Cumprindo agenda em Serra Talhada nesta segunda-feira (24), a governadora Raquel Lyra entregou obras e anunciou novos investimentos em infraestrutura, saúde e educação o município e cidades da região. Infraestrutura – Entrega de via de acesso ao Habitacional Vanete Almeida Raquel Lyra inaugurou a nova via de acesso entre a Vila Bella e o Habitacional […]
Cumprindo agenda em Serra Talhada nesta segunda-feira (24), a governadora Raquel Lyra entregou obras e anunciou novos investimentos em infraestrutura, saúde e educação o município e cidades da região.
Infraestrutura – Entrega de via de acesso ao Habitacional Vanete Almeida
Raquel Lyra inaugurou a nova via de acesso entre a Vila Bella e o Habitacional Vanete Almeida, em Serra Talhada. A obra de 1.300 metros, concluída pela Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab) dentro do programa PE na Estrada, contou com um investimento de R$ 3,5 milhões. A via inclui pavimentação asfáltica em CBUQ, drenagem, sinalização, acostamento e ciclofaixa.
“Sabemos da importância da retomada das obras do residencial, que estavam paralisadas há mais de 10 anos. Conseguimos, junto ao governo federal, garantir o andamento deste residencial com o investimento estadual de R$ 4 milhões na obra viária, mais R$ 3,5 milhões para que a Compesa pudesse chegar até lá”, afirmou a governadora.
A obra vai beneficiar os futuros moradores das 902 casas do habitacional, com previsão de entrega em abril. A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, destacou o impacto social do projeto. “Não são apenas obras, mas os sonhos de 902 famílias que começam a sair do papel”, disse.
Saúde – Inauguração do primeiro Centro de Hemodinâmica 100% SUS do Sertão
A governadora também inaugurou o primeiro Centro de Hemodinâmica 100% SUS do Sertão, no Hospital Eduardo Campos (HEC), em Serra Talhada. O espaço recebeu investimento superior a R$ 2,4 milhões e será referência em procedimentos cardiovasculares como cateterismos e angioplastias.
“Viemos inaugurar um equipamento importante para a saúde da população do Sertão. Esse é o primeiro serviço de hemodinâmica instalado no Pajeú, resultado do nosso trabalho de descentralização dos serviços de saúde pública”, afirmou Raquel Lyra.
O Centro de Hemodinâmica ampliará o atendimento em cardiologia e reduzirá a necessidade de transferências para outras regiões. O deputado estadual Luciano Duque destacou o impacto da obra. “É a possibilidade de salvar vidas por não ter mais que transferir pacientes. A governadora está fortalecendo a saúde pública do interior do Pernambuco”, comentou.
O HEC também é referência em neurologia, traumato-ortopedia e já realizou procedimentos pioneiros no Sertão, como a primeira captação de órgãos e implantações avançadas em tratamentos neurológicos.
Educação – Ordem de serviço para construção de novas creches
Encerrando a agenda, Raquel Lyra assinou a ordem de serviço para a construção de nove novas creches em municípios do Sertão e Agreste. As unidades integram o programa Juntos pela Educação e representam um investimento de R$ 42,7 milhões. Os municípios beneficiados são Cabrobó, Lagoa Grande, Ouricuri, Arcoverde, Ibimirim, Itaíba, Granito, Pedra e Custódia.
“Estamos trabalhando para atender os pernambucanos com creches de qualidade, mobiliadas e com recursos garantidos para o primeiro ano de funcionamento. Também garantimos às mães o direito de trabalhar por saberem que estão deixando seus filhos em um lugar seguro”, destacou a governadora.
Cada creche terá capacidade para atender até 330 crianças, com idade entre 4 meses e 5 anos e 11 meses, oferecendo regime de tempo integral ou parcial. As unidades contarão com 10 salas de aula, áreas de lazer, espaços verdes e soluções sustentáveis como energia renovável e reaproveitamento de água.
O secretário de Projetos Estratégicos, Rodrigo Ribeiro, ressaltou o compromisso do governo com a educação infantil. “Demos a ordem de serviço de 38 creches na semana passada e hoje mais nove. Esperamos que no início de 2026 estejamos inaugurando e entregando esses centros”, afirmou.
Presenças
As agendas contaram com a participação de deputados estaduais Doriel Barros, Kaio Maniçoba e Luciano Duque, além de prefeitos de diversos municípios do Sertão e Agreste. Também estiveram presentes secretários estaduais e representantes de órgãos do governo.
