamente”.

A pena dele foi de 83 anos e 5 meses de prisão, além de 1,782 dias-multa.

O outro réu condenado foi Vitor Manoel de Lira Simão. A investigação indicou que ele também recebeu valores indevidos e foi apontado pela polícia como um dos operadores financeiros com movimentação bancária altamente incompatível com sua capacidade econômica.

A defesa alegou que ele não tinha conhecimento do esquema criminoso. A pena foi de 22 anos e sete meses de prisão, além de 346 dias-multa.

Outras Notícias

Municípios esperam sanção de projeto que vai liberar R$ 15 bilhões

Faltando cerca de um mês para o pagamento do décimo terceiro salário dos servidores, muitos prefeitos alegam que ainda não sabem se terão recursos para pagar a folha, principalmente os das cidades de menor porte. Para fechar as contas e cumprir com as obrigações neste fim de ano, milhares de prefeitos e gestores brasileiros contam […]

Faltando cerca de um mês para o pagamento do décimo terceiro salário dos servidores, muitos prefeitos alegam que ainda não sabem se terão recursos para pagar a folha, principalmente os das cidades de menor porte.

Para fechar as contas e cumprir com as obrigações neste fim de ano, milhares de prefeitos e gestores brasileiros contam com os mais de R$ 15 bilhões que serão repassados aos municípios por meio do PLN 40/23, já aprovado pelo Congresso. Para que o dinheiro seja liberado, só falta a assinatura do presidente Lula.

O que segundo o assessor de orçamento Dalmo Palmeira, pode acontecer logo.

“Não deve haver  nenhum problema em relação à sanção desse projeto porque foi algo negociado pelo próprio governo, algo construído com o governo. Então imagino que deve ser sancionado em breve e colocado para pagamento sem maior dificuldade.”

Os R$ 15 bilhões previstos  — com a aprovação do PLN 40/23 — irão recompor os cofres municipais das perdas sofridas ao longo de 2023 nos valores do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e da queda da arrecadação do ICMS, por conta da desoneração dos combustíveis em 2022.

Lula reage a sanções dos EUA, denuncia “chantagem” e promete defender soberania nacional

Presidente afirma que Brasil foi alvo de ameaças, critica apoio de políticos brasileiros às medidas norte-americanas e sinaliza uso de medidas legais internacionais Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão na noite de quinta-feira (17) e na manhã desta sexta-feira (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com firmeza à decisão […]

Presidente afirma que Brasil foi alvo de ameaças, critica apoio de políticos brasileiros às medidas norte-americanas e sinaliza uso de medidas legais internacionais

Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão na noite de quinta-feira (17) e na manhã desta sexta-feira (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com firmeza à decisão dos Estados Unidos de impor uma taxação de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. Lula classificou a medida como uma “chantagem inaceitável” e prometeu adotar todos os instrumentos legais para defender a economia e a soberania do país.

“Fomos surpreendidos por uma carta do presidente norte-americano anunciando a taxação. Fizemos mais de dez reuniões com o governo dos EUA e encaminhamos uma proposta de negociação. Esperávamos diálogo e recebemos ameaças com informações falsas sobre nosso comércio”, afirmou Lula.

O presidente ressaltou que o Brasil tem um Judiciário independente e não aceitará interferência externa. “Tentar interferir na Justiça brasileira é um grave atentado à soberania nacional”, declarou.

Críticas a políticos brasileiros

Lula também fez duras críticas a setores da política nacional que, segundo ele, apoiam as sanções impostas pelos Estados Unidos. “São verdadeiros traidores da pátria. Apostam no quanto pior, melhor. Não se importam com a economia do país e os danos causados ao nosso povo”, disparou.

Regulação de plataformas digitais

O pronunciamento também abordou a atuação das plataformas digitais estrangeiras no Brasil. Lula reforçou que empresas, sejam nacionais ou internacionais, precisam seguir as leis brasileiras. “Ninguém está acima da lei. É preciso proteger as famílias dos crimes que se propagam nas redes”, disse, citando desde racismo e violência até fraudes e ataques à democracia.

Defesa do Pix e do meio ambiente

Em outro trecho, o presidente reagiu a críticas ao Pix, sistema de pagamentos brasileiro que chamou de “patrimônio do nosso povo”. “Não aceitaremos ataques ao Pix. Temos um dos sistemas mais avançados do mundo e vamos protegê-lo”, afirmou.

Lula também defendeu a imagem do Brasil na área ambiental. “Reduzimos em dois anos pela metade o desmatamento na Amazônia. Trabalhamos para zerá-lo até 2030”, disse.

Caminhos diplomáticos

Segundo Lula, o governo federal está dialogando com representantes da indústria, comércio, agricultura, serviços, trabalhadores e sociedade civil. Ele afirmou que, se necessário, recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) e à Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional, como forma de retaliação comercial.

“Não há vencedores em guerras tarifárias. Somos um país de paz. Mas que ninguém se esqueça: o Brasil tem um único dono — o povo brasileiro”, finalizou. Assista:

Chegam equipamentos para estação de água em Tabira

Nova Estação de Tratamento de Água vai operar com  água do Rio São Francisco A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) iniciou hoje (2/10) o transporte da Estação de Tratamento de Água (ETA) pré-fabricada, que será implantada em Tabira, município do Sertão do Pajeú. A nova ETA vai dobrar a oferta de água para cerca de […]

Nova Estação de Tratamento de Água vai operar com  água do Rio São Francisco

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) iniciou hoje (2/10) o transporte da Estação de Tratamento de Água (ETA) pré-fabricada, que será implantada em Tabira, município do Sertão do Pajeú.

