Serra: professores voltam às aulas, mas sinalizam novas paralisações e guerra jurídica
Avaliando movimento grevista até aqui, advogada do SINTEST disse que “o estrago foi grande”, dada a repercussão
A advogada do SINTEST, Gabriela Florêncio, propôs há pouco a volta às aulas em Serra Talhada por conta da liminar que determina a retomada das atividades na rede municipal de ensino.
Ainda defendeu em paralelo definiu duas ações, uma no STF, para obrigar a prefeitura pagar o piso e outra que busca derrubar no mérito o fim da greve da categoria. A fala foi transmitida ao vivo no programa Sertão Notícias, da Cultura FM. O jornalista Orlando Santos acompanhou o desenrolar ao vivo.
As ações tem apoio dos vereadores Vandinho da Saúde e André Terto. Eles chegaram até a propor levantar recursos para pagar a multa, mas a categoria não aceitou.
A advogada disse que a decisão trata dessa paralisação, não de futuras. “Mas a gente vai voltar a fazer greve até o piso ser definido”. E disse avaliar o movimento positivamente. “Não deram o aumento porque não quiseram, mas o estrago foi grande”.
Pelo que o blog apurou, o maior problema alegado pela gestão Márcia Conrado é o de que não pode melhorar a proposta porque não tem mais limite de despesa. Por isso, a contra proposta não melhorou percentual, mas sim o bônus de até R$ 176 em vale transporte.
Após as discussões, o SINTEST emitiu nota criticando a gestão Márcia Conrado:
Aos serra-talhadenses, a nossa indignação!
Sempre demonstramos boa vontade e buscamos o diálogo com o governo municipal. Por diversas vezes cobramos a presença do secretário e da própria prefeita na mesa de negociação para que pudéssemos avançar com um solução que garantisse os direitos dos trabalhadores em educação e, ao mesmo tempo, fosse dentro da realidade do da gestão, que sabemos a capacidade financeira que tem para atender o pleito da nossa categoria.
Depois de muitas tentativas e da forte adesão e apoio que recebemos ao nosso movimento, legítimo e legal, conseguimos, de forma madura e abertos à negociação, sentar à mesa com a prefeita do município e apresentar as nossas razões para alcançarmos as conquistas que temos direito por lei e pela relevância daquilo que realizamos.
No entanto, a cordialidade que nos foi oferecida ao sermos recebidos pela prefeita e sua equipe, relembra o beijo de judas, ao demonstrar afeto para disfarçar o mal que fizera.
Enquanto de boa fé fomos dialogar, a gestão municipal acionava a justiça para criminalizar o nosso movimento, negando o aumento, acabando com o piso dos professores e ainda pedindo a aplicação de uma multa de R$ 50 mil por dia. Com argumentos frágeis e incoerentes, querem utilizar da força para parar a luta dos trabalhadores, comportamento que não corresponde ao que acreditamos ser adequado a quem diz defender o diálogo.
Por estas razões, repudiamos os atos praticados de forma desrespeitosa e desleal pelo governo municipal, que mais uma vez, abdica do debate propositivo e da negociação com os trabalhadores, representados pelo seu sindicato, o SINTEST, para tentar criminalizar aqueles e aquelas que apenas reivindicam que se cumpra a lei e que sejam assegurados os seus direitos.
A educação vale a luta! E da luta não nos retiraremos.



Obrigado, Cléo!
O presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força, não se mete no angu de caroço da sucessão em Serra Talhada. “A decisão é da Marília Arraes”, disse a mais de um interlocutor. Paulinho tem ciência do imbróglio envolvendo a legenda na Capital do Xaxado.
O Deputado Estadual Luciano Duque disse em conversa com esse blogueiro que ainda espera a decisão de Marília Arraes, torcendo que ela “pague gratidão com gratidão” e lhe permita disputar a prefeitura. Agora, caso não tenha o que chama de “reciprocidade política”, teria um “plano D”.
Falando em Tabira, a Cidade das Tradições continua sendo salva pela arte. Exemplo foi a entrega da escultura em homenagem a Nevinha Pires. O filho Pedro e demais familiares tomaram a iniciativa de homenagear quem representa a verdadeira alma tabirense.
Em Afogados, Mário Viana Filho não aparenta ter acusado o golpe após Danilo sair na foto com Raquel Lyra. Segue cumprindo agendas institucionais e diz aguardar formalização do Palácio. Se de fato a orientação for “Raquel é Danilo”, é que aparentemente o caldo entorna.
Mesmo após a terrível repercussão, Eriberto do Sacolão e João Taxista não recuaram da defesa de ilegalidades no trânsito de Arcoverde na sessão da última semana, quando questionaram a instalação de câmeras de monitoramento na PE 270. Isso na semana que até a ex-vereadora Zirleide Monteiro recuou dos ataques a uma criança portadora de necessidade especial e disse estar arrependida, de olho em votos, claro…
Frase da semana:

Primeira mão


Oposição alega que local de transbordo do lixo, próximo ao Vanete Almeida, estaria poluindo açudes na localidade e colocando em risco a vida dos catadores de recicláveis, que trabalham sem quaisquer equipamentos de proteção individual. Governistas negam












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