A Secretaria de Agricultura de São José do Egito, comandada por Wilson Pacífico, enviou nota ao blog respondendo as críticas do ex-secretário Marcos Brito, quando falou ao programa Manhã Total na Gazeta, em questionamento reproduzido no blog: “O PAA – Programa de Aquisição de Alimentos, estava desativado por má gestão do prefeito anterior, dois anos […]
A Secretaria de Agricultura de São José do Egito, comandada por Wilson Pacífico, enviou nota ao blog respondendo as críticas do ex-secretário Marcos Brito, quando falou ao programa Manhã Total na Gazeta, em questionamento reproduzido no blog:
“O PAA – Programa de Aquisição de Alimentos, estava desativado por má gestão do prefeito anterior, dois anos os agricultores sendo penalizados, um prejuízo enorme aos agricultores.
Foram perfurados 110 poços artesianos no Município e a recuperação de outros 520 poços artesianos.
Em parceria com Governo Federal, com as ONG’s Casa da Mulher do Nordeste e Diaconia foram conseguidas e construídas nos últimos 3 anos mais de 750 cisternas para armazenamento d’água para zona rural, todas de 16 e 52 mil litros de água de armazenamento.
Recebemos todos os PSF’s fechados, inclusive todos da Zona Rural fechados e sem condições de uso.
Parceria com Grupo de Mulheres da Ipoeira para Usina de Beneficiamento de Polpa de Frutas (gerando emprego e renda), parcerias com IPA, SENAR, Diaconia, Casa da Mulher do NE, Projeto Dom Helder e Instituto SICOOB-PE, que trouxeram desenvolvimento ao município”.
Ele ainda faz referência a uma fala de Alberto Silva de Zé Loló, que foi secretário de finanças da Prefeitura no primeiro ano do Governo Romério e alega ter encontrado passivo de R$ 5 milhões, dentre salário e fornecedores.
Do G1 A Primeira Turma do Supremo Tribunal (STF) decidiu nesta terça-feira (13), por unanimidade, receber denúncia e tornar réu o senador Romero Jucá (RR), líder do governo no Senado e presidente do MDB, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Com a decisão, começa agora a fase de instrução da ação penal, em que […]
A Primeira Turma do Supremo Tribunal (STF) decidiu nesta terça-feira (13), por unanimidade, receber denúncia e tornar réu o senador Romero Jucá (RR), líder do governo no Senado e presidente do MDB, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Com a decisão, começa agora a fase de instrução da ação penal, em que são ouvidas as testemunhas e coletadas provas. O senador e o Ministério Público também irão se manifestar. Apenas ao final dessa fase ocorre o julgamento final, que dirá se ele será condenado ou absolvido pelos crimes dos quais foi acusado.
Segundo a denúncia do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Jucá pediu uma doação de R$ 150 mil à Odebrecht para a campanha eleitoral do filho Rodrigo em 2014, então candidato a vice-governador de Roraima.
Em delação premiada, o ex-diretor de Relações Institucionais da empreiteira Cláudio Melo Filho afirmou que a doação foi feita ao diretório do PMDB. Em troca, segundo Melo Filho, a empresa esperava que Jucá a beneficiasse durante a tramitação de duas medidas provisórias no Congresso. Jucá nega a acusação.
Durante o julgamento nesta terça, o subprocurador da República Juliano de Carvalho defendeu o recebimento total da denúncia. Ele afirmou que “há indícios suficientes de que a campanha eleitoral foi financiada em parte pela construtora Odebrecht e por isso Jucá esteve a disposição na tramitação das medidas provisórias”, afirmou.
Em seguida, o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, que representa Jucá, disse que o senador não agiu em benefício da empreiteira. “Os fatos não têm sequer ‘en passant’ qualquer tipo de possibilidade de ser classificado de ilegal, muito menos de crime”, disse.
Em seu voto, o ministro Marco Aurélio Mello, relator do caso, afirmou que é “ponto incontroverso” a realização de reuniões entre o congressista na condição de líder e o delator antes e durante o período no qual se deu o processo retroativo das medidas. Segundo ele, é “indiscutível” a ocorrência da doação oficial.
“Eventual consunção entre o delito antecedente e à lavagem de dinheiro dizem respeito ao mérito da denúncia e serão examinadas após a instrução do processo crime”, concluiu o relator.
Os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Alexandre de Moraes acompanharam o voto de Marco Aurélio. O ministro Luiz Fux estava ausente da sessão.
Além dessa ação, Jucá é alvo de 12 inquéritos no Supremo Tribunal Federal, tendo sido denunciado três vezes pelo Ministério Público Federal (a Corte ainda não analisou se aceita essas acusações).
O deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) recebeu, na tarde desta quarta-feira (10), a visita do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, em seu apartamento, em Brasília. Patriota está se recuperando, após passar por uma cirurgia para retirada de um hematoma no abdômen, resultante de um quadro inicial de Chikungunya e diverticulite. “Tive a honra e a […]
O deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) recebeu, na tarde desta quarta-feira (10), a visita do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, em seu apartamento, em Brasília.
Patriota está se recuperando, após passar por uma cirurgia para retirada de um hematoma no abdômen, resultante de um quadro inicial de Chikungunya e diverticulite.
“Tive a honra e a alegria de receber a visita do governador Paulo Câmara. Estou me recuperando bem e voltando ao trabalho aos poucos, respeitando minha saúde e as recomendações médicas. Mas claro que aproveitei a visita e apresentei algumas demandas ao governador”, disse.
Buscando inserir a caatinga e o semiárido brasileiro no debate internacional de combate aos efeitos da seca e da desertificação, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) recebeu o seminário “Contribuições da comunidade científica brasileira para a temática de combate à desertificação”, realizado nesta terça-feira (15) na sede da Autarquia. A iniciativa é parte dos […]
Buscando inserir a caatinga e o semiárido brasileiro no debate internacional de combate aos efeitos da seca e da desertificação, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) recebeu o seminário “Contribuições da comunidade científica brasileira para a temática de combate à desertificação”, realizado nesta terça-feira (15) na sede da Autarquia.
A iniciativa é parte dos preparativos para a participação do Brasil na COP16 em Riad, capital da Arábia Saudita, entre os dias 2 e 13 de dezembro.
O evento no Recife reuniu especialistas, centros de pesquisa, universidades, representantes do governo e instituições financeiras e teve como um dos seus focos o desenvolvimento de soluções científicas e tecnológicas para mitigar os efeitos da desertificação no semiárido brasileiro.
Os pesquisadores debateram propostas para subsidiar a delegação brasileira na reunião internacional, que marca o 30º aniversário da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), um fórum crucial para discutir estratégias globais de recuperação de terras degradadas.
Coordenador de estudos e pesquisas da Sudene, o economista José Farias destacou a importância de articular ações coordenadas entre governo, academia e sociedade civil para enfrentar a desertificação.
“Buscamos criar parcerias com os atores deste cenário, reunindo instituições em prol da redução dos impactos das mudanças climáticas. Além disso, a Sudene tem atuado para dar apoio aos estados e municípios para efetivar as políticas públicas de combate à desertificação. Mobilizar conhecimento e tecnologia para promover o desenvolvimento sustentável na região é um dos nossos principais compromissos”, afirmou.
Entre os temas debatidos no seminário realizado na sede da Sudene, estiveram articulação científica, tecnologias sociais, incorporação de conhecimento das comunidades tradicionais e compreensão das dinâmicas demográficas que afetam o semiárido brasileiro.
Outra questão apontada pelos especialistas diz respeito à criação de mecanismos de financiamento que estimulem cadeias produtivas voltadas à neutralização da degradação da terra e dos biomas.
Os participantes do evento se comprometeram a redigir uma nota técnica que será submetida aos Ministérios do Meio Ambiente (MMA) e das Relações Exteriores como documento oficial a ser apresentado junto à COP 16. A produção deverá destacar a importância de ampliar o diálogo entre os diversos setores da sociedade e a comunidade internacional para enfrentar os desafios impostos pela desertificação, além de trazer intervenções específicas para as particularidades do semiárido nordestino, que representa 12% do território nacional.
Em janeiro deste ano, um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) identificou, pela primeira vez, características do clima árido no Brasil, na Bahia.
O correspondente científico do Brasil na UNCCD, Aldrin Perez, classificou o movimento de articulação científica como um processo urgente para atender o processo de restauração dos biomas suscetíveis aos efeitos críticos da desertificação, como a caatinga.
“Sinto que o nosso chamado foi acolhido internacionalmente. Os cientistas brasileiros precisam de um papel protagonista neste cenário, agindo de forma organizada para estimular o diálogo com as comunidades que vivem nestes territórios”, comentou o pesquisador, que integra a equipe do Instituto Nacional do Semiárido.
Além de debater a participação brasileira na COP 16, o seminário debateu os compromissos do país com a convenção da ONU. O organismo é um acordo internacional que relaciona o meio ambiente e o desenvolvimento com a gestão sustentável da terra. Existem 196 países signatários, além da União Europeia.
De acordo com o grupo, dados de 2022, até 40% dos territórios globais estão ameaçados pela desertificação, impactando diretamente o PIB mundial e o aumento da duração das secas. Para o semiárido brasileiro – onde a degradação da terra afeta quase 26 milhões de brasileiros residentes neste território – o combate ao avanço destes efeitos torna-se um dos pilares para garantir a sustentabilidade da região.
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