A nova ETA vai dobrar a oferta de água para cerca de 30 mil pessoas, pois possibilitará o tratamento da contribuição de água que será recebida por meio da segunda etapa do Sistema do Adutor do Pajeú (Ramal de Sertânia) – obra que é executada pelo Departamento de Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). Com essa obra, mais de 80% da cidade terá abastecimento sem rodízio.

O Governo do Estado e Compesa investem mais de R$ 1,4 milhão na implantação da nova unidade.  A companhia vai realizar uma obra para construção da infraestrutura onde será instalada a nova estação, no mesmo local onde fica a Estação de Bombeamento 7 do Sistema Adutor do Pajeú, na entrada da cidade de Tabira (próximo ao distrito de Riacho do Gado). Essa obra será realizada no prazo de quatro meses, após assinatura da ordem de serviço.

A ETA fabricada em fibra de vidro é do tipo de convencional e tem capacidade de tratar 40 litros de água, por segundo.

Quatro caminhões estão sendo usados para realizar o transporte da unidade por módulos (em função das grandes dimensões), como os floculadores, decantadores, filtros e a casa de química. Hoje Tabira é abastecida pelo sistema integrado que também atende a cidade Afogados da Ingazeira, com água captada na Barragem de Brotas.

Sistema ainda paralisado: em nota, a COMPESA informou que os trabalhos de manutenção da ETa de Afogados da Ingazeira não foram concluídos ontem como previsto. Com isso, o abastecimento continua suspenso em Afogados e Tabira, com previsão para ser retomado às 16h desta quarta.

Serra: prefeito comemora posição em índice Firjan

A Prefeitura de Serra Talhada comemorou em nota a posição no Índice Firjan de Gestão Fiscal – IFGF, com o segundo lugar no Pajeú, como cidade com melhor equilíbrio fiscal em 2018, com índice 0.5125. O IFGF é um dos índices mais sérios para identificar como está o equilíbrio fiscal dos municípios brasileiros. O estudo […]

A Prefeitura de Serra Talhada comemorou em nota a posição no Índice Firjan de Gestão Fiscal – IFGF, com o segundo lugar no Pajeú, como cidade com melhor equilíbrio fiscal em 2018, com índice 0.5125.

O IFGF é um dos índices mais sérios para identificar como está o equilíbrio fiscal dos municípios brasileiros. O estudo traz à luz os principais desafios para a gestão municipal e propõe soluções para os gargalos estruturais que não podem mais ser adiados.

Em 2012, Serra Talhada estava em 89° lugar em todo o Estado de Pernambuco. Em 6 anos, o município se reergueu, mesmo diante da enorme crise que assola o país, e subiu para a 18ª posição no ranking estadual.

Para o prefeito Luciano Duque, o município um salto espetacular nos índices. “Isso só mostra que nossa gestão tem se pautado no respeito, cuidado e compromisso com as pessoas da nossa terra, aplicando de forma responsável as receitas arrecadadas e, com isso, estamos mudando a matriz econômica da nossa terra”, afirma o prefeito Luciano Duque.

Índice Firjan de Gestão Fiscal – IFGF: o IFGF faz referência a 2018 e avalia as contas de 5.337 municípios, onde vive 97,8% da população brasileira, e é construído a partir dos resultados fiscais oficiais, declarados pelas próprias prefeituras.

Composto por quatro indicadores: IFGF Autonomia, IFGF Gastos com Pessoal, IFGF Liquidez e IFGF Investimentos, o índice mostra uma leitura dos resultados bastante simples: a pontuação varia entre 0 e 1, sendo que quanto mais próxima de 1 melhor a gestão fiscal do município. Serra Talhada, se posiciona em segundo lugar na região do Pajeú, com 0,5125 e 18ª na posição estadual. Já no plano nacional, ocupa o 2205º lugar.

Conselho Regional de Educação Física terá afogadense no quadro de delegados da Instituição

Foto: Thiago Santana ao lado do presidente do CREF12/PE, Lúcio Beltrão. O diretor de esportes da Prefeitura de Afogados da Ingazeira, Thiago Santana, vai integrar, a partir de agosto, o quadro de delgados do Conselho Regional de Educação Física de Pernambuco.  A escolha foi decidida durante a sessão plenária híbrida do Conselho, realizada esta semana. Foram […]

Foto: Thiago Santana ao lado do presidente do CREF12/PE, Lúcio Beltrão.

O diretor de esportes da Prefeitura de Afogados da Ingazeira, Thiago Santana, vai integrar, a partir de agosto, o quadro de delgados do Conselho Regional de Educação Física de Pernambuco. 

A escolha foi decidida durante a sessão plenária híbrida do Conselho, realizada esta semana. Foram escolhidos 39 delegados, das diversas regiões do Estado. Eles irão exercer, voluntariamente, pelo prazo de um ano, a função de Delegado do CREF12/PE.

Dentro das atribuições, os Profissionais Delegados podem recepcionar documentos enviados pela sede do CREF12/PE e disponibilizá-los para retirada, pelos profissionais, prestando os esclarecimentos necessários, podem buscar parcerias e convênios com as mais diversas empresas para a concessão de descontos aos profissionais de Educação Física, além de fazer cumprir a Lei 9696/98, que regulamenta a profissão. Os 39 Profissionais Delegados serão empossados no mês de agosto deste ano.

“Não dá para reinventar a roda. Vimos que os Profissionais Delegados são um sucesso nos CREFs de Santa Catarina, Paraná e São Paulo, e trouxemos também para Pernambuco essa iniciativa, aproximando o CREF12 de todos os setores da sociedade”, enfatizou Lúcio Beltrão, (CREF 003574-G/PE), presidente do CREF12/PE.